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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cloaca News: EXCLUSIVO - CANDIDATO DO PSOL RENUNCIA PARA APOIAR PAULO PAIM AO SENADO

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O candidato do Psol gaúcho ao Senado, Prof. Lucas, está retirando seu nome da disputa eleitoral para apoiar, incondicionalmente, o senador Paulo Paim, do PT, candidato à reeleição.

Professor aposentado da Universidade Federal de Pelotas, Luiz Carlos Lucas, de 63 anos, foi  militante ativo na luta contra o regime militar. Em 2008, concorreu à prefeitura de Pelotas.

ATUALIZAÇÃO

Durante a entrevista coletiva ocorrida nesta tarde, na sede do Psol, em Porto Alegre, o candidato do partido ao governo estadual, Pedro Ruas, formalizou o apoio a Paulo Paim.

FOTO: CARLA KUNZE

Cloaca News: EXCLUSIVO - CANDIDATO DO PSOL RENUNCIA PARA APOIAR PAULO PAIM AO SENADO

domingo, 19 de setembro de 2010

Cloaca News: VIGARISTA DA RBS É NOCAUTEADO POR TARSO GENRO, AO VIVO

domingo, 19 de setembro de 2010

VIGARISTA DA RBS É NOCAUTEADO POR TARSO GENRO, AO VIVO

Na última sexta-feira, 17, o “jornalista”, comentarista “político” e agenciador de salames coloniais Lasier Martins entrevistou o candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, durante o Jornal do Almoço, o indigesto noticioso exibido pela RBS TV (afiliada da Globo).

De saída, o porta-voz do império mafiomidiático guasca tentou encostar o petista nas cordas. O velhaco, no entanto, levou um contragolpe certeiro, como você poderá conferir abaixo.

Quem levantou a bola foi o Zé do Armarinho, titular do novo e promissor blog Armarinho da Política, que já integra nosso rol de sujos e pés-de-chulé.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cloaca News: POR QUE OS ELEITORES ESTÃO CONFUSOS COM O NÚMERO DE FOGAÇA

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

POR QUE OS ELEITORES ESTÃO CONFUSOS COM O NÚMERO DE FOGAÇA

Segundo a pesquisa Datafolha divulgada hoje, os eleitores gaúchos não sabem o número eleitoral do candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PMDB, José Fogaça.

De acordo com a notícia estampada no tabloide venal Zero Hora, “entre os eleitores de Fogaça, 73% não sabem qual o número do candidato”.

Este Cloaca News, cioso de seu compromisso com a difusão da informação isenta e correta, descobriu os motivos da confusão.

Como se sabe, o imparcialmente ativo José Fogaça é investigado em três ações criminais do Ministério Público, abertas com base em documentos das operações Solidária e Rodin, da Polícia Federal. Em uma delas – o caso do Projeto Socioambiental – , há suspeitas de direcionamento das licitações nas obras do projeto. Orçadas em R$ 586 milhões, as licitações teriam sido direcionadas e as obras divididas para beneficiar empresas integrantes do esquema. O MPF apontou o valor de R$ 350 milhões nos contratos fraudados. Em outro caso, o do Projovem, o inquérito aponta que o programa deveria ser executado pela Fundae, mas foi repassado a uma empresa privada, caracterizando fraude em licitação. A Polícia Federal também identificou no ProJovem irregularidade no contrato de fornecimento de lanches, que foi prorrogado diversas vezes em caráter emergencial. No caso Sollus, ninguém esqueceu o desvio de R$ 9,6 milhões de reais do Programa Saúde da Família, durante a gestão de Fogaça como prefeito da capital gaúcha. O dinheiro, até agora, não apareceu. Neste cenário, boa parte do eleitorado associa o candidato a certo artigo do Código Penal, como se vê na imagem acima.

De outra parte, parcela significativa da massa eleitora associa o candidato ao legado de sua gestão à frente da Prefeitura de Porto Alegre, período durante o qual a cidade vegetou sob o mais completo abandono. Nenhum dos entrevistados, a propósito, conseguiu dizer, de memória, uma única obra relevante tocada na administração do peemedebista – o que explica o numeral apresentado na imagem acima, à direita.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

RBS TINHA DEZ SENHAS DO GOVERNO YEDA PARA ESPIONAR DESAFETOS

Cloaca News:
terça-feira, 14 de setembro de 2010

Depois de admitir, por meio de nota publicada no tabloide venal Zero Hora, que o araponga lotado na Casa Militar do Palácio Piratini era informante do Grupo RBS (afiliado da Globo no RS e em SC), o império mafiomidiático gaúcho está às voltas com mais uma sarna: pelo menos dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança foram distribuídas pelo governo Yeda Crusius (PSDB) aos repórteres do conglomerado da Famiglia Sirotsky. A informação foi veiculada pelo Twitter do jornalista Vitor Vieira, profissional que passa longe de ser considerado um “petista”.

Com a revelação, a sociedade passa a conhecer melhor as outras fontes “jornalísticas” da corporação. Como se sabe, os veículos da RBS também costumam basear seus “furos de reportagem” em materiais apócrifos e anônimos encontrados nos latões de lixo dos estacionamentos de Porto Alegre.

Até o momento, a laboriosa colunista-abelha de ZH e o operoso comentarista-vendedor-de-salames da RBS não se manifestaram sobre a violação, pela empresa, de seu próprio Código de Ética.

Aguardam-se, para breve, as posições da ARI (Associação Rio-grandense de Impresa), da ANJ (Associação Nacional de Jornais), da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e do Sindicato dos Jornalistas.

Cloaca News: RBS TINHA DEZ SENHAS DO GOVERNO YEDA PARA ESPIONAR DESAFETOS

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O jornalista que Rigotto persegue há 10 anos. Exclusivo: depoimento dramático | Conversa Afiada

Publicado em 08/09/2010

A capa do JÁ com a denúncia que Rigotto quer esconder

O Conversa Afiada publica entrevista exclusiva com Elmar Bones, do jornal JÁ, de Porto Alegre: “ELES QUEREM FECHAR O JORNAL, NÃO Vão CONSEGUIR”.
Elmar é o jornalista que Germano Rigotto persegue há dez anos.

O destaque para a tentativa de censurar o JÁ

É a primeira vez que Elmar Bones tem a chance de contar sua epopéia de resistência por ousar mostrar a verdade sobre a maior fraude da história gaúcha.
O irmão de Germano Rigotto, candidato a senador pelo PMDB, é a peça central da fraude que lesou o povo gaúcho em quase 800 milhões.
Rigotto quer fechar o jornal e levar Elmar à penúria.
Leia a entrevista completa:
CONVERSA AFIADA -  O processo da família do ex-governador Germano Rigotto contra o seu jornal, o JÁ, completa dez anos, um dos mais longos da Justiça brasileira. Afinal, qual foi o crime do JÁ?

ELMAR BONES DA COSTA – O jornal teve a ousadia de contar, em 2001, os detalhes da maior fraude contra os cofres públicos do Rio Grande do Sul. Em valores atualizados pela Justiça, representa algo em torno de R$ 800 milhões. O principal personagem da fraude, segundo a investigação do Ministério Público e o relatório final da CPI criada na Assembléia gaúcha, era Lindomar Vargas Rigotto, irmão de Germano, atual candidato do PMDB ao Senado.

CA – Onde era a fraude?

ELMAR – Na Companhia Estadual de Energia Elétrica, a CEEE, a estatal de energia elétrica que nasceu nos idos de 1960, depois da encampação da americana A&TT pelo governador Leonel Brizola. Ela nem existe mais: foi privatizada no Governo Britto e fatiada em trës empresas menores. O povo gaúcho continua pagando R$ 600 milhões anuais ano de dívidas trabalhistas pela banda podre da finada CEEE…

CA – E como foi o golpe na CEEE?

ELMAR – A fraude se deu em dois contratos para construção de onze subestações de transmissão de energia, obra estimada em 150 milhões de dólares, assinados no governo Pedro Simon (PMDB), em 1987.  Foi a secretária de Minas e Energia do governo seguinte, o de Alceu Collares (PDT), quem  mandou fazer a primeira investigação. Uma senhora chamada Dilma Rousseff.

CA – A Dilma? E o que ela disse?
ELMAR -  Um assessor me contou que, depois de ver os primeiros documentos da sindicância interna da CEEE, ela comentou : “Eu nunca tinha visto nada igual”. Ela só não tocou em frente o processo porque o governo do Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto na Assembléia. Mas ela guardou na gaveta e, em dezembro de 1994, antes de deixar a secretaria, a Dilma teve o cuidado de mandar toda a papelada do inquérito para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE) e para o Ministério Público. Dali nasceu a CPI.

CA
– E daí?

ELMAR – A CPI durou um ano e meio, produziu 350 quilos de papel. Foi a primeira comissão parlamentar do país a apontar os corruptos e também os corruptores. Foram indiciados 23 funcionários e 11 empresas que integravam os dois consórcios vencedores da licitação.

Jornalistas Kenny Braga e Elmar Bones, que tiveram suas contas pessoais bloqueadas pela família de Germano Rigotto. Foto: Daniel de Andrade Simões

CA – E como o irmão do Rigotto se intrometeu nesta história?

ELMAR – No governo Simon, Germano Rigotto era o líder do PMDB na Assembléia. Sua atuação na campanha foi decisiva para a vitória de Simon.  Ele encaixou o irmão Lindomar num cargo que nem existia na CEEE, o de “assistente da diretoria financeira”. Quem contou isso na CPI foi próprio secretário de energia do Simon, Alcides Saldanha, que antecedeu Dilma. Foi neste posto, criado sob medida, que Lindomar Rigotto  armou o esquema das licitações fraudadas.

CA – Esta denúncia virou processo na Justiça? Está andando?

ELMAR -  O processo vai completar 15 anos em fevereiro, já tem 110 volumes e ainda não saiu da primeira instância. E o pior: a maior fraude da história gaúcha corre em segredo de justiça. E ninguém sabe porque.  Quem tem medo que isso venha a público? O que o povo do Rio Grande não pode saber sobre a fraude da CEEE?
CA – O processo está parado?

ELMAR – Falei esta semana com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.  A boa notícia é que o processo está concluso ao juiz. Isso quer dizer que não cabe mais nenhum recurso, nada. O juiz vai receber a última manifestação das partes, num prazo de 10 dias, e depois vai dar a sentença. Se sair antes das eleições de outubro, deve produzir um grande estrago político. Por isso mesmo, não acredito em tanta agilidade. Para alívio de alguns candidatos, a sentença da Justiça deve sair só no fim do ano, bem depois da manifestação dos eleitores nas urnas. Mas, pelo menos saberemos quem é quem nesta história ainda secreta.

A corrupção na CEEE

CA – Bem, imagino que isso rendeu muita manchete na imprensa, na época…

ELMAR – Rendeu, mas com aquela cobertura em mosaico, meio truncada, aos saltos, com espaço fragmentado no noticiário… Depois, o assunto foi sumindo, desaparecendo, e o leitor fica se perguntando: o que foi mesmo que aconteceu?

CA – E aí aparece o JÁ para refrescar a memória dos gaúchos…

ELMAR – Publicamos uma reportagem destacando aquilo que a imprensa havia negligenciado e que era talvez o mais importante: o indiciamento dos corruptores, onze  empresas, todas logomarcas reluzentes e grandes anunciantes. Talvez por isso o assunto na Justiça, apesar de ser uma “ação civil pública”, acabou encoberto pelo ”segredo de Justiça”. Estava quase esquecido quando o principal personagem da fraude, Lindomar Rigotto, voltou às manchetes, agora nas páginas policiais.

CA – Pela fraude na CEEE?

ELMAR – Não, agora foi pela morte de uma garota de programa, de 24 anos, que caiu nua do 14º andar de um prédio a 100 metros da Praça da Matriz, onde ficam as sedes do poder no Estado – o Palácio Piratini, o Tribunal de Justiça, a Assembléia Legislativa e a Cúria Metropolitana. A história, de setembro de 1998, nunca foi esclarecida, mas o que importa é que o dono do apartamento de onde a moça caiu era Lindomar Rigotto, o principal implicado na fraude da CEEE e que estava lá no momento da queda. Foi indiciado por homicídio culposo e omissão de socorro no inquérito que apurou a morte da moça. Lindomar só não foi a júri porque, em fevereiro, foi assassinado num assalto numa praia gaúcha.     

Na foto, tirada no Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre, aparecem (da esquerda para a direita), Rafael Guimarães, hoje free-lancer e escritor, Elmar Bones, Rosvita Saueressig (hoje editora-executiva do Valor Econômico, em São Paulo) e Osmar Trindade, fundador e editor do CooJornal, falecido em julho de 2009. Foto: Daniel de Andrade Simões

CA – O que ele fazia lá?

ELMAR – Após a sindicância da CAGE, que comprovou mesmo o desvio, ele e outros sete funcionários graduados envolvidos foram demitidos. Fora da CEEE, Lindomar e outro irmão, Julios, formaram uma rede de boates, o Ibiza Club, que chegou a ter quatro casas no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ele estava na Ibiza de Atlântida, no início da manhã de quarta-feira de cinzas de 1999, quando os assaltantes chegaram. Lindomar e o gerente estavam fechando o balanço da noite. Lindomar saiu em perseguição aos bandidos, e acabou morrendo com um tiro no olho.  A polícia informou que os ladrões levaram uns R$ 30 mil, mas o dinheiro nunca foi recuperado, embora todos os envolvidos no assalto tenham sido presos pouco depois.

CA – E a imprensa, com isso, ressuscita o envolvimento de Lindomar com a CEEE?

ELMAR – Aí é que entra a ironia da história. Dois dias depois do assassinato, que obviamente rendeu grandes manchetes, o colunista mais importante da Zero Hora, Paulo Sant’Anna, escreveu uma crônica pungente sobre Lindomar Rigotto, que ele define como ”um homem que teve sua vida anatematizada pela tragédia”.  Menciona a sucessão de infortúnios que culminaram com o assassinato, solidariza-se com a dor dos familiares e dá o assunto por encerrado.

CA – Como assim, “encerrado”?

ELMAR – O colunista dá a entender que aquele homem marcado pela tragédia pagou com a própria vida os possíveis desatinos e que, daí em diante, mexer com sua morte era apenas mexer com a dor dos seus familiares. Na verdade, impedir que esse assunto caia no esquecimento é de certa forma uma defesa de Lindomar. Afinal, ele pode ter sido o operador, mas não fez nada sozinho. E os corruptores que foram apontados?

CA – E foi encerrado o papo?

ELMAR – O Paulo Sant’Anna é o cronista mais influente do Estado e, se ele diz que um assunto está encerrado, ninguém mais duvida – principalmente nas redações da RBS, que é o maior grupo de comunicação do Sul do país, com oito jornais diários, 32 emissoras de rádio e 10 de TV no Rio Grande e Santa Catarina. Aí eu percebi que tinha um baita assunto na mão e podia trabalhar com calma, porque ninguém ia mexer com isso.

CA – A reportagem do JÁ saiu quando?

ELMAR – Em 2001, mais de um ano depois da morte de Lindomar. A reportagem foi feita com grande dificuldade. Não tínhamos grana pra nada. A praia fica próxima de Porto Alegre, cerca de 120 km de distância em linha reta. E lembro que fomos ao litoral ver o processo, eu e um repórter, o tempo inteiro de olho na luzinha da gasolina. Nesse meio tempo, a circulação do jornal estava suspensa, a matéria ficou pela metade, numa gaveta.  O jornal só voltou a circular no início de 2001 e aí retomamos a reportagem. Quatro repórteres trabalharam nela.  Publicamos na edição de maio. Em agosto recebi a citação do juiz.

CA – Quem processou vocês?

ELMAR – A autora visível da ação é a senhora Julieta Vargas Rigotto, mãe de Lindomar e do ex-governador Germano Rigotto, hoje candidato a Senador pelo PMDB.

CA – O Rigotto é inocente nesta causa? Ele não sabe de nada? Jura?

ELMAR – Saber, o Rigotto  sabe, é claro, desde o início da ação na justiça. Quando estávamos finalizando a matéria, o repórter Olides Canton ligou para ele em Brasilia, quando ainda era deputado federal. Ele reagiu asperamente: “Eu não trato desse assunto”. E advertiu que sua mãe iria nos processar, que já havia acionado outros veículos.   

CA – E o que a mãe do inocente Rigotto alegava?

ELMAR – Eles ajuizaram duas ações. Uma queixa-crime por calúnia e difamação contra o autor da matéria, no caso eu, que assinava – com outros quatro repórteres – como responsável pelo texto final. A outra, uma ação cível, por dano moral, contra a editora do jornal.

O JÁ dá mais detalhes da corrupção que Rigotto quer esconder

CA – E aí?

ELMAR – No inicio ganhamos as duas. A ação cível teve decisão até antes, porque o nosso advogado nem discutiu o mérito. Ele alegou decadência de prazo, porque entrara mais de noventa dias depois da publicação. Estava em vigor a extinta Lei de Imprensa, que estipulava esse prazo para ações de dano moral. A outra teve um parecer do Ministério Público, uma decisão em primeira instância e uma sentença em tribunal, tudo no mesmo tom: a reportagem ateve-se aos fatos, não teve a intenção de ofender ninguém e atendia ao interesse público.  Ou seja, cumpria todos os requisitos clássicos de uma boa e correta reportagem.

CA – E o que aconteceu, então?

ELMAR – A sentença do juiz de primeira instância, mandando arquivar o processo civel por decadência de prazo, saiu em agosto de 2002, em plena campanha eleitoral na qual Germano Rigotto era o candidato do PMDB a governador. Em outubro, ele se elegeu consagradoramente. Em dezembro, um mês antes da posse de Rigotto, o Tribunal de Justiça do Estado acolheu inesperadamente um recurso e derrubou a decadência do prazo, sem levar em consideração a sentença do mesmo tribunal no outro processo. Julgou o mérito e acabou condenando a editora a pagar uma indenização de R$ 17 mil reais por danos morais. Resumindo o absurdo da questão: o mesmo tribunal que nos absolveu antes acaba por nos condenar depois. Assim, temos uma única reportagem e duas sentenças absolutamente contraditórias. Culpado e inocente, ao mesmo tempo, pela mesma matéria.

CA – E vocês não recorreram ao STF?

ELMAR – Recorremos, claro. Acontece que fomos condenados à revelia. Houve uma audiência para a qual não recebi intimação, nem eu nem minhas quatro testemunhas… E aí fomos condenados à revelia. O STF não acolheu o nosso recurso.  No nosso site www.jornal.ja.com.br está a integra da sentença e outros detalhes desta história. É uma didática leitura que vale a pena, para entender como a liberdade de expressão neste país pode ser atingida pela própria Justiça, que deveria protegê-la como ninguém.

CA – Bem, mas, com a Justiça brasileira, a condenação deve ter demorado, não?

ELMAR – Que nada, foi rápida. O tribunal reabriu o processo em dezembro de 2002 e, em agosto do ano seguinte, o jornal já estava condenado. Pouco depois fomos notificados para apontar bens à penhora.  Oferecemos nosso estoque de livros, uns 15 mil volumes de 35 títulos diferentes editados pela JÁ. A oferta foi recusada pela Justiça. E assim vem…

CA – Até que, agora, bloquearam tua conta pessoal no banco…

ELMAR – Pois é, fiz um empréstimo consignado de R$ 10 mil para pagar as contas mais urgentes, tinha um restinho de mil e poucos reais lá. Pois o juiz mandou sequestrar para pagar os advogados da dona Julieta. E, pelo que me diz o advogado, atropelando procedimentos processuais. É incrível: perseguido há dez anos, ainda tenho que pagar os honorários dos advogados que me processam.

CA – Que outros prejuízos você está sofrendo?

ELMAR – Os efeitos políticos de um processo desses sobre a editora e o jornal são devastadores.  O jornal sofre uma condenação dessas, absurda, mas não sai uma linha em lugar nenhum, ninguém sabe direito o que aconteceu… O que fica no ar, de forma leviana, para todo mundo que não entende bem este caso, é que ”um jornaleco irresponsável foi condenado porque ofendeu a honra e a imagem da família do governador”. E fica por isso mesmo.

CA – O jornal teve perdas com isso?

ELMAR – O governo estadual é o maior anunciante no Rio Grande, somando-se as verbas do Executivo e das estatais. Suas contas são atendidas pelas maiores agências da praça. Se você está vetado aí, qual é a consequência imediata?  Ninguém quer se incomodar com o maior cliente da publicidade no Estado e, daí, ninguém programa o “jornaleco irresponsável”. Esse escândalo que estourou agora no Banrisul mostra o uso político das verbas de publicidade. Dez milhões foram tungados para pagamento de propinas e caixa de campanha.  O Banrisul patrocina o principal prêmio de jornalismo do Estado, o Prêmio ARI, da Associação Riograndense de Imprensa. Tenho várias fotos com o presidente do banco entregando prêmios ao JÁ. Mas, desde 2003, quando Germano Rigotto assumiu como governador, o Banrisul baniu o JÁ das suas programações publicitárias. O maior banco do Estado anuncia até em jornalzinho de pet shop, só não anuncia no JÁ. Será que isso tudo é mera coincidência?

CA – E o que vai acontecer agora? Qual é a saída para o JÁ?

ELMAR – Nesse momento muitos interesses se juntam para tirar o jornal de circulação. Eles não vão conseguir. O JÁ vai resistir. Apesar do silêncio público, estamos recebendo muitas manifestações de apoio. Os artigos do jornalista Luiz Cláudio Cunha, em novembro e agora, no Observatório da Imprensa, abriram uma grande frente de resistência, reproduzidos em centenas de blogs pelo mundo afora. Acho que vamos comemorar os 25 anos em outubro com grandes e boas novidades.

Clique aqui para ler “Rigotto quer fechar um jornal ? A odisséia de um jornalista gaúcho”.

O jornalista que Rigotto persegue há 10 anos. Exclusivo: depoimento dramático | Conversa Afiada

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ESQUEMA CRIMINOSO DE GOVERNO TUCANO ESPIONOU BLOGUEIRO GAÚCHO

Cloaca News:
terça-feira, 7 de setembro de 2010

O jornalista e blogueiro Marco Aurélio Weissheimer, titular do RS Urgente, um dos blogs mais visitados, combativos e influentes do Rio Grande do Sul, também teve sua vida devassada durante as operações de espionagem operadas dentro do governo da tucana Yeda Crusius. O bisbilhoteiro, que é sargento da Brigada e servidor da Casa Militar, no Piratini, violou o Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul para conseguir as informações.

Além de Weissheimer, também foram vítimas da espionagem ilegal deputados estaduais e federais do PT, um senador da base aliada do governo Lula e até o candidato ao governo estadual, Tarso Genro, também do PT, que, segundo as pesquisas, pode se eleger já no primeiro turno.

Em nota publicada na edição online do tabloide antipetista Zero Hora, no início da noite desta segunda-feira, o Secretário de Segurança do governo fascista de Yeda Crusius teve a caradura de afirmar que não houve violação, e sim “uso indevido de informações por pessoa credenciada”.

Segundo suspeita do Ministério Público,  o material seria usado para a elaboração de dossiês.

Para conferir mais essa sem-vergonhice do governo tucano, clique aqui.

Cloaca News: ESQUEMA CRIMINOSO DE GOVERNO TUCANO ESPIONOU BLOGUEIRO GAÚCHO

Sargento da Casa Militar da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) preso no RS acessou até fotos de crianças filhas de deputados do PT

Os Amigos do Presidente Lula:
segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pelo menos 30 pessoas tiveram seus dados acessados indevidamente pelo sargento Cesar Rodrigues de Carvalho, lotado até dias atrás na Casa Militar da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) e preso preventivamente desde sexta-feira. Ele teve acesso até a informações e fotografias de crianças. A relação foi divulgada hoje pelo promotor Amilcar Fagundes Freitas Macedo, coordenador da Operação Agregação, que investigou supostas extorsões que o militar estaria praticando contra exploradores de caça-níqueis em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

Na apuração do caso, a força-tarefa, integrada também pelo Núcleo de Inteligência do Ministério Público e pela área de inteligência do Comando de Policiamento Metropolitana, descobriu que o sargento usava sua senha restrita para acessar dados do Sistema de Consultas Integradas do Estado com fins diferentes da função de proteger a segurança da governadora e de sua família.

Entre as pessoas que tiveram seus dados bisbilhotados estão o ex-ministro da Justiça e atual candidato ao governo do Estado Tarso Genro (PT) e outros dois políticos do PT, o senador Sérgio Zambiasi e quatro filiados ao PTB. Também estão na relação quatro delegados de polícia e quatro oficiais da Brigada Militar (BM, a Polícia Militar gaúcha), cinco advogados, quatro jornalistas, empresários e assessores do governo do Rio Grande do Sul.

Crianças

O que mais chamou a atenção da força-tarefa foram acessos a informações e fotografias de crianças, filhas de deputados e de uma desembargadora, que tiveram seus nomes preservados. Agência Estado

Os Amigos do Presidente Lula: Sargento da Casa Militar da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) preso no RS acessou até fotos de crianças filhas de deputados do PT

Altamiro Borges: Yeda Crusius e a lista dos espionados

Blog do Miro:
segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Yeda Crusius e a lista dos espionados

Reproduzo artigo Marco Aurélio Weissheimer, publicado no sítio Carta Maior:
O promotor Amílcar Macedo, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, divulgou na manhã desta segunda-feira a primeira edição do “listão” de espionados pelo sargento César Rodrigues de Carvalho, que estava lotado na Casa Militar do governo estadual onde trabalhava como segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB). O sargento foi preso sexta-feira acusado de extorquir proprietários de máquinas caça-níqueis (usando carros oficiais do governo nesta tarefa) e de obstaculizar as investigações sobre o caso.
A lista é longa e inclui políticos (como os do ex-ministro da Justiça e candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro (PT), e do senador Sérgio Zambiasi (PTB) filhos de políticos (incluindo pesquisas de fotos de crianças), jornalistas (entre os quais o meu, editor da Carta Maior e do blog RS Urgente), delegados, oficiais da polícia e das forças armadas, uma desembargadora e longo elenco. Segundo as investigações da promotoria, o sargento fazia, pelo menos, dois tipos de investigações: uma para levantar dados sobre a vida do investigado e outra para saber se a pessoa estava sendo investigado por algo ou alguém.
Na entrevista coletiva que concedeu sexta-feira, o promotor revelou que as “pesquisas” que o sargento realizava no sistema integrado de consultas da Secretaria de Segurança eram utilizadas também para avisar pessoas sobre operações da Brigada Militar, da Polícia Civil, do MP e do Judiciário, informando, por exemplo, sobre mandados de prisão que seriam executados. “Ele tinha acesso inclusive a processos judiciais e a investigações em curso no Ministério Público. Além disso estava acessando dados sobre diretórios de um partido político (o PT, no caso). “Não consigo entender que tipo de perigo ou ameaça à governadora poderia justificar o acesso a esses dados”, observou Macedo.
Ainda segundo a promotoria, entre janeiro de 2009 e agosto de 2010, o sargento acessou o sistema de consultas integradas mais de 10 mil vezes. O promotor informou que também estão sendo investigados dois oficiais da Brigada Militar e duas pessoas que trabalham no governo Yeda. A questão mais importante agora é saber a mando de quem o sargento agia. Pelos elementos reunidos pela investigação até agora, o promotor não acredita que ele agia por conta própria.
“Foi montada uma rede de dossiês”
O advogado e ex-ouvidor da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Adão Paiani, anunciou hoje que cobrará um posicionamento do presidente da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, sobre os episódios envolvendo a espionagem de políticos, jornalistas, policiais e outras autoridades desde o interior do Palácio Piratini. Para Paiani, a OAB foi conivente com essa situação quando ele denunciou o uso do aparato de segurança do Estado para espionar adversários políticos do governo Yeda. O ex-ouvidor também entrará em contato com a deputada Stela Farias (PT), que presidiu a CPI da Corrupção, para discutir medidas diante das evidências de pressões e ameaças contra parlamentares durante as investigações de denúncias de corrupção envolvendo o governo estadual.
Em março de 2009, Paiani denunciou a prática e divulgou gravações onde o então chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied (hoje atuando na coordenação da campanha de Yeda) conversava com o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado, Márcio Klaus (PSDB). Entre outras coisas, eles falavam sobre a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na região, que havia prendido Klaus em flagrante por crime eleitoral. E também sobre uma investigação da vida do ex-deputado estadual Luiz Fernando Schmidt (PT), então candidato à prefeitura de Lajeado. Paiani acusou Lied de tráfico de influência e de crime eleitoral e acabou saindo do governo. Ele entregou um CD com as gravações para a OAB, mas o assunto caiu no esquecimento. “Como não conseguiram apurar nada contra mim, resolveram deixar tudo por isso mesmo”, diz Paiani que voltará agora a cobrar um posicionamento da entidade e de seu presidente.
A prisão do sargento que era segurança de Yeda na Casa Militar, acrescente Paiani, lança luz também sobre algo que ocorreu durante a CPI da Corrupção. A revelação de que mesmo filhos de parlamentares tiveram dados (e fotos) acessados é gravíssimo. Para Paiani, o resultado da CPI na Assembléia (boicotada pelo governo e por sua base parlamentar) está diretamente ligado a este de rede de espionagem. “Muitos deputados, inclusive da base do governo, foram ameaçados e pressionados. Os fatos divulgados agora mostram que foi montada uma rede de dossiês. O elevado número de acessos ao Sistema Integrado de Consultas deve-se a isso”, observa.
O cruzamento dos dados do volume de acessos e dos nomes de quem foi investigado com o período da CPI da Corrupção (e também do processo de impeachment que tramitou na Assembléia) pode trazer novidades sobre o caso. Durante a CPI, eram freqüentes os relatos nos corredores da Assembléia de que integrantes da Casa Militar do governo Yeda estavam investigando a vida de parlamentares. Agora há uma prova concreta de que isso realmente aconteceu.

domingo, 5 de setembro de 2010

Segurança de Yeda Crusius, que cobrava propina com carro oficial, violou dados do PT | Viomundo - O que você não vê na mídia

5 de setembro de 2010 às 12:35

Sep 4th, 2010

por Marco Aurélio Weissheimer, no RS Urgente

Imaginem a seguinte situação: um segurança do presidente Lula é preso por cobrar propinas de empresários de máquinas caça-níqueis, usando carros oficiais do governo para fazer essas cobranças. Além disso, com uma senha especial, ele acessou dados sigilosos de adversários políticos do governo por meio de um sistema de consultas integradas do governo. O país estaria virado num inferno, não é mesmo?

Pois tudo isso está acontecendo no Rio Grande do Sul, com uma diferença. Um silêncio estrondoso e vergonhoso por parte da mídia. O promotor Amílcar Macedo confirmou neste sábado que o sargento César Rodrigues de Carvalho, que trabalhava na segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB), no Palácio Piratini, acessou inúmeras vezes o Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança para levantar dados sobre diretórios do Partido dos Trabalhadores (endereços, registros de veículos, nome de pessoas). O sargento, segundo o promotor, também acessou dados sigilosos de um ex-ministro de Estado (seria o ex-ministro da Justiça e atual candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro) e de um senador da República. Segundo o promotor, o senador e o ministro não são do mesmo partido, o que indica que se trata ou do senador Pedro Simon (PMDB) ou do senador Sérgio Zambiasi (PTB).

O militar em questão, preso na sexta-feira, ao invés de uma punição, recebeu uma recompensa por parte do governo Yeda: ganhou uma FG 10, uma alta função gratificada, que pertencia a um coronel, transferido da Secretaria da Segurança para a Assembléia. O escândalo é ainda maior e pode envolver altos oficiais da Brigada Militar e alto(a)s funcionário(a)s do governo do Estado.

E o que dizem sobre isso as homepages dos dois principais jornais do Estado?

Rigorosamente nada.

O site do jornal Zero Hora exibe como manchete: “Coligação de Serra vai á Justiça por quebra de sigilo fiscal”.

E não traz nenhuma chamada para o caso do segurança de Yeda.

O site do Correio do Povo também não fala do assunto.

Os dois jornais seguem sem informar à população quanto receberam em publicidade do governo Yeda Crusius, em especial do Banrisul.

E se os dois principais jornais do Estado estão se comportando assim, o que esperar da imprensa do resto do país?

Com esse comportamento, a chamada grande imprensa reafirma que abandonou o jornalismo definitivamente. Há profissionais sérios e muito competentes nestes veículos. Se quiserem continuar a sê-lo, poderão ser obrigados a buscar novos caminhos. Aliás, não estarão perdendo nada. Muito pelo contrário.

Segurança de Yeda Crusius, que cobrava propina com carro oficial, violou dados do PT | Viomundo - O que você não vê na mídia

domingo, 8 de agosto de 2010

RS: Dilma passa Serra (segundo Ibope) | Viomundo - O que você não vê na mídia

7 de agosto de 2010 às 20:38

Pesquisa Ibope no Rio Grande do Sul, reproduzida no blog do Miguel Grazziotin

Do IG:

Ibope: Tarso Genro lidera no RS

Petista tem 37% das intenções de voto; Fogaça está em segundo com 31%

iG São Paulo | 07/08/2010 20:27

Pesquisa Ibope/TV RBS divulgada hoje mostra Tarso Genro (PT) na liderança da disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. O ex-ministro da Justiça tem 37% das intenções de voto. O ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça (PMDB) está em segundo com 31%.

Tasso oscilou negativamente dois pontos percentuais em relação a última pesquisa do Ibope no Estado, divulgada em julho. Fogaça, por sua vez, ganhou dois pontos. Ambas as mudanças estão dentro da margem de erro da pesquisa.

A governadora Yeda Crusiuss está em terceiro lugar com 11% dos votos. Schneider (PMN) e Pedro Ruas (PSOL) tem 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Os indecisos somam 14% e brancos e nulos 5%.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de agosto. Foram entrevistadas 812 pessoas. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 21914/2010.

Tarso e Fogaça empatam no segundo turno

Na simulação de um eventual segundo turno entre Genro e Fogaça, os dois candidatos estão empatados. O candidato do PT aparece com 44% e o peemedebista tem 40%.

Em um segundo turno contra Yeda, Genro teria 58% e a tucana 19%. Já numa disputa entre Fogaça e Yeda, o peemedebista teria 56% e a governadora 15%.

Empate no Senado

O senador Paulo Paim (PT), Germano Rigotto (PMDB) e Ana Amélia Lemos (PP) estão empatados na disputa por duas vagas no Senado. Eles tem, respectivamente, 39%, 39% e 38% na pesquisa estimulada.

Vera Guasso (PSTU) tem 5% e José Schinaider (PMN) 3%. Lucas (PSOL) e Roberto Gross (PTC) tem 2% cada. Três candidatos tem 1% das intenções de voto: Abgail Pereira (PCB), Professor Marcos Monteiro (PV) e Berna Menezes (PSOL). Votos brancos e nulos somam 8% e os indecisos 44%.

RS: Dilma passa Serra (segundo Ibope) | Viomundo - O que você não vê na mídia

terça-feira, 29 de junho de 2010

Yeda esquece de citar Serra na convenção do PSDB – RS Urgente

 Yeda esquece de citar Serra na convenção do PSDB
Jun 27th, 2010 by Marco Aurélio Weissheimer.
Relato da jornalista Clarissa Barreto, especial para o UOL Eleições:
Na convenção do PSDB que referendou a candidatura da governadora gaúcha Yeda Crusius à reeleição, o candidato tucano à presidência da república, José Serra, só esteve presente mesmo em banners espalhados pelo auditório da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Serra, que não compareceu ao evento tucano no Rio Grande do Sul, foi esquecido até mesmo no discurso de Crusius para as centenas de militantes no evento.
Em entrevista coletiva à imprensa, no final do seu discurso, Crusius disse que não falou do correligionário paulista por esquecimento. “Você sabe que eu, professora, preparava uma aula, perfeita, aí olhava para o olho dos alunos e não falava daquela aula. Mas no texto escrito, de 12 páginas, é claro que eu falo no Serra. É tão claro o apoio nosso para elegê-lo com uma grande diferença de votos aqui no Rio Grande do Sul que às vezes é até dispensável dizer. Mas na verdade foi um lapso. Então viva Serra! Essa coligação está com Serra”, afirmou a governadora.
Yeda esquece de citar Serra na convenção do PSDB – Marco Weissheimer

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