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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

STJ: Tesoureiro de Serra, suspeito de propinas não é criminoso, é “displicente”

Como já disse em “As denúncias de Amaury chegam à mídia”, começaram vir a público os conteúdos das investigações de Amaury Ribeiro Jr., jornalista investigado pela Polícia Federal durante as eleições por quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra. “Os documentos apresentados por Amaury (que podem ser vistos no Viomundo) ligam Ricardo Sérgio, diretor do BB no governo FHC e caixa de campanha de Serra em 2002 ao recebimento de propina nas privatizações do governo tucano, com movimentações de grandes somas no exterior quando tesoureiro do candidato do governo.” Já havia contado no terceiro artigo publicado sobre as supostas “vítimas” de quebra de sigilo que “Ricardo Sérgio de Oliveira, principal articulador da formação dos consórcios que disputaram o leilão das empresas de telecomunicações” e “ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, companheiro de militância política de Serra desde o regime militar, em 1998 foi caixa das campanhas de Fernando Henrique Cardoso, para a Presidência, e de Serra, para o Senado. Foi responsabilizado pelo Banco Central por um caminhão de irregularidades que favoreceram a entrada do Banco Opportunity em um consórcio para disputar o leilão da Telebrás. O mesmo caso em que” outra suposta “vítima”, “Luiz Carlos Mendonça de Barros, estava envolvida. O caso revelado pela IstoÉ em 2002, reforça a obscuridade levantada pela Veja em 1998.” Leia as matérias originais.
Agora, Ricardo Sérgio obteve habeas corpus para trancar ação penal a que respondia por gestão temerária de instituição financeira. Conforme a ministra do STJ, “os réus teriam agido ´displicentemente´ e sem ´atenção e seriedade devidas´, e só haveria crime se houvesse intenção do agente. A decisão pode ser lida abaixo. Há muita história para ser contada ainda, principalmente por Amaury que investigou as ligações entre Serra, Ricardo, a filha de Serra, Daniel Dantas (dono do Opportunity), suspeito de ser um dos maiores beneficiados com as privatizações e proximidade de tucanos do alto escalão na era FHC. Daniel Dantas que se beneficiou também na justiça, com dois habeas corpus, tem relações muito fortes na imprensa,  capaz de produzir matérias para se proteger na Veja e na Folha (leia mais aqui).

09/11/2010 – 13h31
Superior Tribunal de Justiça - O Tribunal da Cidadania

DECISÃO

Trancada ação penal contra ex-diretor do BB por concessão de fiança na privatização da Telebrás

O ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Ricardo Sérgio de Oliveira obteve habeas corpus para trancar ação penal a que respondia por gestão temerária de instituição financeira. A decisão, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), diz respeito à concessão de fiança à Solpart Participações Ltda., no valor de R$ 874 milhões, para que participasse do leilão de privatização da Telebrás, em 1998, em violação a regras do BB e do Banco Central.
Segundo a ministra Maria Thereza de Assis Moura, a denúncia aponta conduta culposa dos acusados – os réus teriam agido “displicentemente” e sem "atenção e seriedade devidas” –, mas o crime de gestão temerária só prevê a modalidade dolosa. Isto é, o crime só ocorre se há intenção do agente. Por isso, faltaria justa causa à ação.
Além disso, o chefe do Ministério Público (MP) reconheceu a falta de tipicidade do comportamento do principal responsável pela fiança, o então presidente do Conselho de Administração do banco, Pedro Pullen Parente, o que inviabiliza a manutenção da ação penal apenas contra supostos partícipes do fato.
À época, o procurador-geral da República entendeu que não havia provas documentais ou testemunhais que permitissem concluir que o ministro-chefe da Casa Civil (Pedro Parente) teria cometido os crimes de advocacia administrativa, perturbação à concorrência ou contra o sistema financeiro. Haveria, somente, afirmação do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro de que Parente teria favorecido o consórcio integrado pelo grupo Opportunity, ao conceder, sem contragarantias, a carta de fiança à Solpart.
Conforme a decisão do procurador-geral pelo arquivamento da ação contra Parente, a conduta ainda poderia, em tese, configurar ato de improbidade administrativa, o que estaria sendo apurado pelo MPF/RJ, mas também não revelaria o crime de prevaricação, por faltar a finalidade específica de agir para satisfação de interesse ou sentimento pessoal.
Fiança
A Solpart tinha capital social de R$ 1 mil e apresentou como garantia apenas o aval da empresa Techold Participações S/A, que tinha capital de R$ 20 mil. Os acusados argumentavam que aprovaram a operação em razão da participação de agentes econômicos como Opportunity, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e a Fundação Sistel de Seguridade Social.
O MP sustentava que tais garantias não bastariam, porque, em caso de insolvência da Solpart, esses agentes só responderiam até o limite de suas respectivas participações, e o BB não poderia resgatar o investimento. Alegava, ainda, que teriam se passado menos de 24h entre a confecção do documento de análise de risco e a celebração do contrato de fiança, o que demonstraria a não verificação de todas as questões necessárias.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dossiê: Aécio poderá ser denunciado por quebra de decoro

Brasil! Brasil!
05/Nov2010

Afinal, um senador deve responder a processo no Conselho de Ética por fatos ocorridos antes de assumir o mandato?

Novojornal

É grande o clima de insatisfação no Senado Federal  com o envolvimento do senador eleito Aécio Neves na confecção de um dossiê a respeito de integrantes da direção de seu partido PSDB, além de seu candidato à presidência da República José Serra.
O contra ataque do grupo de Serra poderá render ao senador mineiro um enorme desgaste. Evidente que se tal fato ocorrer, retira de Aécio a condição de presidir o Congresso.
O consultor-geral do Senado, Bruno Dantas Nascimento, explica que o regimento interno do Senado não define objetivamente o que é decoro parlamentar. E, para ele, não deve haver um conceito fixo.
“O que era decoro parlamentar hoje pode não ser amanhã. É um conceito que evolui de acordo com a cobrança da sociedade, de acordo com o sentimento dos membros (do Parlamento)”, diz.
E cita um exemplo. “Já houve um momento em que um deputado foi cassado porque foi de sunga para a praia. Naquela época (década de 60) ir para a praia de sunga não era algo compatível com o decoro parlamentar. Os homens iam de short até o joelho”, conta.
A opinião pessoal de Nascimento é a de que casos anteriores ao mandato não devem ser analisados pelo Conselho de Ética.”
Matéria Completa, ::Aqui::

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

As denúncias de Amaury chegam à mídia

Como disse no texto Quando a mídia não puder mais esconder, a mídia sabia de Paulo Preto.
A mídia sabia do dossiê contra Serra que Aécio encomendou para se proteger.
Mas o circuito Veja, Jornal Nacional, Folha e Estadão sempre selecionou e determinou quais são as verdades que devem ser ditas.
O exagero que marcou essa campanha produziu reações. A farsa da fita crepe montada pela Globo fez com que os próprios jornalistas da empresa vaiassem a montagem apresentada na última quinta-feira (leia aqui). O rídiculo comentado internacionalmente (aqui) pode levar a mudanças no comando da toda poderosa (aqui). Outras emissoras aproveitam a oportunidade para crescer sobre a maior adversária e romperam com as pautas pré-definidas. A Revista IstoÉ polarizou com a Veja, porém suas denúncias contra Serra não repercutem na Globo, Estadão e Folha.Veja no Viomundo a cobertura da Record.
O SBT desmascarou bem a farsa de Serra e da Globo. A Record passou a relatar o que já divulgávamos sobre Paulo Preto.
Como previ no outro artigo, os personagens principais e o conteúdo que importa da história de quebra de sigilos começa a tomar espaço na mídia.

Os conteúdos das investigações de Amaury começaram vir a público. Os documentos apresentados por Amaury (que podem ser vistos no Viomundo) ligam Ricardo Sérgio, diretor do BB no governo FHC e caixa de campanha de Serra em 2002 ao recebimento de propina nas privatizações do governo tucano, com movimentações de grandes somas no exterior quando tesoureiro candidato do governo. Aos poucos outros personagens vão sendo revelados como Gregório Marin Preciado, primo de Serra, que no ano de sua campanha movimentava com Ricardo a conta milionário no exterior. Outras figuras aparecerão pouco a pouco como o banqueiro Daniel Dantas, a filha de Serra, Verônica que teve sociedade em escritório de uma empresa em Miami com a irmão de Dantas entre 2000 e 2002.
Mas ainda há uma conspiração do silêncio no circuito que quer Serra Presidente. Nenhuma linha foi publicada pelos amigos do tucano (leia aqui).

O Jornalista Amaury que serviu a Aécio disse que os arapongas de Serra dentre eles, o ex-delegado da PF, Marcelo Itagiba (PSDB), também “já estaria produzindo dossiês, contra aliados de Dilma e contra o PMDB, há dois anos” (leia). Mas isso ainda não vai aparecer, exceto em jornais menores como O Dia Online.

Mas a mídia sabe. Essas informações nunca foram segredos para a mídia. Estavam na internet. Nos blogs. Nos arquivos da própria mídia.
Amaury já investigava Ricardo Sérgio em 2002 como mostra a reportagem abaixo da Revisto IstoÉ naquele ano.
A Revista Veja em 1998 também denunciava o então diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio, por usar fundos de pensão para a realização de negócios imobiliários de milhões de Reais.
Eles sabem. Só resta saber quando vão divulgar. Serra, se derrotado, o que pode esperar?

Matéria de Amaury Ribeiro Jr. em 2002, sobre Ricardo Sérgio, na Revista IstoÉ

Caixa explosivo: Caso Ricardo Sérgio


Relatório do Banco Central incrimina Ricardo Sérgio, que arrecadou dinheiro para Serra, em várias irregularidades
Amaury Ribeiro Jr., Revista IstoÉ, 24/3/2002
Principal articulador da formação dos consórcios que disputaram o leilão das empresas de telecomunicações, o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, está tirando o sono da cúpula do PSDB e dos coordenadores da candidatura do senador José Serra. Companheiro de militância política de Serra desde a época do regime militar, Ricardo Sérgio, que em 1998 foi caixa das campanhas de Fernando Henrique Cardoso, para a Presidência, e de Serra, para o Senado, acaba de ser responsabilizado pelo Banco Central por um caminhão de irregularidades que favoreceram a entrada do Banco Opportunity em um consórcio para disputar o leilão da Telebrás. Mantido em absoluto sigilo, o relatório do BC, ao qual ISTOÉ teve acesso, é uma bomba que vai jogar estilhaços por todos os lados. O efeito é tão devastador que uma operação foi montada na Polícia Federal do Rio de Janeiro para abafar o caso.
Amigo de Serra, com quem trabalhou entre 1998 e 1999 no Ministério da Saúde, montando uma central de informações que recrutava arapongas, o superintende da PF no Rio, delegado Marcelo Itagiba, usou um dispositivo que lhe permite promover reformas administrativas internas para afastar na semana passada o delegado que investigava o caso. Deuler da Rocha Gonçalves comandava os dois inquéritos (civil e criminal) que investigam a participação de Ricardo Sérgio e de outros caciques do PSDB nas supostas irregularidades ocorridas no processo de privatização. Os inquéritos foram transferidos para a delegada Patrícia Freitas, recém-chegada aos quadros da PF, que substituiu Deuler na Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais. Depois de ler o relatório do BC, Deuler havia antecipado a amigos que já possuía provas suficientes para indiciar Ricardo Sérgio e outros políticos ligados ao PSDB por falsidade ideológica, estelionato e corrupção.
Composto por atas de reuniões do Opportunity e da diretoria do Banco do Brasil, o relatório do BC, com cerca de 50 páginas, confirma o que o Ministério Público Federal já havia denunciado em 1999: a carta de fiança do BB, no valor de R$ 874 milhões, que permitiu à Solpart Participações Ltda, empresa do Banco Opportunity, participar do leilão, está repleta de irregularidades. De acordo com o BC, a Solpart, que não efetuou nenhum depósito e nem sequer ofereceu garantias para conseguir o empréstimo, foi fundada um mês antes do leilão, ocorrido em setembro de 1998, com o capital social irrisório de R$ 1 mil da Techold. Na avaliação do BC, esse dado já era suficiente para provar que a Solpart, que recebeu o nome inicial de Banco Opportunity Xin S.A., não teria condições de quitar a dívida.
Segundo o relatório, Ricardo Sérgio e os demais diretores do Banco do Brasil mentiram até mesmo na súmula de operações – na qual é analisada a proposta de garantia feita por empresas que tentam obter empréstimos –, ao dizerem que não foram apurados riscos na operação financeira. O risco seria detectado com uma simples consulta interna, que indicaria que a conta da Solpart havia sido aberta no BB cinco dias antes da aprovação do empréstimo. “A carta de fiança foi concedida apenas em critérios subjetivos, sem atentar para princípios da boa técnica bancária como os de seletividade, garantia, liquidez e diversificação dos riscos, demonstrando imprudência na gestão dos negócios da instituição financeira, fato que em tese configura delito”, diz o relatório do BC. O documento compromete também Pérsio Arida, que na condição de presidente do Conselho de Fiscalização do BB referendou a decisão de Ricardo Sérgio.
Fonte: Revista IstoÉ

Matéria da Revista Veja em 2002, também sobre Ricardo Sérgio:

Veja 19/08/98 - Saindo da sombra

O poderoso diretor do BB mexe com fundos de pensão que fazem negócios com seu sócio
David Friedlander e Felipe Patury

image O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, 52 anos, é um homem enigmático. É diretor da área externa do Banco do Brasil, responsável pelos negócios lá fora e por grandes clientes nacionais do banco. Não gosta de fotos, evita entrevistas e, sempre que pode, fica na sombra. É, também, um homem de hábitos refinados. Gosta de fumar charutos Romeo y Julieta, a fina flor da produção cubana, joga tênis e já foi visto num restaurante em Nova York, onde possui um apartamento, servindo-se de uma garrafa de vinho de 5.000 dólares. Fala inglês e francês com fluência. Casado há 26 anos, sem filhos, ele também gosta de cultivar amizades influentes. Entrou para o círculo dos tucanos pelas mãos do ministro Clóvis Carvalho, da Casa Civil, acabou indicado para o cargo pelo ministro José Serra, da Saúde, e tornou-se o único diretor do Banco do Brasil com quem o presidente Fernando Henrique Cardoso faz contatos ocasionais. Além de Oliveira, apenas o presidente do banco, Paulo César Ximenes, tem direito a essa deferência de FHC.
De umas semanas para cá, sua vida começou a sair das sombras. Ele comandou a entrada dos fundos de pensão no consórcio Telemar, que arrematou as empresas de telecomunicações do Rio de Janeiro ao Amazonas. Aí, descobriu-se que Ricardo Sérgio de Oliveira tem uma influência notável na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que, de tão poderoso, costuma arrastar atrás de si os demais fundos. Agora, descobriu-se que sua influência nos fundos, que, juntos, movimentam a cifra espetacular de 80 bilhões de reais, anda próxima dos seus negócios privados. Um exemplo. José Stefanes Ferreira Gringo, dono da construtora Ricci Engenharia, está concluindo um prédio em São Paulo, de 30 milhões de reais. Para vendê-lo, Gringo pediu a uma corretora de São Paulo, a RMC, que formasse um pool de compradores. A RMC cumpriu sua missão: formou um pool no qual estão nada menos que treze fundos de pensão. O problema da transação é que Gringo é sócio de Ricardo Sérgio de Oliveira na RMC. E Ricardo Sérgio de Oliveira, como se sabe, tem a palavra final nos negócios dos fundos de pensão.
A cronologia da venda pode dar a impressão de que Oliveira usou sua influência para convencer os fundos a comprar um prédio de um sócio seu. Não há evidência indicando que o diretor teve uma atuação clandestina, mas chama a atenção que esse não seja o único negócio do gênero. Agora, a mesma Ricci Engenharia acaba de aprontar a planta de quatro torres de edifícios comerciais em São Paulo, com um investimento de 150 milhões de reais. O projeto ainda não saiu do papel, depende de trâmites burocráticos, mas já tem um comprador garantido. A Previ decidiu, falta apenas assinar a papelada, ficar com dois dos quatro prédios, entrando com 70 milhões de reais. É a mesma genealogia. Ricardo Sérgio de Oliveira dá o tom dos negócios da Previ, e a Previ acaba fazendo negócios com seu amigo e sócio José Gringo. "Vamos ficar com dois prédios porque é um bom negócio", diz o presidente da Previ, Jair Bilachi. "Não houve nenhum tipo de pressão", completa ele.
image Gargalhadas — O triângulo financeiro pode ser apenas coincidência, mas ele só existe como produto de um desvio de função. Ricardo Sérgio de Oliveira é diretor da área internacional e, por rigor funcional, não tem nenhuma relação com o fundo de pensão do Banco do Brasil. É natural que os funcionários do banco, do presidente ao contínuo de agência, se preocupem com os rumos da Previ, que mais tarde irá afiançar suas aposentadorias. Mas nem isso acontece no caso de Oliveira. Ele não é funcionário de carreira do BB. Trabalhou dezessete anos no Crefisul, então sócio do Citibank, e chegou a vice-presidente de investimentos do Citi em Nova York, de 1980 a 1982. Em 1988, deixou o Crefisul e montou duas empresas, uma delas a corretora RMC. Só em 1995 foi convidado a trabalhar no Banco do Brasil. Ao chegar, logo se interessou pela Previ. Já promoveu reuniões de negócios entre a Previ e empresários. Para cravar sua influência, indicou um funcionário de sua confiança para ocupar a principal diretoria do fundo, a de investimentos. É João Bosco Madeiro, seu ex-chefe de gabinete no banco.
A intimidade de Ricardo Sérgio de Oliveira com os fundos começou assim que chegou ao governo, mas até agora não se sabia que os fundos estavam cruzando com negócios dos seus sócios. Sua atuação ficou mais clara na privatização da Telebrás, quando ajudou a formar o consórcio Telemar. A venda foi um abacaxi, pois o consórcio não tinha dinheiro para pagar a entrada, e deixou a impressão de que a atuação do diretor do banco teria irritado o ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros. Puro engano. Oliveira formou o consórcio a pedido do próprio governo, que queria pôr mais concorrentes no leilão com o legítimo interesse de subir o preço. Na semana passada, Oliveira e Mendonça foram vistos almoçando no restaurante Laurent, em São Paulo, e deram gostosas gargalhadas de uma notinha de jornal. "Não convidem para a mesma mesa Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio", dizia a notinha. Amigos, eles se conheceram há uns trinta anos, atuando no mercado financeiro, origem de ambos. "Eu não vou ficar irritado com um amigo meu", diz o ministro. "Mas quem é amigo dele mesmo é o Serra e o Clóvis."
A tarefa de reunir os fundos para participar da privatização não é uma novidade na vida de Ricardo Sérgio de Oliveira. Ele fez o mesmo tipo de operação na privatização da Vale do Rio Doce, em maio do ano passado. A diferença é que, na época, sua atuação no caso da Vale não apareceu em público. O governo pode ter todo o interesse em manter um funcionário hábil e competente para reunir fundos de pensão nas privatizações, com o objetivo de aumentar o preço e valorizar seu patrimônio. As coisas só começam a ficar nebulosas quando o funcionário também articula a potência financeira dos fundos para fazer negócios com seus sócios. Na semana passada, Ricardo Sérgio de Oliveira conversou com VEJA sobre o assunto. Falou de sua vida pessoal e suas funções no banco. Mas, antes que o assunto entrasse nos seus negócios privados, o diretor pediu para entrar em contato mais tarde com a revista. Até a noite de sexta-feira, o contato não voltou a ser estabelecido.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Privatizações do PSDB e espiões contra Aécio: alvos de Amaury

Blog da Dilma:
outubro 23rd, 2010 |  Autor: Jussara Seixas

Nos trechos extraídos de depoimento de Amaury à PF, o jornalista detalha seu envolvimento no caso da quebra de sigilo de tucanos e familiares de Serra. Foto: ReproduçãoNos trechos extraídos de depoimento de Amaury à PF, o jornalista detalha seu envolvimento no caso da quebra de sigilo de tucanos e familiares de Serra
Foto: Reprodução

O depoimento do jornalista Amaury Martins Ribeiro Júnior, dado à Polícia Federal no último dia 15 de outubro e publicado nesta sexta-feira (22) pelo site do jornal O Estado de S.Paulo, relata a investigação que ele diz ter feito sobre o processo de privatização das empresas de telecomunicações durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e o esquema de espionagem que teria sido montado por pessoas próximas ao candidato presidencial tucano José Serra contra o então governador de Minas Gerais Aécio Neves, ambos do PSDB.

O depoimento também detalha os contatos que Amaury diz ter mantido com o jornalista Luiz Lanzetta, da empresa Lanza Comunicações, segundo Amaury contratada para cuidar das comunicações da pré-campanha da candidata Dilma Rousseff. Esses trechos podem ser lidos na reportagem: Jornalista afirma que Falcão, do PT, copiou sua investigação.

Em seguida, trechos inicias do depoimento publicado nesta sexta-feira. Ao falar sobre o motivo das investigações, Amaury Júnior diz o seguinte:

“…esclarece que trabalhava na compilação dos dados das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso em que tinha Ricardo Sérgio de Oliveira como operador principal da formação dos consórcios que participaram das privatizações das teles, cobrança de propina e criação do modus operandi para para internar valores escusos das Ilhas Virgens Britanicas no Brasil, que inclusive se compromete a oferecer para a juntada dos autos o material coletado ao longo do seu trabalho, o qual esclarecerá o detalhadamente o esquema mencionado acima”.

Segundo o jornalista, a investigação – iniciada por vontade dele – começou quando Amaury trabalhava para o jornal O Globo, na sucursal de São Paulo, há cerca de 10 anos. Depois disso, ele ingressou no Jornal do Brasil, onde publicou a primeira reportagem sobre o assunto, envolvendo Ricardo Sérgio.

Em seu relato, Amaury Júnior diz ainda que:

“…em 2003 teve acesso a dados enviados pela promotoria de Nova Iorque à CPI do Banestado e à Polícia Federal, dos quais constava que Ricardo Sérgio movimentava milhões de dólares, por meio de doleiros, no exterior, inclusive em paraísos fiscais.

Ele lembra que publicou matérias jornalísticas sobre tais documentos e fatos, na revista Isto É, no ano de 2003, tendo sido, então, processado judicialmente, por danos morais, por Ricardo Sérgio.

O relato prossegue:

“…na sua defesa, na exceção da verdade, obteve ordem judicial destinada à CPI do Banestado para que fossem entregues todos os documentos que apontassem movimentação de valores de Ricardo Sérgio de Oliveira no exterior, além de outras pessoas relacionadas ao processo de privatização de empresas estatais brasileiras, dentre elas Gregório Marin Preciado, Carlos Jereissati, Ronaldo de Souza, sócio de Ricardo Sérgio, sempre com apontamentos de transações financeiras entre elas no exterior”.

Amaury afirma no depoimento que no final de 2003 parou de escrever sobre o assunto, apesar de não ter deixado de investigar o caso, já que pretendia escrever um livro sobre o tema. Depois disso, foi trabalhar no jornal Correio Braziliense e em seguida, após sofrer um atentado, transferido para o jornal O Estado de Minas.

O jornalista prossegue no depoimento publicado:

“…em dezembro de 2007, tendo tomado ciência de que um grupo clandestino de inteligência estaria seguindo o então governador do estado, Aécio Neves, decidiu investigar quem eram os integrantes de tal grupo e a motivação de seus trabalhos; que, recorrendo as suas fontes na comunidade de informações, dentre elas Idalberto Matias de Araújo, obteve informação de que se tratava de grupo que trabalhava para José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba, sendo que faziam parte do grupo o agente do SNI Luiz Fernandes Barcelos, o delegado Federal Pedro Birvane e outros dois agentes, um do SNI que não se recorda o nome, e outro da PF de nome Darlan”.

Amaury relata ainda que, durante o ano de 2008, e diante das informações obtidas de Idalberto e outros agentes, decidiu retomar as investigações das privatizaçoes, naquele momento focando também pessoas ligadas a José Serra. O jornalista afirmou no depoimento:

“…utilizando os mesmos métodos de investigação anteriores, passou obter documentos em cartório, juntas comercias, órgãos de Justiça no Brasil e EUA, tendo obtidas procurações e outros documentos que apontavam para a existência de empresas – off shores sediadas em paraísos fiscais, em nome da filha de José Serra, Verônica Allende Serra e de seu esposo Alexandre Bourgeois; que funcionavam no mesmo escritório operado por Ricardo Sérgio de Oliveira, nas Ilhas Virgens; que investigou tais empresas, tendo ficado evidente, para o declarante, que as mesmas foram utilizadas para internação de valores em território pátrio”.

Ainda segundo ele: “…para realizar tais investigações, necessitou fazer várias viagens nos anos de 2008 e 2009, principalmente para São Paulo-Capital, algumas para Brasília, sendo que as despesas de viagem e de obtenção dos documentos foram custeadas pelo órgão de imprensa no qual trabalha, ou seja, O Estado de Minas.”

O jornal divulgou nota negando que tenha pago viagens do jornalista no período em que, segundo investigação da Receita Federal, foram acessados dados fiscais de integrantes do PSDB e familiares do candidato José Serra, em setembro e outubro de 2009.

Brasil Nova Era:
Para saber mais sobre Ricardo Sérgio
Conheça outras “vítimas” de quebra de sigilo:
Luiz Carlos Mendonça de Barros
Gregório Marin Preciado
Eduardo Jorge
Verônica Serra

Às favas a verdade factual

Nunca na história eleitoral brasileira a mídia nativa mostrou tamanho pendor para a ficção.

Por Mino Carta.
Foto: reprodução

Nunca na história eleitoral brasileira a mídia nativa mostrou tamanho pendor para a ficção

Há quatro meses CartaCapital publicou a verdade factual a respeito do caso da quebra do sigilo fiscal de personalidades tucanas. Está claro que a chamada grande imprensa não quer a verdade factual, prefere a ficcional, sem contar que em hipótese alguma repercutiria informações veiculadas por esta publicação. Nem mesmo se revelássemos, e provássemos, que o papa saiu com Gisele Bündchen.

Furtei a expressão verdade factual de um ensaio de Hannah Arendt, lido nos tempos da censura brava na Veja que eu dirigia. Ela é o que não se discute. Diferencia-se, portanto, das verdades carregadas aos magotes por cada qual. Correspondem às visões que temos da vida e do mundo, às convicções e às crenças. Às vezes, às esperanças, às emoções, ao bom e ao mau humor.

Por exemplo: eu me chamo Mino e neste momento batuco na minha Olivetti. Esta é a verdade factual. Quatro meses depois da reportagem de CartaCapital sobre o célebre caso, a Polícia Federal desvenda o fruto das suas investigações. Coincide com as nossas informações. O sigilo não foi quebrado pela turma da Dilma, e sim por um repórter de O Estado de Minas, acionado porque o deputado Marcelo Itagiba estaria levantando informações contra Aécio Neves.

Nesta edição, voltamos a expor, com maiores detalhes, a verdade factual. E a mídia nativa? Desfralda impavidamente a verdade ficcional. Conta aquilo que gostaria que fosse e não é. Descreve, entre o ridículo e o delírio, uma realidade inexistente, porque nela Dilma leva a pior, como se a própria candidata petista fosse personagem de ficção. Estamos diante de um faz de conta romanesco, capaz talvez de enganar prezados leitores bem-postos na vida, tomados por medos grotescos e frequentemente movidos a ódio de classe.

Ao sabor do entrecho literário, pretende-se a todo custo que o repórter Amaury Ribeiro Jr. tenha trabalhado a mando de Dilma. Desde a quarta 20, a Folha de S.Paulo partiu para a denúncia com uma manchete de primeira página digna do anúncio da guerra atômica. Ao longo do dia, via UOL, teve de retocá-la até engatar a marcha à ré.

Deu-se que a Polícia Federal entrasse em cena para confirmar com absoluta precisão os dados do inquérito e para excluir a ligação entre o repórter e a campanha petista.

Edição 619O recorde em matéria de brutal entrega à veia ficcional cabe, de todo modo, à manchete de primeira página de O Globo de quinta 21, obra-prima de fantasia ou de hipocrisia, de imaginação desvairada ou de desfaçatez. Não custa muito esforço constatar que o jornal da família Marinho acusa a PF de trabalhar a favor de Dilma, com o pronto, inescapável endosso do Estadão. Texto da primeira página soletra que, segundo “investigação da PF, partiu da campanha de Dilma Rousseff a iniciativa de contratar o jornalista”. Aqui a acusação se agrava: de acordo com o jornalão, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, a quem coube apresentar à mídia os resultados do inquérito, é mentiroso.

Seria este jornalismo? Não hesito em afirmar que nunca, na história das eleições brasileiras pós-guerra, a mídia nativa permitiu-se trair a verdade factual de forma tão clamorosa. Tão tragicômica. Com destaque, na área da comicidade, para a bolinha de papel que atingiu a calva de José Serra.

A fidelidade canina à verdade factual é, a meu ver, o primeiro requisito da prática do jornalismo honesto. Escrevia Hannah Arendt: “Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece, e que acontece porque é”. Este final, “porque é”, há de ser entendido como o registro indelével, gravado para sempre na teia misteriosa do tempo. A verdade factual é.

Dulcis in fundo: na festa da premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil, noite de segunda 18, o presidente Lula contou os dias que o separam da hora de abandonar o cargo e deixou a plateia de prontidão para as palavras e o tom do seu tempo livre pós-Presidência. Não mais “comedido”, como convém ao primeiro mandatário. E palavras e tom vai usá-los em CartaCapital. Apresento o novo, futuro colunista: Luiz Inácio Lula da Silva.

Por enquanto, ao presidente e à sua candidata não faltou na festa o apoio de dois qualificadíssimos representantes do empresariado. Roberto Setubal falou em nome dos seus pares. Abilio Diniz, de certa forma a representar também os consumidores, em levas crescentes na qualidade de novos incluídos.

A mídia nativa não deu eco, obviamente, a estes pronunciamentos muito significativos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Livro do Amaury: a PF vai dizer que é o Aécio ? | Conversa Afiada

Publicado em 20/10/2010

O Aécio está para O Estado de Minas como Serra para o PiG (**)

O Conversa Afiada sabe que a Polícia Federal está indignada com a armação da Folha(*) de São Paulo: Folha entrevista advogada de EJ.
Não fosse o vasoduto do EJ a Polícia Federal não divulgaria o resultado da sua investigação sobre o livro do Amaury antes da eleição.
A Polícia Federal, que morre de medo do PiG (**), e muitas vezes para ele trabalha, temia ser acusada de ajudar a candidatura da Dilma.
O que a Polícia Federal pretende fazer agora é convocar uma coletiva para hoje ou amanhã e desmentir a Folha (*).
A PF já sabe que são sólidos os vínculos de Amaury Jr. e sua investigação como um trabalho que desenvolvia no jornal O Estado de Minas.
A PF suspeita seriamente que por trás do livro do Amaury esteja o governador Aécio Neves ou alguém a ele umbilicalmente ligado.
Aécio Neves está para O Estado de Minas como José Serra para o PiG (**).
A suspeita da Polícia Federal é que a reportagem de Amaury serviria como “argumento” para convencer José Serra a realizar prévias para escolher o candidato tucano à presidência da República.
A “reportagem” da Folha (*) seria o Golpe dentro do Golpe.
Clique aqui para ler no blog do Nassif.
Ou seja, botar a culpa do Amaury nas costas da Dilma.
E não chegar a ligação de Amaury com o Estado de Minas e com Aécio Neves.
Há mais verdades entre o céu e a Terra do que imagina a vã filosofia da Folha (*).
As impressões digitais do livro do Amaury não são da Dilma.
O Conversa Afiada encaminha nesse momento ao Ministro da Justiça que, supostamente, manda no Luiz Fernando Corrêa da Polícia Federal, as seguintes perguntas:

o Amaury pagou para obter o sigilo fiscal ?

Quem pagou pelo Amaury ?

Foi O Estado de Minas ?

Quem encomendou ao Estado de Minas ?

Foi o Aécio ?

Cordialmente, este ordinário blogueiro, Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Livro do Amaury: a PF vai dizer que é o Aécio ? | Conversa Afiada

A razão do vazamento do inquérito da PF - Portal Luis Nassif

 Luis Nassif

Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.
A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves - como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.
Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.
No entanto, a advogada de Eduardo Jorge - que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça - conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
Neste momento - segundo informações de repórteres de Brasília com acesso a investigadores - discute-se na PF a oportunidade ou não de uma coletiva para colocar as peças no devido lugar.
Aparentemente, a manobra de Eduardo Jorge com o jornal acabou sendo um tiro no pé. A partir de agora, não dará mais para a velha mídia ignorar o tema.
PS - Publico aqui no portal porque o blog não está dando conta do número de acessos.

A razão do vazamento do inquérito da PF - Portal Luis Nassif

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Folha vai apurar escândalo da filha de Serra. Depois das eleições. Talvez…

Viomundo:
23 de setembro de 2010 às 12:51

Leandro Fortes: Só rindo, mesmo

Verônicas: a Folha está apurando!

por Leandro Fortes, no Brasília Eu Vi

Enfim, um caso exemplar de jornalismo investigativo na imprensa brasileira

Leio no Blog do Nassif um post sobre a carta do leitor Ricardo Montero enviada à ombudsman da Folha de S.Paulo, Suzana Singer, na qual ele questiona as razões de o jornal paulistano não ter repercutido a informação, publicada na CartaCapital, sobre a monumental quebra de sigilo bancário levada a cabo pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra, filha de José Serra, e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas. O leitor de Nassif quis saber o porquê de a Folha ter ignorado a matéria da Carta, mas ter dado amplo destaque a uma outra, da Veja, sobre a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Abaixo, a carta de Montero, sobre a qual comento em seguida:

“Prezada ombudsman,

O que justifica a Folha nada comentar a respeito da matéria da CartaCapital desta semana, que mostra a violação do sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros pela firma Decidir.com, ocorrida em 2001, sendo a empresa de propriedade de Verônica Dantas e Verônica Serra?

O que justifica a Folha, ao repercutir a matéria da Veja desta semana (caso Erenice Guerra), engolir a versão do repórter da Veja, apesar de desmentidos categóricos vindos até de sua suposta fonte (que inclusive é erradamente apresentado pela revista como dono de uma empresa envolvida no imbróglio)? A folha não deveria agira com mais cuidados neste caso?

Enfim, nos últimos tempos, a Folha tem se superado na ruindade. Saudades do Frias-pai!

Cordialmente

Ricardo Montero”

A resposta de Suzana Singer, curta e melancólica, restringiu-se a repassar ao leitor uma informação burocrática, eivada de pavor funcional, do editor Allan Gripp, da editoria do caderno Poder da Folha. Eis-la:

“Caro Ricardo,
agradeço sua manifestação. Abaixo transcrevo resposta de Alan Gripp, da editoria do caderno Poder.
Atenciosamente,

Suzana Singer

“Nós estamos apurando a história, mas não tivemos acesso ainda ao processo (em sigilo).”

Quando li o post no Nassif, dei uma gargalhada. Uma sonora e feliz gargalhada, uma reação familiar às desgraças do cotidiano que eu e meus irmãos herdamos de meu pai que, até hoje, aos 75 anos, sofre de maravilhosos ataques de risos quando diante de tolas tragédias do dia-a-dia.

Então, a Folha não repercutiu a matéria da Carta porque está “apurando a história”? Como assim? Essa história já foi apurada pela Folha em 2001! Foi um então repórter da Folha, Wladimir Gramacho, que descobriu a quebra de sigilo. Na época, no entanto, ele se centrou não no quadro societário da Decidir.com, formado pelas Verônicas, mas na emissão de cheques sem fundo de 18 deputados. Para apressar a apuração e ajudar a Folha a publicar o assunto antes das eleições de 3 de outubro, aconselho ao editor de Poder buscar as informações nos arquivos digitais do jornal, embora, hoje, não seja uma tarefa muito fácil. A Folha tratou de tornar quase impossível, mesmo aos assinantes, encontrar a matéria pelo site do jornal. Só consegue acessar a reportagem quem sabe a data exata da publicação – 30 de janeiro de 2001 –, mesmo assim, depois de passar pelo índice da edição e dar de cara com uma manchete totalmente descolada do assunto principal: “18 deputados emitiram cheques sem fundo”.

Mas fica a dica, à guisa de generosidade.

Outra coisa: de onde o editor tirou essa história de que existe um processo? Ainda mais em sigilo? Só se for algum tipo de sigilo editorial, porque, na Justiça mesmo, nada foi aberto. O acordo das Verônicas com o Banco do Brasil, no governo Fernando Henrique Cardoso, embora sutilmente noticiado pela Folha, não foi investigado por ninguém, apesar de o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB, ter enviado ao Banco Central um pedido de explicação por conta da quebra do sigilo bancários dos 18 deputados que emitiram cheques sem fundo – um crime muito mais grave, como se sabe, do que se associar à família Dantas para quebrar o sigilo bancário de estimados 60 milhões de brasileiros.

Então, meus caros leitores, só rindo mesmo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Serra e a mídia chantagearam Kassab?

Pode ser coincidência. Desde o início do mês a imprensa tem cogitado a possibilidade de Kassab ir para o PMDB (eu publiquei aqui: Quando o barco afunda… Kassab pode ir para o PMDB). O assunto foi tomando maior espaço na mídia e se confirmando com informações vindas do PMDB nacionala e paulista. Até que Serra começou a negar a hipótese de Kassab sair do DEM (como se fosse sua a decisão). Outro fato curioso foi o Editorial do Estadão de 13 de setembro, intitulado “O Centro esquecido”, criticando Kassab (leia abaixo) por não aplicar 121 milhões de Reais no Centro da Cidade, região abandonada pela atual administração, e onde a Cracolândia vem se notabilizando e o do número de moradores de rua vem crescendo. É estranho que Kassab só agora comece a ser considerado incompetente pelo jornal, justamente nesse momento, pois até hoje, assim como Serra, o Prefeito tem sido blindado pela mídia paulista (vide as enchentes de São Paulo). Também surpreende a atenção dada pelo Editorial, já que o Estadão, com Dilma se confirmando à frente nas pesquisas,  tem reservado suas manchetes para requentar o denuncismo da Veja para Serra se apropriar no horário eleitoral à noite.

Essa história lembra outra edição do mesmo jornal quando publicou o artigo de Mauro Chaves em 28 de fevereiro de 2009 com o título “ Pará, governador” (leia mais aqui). Era uma critica às aspirações políticas de Aécio Neves de competir com Serra pela candidatura à Presidência. O artigo que insistiu em terminar com a frase”“ Pará, governador” pareceu mais uma mensagem cifrada. A insinuação contra Aécio, que segundo Juca Kfouri foi flagrado de humor alterado, batendo na namorada em uma festa, parece ter feito com que o Governador se sentisse ameaçado com a possibilidade de dossiês sobre sua vida e hábitos pessoais. Sabe-se que o jornal Estado de Minas estaria, neste período, em contrapartida, preparando uma “investigação especial” sobre Serra. Um dos seus jornalistas na época, Amaury Ribeiro Jr., promete lançamento em 2011 de um livro, baseado em documentos obtidos de forma lícita, sobre os bastidores das privatizações quando Serra era Ministro. Naquele período sua filha abrira uma empresa em Miami com a irmã de Daniel Dantas, o mesmo que ganhou muito dinheiro na época, pelo suposto favorecimento de tucanos que hoje se dizem vítimas de quebra de sigilo, ocorridas justamente na época da disputa Serra/Aécio. Com apenas 2 anos de existência, o escritório de Verônica Serra em Miami fechou no mesmo ano em que Serra disputou a eleição contra Lula, em 2002.

Essa guerra de dossiês, de disputas partidárias internas, com a possível utilização de jornais como instrumentos de ameaça, nos deixam com a pulga atrás da orelha. Vamos ver o comportamento de Kassab. Talvez ele só espere as eleições. Talvez se sinta ameaçado e volte atrás. Se não voltar, o que deveremos observar é se cessará a blindagem da mídia. Estou curioso!

O Centro esquecido

 

Prefeitura de SP deixa de aplicar R$ 121 mi no Centro

A Prefeitura de São Paulo tem pelo menos R$ 121,2 milhões na gaveta para projetos que poderiam criar habitações populares, oferecer cursos profissionalizantes e fornecer equipamentos de trabalho para moradores de rua. O dinheiro é quase o total de recursos já investidos neste ano pela Secretaria Municipal de Assistência Social, pasta responsável pelo atendimento aos sem-teto. E a maior parte está disponível há sete anos. Enquanto isso, o Centro vive um problema crônico de crescimento do número moradores de rua. Levantamento da Prefeitura aponta que, de 2000 para 2009, o número de sem-teto subiu de 8 mil para 13 mil.

A maior parte do dinheiro para atacar a questão vem de uma linha de crédito internacional contratada em 2003, quando a Prefeitura fez um empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O restante vem do governo federal, que reservou R$ 6,2 milhões para a fornecer máquinas e locais de trabalho para catadores de material reciclável. A prefeitura argumenta que os programas não estão parados e serão concluídos.

O Programa Procentro recebeu linha de crédito de US$ 100,4 milhões do BID para 137 atividades, segundo prestação de contas disponível nos sites da prefeitura e do banco. Desse total, dez programas estão em andamento no momento. A lista aponta que 57 atividades ainda não tiveram início. O montante ainda disponível é de US$ 65 milhões (R$ 115 milhões). Entre as atividades que não começaram está a execução de obras para transformação de cortiços em habitações de interesse social (HIS), moradias tidas como essenciais para a melhoria do centro - tem recursos previstos em R$ 1,1 milhão. A recuperação de edifícios para o mesmo fim tinha R$ 7,2 milhões reservados. Há também projetos em áreas de infraestrutura urbana, como serviços de melhoria do trânsito e do transporte público.

Outro lado

A prefeitura contesta os dados do próprio site sobre o número de atividades em andamento no programa de revitalização do centro. Diz que seriam 117 atividades, não 137, como diz a página na internet. Mas a nota da Secretaria de Desenvolvimento Urbano não explica o motivo da diferença de números.

O texto diz que parte do dinheiro parado no BID já foi solicitada ao banco internacional - "US$ 66,4 milhões (66,1% do total) foram contratados até 31 de julho, faltando comprometer US$ 33,9 milhões (R$ 58,2 milhões)", afirma a nota. A secretaria informa ainda que o remanejamento de recurso não vai comprometer a execução dos serviços. "A movimentação orçamentária não afetará financeiramente, tampouco a execução das ações programadas, ou seja, a verba permanece inalterada."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Tucanos mais suspeitos do que nunca, na quebra de sigilo fiscal da filha de Serra

Os Amigos do Presidente Lula:
sexta-feira, 17 de setembro de 2010

No dia 2 de setembro, o office boy Ademir Estevam Cabral, apareceu no noticiário com envolvido nas procurações falsas usadas para tirar a 2ª via da declaração de renda da filha de José Serra (PSDB) na Receita Federal, em 2009.
Naquele dia, Cabral deixou escapar que iria primeiro procurar orientação de um advogado, que chamou de "dr. Marcel, da Paulista".
Estava óbvio que o caminho da investigação para chegar ao mandante passava por esse "Dr. Marcel da Paulista".
No dia 14, o contador Antonio Carlos Atella Ferreira, quem assinou a retirada da declaração com a procuração falsa, entregou mais dois nomes: Arão Queiroz, um despachante, que já ficou mais de três anos na cadeia por estelionato, e o advogado Marcel Schinzari, para quem Cabral já trabalhou (e só pode ser o "Dr. Marcel da Paulista").
Todos negam envolvimento com a falsificação. Está claro que Attela, Cabral e Arão são os peixes pequenos, os que operam a mando de outros.
O advogado Marcel Schinzari torna-se o principal foco da investigação como provável elo para chegar aos verdadeiros mandantes.
Um leitor do blog do Nassif apurou que no escritório Schinzari Advogados Associados, onde o advogado trabalha, outro colega e parente de nome Jesus Lucas Schinzari, é filiado ao PSDB.
Cada vez chega mais perto de adversários de Serra dentro do PSDB o mandante desse vazamento.

Os Amigos do Presidente Lula: Tucanos mais suspeitos do que nunca, na quebra de sigilo fiscal da filha de Serra

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PT critica omissão da mídia sobre arapongagem do PSDB no RS

Portal Vermelho:
14 de Setembro de 2010 - 19h28

A espionagem de políticos, jornalistas, advogados e policiais na Casa Militar do Governo Yeda Crusius (PSDB) é, praticamente, dez vezes maior do que se imaginava. Em vez das 10.000 consultas já reveladas, o sargento César Rodrigues de Carvalho, atualmente preso, acessou 95.000 vezes os dados do Sistema de Consultas Integradas.

A informação foi dada à rádio Guaíba pelo promotor de Justiça Amilcar Macedo, encarregado da investigação. Macedo foi além: adiantou que a listagem que possui em mãos inclui muitos nomes novos, que não revelou, e a violação de sigilo de "autoridades de maior status".
Foram 51.000 acessos em 2009 - ou seja, 4.250 por mês. Em 2010, ano eleitoral, a atividade de arapongagem, que já era grande, aumentou expressivamente. Até o dia 10 de agosto, o total bateu em 44.000 acessos. Na tarde passada, o promotor Macedo foi barrado no Palácio Piratini, a sede do governo gaúcho. Ele pretendia conversar com a chefia da Casa Militar. Após 1h20m, o promotor conseguiu cruzar o portão. Dali, seguiu para uma garagem que abriga os carros da Casa Militar onde realizou diligência.
O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), qualificou como um "absurdo" o fato ocorrido no governo tucano do Rio Grande do Sul e estranhou o comportamento da mídia nacional em relação ao caso. "Tudo que resvala nos tucanos é omitido, a exemplo da reportagem da revista Carta Capital que mostra a participação de Verônica Serra e de sua sócia Verônica Dantas na violação do sigilo bancários de 60 milhões de brasileiros no governo Fernando Henrique", disse o líder.
Para Ferro, a omissão da mídia tanto no Rio Grande do Sul como do resto do País em relação à arapongagem no governo Yeda Crusius "mostra claramente a parcialidade da maior parte dos meios de comunicação do Brasil. Falam, sem nenhum fundamento, que o governo Lula seria uma ameaça à imprensa, mas a maior ameaça é o próprio comportamento da mídia, que ignora os princípios mais elementares do jornalismo. Na prática, a mídia brasileira foi ‘mexicanizada'. Isto é, criou-se uma espécie de PRI (Partido Revolucionário Institucional) da mídia, com um pensamento único prevalecendo, sem espaço para o contraditório".
O deputado Fernando Marroni (PT-RS) também mostrou perplexidade com os escândalo da arapongagem tucana no Rio Grande do Sul e com falta de disposição da mídia local e nacional de investigar o caso. "Dá-se uma enorme cobertura a denúncias falsas com suposto envolvimento do PT, como no caso da violação de dados da Receita Federal em São Paulo, mas no caso do Rio Grande do Sul, com provas claras de cometimento de um crime, há um silêncio sepulcral. Que liberdade de imprensa é esta? É um caso estarrecedor de omissão e posicionamento partidário da mídia".
Marroni lembrou que há dez dias a Polícia Federal prendeu três pessoas suspeitas de fazerem parte de um esquema fraudulento que teria causado um prejuízo de cerca de R$ 10 milhões ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul - Banrisul. "O grupo foi nomeado por Yeda Crusius, mas a mídia gaúcha refere-se aos suspeitos como quadrilha, como se nada tivesse a ver com a governadora", comentou o parlamentar.
O araponga do PSDB disse ao promotor que agia obedecendo determinações de superiores e, também, por curiosidade. Já o ex-ouvidor Paiani afiança que a ordem para espionar adversários políticos parte do núcleo de poder do governo tucano.
Usando sua senha do Sistema de Consultas Integradas, o sargento Carvalho violou dados sigilosos do ex-ministro Tarso Genro, atual candidato do PT ao governo estadual; do coordenador da campanha estadual petista, ex-deputado Flávio Koutzii; da ex-presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT); do senador Sérgio Zambiasi (PTB), de dois deputados do PTB e do ex-vice prefeito de Porto Alegre, Eliseu Santos, assassinado em fevereiro deste ano.
Vasculhou ainda a vida de jornalistas, advogados e policiais. No caso de Stela e de seu colega, o deputado estadual Luis Augusto Lara, o espião acessou dados, fotos e monitorou as rotinas dos filhos deles, inclusive de uma criança de oito anos.
Fonte: Liderança do PT na Câmara

PT critica omissão da mídia sobre arapongagem do PSDB no RS - Notícias do Rio Grande do Sul - Portal Vermelho

Cloaca News: VERÔNICA DESNUDA – APRESENTAMOS O SITE DA EMPRESA DA FILHA DE SERRA

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

VERÔNICA DESNUDA – APRESENTAMOS O SITE DA EMPRESA DA FILHA DE SERRA

Se você ainda não leu reportagem de Leandro Fortes, na Carta Capital, em que é denunciada a violação, pela empresa Decidir Brasil (de Verônica Serra e Verônica Dantas) dos sigilos fiscal e bancário de milhões de brasileiros, clique aqui.

Para saber quais os serviços prestados pela Decidir Brasil, na ocasião, graças à violação dos sigilos, clique aqui.

Os links da Decidir Brasil foram recuperados graças à boa memória do Wayback Machine.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

RBS TINHA DEZ SENHAS DO GOVERNO YEDA PARA ESPIONAR DESAFETOS

Cloaca News:
terça-feira, 14 de setembro de 2010

Depois de admitir, por meio de nota publicada no tabloide venal Zero Hora, que o araponga lotado na Casa Militar do Palácio Piratini era informante do Grupo RBS (afiliado da Globo no RS e em SC), o império mafiomidiático gaúcho está às voltas com mais uma sarna: pelo menos dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança foram distribuídas pelo governo Yeda Crusius (PSDB) aos repórteres do conglomerado da Famiglia Sirotsky. A informação foi veiculada pelo Twitter do jornalista Vitor Vieira, profissional que passa longe de ser considerado um “petista”.

Com a revelação, a sociedade passa a conhecer melhor as outras fontes “jornalísticas” da corporação. Como se sabe, os veículos da RBS também costumam basear seus “furos de reportagem” em materiais apócrifos e anônimos encontrados nos latões de lixo dos estacionamentos de Porto Alegre.

Até o momento, a laboriosa colunista-abelha de ZH e o operoso comentarista-vendedor-de-salames da RBS não se manifestaram sobre a violação, pela empresa, de seu próprio Código de Ética.

Aguardam-se, para breve, as posições da ARI (Associação Rio-grandense de Impresa), da ANJ (Associação Nacional de Jornais), da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e do Sindicato dos Jornalistas.

Cloaca News: RBS TINHA DEZ SENHAS DO GOVERNO YEDA PARA ESPIONAR DESAFETOS

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Amaury repete à PF que não violou sigilo. Dados da filha de Serra são públicos

Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada:
Publicado em 13/09/2010

O Conversa Afiada acaba de receber um documento sob a forma da “Nota de esclarecimento”, assinado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, da TV Record.
Trata-se de súmula do depoimento que prestou hoje à Polícia Federal em São Paulo, a propósito da “Operação Caribe” sobre lavagem de dinheiro.
O depoimento é em torno do livro que Amaury lançará em breve e que já aloprou Serra – clique aqui para ler “O Livro que aloprou Serra”.
Como leitura complementar, leia o que Leandro Fortes e a Carta Capital publicaram: como a filha de Serra e a irmã de Dantas abriram 50 milhões de sigilos fiscais e o Governo FHC/Serra abafou.
Neste documento, Amaury reafirma que suas fontes são públicas.
Não violou nenhum sigilo na Receita.
E o mais importante: todos os documentos de seu livro estão, desde hoje, de posse da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, além das promotorias distritais de Miami e de Nova York.
Vai chover pena de tucano para todo lado.
Para ajudar o amigo navegante a entender a questão, o Conversa Afiada publica a “Nota de Esclarecimento”
notaamaury1 
notaamaury2

E e o post que aloprou Serra e trata, com detalhes, da filha do Serra e de seu genro :

Livro desnuda a relação de Serra com Dantas. É por isso que Serra se aloprou
O Conversa Afiada recebeu de amigo navegante mineiro o texto que serve de introdução ao livro “Os porões da privataria” de Amaury Ribeiro Jr., que será lançado logo depois da Copa, em capítulos, na internet.
Vai desembarcar na eleição.
É um trabalho de dez anos de Amaury Ribeiro Jr, que começou quando ele era do Globo e se aprofundou com uma reportagem na IstoÉ sobre a CPI do Banestado.
Não são documentos obtidos com espionagem – como quer fazer crer o PiG (*), na feroz defesa de Serra.
É o resultado de um trabalho minucioso, em cima de documentos oficiais e de fé pública.
Um dos documentos  Amaury Ribeiro obteve depois de a Justiça lhe conceder “exceção da verdade”, num processo que Ricardo Sergio de Oliveira move contra ele. E perdeu.
O processo onde se encontram muitos documentos foi emcaminhado à Justiça pelo notável tucano Antero Paes e Barros e pelo relator da CPI  do Banestado, o petista José Mentor.
Amaury mostra, pela primeira vez, a prova concreta de como, quanto e onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização.
Num outro documento, aparece o ex-sócio de Serra e primo de Serra, Gregório Marin Preciado no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sergio.
As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amaury teve acesso. O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria.
Não foi a Dilma quem falou da empresa da filha do Serra com a irmã do Dantas. Foi o Conversa Afiada.
Que dedica a essa assunto – Serra com Dantas – uma especial atenção.
Leia a introdução ao livro que aloprou o Serra:

Os porões da privataria

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …

Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.

(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se  der m… “, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York.  É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br,  em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia  do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para  Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…

Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.

(1)A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.
(2)As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

(*) PiG: Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

domingo, 12 de setembro de 2010

Folha escondeu nome da filha de Serra em 2001 sobre o vazamento dos sigilos bancários

Os Amigos do Presidente Lula:
domingo, 12 de setembro de 2010

Folha escondeu nome da filha de Serra em 2001 sobre o vazamento dos sigilos bancários

Em 2001, o jornal Folha de São Paulo, publicou uma reportagem sobre o mesmo assunto que a revista Carta Capital resgatou essa semana.
O próprio jornal havia se aproveitado do "site" deixar estas informações abertas, para publicar uma lista de deputados que tinham passado cheques sem fundos.
A Folha disse que a empresa era Argentina, mas escondeu uma informação relevante: o nome da filha de Serra, sócia na época da empresa, ao lado da irmã de Daniel Dantas, presa na Operação Satiagraha.
Segue a matéria da  Folha de S. Paulo, 31/01/2001:

"Site pode ser processado por divulgar dados sigilosos do BC"

"O site Decidir.com pode ser processado por ter divulgado na Internet informações sobre a ‘lista negra’ do Banco Central (BC), que reúne os nomes de correntistas que emitiram cheques sem fundos nas agências bancárias do país.
Segundo o gerente de Compensação do Banco do Brasil, Luiz Carlos Oliveira, a divulgação das informações ‘está em desacordo com a resolução 1.682 do BC, que proíbe a divulgação desses dados a terceiros’.
...
Ontem, a Folha revelou que 18 deputados federais figuravam na ‘lista negra’ do BC no último dia 18 de janeiro. Ao todo, esses parlamentares haviam emitido 153 cheques sem fundos.
O recordista, nesse grupo, é o deputado Pedro Canedo (PSDB-GO), com 41 registros. Há mais de quatro anos ele tem 11 cheques pendurados na agência 0005 da Caixa Econômica Federal. E, desde o último dia 10 de janeiro, outros 30 cheques foram devolvidos pela agência 2223 da Caixa, instalada na Câmara dos Deputados.
Falhas
A diretora Comercial do Decidir.com, Cíntia Yamamoto, reconheceu à Folha que seu sistema tinha falhas. ‘Mas isso foi sanado na última sexta-feira’, disse.
‘As pessoas estavam conseguindo se cadastrar, nos últimos 10 ou 12 dias, sem comprovar relação com o comércio. Agora reformulamos as regras de acesso à base de dados e isso não é mais possível’, afirmou a diretora.
Essas informações, a rigor, só poderiam ser conhecidas pelo correntista que emitiu cheques sem fundos, pelo banco que registrou a ocorrência e por empresas comerciais.
O site Decidir.com pertence à empresa argentina de mesmo nome, que também tem filiais no Chile, no México, no Peru, no Uruguai e na Venezuela.
...
Além dos nomes de deputados que emitiram cheques sem fundos, o site também fornecia dados (nome, endereço, CPF e data de nascimento) de outras autoridades...
Também eram públicos, para comerciantes e curiosos, os dados pessoais de ministros de Estado (Pedro Parente e Aloysio Nunes Ferreira, por exemplo), artistas (como Chico Buarque) e até de vizinhos, se os interessados soubessem informar um único dado: nome completo do pesquisado. (A reprodução completa está no Observatório da Imprensa).

O Preciado e o Ricardo Sérgio estão pendurados nas costas do Serra | Conversa Afiada

Publicado em 12/09/2010

Ricardo Sérgio e Preciado fazem parte da biografia do jenio

Me liga Tirésias, o profeta.
- Paulo Henrique, você sabe quem é esse tal de Preciado ?
- Sim, profeta, é o marido da prima do Serra.
- Ah, então é ele mesmo.
- Por que, Tirésias ?
- Porque a história do Preciado com o Ricardo Sérgio é muito pior do que essas baixarias todas do Serra.
- Você acha mesmo ?
- Sim. Veja bem. O Ricardo Sergio, chefe de finanças das campanhas do Serra e do Fernando Henrique, deu um desconto do tamanho da dívida do Preciado no Banco do Brasil.
- Foi mesmo, profeta ?
- Claro ! Você não acha isso mais grave ?
- Muito mais.
- E o Leandro Fortes, na Carta Capital ?
- Sim, o record mundial da abertura de sigilo …
- E isso não é mais grave que o sigilo do Eduardo Jorge ?
- Você tem razão.
- Você leu a Suzana Singer na Folha (*) ?
- Não, Tirésias. Não tive esse prazer. O que diz ela ?
- Ela esculhamba a própria Folha.
- Bom, essa é a função do Ombusman, não é isso ?
- Claro ! Ela diz que a Folha á gritantemente pró Serra.
- Sim, qual a novidade ?
- E que o Serra só aparece na Folha para fazer denúncia.
- Um escândalo.
- Como se o Serra tivesse sido o melhor administrador do mundo.
- Tirésias, não perca o seu domingo de sol. Dê a Folha (*) de presente ao açougueiro.
- Não tem mais açougueiro, meu filho.
Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

O Preciado e o Ricardo Sérgio estão pendurados nas costas do Serra | Conversa Afiada

Não dura 24 horas a última baixaria do Zé. Erenice abre o sigilo dela e da família. | Conversa Afiada

Publicado em 12/09/2010


Não basta a Erenice abrir o sigilo e entrar na Justiça: Ley de Medios já !

O Zé Baixaria usou na propaganda eleitoral um detrito de maré baixa despejado pela revista Veja, esta semana.
É o desespero na forma mais explicita.
E a repetição de um padrão na carreira do Zé Baixaria. 
Ele e o PiG (*) são uma entidade só.
A Veja o considera “a elite da elite”.
O Zé Baixaria usa a “denúncia” no programa eleitoral gratuito.
E o PiG (*) “repercute.
Está na primeira página da Folha (**).
A Folha chega ao ponto supremo de entrevistar o espião do regime militar que fazia a campanha da Dilma.
Até as eleições, a Folha (**) vai entrevistar o torturador da Dilma para saber como ela se comportava sob pressão.
Para saber se ela estará à altura da Presidência.
A Folha (**), amigo navegante, ainda não chegou ao fundo do poço.
O Estadão também “repercute” a Veja, na primeira página.
(As últimas munições chegam ao fim.)
O jornal nacional, inexplicavelmente, não “repercutiu”, ontem.
Será medo de um processo judicial ?
Será incompetência: não reagir a tempo diante de uma notícia de ultima hora ?
É o que veremos nas próximas atividades golpistas dos telejornais da Globo.
Antes que o galo abrisse a madrugada, a resposta ao odor que exalava da vala negra que corta a redação da Veja se manifestou:

Dilma diz que denúncia contra Erenice é coisa do Zé Baixaria tentando “bala de prata”
“Estão procurando uma bala de prata”, afirmou Dilma Rousseff, na tarde deste sábado (11), sobre as últimas denúncias contra a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

Antes da visita ao vice-presidente José Alencar, hospitalizado, Dilma conversou com jornalistas e rebateu as críticas de seu oponente José Serra (PSDB) a sua campanha a partir da reportagem da revista Veja.

“Eu acho que o meu adversário tem perdido todas as estribeiras… periga passar as eleições chamado de caluniador”, advertiu Dilma. A candidata garantiu ter mantido pouco contato com Erenice e que não conhece os empresários citados como próximos à ministra da Casa Civil. “Até hoje ela tem a minha confiança… Estou fora do governo há três meses e não tenho acompanhado o dia a dia do ministério, mas tenho certeza de que tudo que foi dito será apurado (referindo-se às denúncias) e, se alguém errou, será punido”, disse.

Dilma disse que estão fazendo coisas “do arco da velha”. “Espero que essa campanha não se paute por isso”, comentou a ex-ministra, sobre a onda de baixarias. (Do Portal Terra)

sábado, 11 de setembro de 2010
Nota à Imprensa – Casa Civil

Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:

1) procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares – as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;

2) sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar as medidas judiciais cabíveis para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;

3) como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, a disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;

4) lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.

Brasília, 11 de setembro de 2010.

Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República


A revista usa como fonte um tal de Fábio Baracat, apresentado como se fosse dono da empresa Via Net Express Transporte Ltda.
Não existe esse dono na empresa.
Chamou atenção o próprio contrato publicado na revista mostrar outro signatário pela empresa: Antonio Waldir Mendonça.
Bem… talvez, o tal Baracat poderia ser um sócio…
Mas, consultando os registros públicos da junta comercial de São Paulo (*), não existe e nunca existiu nenhum sócio com nome de Fábio e nem com sobrenome de Baracat.
A reportagem da revista Veja é uma farsa, uma fraude.
É coisa de gente criminosa falsificando um escândalo para querer eleger José Serra (PSDB) com mentiras e difamação dos adversários.

(*) Atenção demo-tucanos e turma de José Serra que lêem o blog: não há nenhuma quebra de sigilo na obtenção destas informações. Podem ser consultada no link:
http://www.jucesponline.sp.gov.br/pesquisa.aspx
Jornal Nacional, Jornal da Band e da Record estão avisados da farsa
Vamos ver se e como estes telejornais vão repercutir a notícia.

Enviei mensagem para as redações, com esta notícia que desmente a Veja, e com link para a documentação.

Se mantiverem a farsa, não terão desculpa e estarão assumindo cumplicidade no golpe midiático.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Fui foi surpreendido com a matéria publicada na revista Veja neste sábado, razão pela qual decidi me pronunciar e rechaçar oficialmente as informações ali contidas.

Primeiramente gostaria de esclarecer que não sou e não fui funcionário, representante da empresa Vianet, ou a representei em qualquer assunto comercial, como foi noticiado na reportagem. Apenas conheço a empresa e pessoas ligadas a ela, assim como diversos outros empresários do setor.

Destaco também que não tenho qualquer relacionamento pessoal ou comercial com a Ministra Erenice Guerra, embora tivesse tido de fato a conhecido, jamais tratei de qualquer negócio privado ou assuntos políticos com ela.

Acerca da MTA, há 3 meses não tenho qualquer relacionamento com a empresa, com a qual tão somente mantive tratativas para compra.

Importante salientar que durante o período em que mantive as conversas com a mencionada empresa aérea atuei na defesa de seus interesses, porém o fiz exclusivamente no âmbito comercial, ficando as questões jurídicas a cargo da própria empresa e sua equipe.

Inicialmente, quando procurado pela reportagem da revista Veja, os questionamentos feitos eram no sentido de esclarecer a relação da MTA com o Coronel Artur, atual Diretor de Operações dos Correios, em razão de matéria jornalística em diversos periódicos, nesta oportunidade ratifiquei o posicionamento de que embora tivesse conhecimento de alguns assuntos que refletiam no segmento comercial da empresa (que de fato atuava), não podia afirmar categoricamente a extensão do vínculo dela com o Coronel Artur.

Durante o período em que atuei na defesa dos interesses comerciais da MTA, conheci Israel Guerra, como profissional que atuava na organização da documentação da empresa para participar de licitações, cuja remuneração previa percentual sobre eventual êxito, o qual repita-se, não era garantido e como já esclarecido, eu não tinha o poder de decisão da empresa MTA.

Enfim, na medida que a MTA aumentava sua participação no mercado, a aquisição da empresa se tornava mais onerosa para mim, até que culminou, além de parecer legal negativo, na inviabilidade econômica do negócio.

Acredito que tenha contribuído com o esclarecimento dos fatos, na certeza de que fui mais uma personagem de um joguete político-eleitoral irresponsável do qual não participo, porém que afetam famílias e negócios que geram empregos.

São Paulo,11 de setembro de 2010..

Fabio Baracat

Clique aqui para ler “Ley de Medios ou a presidenta Dilma cai”.

Em tempo: por que o Eduardo Jorge não segue a Ministra Erenice e abre o sigilo dele ? E a filha do Serra ? Tem alguma maracutaia lá dentro ? – PHA

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Não dura 24 horas a última baixaria do Zé. Erenice abre o sigilo dela e da família. | Conversa Afiada

sábado, 11 de setembro de 2010

As contradições entre os depoimentos dos envolvidos no crime da Receita

A matéria postada no site da Carta Capital (reproduzida na íntegra abaixo) apresenta as contradições na história da suposta quebra de sigilos, conforme apuração da Polícia Federal. Também discute a participação de Lula na Campanha de Dilma rebatendo as falações orquestradas por Serra e instrumentalizadas pelo PIG. Quanto a este ponto comentei no site:

Sérgio Antiqueira disse:
11 de setembro de 2010 às 14:37

“Serra e seus cabos eleitorais, donos de tv, rádio, revistas e jornais, especialmente nos círculos midiáticos paulistas, realizam um dos maiores projetos golpistas vistos neste país, sustentado por retro-alimentação de factóides desgastados e tentativas de golpes de Estado via judicial. Para tanto, escondem-se sob o manto da liberdade de imprensa, para promover uma campanha de injúrias, difamações e todos os crimes, inclusive eleitorais, que se pode produzir com informações falsas e/ou distorcidas. Ao mesmo tempo em que pregam, por uma falsa bandeira, a liberdade de imprensa, diante do desespero pela ineficácia da estratégia e pela constatação da perda de poder da velha mídia, tentam calar a internet, e agora querem calar Lula. Querem acusá-lo do uso do poder institucional como Presidente da República. Mas o poder que querem impedi-lo de usar não é o instituído, mas aquele constituído por Lula em sua trajetória política. Lula não fala em nome da Presidência. Fala em nome dos 80% de aprovação. Fala em nome de milhões de pessoas que formaram uma nova classe média tornada consumidora. Fala em nome do reconhecimento internacional. Fala em nome de um país em que a ficha caiu. Não precisamos abaixar a cabeça nem para os de fora, nem para os de dentro. Se o sociólogo não utilizou esse poder, foi porque nunca o teve. Seu fim político melancólico agoniza há 3 campanhas nas quais seus candidatos o escondem. Não vão calar a internet, não vão calar Lula. O Brasil é outro país, onde o golpe perdeu espaço. Nesse país não vamos calar os Barões da velha mídia, mas seus dias de reinado impune no controle das comunicações, inclusive com uso de concessão pública, estão contados. Podem espernear. Reflexo de um moribundo que agoniza.”

CartaCapital:

As contradições entre os depoimentos dos envolvidos no crime da Receita

Celso Marcondes 10 de setembro de 2010 às 15:11h

Novo depoimento opõe as versões de supostos contratados e contratantes do pedido de quebra de sigilo de Verônica Serra

Depôs ontem na Polícia Civil o cidadão Ademir Estevam Cabral. Ele foi denunciado pelo contador Antônio Carlos Atella Ferreira como uma das pessoas que solicitou que se dirigesse à agência da Receita em Mauá para obter, com uma procuração falsa, os dados do Imposto de Renda de Veronica Serra.

Cabral deu depoimento completamente contraditório com o de Atella, ao dizer que prestava serviços para o contador. Apresentado por alguns órgaõs de imprensa como office boy, por outros como auxiliar de contabilidade e por outros como contador, ele disse ao Jornal Nacional da Globo que ficou uma semana desaparecido porque “era caipira”, com medo dos holofotes.

Negou veementemente que teria encomendado qualquer serviço para Atella. Este, recorde-se, afirmou que Cabral fazia parte de um grupo de “cinco ou seis pessoas” que lhe haviam passado “um lote com cerca de 18 procurações” diferentes para acessar dados do Imposto de Renda de contribuintes. Os nomes dos outros supostos solicitantes e dos outros 17 da lista de Atella, jamais vieram a público.

Cabral negou também conhecer qualquer funcionário da Receita em Mauá e se dispôs a participar de acareação com Atella, que deverá depôr novamente nesta sexta-feira 10. Aguardemos.

Cabral é filiado ao Partido Verde, mas afirmou que sua filiação, realizada na cidade de Franciso Morato, na Grande São Paulo, tinha sido feita por amigos. Ao Estado de S.Paulo declarou : “Minha cidade é pequena, tenho amigos e eles me filiaram ao PV. Nunca fui candidato a nada. Fui em festa, comício de rua. Só isso.” O PV já havia informado que era esta a situação do filiado.

É bom relembrar: entre os envolvidos no escândalo, além de Cabral, também têm ou tiveram filiação partidária o contador Atella e a servidora Ana Maria Caroto Cano. Esta ao PMDB de São Paulo. É dela a máquina de onde foram acessados os dados fiscais de cerca de 140 pessoas em Mauá. Ela é colega de Adeildda dos Santos e ambas respondem à chefia de Antônia Aparecida Silva, essas duas não filiadas a partido algum. Tambérm não sabemos os nomes destas 140 pessoas.

Outro nome que já surgiu na história, e que também é filiado ao PT, foi o de Gilberto Souza Amarante. Na agência da Receita em Formiga, MG, ele confirmou que acessou os dados cadastrais – não os fiscais – de Eduardo Jorge Caldas Pereira, um dos seis vice-presidentes do PSDB ( e não “o” vice-presidente) . À imprensa, Amarante informou que teria acessado os dados “por engano”, pois buscava um homônimo.

Lula interfere demais na campanha?

A destacar nas edições do dia dos dois grandes jornais paulistas, a Folha e o Estadão, que pela primeira vez na semana o escandâlo da Receita não ocupa o espaço principal e a manchete de capa. Já O GLOBO, não perdoou: como fruto principal da “sabatina” que fizeram ontem com Marina, destacou em manchete: “Marina: Lula defende Dilma mas esquece os cidadãos”. Lendo a entrevista fica claro que não foi esta a questão central abordada pela candidata.

O Estadão, pelo segundo dia seguido, publica entrevista, com grande destaque, de um sociólogo a cobrar o papel que o presidente Lula tem desempenhado na campanha. Desta vez, o ungido foi seu colunista Demétrio Magnoli, que afirmou sem papas na língua: “Lula delinquiu institucionalmente”. Ontem tinha sido a vez do professor da USP José Àlvaro Moisés, que cravou: “Lula passou dos limites”.

O fato é que a entrada em cena de Lula no programa de TV de Dilma Rousseff no horário do TRE desta terça-feira causou comoção nas hostes tucanas e de seus aliados na imprensa. Ao defender a candidata das acusações de que estaria envolvida no escândalo da Receita, voltou com muita força a tese segundo a qual o presidente interfere demais na campanha, mesmo quando o faz sem infrigir a lei e na categoria de militante do PT que é.

A enquete do site de CartaCapital, aqui ao lado pergunta a sua opinião sobre a questão.

Celso Marcondes

Celso Marcondes é jornalista, editor do site e diretor de Planejamento de CartaCapital. celso@cartacapital.com.br

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