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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Araponga de Serra desqualifica jornalistas que denunciam arapongagens

Antes de ler a publicação de Azenha, caso não conheça o futuro ex-deputado Marcelo Itagiba, aproveite para ler:

A guerra de dossiês entre Serra e Aécio
Quem quebrou o sigilo de Verônica Serra?
Vargas: Serra bate carteira e grita pega ladrão
Amaury Ribeiro Jr.: “Tem fogo amigo dos dois lados”

Parece que os últimos acontecimentos estão deixando Serra preocupado. Tem até porta-voz no Congresso em final de mandato desqualificando as informações da internet antes de chegar (quando não tiver mais jeito) no Jornal Nacional. Vale a pena ver de novo. Serra é aquele candidato que reclamava de blogs sujos por quebra de sigilo (veja o vídeo no final). Quando a Polícia Federal foi investigar, descobriu que a quebra de sigilo vinha da parte de Aécio, para se defender dos dossiês do araponga de Serra. Bate carteira e grita pega ladrão. Xiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!

Viomundo - O que você não vê na mídia
Luiz Carlos Azenha
10 de novembro de 2010 às 16:37

Na Câmara, Itagiba diz que sou inepto

Profissionais da calúnia, da injúria e da difamação

por Marcelo Itagiba, futuro ex-deputado, discursando na tribuna da Câmara Federal em 10.11.2010

A democracia que estamos vivendo há duas décadas, sem interrupções, é a maior conquista da população brasileira. Em 120 anos de República, o direito do povo de participar diretamente da vida política do país foi por várias vezes subtraído. Mas nas duas últimas décadas foram realizadas seis eleições livres e diretas para o cargo de Presidente da República. É um marco na história do nosso país. É o mais longo período de vida democrática da nossa história.

A máxima constitucional segundo a qual “o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido” vem sendo respeitada e cumprida exemplarmente. E como não há democracia plena sem um Congresso Nacional forte, é necessário que se tenha uma oposição coerente, unida e responsável que faça com que as duas casas legislativas cumpram com a sua missão constitucional de fiscalizar o Poder Executivo, para impedir abusos, desvios e irregularidades.

É imprescindível uma oposição que promova o processo dialético da democracia e aja com responsabilidade e espírito republicano, ao contrário do que fez o PT na oposição. Eleitoreiramente, o PT se recusou a assinar a Constituição de 1988 e rejeitou a aprovação do Plano Real e da Lei de Responsabilidade Fiscal, duas medidas que foram decisivas para que o país atingisse o atual patamar socioeconômico e a consolidação da democracia.

O Brasil precisa de uma oposição que se mantenha vigilante em relação ao reaparecimento de mensaleiros e sanguessugas. Que fique de olhos bem abertos às tentativas de criação de novos impostos, de recriação da CPMF e de aumento dos gastos públicos.

O Brasil precisa de uma oposição que lute pela diminuição da carga tributária e do tamanho do Estado. E que detecte imediatamente qualquer movimentação que ameace a liberdade de expressão, de opinião e de imprensa. Ou seja, que ameace a democracia arduamente conquistada pelo povo brasileiro.

O Brasil precisa de uma oposição que respeite os adversários das mais diferentes matizes e colorações, mas que rejeite os intolerantes e autoritários que, em determinados momentos históricos, pretenderam introduzir no país regimes totalitários, fossem eles de esquerda ou de direita.

O Brasil precisa de uma oposição que corresponda ao anseio popular depositado nas urnas, cuja apuração final revelou que 79 milhões dos 130 milhões de eleitores não votaram na candidata eleita.

Hoje, a democracia está consolidada e as instituições responsáveis pela defesa do cumprimento da Constituição Federal devem ser ainda mais fortalecidas. E como não há como separar a consolidação da democracia do livre exercício da liberdade de imprensa – pois são interdependentes – é preciso exaltar que, sem sombra de dúvida, os jornalistas e a imprensa têm contribuído, decisivamente, para a garantia e a preservação do regime democrático brasileiro.

Mas é preciso separar o joio do trigo, pois há uma meia-dúzia de desprezíveis que se dizem jornalistas. Embora evidentemente não representem a classe e não ofereçam, por sua insignificância, qualquer risco à democracia e à liberdade de imprensa, eles devem ser desmascarados porque vivem da prática de atentados contra a moralidade, o espírito público e a honra de cidadãos.

Errar é humano e qualquer um tem o direito de errar. Mas a persistência no erro é fruto de incompetência ou de má-fé, ou as duas coisas. Agem com má-fé alguns que se dizem jornalistas, mas não são capazes de reconhecer quando erram.

Na verdade, são pseudojornalistas, pois abandonaram os ditames da profissão e passaram, criminosamente, a se dedicar, muitos deles à custa do erário público, à atividade impiedosa e covarde de tentativa de assassinatos de reputações alheias.

Eles são, no campo da imprensa, o equivalente aos cangaceiros ou pistoleiros de aluguel. Na verdade, são parajornalistas que jogaram no lixo os princípios da ética e nunca sequer folhearam os manuais de redação, para ao menos ler as primeiras linhas das recomendações básicas feitas ao profissional do jornalismo.

Optaram por dar as costas aos fundamentos da profissão e se especializaram em produção de falsas notícias, com o objetivo de escarnecer pessoas que com eles não se alinham ideologicamente ou não se coadunam em suas negociações espúrias.

São ex-profissionais que não dão mais ouvidos ao outro lado – se é que um dia o praticaram convictamente. Afinal, a julgar pelo desprezo que manifestam pela verdade, se ouviram o outro lado algum dia, o fizeram, no máximo, de forma meramente protocolar e desinteressada, ignorando a importância que o equilíbrio entre as partes deve ter na publicação de uma notícia.

Eles se tornaram mercenários da informação, no mais das vezes bancados por interesses espúrios. Não há mais código de ética que os contenha nas suas ações difamantes, caluniosas e injuriosas. Somente o Código Penal pode detê-los.

Eles são minoria, mas sua existência profissional é uma grande ameaça à honra das pessoas honestas. Hoje, esses ex-jornalistas investem na perseguição aos que criticam os governos de cujos cofres eles retiram o seu sustento. Agem com a mesma sofreguidão com que os sindicalistas que integram as hostes do neo-peleguismo brasileiro avançam sobre o dinheiro público.

Eles são os párias do jornalismo brasileiro. São pseudojornalistas que se apresentam, falsamente, como repórteres em busca da verdade, mas agem no sentido contrário do princípio básico do jornalismo. O que realmente lhes interessa é a distorção deliberada dos fatos, com vistas a construir a versão que melhor se encaixa nas suas pretensões político-financeiras.

Eles fogem dos fatos como o diabo da cruz. Eles têm pavor da luz que jorra da verdade, pois são como vampiros que sobrevivem do sangue alheio. Seus textos são redigidos nas trevas da maledicência, na escuridão da ausência de caráter e no túnel sem saída dentro do qual os medíocres se encurralam para sempre.

Embora se resumam a uma meia-dúzia de ex-jornalistas alijados da imprensa séria por inépcia, má-fé ou as duas coisas, são profundamente graves os danos morais que eles procuram impingir às suas vítimas, sobretudo quando estas não reagem à altura. Contra eles, é preciso recorrer aos instrumentos legais de reparação disponibilizados pelo Código Penal.

Eu, principalmente como servidor público de carreira com quase 30 anos de serviços prestados como delegado do Departamento de Polícia Federal, e também como servidor público eleito para o cargo de deputado federal, já enfrentei diversas vezes, sem recuo, de peito aberto e cabeça erguida, a sanha desses energúmenos.

O primeiro foi o mentecapto que atende por Bob Fernandes. Sem apresentar uma única prova sequer que sustentasse a sua mirabolante história publicada na Carta Capital, na edição 142, de 14 de março de 2001, o caluniador travestido de repórter me envolveu na sua ficção a respeito de um dossiê que teria sido produzido contra o então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, numa suposta tentativa de desqualificá-lo como pré-candidato do PSDB à Presidência da República.

Em meus quase 30 anos de carreira como delegado do Departamento de Polícia Federal, jamais fiz dossiês, arapongagens ou quaisquer ações incompatíveis com os ditames das leis. Por princípio e por dever público assumido, sempre fui um ferrenho e irredutível defensor do cumprimento das determinações legais.

Dentro das prerrogativas do cargo, o que sempre realizei foram inquéritos policiais devidamente instaurados e destinados a reunir provas concretas que levassem à cadeia os criminosos. Inclusive os de colarinho branco com os quais muitos desses falsos jornalistas mantêm uma ligação umbilical para sugar a energia financeira que lhes garante a existência física, pois a intelectual, humana e afetiva eles nunca tiveram.

Enquanto, como delegado da Polícia Federal, sempre busquei a verdade dos fatos, me utilizando dos instrumentos legais que o Estado e as leis vigentes punham à disposição do meu exercício no cargo, os parajornalistas, como Bob Fernandes, sempre visaram à mentira, se utilizando de meios e argumentos fraudulentos para distorcer a verdade.

O desqualificado Bob Fernandes, um ano depois, na mesma Carta Capital, faria uso de velhas premissas inverídicas. A partir delas, construiu um novo silogismo, tão sólido quanto um castelo de cartas, para tentar sustentar a sua conclusão mentirosa, irresistível a um pequeno sopro da verdade, de que eu teria participado da Operação Lunus.

O único fato concreto presente na matéria é o de que, à frente da Gerência Geral de Segurança e Investigações da Anvisa, subordinada ao Ministério da Saúde, na gestão de José Serra, fui o responsável pelas operações exitosas que resultaram no desmantelamento das quadrilhas de fraudadores de remédios que grassavam o país. O resto é um conjunto de ilações, difamações e mentiras.

Além de aposentarem (alguns, muito cedo) o interesse pela verdade em troca do apego incorrigível à mentira, uma outra marca característica comum entre esses ex-jornalistas é a de que fazem uso mútuo das leviandades que elaboram. A mentira circula entre eles como os produtos ilegais no mercado negro.

Exemplo disso é o famigerado Leandro Fortes, que, recorrendo às inverdades publicadas na Carta Capital por seu companheiro do ramo da fabricação de mentiras, utilizou-as, mesmo sabendo-as falsas, na sua reportagem no Jornal do Brasil, em 2002, sobre o caso Lunus.

Até hoje eles não apresentaram um único indício sequer que comprovasse qualquer participação minha no referido episódio, pelo simples fato de que ela não ocorreu. Não abro mão da dignidade, da correção e da integridade com que sempre exerci cargos públicos. Desafio todos esses ex-jornalistas a comprovarem com fatos as suas peças ficcionais. Jamais conseguirão, pois agem à maneira de Joseph Goebbels, para quem a mentira devia ser repetida mil vezes para que parecesse ser a verdade.

O emprego desse ardil no Caso Lunus induziu o senador José Sarney, à época, a fazer um pronunciamento desconectado da realidade dos fatos, tratando como verdadeiras informações mentirosas e sendo secundado em discurso pela puxa-saco de plantão Ideli Salvatti.

O mitômano Leandro Fortes, anos depois, com a comprovação de sua incontestável capacidade de criar notícias ao bel prazer do dono do veículo que o remunera, foi acolhido na Carta Capital pelos braços do velhaco Mino Carta. Contratação perfeitamente compreensível. Afinal, Mino Carta, em sua trajetória venal, ganhou notoriedade pelas práticas parajornalísticas das quais devem ser mantidos distantes, a bem do jornalismo sério, os estagiários dos cursos de Comunicação Social.

Aliás, o Leandro Fortes, que poderia mudar sua assinatura para Leandro Fracos, haja vista a fragilidade sempre presente nas matérias com que pratica o denuncismo, tem sido muito útil às vilanias da Carta Capital. Ele assinou uma série de reportagens que tinha o propósito de defender autoridades envolvidas em irregularidades e crimes no exercício de suas profissões, conforme comprovou a Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas, por mim presidida na Câmara Federal.

A CPI demonstrou, irrefutavelmente, que alguns delegados de polícia, promotores e juízes, num conluio perigoso para o estado democrático de direito, se sobrepunham aos ditames legais. Ao arrepio das leis vigentes no país, se utilizavam de forma indevida da interceptação telefônica para atingir objetivos nem sempre confessáveis.

Comprovadamente, fizeram mau uso de um instrumento de fundamental importância para a obtenção de provas contra criminosos, sobretudo os do crime organizado.

As trajetórias editoriais de veículos como a Carta Capital e também a IstoÉ falam por si mesmas. Mas podem ser complementadas com informações sobre as muitas reparações judiciais que lhes foram impostas, como a que resultou de ação movida e vencida por mim contra a segunda.

Esses falsos jornalistas tentaram das mais diversas formas apoiar investigações policiais marcadas, sabidamente, graças à CPI, por desmandos de autoridades que, tais quais os ex-jornalistas, seguem a cartilha segundo a qual os fins justificam os meios, desde que aqueles que eles consideram inimigos sejam atingidos, não se importando com os limites determinados pela lei, pela ética e pela moral.

Outro proxeneta da informação, que tem por hábito prostituir as palavras para que elas façam o que ele quer, ainda que contra a sua vontade semântica, é o tal do Palmério Dória. Na edição nº 146 da revista Caros Amigos, de maio de 2009, ele lançou mão de informações velhas e falsas, devidamente pulverizadas pela verdade dos fatos por mim apresentada, e reescreveu (requentou, no jargão jornalístico) afirmações largamente desacreditadas.

Palmério Dória é um recalcitrante profissional da mentira. É um dos que ficaram inconformados com o meu parecer favorável, na CPI, ao indiciamento por falso testemunho do delegado Protógenes Queiroz, do ex-diretor da Abin, Paulo Lacerda, e do ex-diretor-adjunto da Abin, Milton Campana; como também do banqueiro Daniel Dantas, este pelo crime de interceptação ilegal.

“Honoráveis bandidos”, o mais recente livro de Palmério Dória, ao contrário do que sugere o título, não é uma obra autobiográfica com trechos de delação premiada em que as cabeças dos comparsas são oferecidas pelo réu-confesso para livrar a própria das lâminas da guilhotina da verdade.

Ficam salvos, assim, os pescoços de contumazes propagadores de mentiras, calúnias, difamações e injúrias, como o crápula Paulo Henrique Amorim, o inepto Luiz Carlos Azenha, o estelionatário Luis Nassif e o hidrófobo Marcelo Auller. Esses quatro fazem da vilania a arma com que atacam reputações de pessoas honradas e usam da condescendência com os áulicos para suprir suas necessidades fisiológicas.

Por fim, há o covarde do Amaury Ribeiro Júnior, mais um ex-jornalista que abandonou a profissão e enveredou no campo da arapongagem, e que por isso foi contratado pelo grupo de espionagem formado por inescrupulosos incrustados no PT, para colaborar com a produção de dossiês falsos destinados a atentar contra a honra de adversários políticos.

O inquérito policial a que respondem o covarde jornalista e os inescrupulosos do PT foi instaurado a partir de notícia-crime protocolada por mim no Departamento de Polícia Federal, solicitada à Presidência da Câmara e requerida ao Ministério Público Federal.

Respeito as divergências ideológicas, porque considero necessárias tanto a crítica para o aperfeiçoamento das posições, quanto a dialética para a busca da verdade. Mas abomino os que se escondem por trás de uma caneta ou de um computador, muitas vezes remunerados por recursos espúrios ou pela máquina do Estado, e criam histórias fantasiosas que não guardam relação com a realidade, a serviço de seus próprios interesses ou de terceiros.

Não há espaço para os profissionais da canalhice na imprensa séria, responsável e comprometida com a sua missão pública. O bom jornalismo os dispensa. A maioria dos leitores os ignora. E o Código Penal os aguarda, porque só sabem andar de braços dados com as péssimas companhias da calúnia, da injúria e da difamação.

PS do Viomundo: Não conheço o deputado Itagiba. Nunca o entrevistei. Não sei a que devo a honra de figurar na lista ao lado de tanta gente boa. Acho que o discurso pode ter relação com esta nota, publicada pelo Nassif hoje:

A condenação de Protógenes

O juiz Ali Mazloum foi vítima de uma das operações da Polícia Federal, que liquidou com seus sonhos de carreira no Judiciário. Na época, defendi-o e voltaria a defendê-lo.

Mas essa circunstância deveria ser suficiente para que se considerasse impedido de julgar o caso do delegado Protógenes. É evidente que não tem a isenção necessária. E não se trata de julgar sistemas, histórico de pessoas, mas casos específicos em cima de provas objetivas.

Agora se tem, simultaneamente, a) O livro do Raimundo Pereira; b) a ofensiva midiática de jornalistas ligados a Dantas, procurando repercutir o máximo possível o livro; c) A suspensão do julgamento de Ricardo Sérgio pelo STF, em cima de operações envolvendo Daniel Dantas; d) a sentença de Ali Mazloum.

Pode ser coincidência.

Serra: Esses blogues sabem de tudo, e como sabem

Blog da Dilma
novembro 11th, 2010 |  Autor: CelsoJardim

* Celso Jardim

A condenação de Protógenes

Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, qua, 10/11/2010 - 12:40

O juiz Ali Mazloum foi vítima de uma das operações da Polícia Federal, que liquidou com seus sonhos de carreira no Judiciário. Na época, defendi-o e voltaria a defendê-lo.
Mas essa circunstância deveria ser suficiente para que se considerasse impedido de julgar o caso do delegado Protógenes. É evidente que não tem a isenção necessária. E não se trata de julgar sistemas, histórico de pessoas, mas casos específicos em cima de provas objetivas.
Agora se tem, simultaneamente, a) O livro do Raimundo Pereira; b) a ofensiva midiática de jornalistas ligados a Dantas, procurando repercutir o máximo possível o livro; c) A suspensão do julgamento de Ricardo Sérgio pelo STF, em cima de operações envolvendo Daniel Dantas; d) a sentença de Ali Mazloum.

Pode ser coincidência.

Do Estadão

Justiça dá pena de 3 anos a Protógenes

Mas condenação do delegado, por abusos na operação Satiagraha, é reduzida a prestação de serviços comunitários; ele pode recorrer

10 de novembro de 2010 | 0h 01

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - O delegado Protógenes Queiroz foi condenado pela Justiça Federal a três anos e quatro meses de prisão pelos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual. A pena foi substituída por restrições de direitos - Protógenes terá que prestar serviços à comunidade em um hospital público ou privado, "preferencialmente de atendimento a queimados", e fica proibido de exercer mandato eletivo, cargo, função ou atividade pública. Ele pode recorrer.
Criador da Operação Satiagraha, polêmica investigação sobre suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, Protógenes elegeu-se deputado federal pelo PC do B com 94.906 votos - insuficientes para chegar à Câmara, mas pelo quociente eleitoral ele pegou carona na votação do palhaço Tiririca (PR-SP).
Em sua campanha eleitoral, Protógenes usou como trunfo a prisão do banqueiro e ações contra políticos, entre os quais o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), preso em 2005. Posando de paladino, o delegado da Polícia Federal criou imagem de xerife na luta do bem contra o mal.
A sentença, de 46 páginas, foi aplicada pelo juiz Ali Mazloum, da 7.ª Vara Criminal Federal em São Paulo, que acolheu denúncia da Procuradoria da República. Também foi condenado o escrivão da PF Amadeu Ranieri Bellomusto, braço direito de Protógenes. A base da condenação é um inquérito da PF.
Conduzido pelo delegado Amaro Vieira Ferreira, o inquérito revela que Protógenes divulgou conteúdo da investigação coberta pelo sigilo. Ele teria forjado prova usada em ação penal da 6.ª Vara Federal contra Dantas, que acabou condenado a 10 anos de prisão por corrupção ativa.
O juiz destaca que Protógenes efetuou "práticas de monitoramento clandestino, mais apropriadas a um regime de exceção, que revelaram situações de ilegalidade patente".
"O caso é emblemático", assinala o magistrado. "Não representa apenas uma investigação de crimes comuns previstos no Código Penal, representa precipuamente a apuração de um método, próprio de polícia secreta, empreendido sob a égide da Constituição, mas à margem das mais comezinhas regras do Estado democrático de Direito."

Arapongagem
O inquérito constatou que Protógenes recrutou mais de 80 arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para executar a Satiagraha. À página 6 da sentença, o juiz anota que nos arquivos pessoais do delegado, armazenados em dois pen drives, foram encontrados relatórios sobre a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) e seu rival José Serra (PSDB).
"Espantoso, pessoas submetidas a 'averiguações' típicas de regimes totalitários em plena normalidade republicana", assevera o juiz. "Nos endereços do acusado foram apreendidos fragmentos de arapongagem contra a então ministra Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, Erenice Guerra, José Dirceu." Em outro arquivo, os alvos eram "o senador Heráclito Fortes, ACM Neto e o então ministro Mangabeira Unger, alçados pelo organograma da quadrilha à condição de partícipes do esquema delituoso investigado pela Satiagraha".
"A par desses personagens públicos, citam-se nos fragmentos de espionagem o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e José Serra", acrescenta o juiz. "Qual seria o propósito dessa ambivalente ação de arapongas? Protógenes em verdade tinha consigo dossiês dos dois lados do certame presidencial, o que o credenciaria, por conseguinte, a ser peça-chave de qualquer um dos dois principais candidatos! A escolha do lado ficaria ao sabor das pesquisas eleitorais do momento."
O juiz aponta para o Ministério Público Federal. "Houve um completo esvaziamento da investigação. O Ministério Público nem ao menos quis investigar a ilegal participação da Abin em funções exclusivas de polícia judiciária. Agentes, incluindo-se o ex-diretor da PF e da Abin Paulo Lacerda, foram simplesmente deixados de lado." "No inquérito instaurado para investigar a motivação daquela arapongagem contra autoridades nada foi feito", insiste o juiz. "Nesta República, enfim, parece mesmo valer a máxima 'aos amigos a lei, aos inimigos os rigores da lei'. Afinal, para quê reivindica o Ministério Público o poder investigatório?"
O juiz se convenceu do "objetivo eleiçoeiro" de Protógenes. "É indubitável, cabe assinalar que nos quatro celulares apreendidos em seu poder verificou-se nas agendas das respectivas memórias diversos contatos de políticos, partidos, jornalistas, circunstâncias que evidenciam seu intento midiático e político."

A condenação de Protógenes | Brasilianas.Org

Protógenes será deputado federal e denunciará Dantas

Conversa Afiada
Publicado em 10/11/2010

Dantas, nos tempos em que brancos eram algemados. Viva o Brasil !

O ínclito delegado Protógenes Queiroz informou que entrará com recurso contra a delirante decisão que o atinge.
O ínclito delegado lembra que o direito de ser diplomado deputado federal não se prejudicará com a decisão delirante.
Lembra também que assumiu na campanha o compromisso de subir à Tribuna e, protegido pela imunidade parlamentar, tratar de capítulos sombrios escondidos no sigilo da Operação Satiagraha.
Protógenes desconfia que o juiz autor da delirante decisão tentou proferir a sentença antes da eleição para enquadrar o ínclito delegado na Lei de Ficha Limpa.
O objetivo não foi alcançado.
O ínclito delegado lembra que existe uma espécie de ofensiva que, por coincidência, beneficia o passador de bola apanhado no ato de passar bola: Daniel Dantas.
Uma decisão da Justiça que beneficia Ricardo Sérgio de Oliveira, um dos heróis do livro “Os Porões da Privataria”, de Amaury Ribeiro Júnior.
O lançamento de um livro igualmente delirante que tenta desqualificar o ínclito delegado.
E agora, essa delirante decisão.
O banqueiro condenado a 10 anos de prisão por tentar passar bola para um agente da Polícia Federal continua solto como um pardal.
E em plena atividade.
Como previu este ordinário blogueiro, Daniel Dantas brevemente será homenageado com uma sessão solene promovida pelo jornal O Estado de SP, a que comparecerá Fernando Henrique Cardoso, que o considerou “brilhante”.
A festa servirá os vinhos da adega do Ricardo Sérgio.
O responsável pela segurança será o ex-deputado Marcelo Lunus Itagiba.
Protógenes passará 3 anos da vida cuidando de queimaduras.
Fausto De Sanctis de aposentados em litígio com o INSS.
E Paulo Lacerda abrirá uma loja de pasteizinhos de Belém, na Barra da Tijuca, no Rio.
Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim

Protógenes será deputado federal e denunciará Dantas | Conversa Afiada

Justiça condena Protógenes e deixa Dantas solto

Conversa Afiada
Publicado em 10/11/2010

Protógenes foi atingido pelo novo Diário da Justiça

Saiu no Estadão:

“Protógenes é condenado por crimes na Satiagraha”

Pela primeira vez na história do Judiciário brasileiro, o distinto público tem notícia de uma decisão da Justiça Federal, primeiro no PiG (*).
Trata-se de uma delirante decisão que condenou o ínclito delegado Protógenes Queiroz a atender à vítimas de queimaduras.
A delirante decisão condenou o ínclito delegado por forjar provas, espionar presidente da República, e assumir o controle da ABIN com o intento mediático de se eleger deputado federal.
O delírio tem um objetivo explícito de impedir que o ínclito delegado se diplome deputado federal e possa subir à tribuna para ler o que ainda não se conhece da Operação Satiagraha.
A decisão delirante foi tomada por um conhecido juiz federal que se livrou de boa por causa de uma decisão Suprema do ex Supremo Presidente Supremo do Supremo Tribunal Federal.
Aquele que maculou irremediavelmente a imagem do Judiciário brasileiro ao conceder em 48 horas dois HC’s ao passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.
Impedir que Protógenes Queiroz assuma a cadeira de deputado federal é o sonho de consumo do Daniel Dantas.
Que agora, por coincidência, é o que pretende a delirante decisão publicada no Conjur, também conhecido como Estadão.
Daniel Dantas continua solto.
E o ínclito delegado vai ter que pensar queimaduras.
Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Justiça condena Protógenes e deixa Dantas solto | Conversa Afiada

A condenação do delegado Protógenes

Viomundo - O que você não vê na mídia
Luiz Carlos Azenha
10 de novembro de 2010 às 15:55

10/11/2010 – 14h19
Protógenes é condenado a três anos de prisão por crimes na Operação Satiagraha

da Folha.com

DE SÃO PAULO
O delegado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi condenado a três anos e onze meses de prisão pela Justiça Federal de São Paulo. Ele é acusado de vazar informações e forjar provas enquanto chefiava a Operação Satiagraha, que condenou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a 10 anos de prisão por corrupção ativa.
Protógenes irá recorrer da decisão, segundo seu advogado. Ainda que a decisão da Justiça Federal se mantenha, ele não cumprirá a pena na prisão: deverá, em vez disso, prestar serviços à comunidade em hospitais públicos ou privados, prefencialmente uma unidade de auxílio a queimados, de acordo com o processo. Confira a íntegra do processo.
O risco maior é para a carreira política de Protógenes: se instâncias superiores ratificarem a sentença, ele perde o mandato de deputado federal, conquistado nestas eleições, e fica proibido de exercer cargos públicos –inclusive de continuar como delegado da Polícia Federal.
Protógenes deve sua vaga na Câmara dos Deputados ao palhaço Tiririca (PR-SP): com votação maciça de 1,35 milhão de eleitores, o palhaço conseguiu “puxar” três candidatos que não tiveram votos o suficiente para se elegerem sozinhos, entre eles o delegado (dono de quase 95 mil votos).
A sentença foi dada no dia 5 de novembro, pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal em São Paulo, a partir de uma denúncia da Procuradoria da República. A publicação da sentença aconteceu na terça-feira (9).
A Justiça também condenou Amadeu Ranieri Bellomusto, escrivão da PF e braço direito de Protógenes. Ele também teve sua pena, de dois anos de detenção, revertida para prestação de serviços à comunidade. Está, ainda, proibido temporatiamente de exercer “atividades relacionadas com segurança e espionagem”.
Protógenes e Amadeu deverão pagar R$ 100 mil e R$ 50 mil, respectivamente, “à coletividade”, segundo o processo.

‘PASTA PRETA’
A sentença do juiz Mazloum cita reportagem da Folha que mostra Protógenes munido de ‘pasta preta’ em debates presidenciais.
Em outubro, o aliado de Dilma Rousseff (PT) afirmou que iria a todos os debates com sua “pasta preta”. Dela saíriam, segundo Protógenes, documentos fruto de investigações sobre segurança e privatizações –que poderiam ser usados contra o então adversário de Dilma, José Serra (PSDB).
Mazloum destaca como “curioso” o fato de que “o acusado Protógenes em verdade tinha consigo dossiês dos dois lados”, ou seja, contra Dilma e contra Serra.
Também seriam alvos de “arapongagem” do delagado, segundo a sentença, os ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Erenice Guerra.
Do lado da oposição, os vigiados seriam o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o deputado ACM Neto (DEM-BA) e o ex-ministro Mangabeira Unger.

ACUSAÇÕES
Quanto à fraude processual, Protógenes é acusado de editar as imagens em que emissários de Dantas negociavam o pagamento de propina a investigadores.
Ele também foi condenado por violação de sigilo funcional ao convidar um produtor de TV Globo para gravar a tentativa de assessores do banqueiro de subornar um delegado da PF. A “armadilha” aconteceu em junho de 2008, em um restaurante de São Paulo.

SATIAGRAHA
Protógenes esteve à frente da primeira fase da Satiagraha, que apura supostos crimes financeiros atribuídos a Dantas, mas acabou sendo afastado das investigações em julho de 2008.
Em julho de 2009, quando a Operação Satiagraha completou um ano, Protógenes afirmou estar com sensação de dever cumprido, apesar das “atrocidades” que sofreu com a família.
Listou-as em seu blog: “Perseguições externas e internas na Polícia Federal; vigilâncias nos meus deslocamentos para palestras, afastamento do cargo de delegado de Polícia Federal, sujeito a pena de demissão; perda de vantagens salariais; diminuição da renda familiar com aumento de despesas domesticas, tratamento de saúde de mulher, filhos e 74 ameaças contra minha vida”.
A campanha para deputado federal alardeava Protógenes como o herói responsável por “prender bandidos poderosos, políticos desonesto”, além de recuperar “mais de 40 milhões” e “desmantelar quadrilhas que lesavam o povo”.

OUTRO LADO
O advogado de Protógenes, Adib Abdouni, disse à Folha que não poderia comentar detalhadamente a sentença, pois ainda não teve acesso ao processo.
Ressaltou que o caso “foge do comum”.
“Posso dizer que o caso foge do comum. Tramita de uma forma diferente. Todas as informações foram levados à mídia primeiro. Não sei qual é o interesse [nisso]“, afirmou.
Ele disse não temer a perda do mandato de seu cliente, eleito para quatro anos na Câmara dos Deputados.
Disse ainda que a sentença de três anos e quatro meses “extrapola os limites da acusação”.

A condenação do delegado Protógenes | Viomundo - O que você não vê na mídia

STJ: Tesoureiro de Serra, suspeito de propinas não é criminoso, é “displicente”

Como já disse em “As denúncias de Amaury chegam à mídia”, começaram vir a público os conteúdos das investigações de Amaury Ribeiro Jr., jornalista investigado pela Polícia Federal durante as eleições por quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra. “Os documentos apresentados por Amaury (que podem ser vistos no Viomundo) ligam Ricardo Sérgio, diretor do BB no governo FHC e caixa de campanha de Serra em 2002 ao recebimento de propina nas privatizações do governo tucano, com movimentações de grandes somas no exterior quando tesoureiro do candidato do governo.” Já havia contado no terceiro artigo publicado sobre as supostas “vítimas” de quebra de sigilo que “Ricardo Sérgio de Oliveira, principal articulador da formação dos consórcios que disputaram o leilão das empresas de telecomunicações” e “ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, companheiro de militância política de Serra desde o regime militar, em 1998 foi caixa das campanhas de Fernando Henrique Cardoso, para a Presidência, e de Serra, para o Senado. Foi responsabilizado pelo Banco Central por um caminhão de irregularidades que favoreceram a entrada do Banco Opportunity em um consórcio para disputar o leilão da Telebrás. O mesmo caso em que” outra suposta “vítima”, “Luiz Carlos Mendonça de Barros, estava envolvida. O caso revelado pela IstoÉ em 2002, reforça a obscuridade levantada pela Veja em 1998.” Leia as matérias originais.
Agora, Ricardo Sérgio obteve habeas corpus para trancar ação penal a que respondia por gestão temerária de instituição financeira. Conforme a ministra do STJ, “os réus teriam agido ´displicentemente´ e sem ´atenção e seriedade devidas´, e só haveria crime se houvesse intenção do agente. A decisão pode ser lida abaixo. Há muita história para ser contada ainda, principalmente por Amaury que investigou as ligações entre Serra, Ricardo, a filha de Serra, Daniel Dantas (dono do Opportunity), suspeito de ser um dos maiores beneficiados com as privatizações e proximidade de tucanos do alto escalão na era FHC. Daniel Dantas que se beneficiou também na justiça, com dois habeas corpus, tem relações muito fortes na imprensa,  capaz de produzir matérias para se proteger na Veja e na Folha (leia mais aqui).

09/11/2010 – 13h31
Superior Tribunal de Justiça - O Tribunal da Cidadania

DECISÃO

Trancada ação penal contra ex-diretor do BB por concessão de fiança na privatização da Telebrás

O ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Ricardo Sérgio de Oliveira obteve habeas corpus para trancar ação penal a que respondia por gestão temerária de instituição financeira. A decisão, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), diz respeito à concessão de fiança à Solpart Participações Ltda., no valor de R$ 874 milhões, para que participasse do leilão de privatização da Telebrás, em 1998, em violação a regras do BB e do Banco Central.
Segundo a ministra Maria Thereza de Assis Moura, a denúncia aponta conduta culposa dos acusados – os réus teriam agido “displicentemente” e sem "atenção e seriedade devidas” –, mas o crime de gestão temerária só prevê a modalidade dolosa. Isto é, o crime só ocorre se há intenção do agente. Por isso, faltaria justa causa à ação.
Além disso, o chefe do Ministério Público (MP) reconheceu a falta de tipicidade do comportamento do principal responsável pela fiança, o então presidente do Conselho de Administração do banco, Pedro Pullen Parente, o que inviabiliza a manutenção da ação penal apenas contra supostos partícipes do fato.
À época, o procurador-geral da República entendeu que não havia provas documentais ou testemunhais que permitissem concluir que o ministro-chefe da Casa Civil (Pedro Parente) teria cometido os crimes de advocacia administrativa, perturbação à concorrência ou contra o sistema financeiro. Haveria, somente, afirmação do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro de que Parente teria favorecido o consórcio integrado pelo grupo Opportunity, ao conceder, sem contragarantias, a carta de fiança à Solpart.
Conforme a decisão do procurador-geral pelo arquivamento da ação contra Parente, a conduta ainda poderia, em tese, configurar ato de improbidade administrativa, o que estaria sendo apurado pelo MPF/RJ, mas também não revelaria o crime de prevaricação, por faltar a finalidade específica de agir para satisfação de interesse ou sentimento pessoal.
Fiança
A Solpart tinha capital social de R$ 1 mil e apresentou como garantia apenas o aval da empresa Techold Participações S/A, que tinha capital de R$ 20 mil. Os acusados argumentavam que aprovaram a operação em razão da participação de agentes econômicos como Opportunity, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e a Fundação Sistel de Seguridade Social.
O MP sustentava que tais garantias não bastariam, porque, em caso de insolvência da Solpart, esses agentes só responderiam até o limite de suas respectivas participações, e o BB não poderia resgatar o investimento. Alegava, ainda, que teriam se passado menos de 24h entre a confecção do documento de análise de risco e a celebração do contrato de fiança, o que demonstraria a não verificação de todas as questões necessárias.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Gilmar Mendes pode impedir voto de inúmeros brasileiros

Mesmo contra a maioria dos Ministros do STE que entendem como inconstitucional a inedita exigência de dois documentos para votar, Gilmar Mendes se utilizou de procedimento que pode jogar decisão para depois das eleições. Gilmar Mendes o mesmo que garantiu dois habeas corpus para  o banqueiro Daniel Dantas, mesmo com a tentativa de suborno feito por seu advogado. O pedido feito pelo PT visa garantir que um imenso contingente de brasileiros possa votar no dia 03. A estratégia de Gilmar pode vir a ser um golpe contra a democracia.

Por estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 29/9/2010 16:09

Maioria do STF considera dispensável dois documentos para votar

Maioria do STF considera dispensável dois documentos para votar

Pablo Valadares/AE

"Os ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes conversam durante sessão desta quarta"

SÃO PAULO - A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a obrigatoriedade de que o eleitor apresente dois documentos para votar no próximo dia 3. Em sessão nesta quarta-feira, 29, pelo menos seis ministros seguiram a relatora do caso, ministra Ellen Gracie, que considerou dispensável a exigência simultânea do título de eleitor e de documento com foto no momento da votação. O julgamento, provocado por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo PT, foi suspenso após o ministro Gilmar Mendes pedir vista do processo.

A lei dispõe que 'no momento da votação, além da exibição do respectivo título, o eleitor deverá apresentar documento de identificação com fotografia'. O PT sustenta que a medida é desnecessária, injustificável e irrazoável. Para o partido é 'perfeitamente possível garantir a autenticidade do processo de votação, sem comprometer a universalidade do voto, mediante a consulta a um documento oficial com foto'.

Os ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Ayres Britto acompanharam a relatora.

Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia ressalvou que a exigência de apresentação de dois documentos, embora bem intencionada, pode complicar o processo eleitoral. Lewandowski, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sugeriu que o eleitor possa votar também só com título, desde que identificado pelo mesário por outros meios.

Já Ayres Britto disse que exigência de título e documento com foto coíbe fraude, mas pode gerar abstenção, e por isso acompanhou Ellen Gracie.

Após pedir vista do processo, o ministro Gilmar Mendes foi questionado sobre a necessidade de se julgar a ação até a eleição. O ministro afirmou que tentará trazer seu voto-vista na sessão plenária desta quinta-feira, 30. Na prática, caso o processo não seja julgado até o próximo dia 3, permanecerá valendo a exigência de apresentação dos dois documentos.

Com informações do STF

Maioria do STF considera dispensável dois documentos para votar -  Últimas Notícias - MSN Estadão

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Rodrigo Vianna entrega o mapa da mina: Citco Building, na ilha de Tortola

Do Viomundo:
10 de setembro de 2010 às 19:09

De Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

Prestem atenção nesse trecho de uma reportagem assinada por Amaury Ribeiro Junior:

“Spencer concentrava seus negócios caribenhos na caixa postal 662 do Edifício Citco, em Road Town, nas Ilhas Virgens, endereço do escritório da Citco, especializado na abertura de empresas offshore.”

David Eric Spencer é um advogado dos EUA que prestava serviços a Ricardo Sérgio - tucano que atua nos bastidores, foi diretor do Banco do Brasil no governo FHC, durante as privatizações, e é muito próximo a Serra. A reportagem acima é de 2003 e foi publicada pela revista Istoé.

Foi naquela época que Amaury começou a investigar a barafunda financeira do tucanato. Dinheiro que vai, dinheiro que vem. Genro, filha… As seguidas reportagens renderam um processo de Ricardo Sérgio contra Amaury. O jornalista pediu “exceção de verdade” (quando o sujeito que é processado por calúnia pede para provar que a afirmação feita é verdadeira), e foi no âmbito dessa ação que Amaury ganhou o direito de acessar a ampla documentação recolhida pela CPI do Banestado – documentação que o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) guardava a sete chaves.

Foi a partir dessa documentação que Amaury recolheu o grosso do material que integrará seu livro sobre as privatizações tucanas e os estranhos caminhos do dinheiro. Amaury saiu da Istoé, rodou por aí. Trabalhou no “Estado de Minas”, sempre coletando rico (!) material sobre as peripécias financeiras que ligam São Paulo, Buenos Aires, Miami, Nova York e as Ilhas Virgens.

Para continuar lendo, vá ao Escrevinhador.

*****

Eu acrescentaria ao que escreveu o Rodrigo: será que a Polícia Federal vai ouvir o Josemar Gimenez, de O Estado de Minas?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Stanley Burburinho e o livro do Amaury | Viomundo - O que você não vê na mídia

7 de setembro de 2010 às 15:11

por Stanley Burburinho (em comentário no Viomundo)

1 – O Amaury tinha prometido lançar o livro logo depois da Copa;

2 – Acontece que ele foi contratado pela Record há duas ou três semanas;

3 – Foi feito um acordo entre a Record e o Amaury para ele adiar a publicação do livro até 2011 para não configurar motivação eleitoral e ele sendo funcionário da Record. A Globo faria a festa;

4 – De saco cheio das acusações do Serra, o PT (Lula) resolveu pedir para que a PF ouvisse também o Amaury. Isso significa que a PF terá acesso ao conteúdo do Amaury antes de 2011. Como as partes envolvidas poderão ter acesso ao conteúdo, é muito provável que tudo vaze. Foi a forma encontrada para publicar o livro antes de 2011 e sem complicar a vida da Record;

5 – Logo depois do anúncio do pedido do PT para que o Amaury fosse ouvido também pela PF, o Serra reduziu o tom das acusações dizendo que a quebra de sigilo não tinha motivação eleitoral, mas política;

6 – Agora mais do que nunca o Serra e aliados ficarão na defensiva e o Serra botou o Aith para conversar com o Amaury;

7 – Mas, na minha opinião, o mais interessado em conversar com o Amaury através do Aith é o Dantas e não o Serra. O Serra já sabe que a eleição está perdida. Ele quer se livrar da confusão que virá depois que o conteúdo do livro se tornar público porque ele estará sem foro privilegiado;

8 – O motivo do interesse do Dantas em conversar com o Amaury via Aith é que o Dantas já foi condenado pelo De Sanctis a dez anos de cadeia. Ele não é mais réu primario. Se ocorrer qualquer outra condenação ele terá que ser preso e o livro do Amaury pode complicar a vida dele.

9 – O Serra deu tiro no próprio pé e complicou a vida de muita gente. Até o FHC se complicará.

Stanley Burburinho e o livro do Amaury | Viomundo - O que você não vê na mídia

domingo, 5 de setembro de 2010

Quebra de sigilo chega a Minas: como Serra e o PIG vão esconder Aécio?

Já vimos que com toda a gritaria de Serra e o PIG para acusar a campanha de Dilma, eles esconderam até agora as suspeitas sobre a banda mineira de tucanos, ligados a Aécio ter montado dossiês sobre Serra, sua filha e as relações com Daniel Dantas durante as privatizações do governo FHC. Os próprios jornais ligados a Aécio evitaram tocar no assunto sobre dossiê, o que fez recair sobre Aécio ainda mais as suspeitas Agora com a quebra do sigilo chegando a Minas Gerais, cresce a tendência da mídia alternativa apontar o dedo para os fatos que até o momento foram abafados pela velha mídia em campanha por Serra. Agora, nos vemos cada vez mais pautado por novos dados. Qual será a estratégia de Serra e sua trope de choque midiática para impedir que a relação entre a quebra de sigilo e o duelo de dossiês tucanos em 2009 vazem a blindagem dada por Globo, Folha, Veja e Estadão? Cenas que só veremos nos próximos capítulos.

Leia também:
Um cheiro de pão de queijo no ar
Quem quebrou o sigilo de Verônica Serra?
AS AVENTURAS DO CARECA: FÁBULA DE UM PAÍS IMAGINÁRIO

Portal Terra / Eleições 2010:

Tucano teve sigilo violado dez vezes em Minas, diz jornal

04 de setembro de 2010 21h10 atualizado às 21h46

Os dados fiscais do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge, foram violados dez vezes na cidade de Formiga (MG), a 210 quilômetros de Belo Horizonte, segundo informações veiculadas na edição online deste sábado do jornal O Estado de S.Paulo. As violações, conforme a denúncia, ocorreram seis meses antes da série de quebra de sigilo de tucanos em São Paulo.

O jornal informou que os acessos teriam sido feitos no dia 3 de abril de 2009, por um analista tributário que trabalha na agência da Receita Federal de Formiga, de acordo com um levantamento feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Todas as dez consultas foram feitas por um único computador.

As novas violações foram descobertas após um pedido de apuração da Corregedoria da Receita Federal ao Serpro. Foram relacionadas todas as consultas envolvendo o CPF do tucano Eduardo Jorge, entre os meses de janeiro e junho de 2009.

Após essas violações em Minas, foram registradas outras: a de Verônica Serra, filha do presidenciável tucano José Serra, no dia 30 de setembro de 2009, na unidade da Receita em Santo André, no ABC paulista, e, no dia 8 de outuvro do mesmo ano, as violações dos dados do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, do empresário Gregorio Marin Preciado, próximo de Serra; e ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio, além do próprio Eduardo Jorge.

Tucano teve sigilo violado dez vezes em Minas, diz jornal

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O hedge contra o livro de Amaury Jr | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, qua, 01/09/2010 - 08:42

A insistência de de Serra, em relacionar o supostos vazamento de declaração de sua filha Verônica - mais o vazamento das declarações de Eduardo Jorge, Preciado e outros - com informações que teriam sido publicadas por blogs, mostra claramente seu pânico em relação ao tal livro de Amaury Ribeiro Jr.

Ele repetiu a acusação no Jornal da Globo, referindo-se agora à sua filha cujos dados teriam sido vazados por "blogs sujos".

Que eu me lembre, blogs publicaram trechos do livro de Amaury. Ontem o Conversa Afiada publicou outro trecho, acho que o prefácio do livro. Amaury já declarou que todos os dados do livro foram obtidos legalmente, através de pesquisas junto ao Ministério Público de Nova York, CPI do Banestado e pesquisas em Ilhas Virgens.

De qualquer modo, passado esse período eleitoral, a discussão entrará por outro campo: a consistência ou não das informações levantadas por Amaury. Se, além de consistentes, elas se basearam apenas em fontes legais, Serra terá uma bela encrenca para administrar assim que deixar a política.

Pelas informações até agora divulgadas, é possível que o livro se torne um clássico sobre um dos temas contemporâneos mais: a relação entre políticos, gestores de recursos através do circuito de lavagem de dinheiro.

Por Rubem

O homem do guru de turbante, e do leitor de sorrisos:

Da Folha

Serra diz que Dilma é controlada por marqueteiros

DE SÃO PAULO

O candidato tucano José Serra voltou a criticar a sua concorrente na disputa presidencial Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, a petista é controlada pela equipe de marketing.

"Ela fala que o chefe de impressa dela instrui o que ela tem que falar. Ela raramente fala mais espontaneamente. É tudo preparadinho", disse o tucano, em entrevista ao "SBT Brasil", dada nesta terça-feira.

Serra respondia a uma pergunta do jornalista Carlos Nascimento sobre a declaração da petista de que estenderia a mão a ele se vencer. "Você ficou bravo?", perguntou o jornalista.

Para o tucano, o noticiário político é alimentado por fofoca e a declaração fez parte dessa estratégia.

Serra também voltou a criticar sites pró-Dilma aos quais chamou de "blogs sujos". De acordo com ele, os vazamentos do caso Eduardo Jorge já estavam publicados há meses nesses sites.

"O candidato --muito próximo da Dilma-- ao Senado de Minas, Fernando Pimentel. Ele estava organizando tudo isso", disse o tucano.

"Nesse esquema petista governamental ninguém está garantido", afirmou, citando também o caso dos aloprados e da quebra do sigilo do caseiro quebra do sigilo caseiro Francenildo, ambos em 2006.

No caso dos aloprados, Serra responsabilizou o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante.

"Depois, foram presos. Até pegaram um R$ 1,7 milhão da mão do chefe da campanha do PT em São Paulo. Mas aí a investigação ficou frouxa", afirmou.

Nesta quarta-feira, Dilma será entrevistada pela emissora. No dia 2 de setembro será a vez de Marina Silva (PV).

O hedge contra o livro de Amaury Jr | Brasilianas.Org

O sigilo fiscal e a lógica: convém não torturá-la | Viomundo - O que você não vê na mídia

1 de setembro de 2010 às 23:52

por Luiz Carlos Azenha

Como já escrevi anteriormente, repito: há um submundo nas campanhas eleitorais, na intersecção frequentada por arapongas, ex-arapongas, policiais, ex-policiais, “operadores” diversos, leões de chácara etc. No caso da violação de sigilo na delegacia da Receita Federal de Mauá, há uma enorme gama de possibilidades:

1. que de fato tenha sido obra de uma das campanhas políticas;

2. que tenha sido manufaturado para aparecer justamente neste momento eleitoral, como “fato novo” suficiente para gerar escândalo (em tese, eu mesmo poderia ter encomendado aquela procuração falsa);

3. que tenha sido sobra de alguma outra operação, turbinada agora para servir a objetivos eleitorais.

O que não dá para fazer é torturar a lógica sem provas, criar uma cortina de fumaça, bombar um factóide sem base na realidade.

É o que está acontecendo? Parece que sim. Numa das emissoras de rádio da Bandeirantes, Dora Kramer, a comentarista do Estadão, disse que a situação está esquisita porque os governistas conseguiram barrar o depoimento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Congresso. Ou seja, ela tentou sugerir que pelo fato de o ministro não depor a Dilma é culpada!

Mas o pior, mesmo, foi este argumento de Serra (25% no tracking do Vox Populi) contra Dilma (51%): o motivo para Dilma violar o sigilo fiscal da filha do tucano, Veronica, foi o medo de perder a eleição!

Ora, considerando que a violação aconteceu em setembro de 2009, quando Serra ainda disputava com Aécio Neves a indicação do PSDB, faria muito mais sentido acusar… Aécio de ter patrocinado a violação.

Resta lembrar que Collor, em 1989, quando atacou Lula, corria o risco de perder a eleição!

Repito: nenhum desdobramento deste caso me surpreenderia. Mas, enquanto a gente não sabe o que de fato aconteceu, convém não torturar a lógica.

O sigilo fiscal e a lógica: convém não torturá-la | Viomundo - O que você não vê na mídia

A filha do Serra pediu ou não pediu para rever a declaração ? | Conversa Afiada

Publicado em 01/09/2010
 
Na foto, a skyline da Brickell Av, em Miami. Imponente, não, amigo navegante ?

A Folha (*) publica na página A4 a entrevista com funcionária da Receita que diz ter o documento que comprova o pedido de revisão da declaração feita pela filha do Serra.
A filha do Serra, como não se cansa de demonstrar esse Conversa Afiada, foi sócia da irmã de Daniel Dantas em Miami (em Miami!) – clique aqui para ver os documentos do Governo da Florida.
O jenio disse ao portal Terra que a sócia da irmã de Dantas não pediu para rever a sua declaração.
Rever a declaração é um direito de todo contribuinte.
O que há de errado nisso tudo é a construção de uma máfia para comercializar declarações de Imposto de Renda.
Aparentemente, foram violadas 300 declarações, entre elas uma linha de ataque de personagens indissoluvelmente ligados à carreira política de José Serra: Preciado, Ricardo Sérgio e Eduardo Jorge.
Eduardo Jorge trabalhou na sala ao lado do presidente Fernando Henrique Cardoso, da qual deu algumas dezenas de telefonemas ao Juiz Lalau.
Também não há nada de errado um pai tentar proteger a filha depois de uma informação – essa entrevista da Folha (*) – que atenua a gravidade do crime cometido.
Pai é pai.
O que há de errado nesta questão é a tentativa desesperada de José Serra de criminalizar a sua adversária política, Dilma Rousseff, e atribuir a ela, como fez ontem no jornal da globo, um crime seguido de fraude eleitoral.
Ao longo desta campanha, José Serra já foi vítima de várias processos judiciais, um deles iniciado pelo Cloaca News, que quer saber quem são aqueles que o jenio chama de “blogs sujos” e que recebem grana do Lula.
O que há de patético nesta história é o jenio agarrar-se ao Eduardo Jorge e agora à filha, com a colaboração do Gilmar Dantas (**) e um guru indiano, para concorrer à eleição de forma minimamente competitiva.
O PiG (***) de hoje fornece novas informações que caracterizam o vazamento do sigilo fiscal como uma operação típica de uma máfia sem objetivos políticos.
O jenio, Gilmar e o FHC tomam da UDN a bandeira da corrupção sem o brilho, o talento e o poder destrutivo do Carlos Lacerda.
Porque, como disse o Brizola Neto, quem nasce para José Serra não chega a Carlos Lacerda.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Livro sobre Dantas, Preciado, Ricardo Sérgio e filha do Serra vem aí | Conversa Afiada

Publicado em 31/08/2010

Ricardo Sergio e Preciado: o que os tucanos de SP tem de melhor

O livro “Os Porões da Privataria” de Amauri Ribeiro Jr está pronto.
É o resultado de dez anos de trabalho de Amauri.
Vai lá atrás, à privatização do Fernando Henrique.
Conta como o Ministro da Saúde José Serra contratou um serviço de inteligência sob a responsabilidade de Marcelo Lunus Itagiba para pegar adversários políticos (inclusive do partido dele).
Conta como se mandava para o exterior dinheiro recebido com a privatização.
A segunda parte do livro será para contar como o livro de Amauri entrou para o centro de um suposto dossiê que o PT armava contra o Serra.
Amauri conta quem montou a trampa, e contra quem era a trampa.
Na origem dessa discussão sobre o sigilo fiscal do Eduardo Jorge (por que ele telefonava tanto para ao Juiz Lalau ?) está nesse livro.
O livro está na origem do “aplopramento do Serra”, como demonstrou este ordinário blog.
Como demonstra o Azenha, no Viomundo, nenhuma fonte do Amauri é sigilosa.
Ele não usou nenhuma informação que tenha sido obtido na agencia da Receita em Mauá, São Paulo.
Todas as informações são públicas.
Amaury tinha prometido publicar o livro antes da eleição.
Ele foi contatado pela Rede Record e assumiu o compromisso de publicar livro – já pronto – depois da eleição, para que a contratação não pudesse ser associada a qualquer interpretação política.
Lá estão, de corpo inteiro, Serra, a filha e sua associação com a irmã de Dantas – clique aqui para ver os documentos em Miami (em Miami !) -, o Preciado e o Ricardo Sergio.
O livro vem aí.
Paulo Henrique Amorim

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Amaury Ribeiro Jr. desmente especulação sobre livro | Viomundo - O que você não vê na mídia

30 de agosto de 2010 às 16:47

por Luiz Carlos Azenha

É mentirosa a especulação de que o livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre os porões da privatização brasileira seria baseado, parcial ou totalmente, na quebra de sigilo fiscal na agência de Mauá da Receita Federal.
Quem diz é o próprio jornalista.
Eu, Azenha, não conheço Amaury pessoalmente. Recentemente, ele foi contratado pela TV Record para fazer parte do núcleo investigativo. Não vai lidar com política.
O desmentido do repórter foi feito através de um interlocutor.
Amaury diz que o livro será lançado no ano que vem. É uma forma, diz o interlocutor, de não injetar o conteúdo do livro na campanha eleitoral. A decisão de não publicar o livro agora não tem relação com qualquer dos “dossiês” divulgados pela mídia nas últimas semanas, nem com o episódio da Receita.
“O livro não tem nenhum documento que resulte de quebra do sigilo. São todos documentos oficiais”, reiterou o interlocutor, depois de conversar com Amaury.
Eu perguntei se o autor teria de alguma forma modificado o conteúdo do livro, por conta da ameaça de processos ou pressões políticas.
A resposta é “não”. Através do interlocutor, Amaury repete: o livro vai provocar um terremoto “em metade da Antiga República”.

PS: O Viomundo publicou a apresentação do livro, sem precisar a data em que seria lançado.

Amaury Ribeiro Jr. desmente especulação sobre livro | Viomundo - O que você não vê na mídia

sábado, 28 de agosto de 2010

Alô, alô Eros Grau ! Uruguai pune ditador. Leia de novo o Comparato | Conversa Afiada

Publicado em 28/08/2010
 
No Brasil, o Eros não deixaria o Goyo ser preso e muito menos algemado

Saiu no UOL:

Justiça confirma 25 anos de prisão para ex-ditador uruguaio
MONTEVIDÉU, 27 Ago 2010 (AFP) -Um tribunal penal confirmou a pena de 25 anos de prisão para o ex-ditador uruguaio Gregorio ‘Goyo’ Alvarez (1981-85), por “37 crimes de homicídio especialmente agravados”, cometidos durante a chamada operação “Cóndor”, informou nesta sexta-feira a Suprema Corte de Justiça.
A sentença definitiva, em segunda instância, também confirmou a pena de 20 anos de prisão contra o ex-capitão da Marinha Juan Carlos Larcebeau, por “29 crimes de homicídio”.
Comandante do Exército em 1978 e último presidente da ditadura uruguaia, Alvarez, hoje com 84 anos, foi julgado em dezembro de 2007 pelo desaparecimento forçado de presos políticos, executados após sua transferência clandestina de Buenos Aires para Montevidéu, em 1978, como parte da operação “Cóndor”, que coordenou a repressão entre as ditaduras do Cone Sul.

Navalha

NAVALHA

Em homenagem ao ex-ministro do Supremo Eros Grau, relator da ação que absolveu os torturadores do regime militar, o Conversa Afiada sugere uma releitura do artigo que Fabio Konder Comparato escreveu aqui sobre a vergonhosa decisão do Supremo.
Clique aqui para ler.
Note que Comparato é aí implacável com Eros Grau.
(Outro gesto histórico de Eros Grau no Supremo foi sentar-se em cima dos documentos que o ínclito delegado Protógenes Queiroz extraiu da parede falsa do Daniel Dantas e estavam com o corajoso Juiz Fausto De Sanctis. Uma decisão sem precedentes na Justiça do país)
Outro gesto histórico de Comparato é liderar a ADIN por Omissão no Supremo contra o Congresso Nacional, por não regulamentar os artigos da Constituição que tratam da Comunicação.
Isso foi formalmente anunciado na abertura do I Encontro Nacional de Blogueiros, sob a égide do Instituto Barão de Itararé.
Paulo Henrique Amorim

Alô, alô Eros Grau ! Uruguai pune ditador. Leia de novo o Comparato | Conversa Afiada

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