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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dossiê: Aécio poderá ser denunciado por quebra de decoro

Brasil! Brasil!
05/Nov2010

Afinal, um senador deve responder a processo no Conselho de Ética por fatos ocorridos antes de assumir o mandato?

Novojornal

É grande o clima de insatisfação no Senado Federal  com o envolvimento do senador eleito Aécio Neves na confecção de um dossiê a respeito de integrantes da direção de seu partido PSDB, além de seu candidato à presidência da República José Serra.
O contra ataque do grupo de Serra poderá render ao senador mineiro um enorme desgaste. Evidente que se tal fato ocorrer, retira de Aécio a condição de presidir o Congresso.
O consultor-geral do Senado, Bruno Dantas Nascimento, explica que o regimento interno do Senado não define objetivamente o que é decoro parlamentar. E, para ele, não deve haver um conceito fixo.
“O que era decoro parlamentar hoje pode não ser amanhã. É um conceito que evolui de acordo com a cobrança da sociedade, de acordo com o sentimento dos membros (do Parlamento)”, diz.
E cita um exemplo. “Já houve um momento em que um deputado foi cassado porque foi de sunga para a praia. Naquela época (década de 60) ir para a praia de sunga não era algo compatível com o decoro parlamentar. Os homens iam de short até o joelho”, conta.
A opinião pessoal de Nascimento é a de que casos anteriores ao mandato não devem ser analisados pelo Conselho de Ética.”
Matéria Completa, ::Aqui::

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cid Gomes quer Aécio na presidência do Senado

Brasilianas.Org 
Enviado por luisnassif, qui, 04/11/2010 - 17:05

Por Ivan Moraes

Brasil cai uns 40 pontos no IDH:

Cid Gomes defende Aécio Neves para presidente do Senado

"Segundo governador, não se trata de 'cooptar' a oposição, e sim fazer um 'pacto' pela governabilidade"

Nao se esquecam: Aecio vai ser a nova "governabilidade". Sarney eh a velha "governabilidade".

Do Radar Político

Cid Gomes defende Aécio Neves para presidente do Senado

Carol Pires, de Brasília

O governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), defendeu, nesta quinta-feira, 4, que a presidente eleita Dilma Rousseff acerte um pacto entre os partidos da base aliada para levar o tucano Aécio Neves, eleito senador por Minas Gerais, à presidência do Senado. "Seria um belo aceno", disse Cid Gomes.

Segundo Cid Gomes, não se trata de "cooptar" a oposição, e sim de fazer um "pacto" pela governabilidade. "Não estou falando em cooptar a oposição, trazer o DEM e o PSDB para o governo. Falo em fazer um pacto para que estruturas do Poder possam ser compartilhadas", disse.

Gomes fala em discutir propostas que a oposição tenha para o Brasil e incluí-las – em parte ou totalmente – no projeto governista. Em contrapartida, a oposição ajudaria a aprovar projetos de interesse do governo. "Oposição por oposição, sinceramente não acho que tem que ter isso, não. Nós temos que ter propostas para o Brasil", disse.

Para Cid Gomes, existem vários tipos de oposição, a raivosa, a ideológica, e a bem-intencionada. "Oposição sempre existirá, mas tem que estar num patamar abaixo das preocupações fundamentais com o País".

Cid Gomes e outros governadores eleitos pelo PSB participam, nesta quinta-feira, de reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília, para fazer um balanço das eleições.

Cid Gomes quer Aécio na presidência do Senado | Brasilianas.Org

Ali Kamel demite Serra. Aécio é o líder da Oposição

Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim
Publicado em 03/11/2010
 
Bye bye Serra forever !

jornal nacional reproduziu trechos da entrevista do presidente Luís Inácio Lula Mandela da Silva e da presidente Dilma Dama de Petróleo Roussef hoje no Palácio do Planalto.
Na hora de ouvir a Oposição o Ali Kamel entrevistou o Aécio.
Demitiu Serra, o Guerra, o Dias, o Eduardo Jorge, o Índio, o Papa, a Monica, o Paulo Preto e o FHC.

Ali Kamel demite Serra. Aécio é o líder da Oposição | Conversa Afiada

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dilma ganharia mesmo sem Nordeste.Serra só venceria com 99% dos votos em Minas

Os Amigos do Presidente Lula:
terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dilma ganharia mesmo sem Nordeste.Serra só venceria com 99% dos votos em Minas

José Serra  perderia mesmo se tivesse entre mineiros seu desempenho em São Paulo; Dilma ganharia mesmo sem Nordeste

Nem Nordeste, nem Minas Gerais. O comportamento dos eleitores nessas duas áreas não explica, isoladamente, a vantagem da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra.

Dilma venceu por mais de 12 milhões de votos. Se houvesse empate no Nordeste, ela ainda teria 1,3 milhão de votos a mais do que Serra nas demais regiões do País.

Em Minas Gerais, o tucano perdeu por 58% a 42% - o que gerou comentários de que o ex-governador Aécio Neves não teria se empenhado o bastante para eleger o correligionário.

Qualquer que fosse o empenho de Aécio, ele teria sido insuficiente. Serra só venceria Dilma se conseguisse o impraticável índice de 99% dos votos entre os eleitores mineiros.

Em São Paulo, sua base política, Serra obteve 54% dos votos, oito pontos porcentuais a mais do que Dilma. Se repetisse esse desempenho em Minas, a virada lhe daria 1,3 milhão de votos, e tiraria o mesmo tanto da adversária. No final das contas, a petista ainda conquistaria a Presidência com 9,3 milhões de votos a mais .

A presidente eleita venceu em mais municípios do que o adversário: foram 3.878 (70%), contra 1686 (30%).

Nos municípios maiores - principal palco da batalha do segundo turno, pois foi neles que Marina Silva (PV) se saiu melhor na primeira etapa da eleição -, a performance dos dois foi mais equilibrada.

Houve 137 cidades em que o número de votos válidos superou a marca dos 100 mil. Neles, Dilma venceu em 71 (51%) e Serra em 66 (49%).

Nos municípios médios, com 50 mil a 100 mil votos válidos, o placar foi similar, em termos proporcionais: 77 a 67 para a petista (53% a 47%).

As 1.429 cidades com 10 mil a 50 mil votos válidos se dividiram da seguinte forma: 928 para Dilma e 501 para o adversário. Ou seja, 65% a 35%.

Nos micromunicípios, com menos de 10 mil votos válidos, a vantagem da candidata governista foi ainda maior: ela venceu em 2.801 cidades e perdeu em 1.052 (73% a 27%).

O desempenho de Dilma nas cidades menores não foi homogêneo em todas as regiões. Em São Paulo, por exemplo, ela perdeu em 237 das cidades com até 10 mil votos válidos e ganhou em apenas 143.

Nas cidades de pequeno porte, que costumam ter proporção maior da população vivendo em áreas rurais, a taxa de abstenção foi maior que nos grandes centros. Ou seja, a vitória da petista poderia ter sido ainda mais folgada se a ausência dos eleitores não fosse maior nas regiões em que se saiu melhor.

Redutos. Os mapas do desempenho eleitoral dos dois candidatos, publicados na página ao lado, indicam que Dilma teve o maior número de vitórias por larga margem - acima de 65% dos votos. São as áreas em vermelho-escuro, superiores em número às áreas em azul-escuro, onde Serra teve mais de 65% do eleitorado. Dilma teve vitórias por larga margem em praticamente todo o Nordeste, em boa parte do Norte e na parcela de Minas Gerais mais próxima da fronteira com a Bahia - área que concentra os municípios menos desenvolvidos do Estado.

Serra derrotou Dilma com mais de 65% em poucas áreas do mapa - elas se concentram em São Paulo e outros Estados do Sul e Sudeste.

O tucano teve desempenho destacado no Acre, Estado governado pelo PT desde 1999. Também venceu com larga vantagem em áreas isoladas do Centro-Oeste, como as cidades de Marcelândia e Nova Canaã do Norte, ambas em Mato Grosso.Agência Estado

Os Amigos do Presidente Lula: Dilma ganharia mesmo sem Nordeste.Serra só venceria com 99% dos votos em Minas

domingo, 31 de outubro de 2010

Aécio pode ter perdoado Serra. Minas, não

Conversa Afiada:
Publicado em 31/10/2010

Dilma é mineira

Serra e os colonistas (*) do PiG (**) cansaram de dizer que a eleição ia ser decidida em Minas.
Porque na verdade eles queriam dizer que Aécio ia eleger Serra.
Os colonistas (*) do PiG (**) viveram até o fim a quimera do apoio decisivo e fulminante de Aécio.
Aécio era a tábua de salvação.
Mais poderosa que a santa que Mônica Serra entregou aos mineiros do Chile.
Dilma ganhou em Minas de 58% a 41%.
O que não significa que deva a eleição só a Minas.
Diante deste enigma, ligo para o amigo mineiro, serenamente escondido atrás dos mares de morros e pergunto:
Como explicar a surra mineira da Dilma ?
Responde o sábio:
“Primeiro, Serra tratou Minas e o próprio Aécio muito mal.
Serra e FHC trataram Aécio como se ele fosse um adolescente irresponsável.
Aécio fez o que podia para atender o PSDB.
Um líder não obriga ninguém a fazer nada.
Ao contrário: líder é o que segue o povo.
Aécio pode ter perdoado Serra. Será ? Mas, Minas não perdoou Serra.
Em segundo lugar, diz o sábio mineiro, o povo está satisfeito com Lula.
Não há o que discutir.
Terceiro, e para Minas, muito importante: Dilma é mineira.
Viveu no Rio Grande do Sul depois de enfrentar a ditatura, mas seu sotaque é indiscutível.
Dilma é mineira ! “
Paulo Henrique Amorim

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Aécio pode ter perdoado Serra. Minas, não | Conversa Afiada

Tucanos paulistas culpam Aécio

Enviado por luisnassif, dom, 31/10/2010 - 21:37

Por rassaf
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2010/10/31/tucanos-ja-comecam-a-...

Tucanos já começam a culpar Aécio

Xico Graziano
Um dos coordenadores da campanha tucana, Xico Graziano, acabou de culpar o ex-governador Aécio Neves pela derrota de José Serra em Minas Gerais:
- Perdemos feio em Minas Gerais. Por que será?!
Desde o início da campanha, o PSDB, internamente, estabeleceu um patamar de votos no estado para garantir a vitória de Serra e sustentar a justificativa de Aécio ao recusar a vaga de vice. Na ocasião, o agora senador eleito afirmou que isso não faria a menor diferença para o candidato.
Os tucanos, então, anotaram que nenhum presidente perdeu em Minas e que o vice que deu menos votos ao titular da chapa no estado foi José Alencar, em 2006, mesmo assim ele conquistou 50,8% do eleitorado para o presidente Lula

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/tucanos-paulistas-culpam-aecio

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

As denúncias de Amaury chegam à mídia

Como disse no texto Quando a mídia não puder mais esconder, a mídia sabia de Paulo Preto.
A mídia sabia do dossiê contra Serra que Aécio encomendou para se proteger.
Mas o circuito Veja, Jornal Nacional, Folha e Estadão sempre selecionou e determinou quais são as verdades que devem ser ditas.
O exagero que marcou essa campanha produziu reações. A farsa da fita crepe montada pela Globo fez com que os próprios jornalistas da empresa vaiassem a montagem apresentada na última quinta-feira (leia aqui). O rídiculo comentado internacionalmente (aqui) pode levar a mudanças no comando da toda poderosa (aqui). Outras emissoras aproveitam a oportunidade para crescer sobre a maior adversária e romperam com as pautas pré-definidas. A Revista IstoÉ polarizou com a Veja, porém suas denúncias contra Serra não repercutem na Globo, Estadão e Folha.Veja no Viomundo a cobertura da Record.
O SBT desmascarou bem a farsa de Serra e da Globo. A Record passou a relatar o que já divulgávamos sobre Paulo Preto.
Como previ no outro artigo, os personagens principais e o conteúdo que importa da história de quebra de sigilos começa a tomar espaço na mídia.

Os conteúdos das investigações de Amaury começaram vir a público. Os documentos apresentados por Amaury (que podem ser vistos no Viomundo) ligam Ricardo Sérgio, diretor do BB no governo FHC e caixa de campanha de Serra em 2002 ao recebimento de propina nas privatizações do governo tucano, com movimentações de grandes somas no exterior quando tesoureiro candidato do governo. Aos poucos outros personagens vão sendo revelados como Gregório Marin Preciado, primo de Serra, que no ano de sua campanha movimentava com Ricardo a conta milionário no exterior. Outras figuras aparecerão pouco a pouco como o banqueiro Daniel Dantas, a filha de Serra, Verônica que teve sociedade em escritório de uma empresa em Miami com a irmão de Dantas entre 2000 e 2002.
Mas ainda há uma conspiração do silêncio no circuito que quer Serra Presidente. Nenhuma linha foi publicada pelos amigos do tucano (leia aqui).

O Jornalista Amaury que serviu a Aécio disse que os arapongas de Serra dentre eles, o ex-delegado da PF, Marcelo Itagiba (PSDB), também “já estaria produzindo dossiês, contra aliados de Dilma e contra o PMDB, há dois anos” (leia). Mas isso ainda não vai aparecer, exceto em jornais menores como O Dia Online.

Mas a mídia sabe. Essas informações nunca foram segredos para a mídia. Estavam na internet. Nos blogs. Nos arquivos da própria mídia.
Amaury já investigava Ricardo Sérgio em 2002 como mostra a reportagem abaixo da Revisto IstoÉ naquele ano.
A Revista Veja em 1998 também denunciava o então diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio, por usar fundos de pensão para a realização de negócios imobiliários de milhões de Reais.
Eles sabem. Só resta saber quando vão divulgar. Serra, se derrotado, o que pode esperar?

Matéria de Amaury Ribeiro Jr. em 2002, sobre Ricardo Sérgio, na Revista IstoÉ

Caixa explosivo: Caso Ricardo Sérgio


Relatório do Banco Central incrimina Ricardo Sérgio, que arrecadou dinheiro para Serra, em várias irregularidades
Amaury Ribeiro Jr., Revista IstoÉ, 24/3/2002
Principal articulador da formação dos consórcios que disputaram o leilão das empresas de telecomunicações, o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, está tirando o sono da cúpula do PSDB e dos coordenadores da candidatura do senador José Serra. Companheiro de militância política de Serra desde a época do regime militar, Ricardo Sérgio, que em 1998 foi caixa das campanhas de Fernando Henrique Cardoso, para a Presidência, e de Serra, para o Senado, acaba de ser responsabilizado pelo Banco Central por um caminhão de irregularidades que favoreceram a entrada do Banco Opportunity em um consórcio para disputar o leilão da Telebrás. Mantido em absoluto sigilo, o relatório do BC, ao qual ISTOÉ teve acesso, é uma bomba que vai jogar estilhaços por todos os lados. O efeito é tão devastador que uma operação foi montada na Polícia Federal do Rio de Janeiro para abafar o caso.
Amigo de Serra, com quem trabalhou entre 1998 e 1999 no Ministério da Saúde, montando uma central de informações que recrutava arapongas, o superintende da PF no Rio, delegado Marcelo Itagiba, usou um dispositivo que lhe permite promover reformas administrativas internas para afastar na semana passada o delegado que investigava o caso. Deuler da Rocha Gonçalves comandava os dois inquéritos (civil e criminal) que investigam a participação de Ricardo Sérgio e de outros caciques do PSDB nas supostas irregularidades ocorridas no processo de privatização. Os inquéritos foram transferidos para a delegada Patrícia Freitas, recém-chegada aos quadros da PF, que substituiu Deuler na Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais. Depois de ler o relatório do BC, Deuler havia antecipado a amigos que já possuía provas suficientes para indiciar Ricardo Sérgio e outros políticos ligados ao PSDB por falsidade ideológica, estelionato e corrupção.
Composto por atas de reuniões do Opportunity e da diretoria do Banco do Brasil, o relatório do BC, com cerca de 50 páginas, confirma o que o Ministério Público Federal já havia denunciado em 1999: a carta de fiança do BB, no valor de R$ 874 milhões, que permitiu à Solpart Participações Ltda, empresa do Banco Opportunity, participar do leilão, está repleta de irregularidades. De acordo com o BC, a Solpart, que não efetuou nenhum depósito e nem sequer ofereceu garantias para conseguir o empréstimo, foi fundada um mês antes do leilão, ocorrido em setembro de 1998, com o capital social irrisório de R$ 1 mil da Techold. Na avaliação do BC, esse dado já era suficiente para provar que a Solpart, que recebeu o nome inicial de Banco Opportunity Xin S.A., não teria condições de quitar a dívida.
Segundo o relatório, Ricardo Sérgio e os demais diretores do Banco do Brasil mentiram até mesmo na súmula de operações – na qual é analisada a proposta de garantia feita por empresas que tentam obter empréstimos –, ao dizerem que não foram apurados riscos na operação financeira. O risco seria detectado com uma simples consulta interna, que indicaria que a conta da Solpart havia sido aberta no BB cinco dias antes da aprovação do empréstimo. “A carta de fiança foi concedida apenas em critérios subjetivos, sem atentar para princípios da boa técnica bancária como os de seletividade, garantia, liquidez e diversificação dos riscos, demonstrando imprudência na gestão dos negócios da instituição financeira, fato que em tese configura delito”, diz o relatório do BC. O documento compromete também Pérsio Arida, que na condição de presidente do Conselho de Fiscalização do BB referendou a decisão de Ricardo Sérgio.
Fonte: Revista IstoÉ

Matéria da Revista Veja em 2002, também sobre Ricardo Sérgio:

Veja 19/08/98 - Saindo da sombra

O poderoso diretor do BB mexe com fundos de pensão que fazem negócios com seu sócio
David Friedlander e Felipe Patury

image O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, 52 anos, é um homem enigmático. É diretor da área externa do Banco do Brasil, responsável pelos negócios lá fora e por grandes clientes nacionais do banco. Não gosta de fotos, evita entrevistas e, sempre que pode, fica na sombra. É, também, um homem de hábitos refinados. Gosta de fumar charutos Romeo y Julieta, a fina flor da produção cubana, joga tênis e já foi visto num restaurante em Nova York, onde possui um apartamento, servindo-se de uma garrafa de vinho de 5.000 dólares. Fala inglês e francês com fluência. Casado há 26 anos, sem filhos, ele também gosta de cultivar amizades influentes. Entrou para o círculo dos tucanos pelas mãos do ministro Clóvis Carvalho, da Casa Civil, acabou indicado para o cargo pelo ministro José Serra, da Saúde, e tornou-se o único diretor do Banco do Brasil com quem o presidente Fernando Henrique Cardoso faz contatos ocasionais. Além de Oliveira, apenas o presidente do banco, Paulo César Ximenes, tem direito a essa deferência de FHC.
De umas semanas para cá, sua vida começou a sair das sombras. Ele comandou a entrada dos fundos de pensão no consórcio Telemar, que arrematou as empresas de telecomunicações do Rio de Janeiro ao Amazonas. Aí, descobriu-se que Ricardo Sérgio de Oliveira tem uma influência notável na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que, de tão poderoso, costuma arrastar atrás de si os demais fundos. Agora, descobriu-se que sua influência nos fundos, que, juntos, movimentam a cifra espetacular de 80 bilhões de reais, anda próxima dos seus negócios privados. Um exemplo. José Stefanes Ferreira Gringo, dono da construtora Ricci Engenharia, está concluindo um prédio em São Paulo, de 30 milhões de reais. Para vendê-lo, Gringo pediu a uma corretora de São Paulo, a RMC, que formasse um pool de compradores. A RMC cumpriu sua missão: formou um pool no qual estão nada menos que treze fundos de pensão. O problema da transação é que Gringo é sócio de Ricardo Sérgio de Oliveira na RMC. E Ricardo Sérgio de Oliveira, como se sabe, tem a palavra final nos negócios dos fundos de pensão.
A cronologia da venda pode dar a impressão de que Oliveira usou sua influência para convencer os fundos a comprar um prédio de um sócio seu. Não há evidência indicando que o diretor teve uma atuação clandestina, mas chama a atenção que esse não seja o único negócio do gênero. Agora, a mesma Ricci Engenharia acaba de aprontar a planta de quatro torres de edifícios comerciais em São Paulo, com um investimento de 150 milhões de reais. O projeto ainda não saiu do papel, depende de trâmites burocráticos, mas já tem um comprador garantido. A Previ decidiu, falta apenas assinar a papelada, ficar com dois dos quatro prédios, entrando com 70 milhões de reais. É a mesma genealogia. Ricardo Sérgio de Oliveira dá o tom dos negócios da Previ, e a Previ acaba fazendo negócios com seu amigo e sócio José Gringo. "Vamos ficar com dois prédios porque é um bom negócio", diz o presidente da Previ, Jair Bilachi. "Não houve nenhum tipo de pressão", completa ele.
image Gargalhadas — O triângulo financeiro pode ser apenas coincidência, mas ele só existe como produto de um desvio de função. Ricardo Sérgio de Oliveira é diretor da área internacional e, por rigor funcional, não tem nenhuma relação com o fundo de pensão do Banco do Brasil. É natural que os funcionários do banco, do presidente ao contínuo de agência, se preocupem com os rumos da Previ, que mais tarde irá afiançar suas aposentadorias. Mas nem isso acontece no caso de Oliveira. Ele não é funcionário de carreira do BB. Trabalhou dezessete anos no Crefisul, então sócio do Citibank, e chegou a vice-presidente de investimentos do Citi em Nova York, de 1980 a 1982. Em 1988, deixou o Crefisul e montou duas empresas, uma delas a corretora RMC. Só em 1995 foi convidado a trabalhar no Banco do Brasil. Ao chegar, logo se interessou pela Previ. Já promoveu reuniões de negócios entre a Previ e empresários. Para cravar sua influência, indicou um funcionário de sua confiança para ocupar a principal diretoria do fundo, a de investimentos. É João Bosco Madeiro, seu ex-chefe de gabinete no banco.
A intimidade de Ricardo Sérgio de Oliveira com os fundos começou assim que chegou ao governo, mas até agora não se sabia que os fundos estavam cruzando com negócios dos seus sócios. Sua atuação ficou mais clara na privatização da Telebrás, quando ajudou a formar o consórcio Telemar. A venda foi um abacaxi, pois o consórcio não tinha dinheiro para pagar a entrada, e deixou a impressão de que a atuação do diretor do banco teria irritado o ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros. Puro engano. Oliveira formou o consórcio a pedido do próprio governo, que queria pôr mais concorrentes no leilão com o legítimo interesse de subir o preço. Na semana passada, Oliveira e Mendonça foram vistos almoçando no restaurante Laurent, em São Paulo, e deram gostosas gargalhadas de uma notinha de jornal. "Não convidem para a mesma mesa Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio", dizia a notinha. Amigos, eles se conheceram há uns trinta anos, atuando no mercado financeiro, origem de ambos. "Eu não vou ficar irritado com um amigo meu", diz o ministro. "Mas quem é amigo dele mesmo é o Serra e o Clóvis."
A tarefa de reunir os fundos para participar da privatização não é uma novidade na vida de Ricardo Sérgio de Oliveira. Ele fez o mesmo tipo de operação na privatização da Vale do Rio Doce, em maio do ano passado. A diferença é que, na época, sua atuação no caso da Vale não apareceu em público. O governo pode ter todo o interesse em manter um funcionário hábil e competente para reunir fundos de pensão nas privatizações, com o objetivo de aumentar o preço e valorizar seu patrimônio. As coisas só começam a ficar nebulosas quando o funcionário também articula a potência financeira dos fundos para fazer negócios com seus sócios. Na semana passada, Ricardo Sérgio de Oliveira conversou com VEJA sobre o assunto. Falou de sua vida pessoal e suas funções no banco. Mas, antes que o assunto entrasse nos seus negócios privados, o diretor pediu para entrar em contato mais tarde com a revista. Até a noite de sexta-feira, o contato não voltou a ser estabelecido.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Privatizações do PSDB e espiões contra Aécio: alvos de Amaury

Blog da Dilma:
outubro 23rd, 2010 |  Autor: Jussara Seixas

Nos trechos extraídos de depoimento de Amaury à PF, o jornalista detalha seu envolvimento no caso da quebra de sigilo de tucanos e familiares de Serra. Foto: ReproduçãoNos trechos extraídos de depoimento de Amaury à PF, o jornalista detalha seu envolvimento no caso da quebra de sigilo de tucanos e familiares de Serra
Foto: Reprodução

O depoimento do jornalista Amaury Martins Ribeiro Júnior, dado à Polícia Federal no último dia 15 de outubro e publicado nesta sexta-feira (22) pelo site do jornal O Estado de S.Paulo, relata a investigação que ele diz ter feito sobre o processo de privatização das empresas de telecomunicações durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e o esquema de espionagem que teria sido montado por pessoas próximas ao candidato presidencial tucano José Serra contra o então governador de Minas Gerais Aécio Neves, ambos do PSDB.

O depoimento também detalha os contatos que Amaury diz ter mantido com o jornalista Luiz Lanzetta, da empresa Lanza Comunicações, segundo Amaury contratada para cuidar das comunicações da pré-campanha da candidata Dilma Rousseff. Esses trechos podem ser lidos na reportagem: Jornalista afirma que Falcão, do PT, copiou sua investigação.

Em seguida, trechos inicias do depoimento publicado nesta sexta-feira. Ao falar sobre o motivo das investigações, Amaury Júnior diz o seguinte:

“…esclarece que trabalhava na compilação dos dados das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso em que tinha Ricardo Sérgio de Oliveira como operador principal da formação dos consórcios que participaram das privatizações das teles, cobrança de propina e criação do modus operandi para para internar valores escusos das Ilhas Virgens Britanicas no Brasil, que inclusive se compromete a oferecer para a juntada dos autos o material coletado ao longo do seu trabalho, o qual esclarecerá o detalhadamente o esquema mencionado acima”.

Segundo o jornalista, a investigação – iniciada por vontade dele – começou quando Amaury trabalhava para o jornal O Globo, na sucursal de São Paulo, há cerca de 10 anos. Depois disso, ele ingressou no Jornal do Brasil, onde publicou a primeira reportagem sobre o assunto, envolvendo Ricardo Sérgio.

Em seu relato, Amaury Júnior diz ainda que:

“…em 2003 teve acesso a dados enviados pela promotoria de Nova Iorque à CPI do Banestado e à Polícia Federal, dos quais constava que Ricardo Sérgio movimentava milhões de dólares, por meio de doleiros, no exterior, inclusive em paraísos fiscais.

Ele lembra que publicou matérias jornalísticas sobre tais documentos e fatos, na revista Isto É, no ano de 2003, tendo sido, então, processado judicialmente, por danos morais, por Ricardo Sérgio.

O relato prossegue:

“…na sua defesa, na exceção da verdade, obteve ordem judicial destinada à CPI do Banestado para que fossem entregues todos os documentos que apontassem movimentação de valores de Ricardo Sérgio de Oliveira no exterior, além de outras pessoas relacionadas ao processo de privatização de empresas estatais brasileiras, dentre elas Gregório Marin Preciado, Carlos Jereissati, Ronaldo de Souza, sócio de Ricardo Sérgio, sempre com apontamentos de transações financeiras entre elas no exterior”.

Amaury afirma no depoimento que no final de 2003 parou de escrever sobre o assunto, apesar de não ter deixado de investigar o caso, já que pretendia escrever um livro sobre o tema. Depois disso, foi trabalhar no jornal Correio Braziliense e em seguida, após sofrer um atentado, transferido para o jornal O Estado de Minas.

O jornalista prossegue no depoimento publicado:

“…em dezembro de 2007, tendo tomado ciência de que um grupo clandestino de inteligência estaria seguindo o então governador do estado, Aécio Neves, decidiu investigar quem eram os integrantes de tal grupo e a motivação de seus trabalhos; que, recorrendo as suas fontes na comunidade de informações, dentre elas Idalberto Matias de Araújo, obteve informação de que se tratava de grupo que trabalhava para José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba, sendo que faziam parte do grupo o agente do SNI Luiz Fernandes Barcelos, o delegado Federal Pedro Birvane e outros dois agentes, um do SNI que não se recorda o nome, e outro da PF de nome Darlan”.

Amaury relata ainda que, durante o ano de 2008, e diante das informações obtidas de Idalberto e outros agentes, decidiu retomar as investigações das privatizaçoes, naquele momento focando também pessoas ligadas a José Serra. O jornalista afirmou no depoimento:

“…utilizando os mesmos métodos de investigação anteriores, passou obter documentos em cartório, juntas comercias, órgãos de Justiça no Brasil e EUA, tendo obtidas procurações e outros documentos que apontavam para a existência de empresas – off shores sediadas em paraísos fiscais, em nome da filha de José Serra, Verônica Allende Serra e de seu esposo Alexandre Bourgeois; que funcionavam no mesmo escritório operado por Ricardo Sérgio de Oliveira, nas Ilhas Virgens; que investigou tais empresas, tendo ficado evidente, para o declarante, que as mesmas foram utilizadas para internação de valores em território pátrio”.

Ainda segundo ele: “…para realizar tais investigações, necessitou fazer várias viagens nos anos de 2008 e 2009, principalmente para São Paulo-Capital, algumas para Brasília, sendo que as despesas de viagem e de obtenção dos documentos foram custeadas pelo órgão de imprensa no qual trabalha, ou seja, O Estado de Minas.”

O jornal divulgou nota negando que tenha pago viagens do jornalista no período em que, segundo investigação da Receita Federal, foram acessados dados fiscais de integrantes do PSDB e familiares do candidato José Serra, em setembro e outubro de 2009.

Brasil Nova Era:
Para saber mais sobre Ricardo Sérgio
Conheça outras “vítimas” de quebra de sigilo:
Luiz Carlos Mendonça de Barros
Gregório Marin Preciado
Eduardo Jorge
Verônica Serra

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Livro do Amaury: a PF vai dizer que é o Aécio ? | Conversa Afiada

Publicado em 20/10/2010

O Aécio está para O Estado de Minas como Serra para o PiG (**)

O Conversa Afiada sabe que a Polícia Federal está indignada com a armação da Folha(*) de São Paulo: Folha entrevista advogada de EJ.
Não fosse o vasoduto do EJ a Polícia Federal não divulgaria o resultado da sua investigação sobre o livro do Amaury antes da eleição.
A Polícia Federal, que morre de medo do PiG (**), e muitas vezes para ele trabalha, temia ser acusada de ajudar a candidatura da Dilma.
O que a Polícia Federal pretende fazer agora é convocar uma coletiva para hoje ou amanhã e desmentir a Folha (*).
A PF já sabe que são sólidos os vínculos de Amaury Jr. e sua investigação como um trabalho que desenvolvia no jornal O Estado de Minas.
A PF suspeita seriamente que por trás do livro do Amaury esteja o governador Aécio Neves ou alguém a ele umbilicalmente ligado.
Aécio Neves está para O Estado de Minas como José Serra para o PiG (**).
A suspeita da Polícia Federal é que a reportagem de Amaury serviria como “argumento” para convencer José Serra a realizar prévias para escolher o candidato tucano à presidência da República.
A “reportagem” da Folha (*) seria o Golpe dentro do Golpe.
Clique aqui para ler no blog do Nassif.
Ou seja, botar a culpa do Amaury nas costas da Dilma.
E não chegar a ligação de Amaury com o Estado de Minas e com Aécio Neves.
Há mais verdades entre o céu e a Terra do que imagina a vã filosofia da Folha (*).
As impressões digitais do livro do Amaury não são da Dilma.
O Conversa Afiada encaminha nesse momento ao Ministro da Justiça que, supostamente, manda no Luiz Fernando Corrêa da Polícia Federal, as seguintes perguntas:

o Amaury pagou para obter o sigilo fiscal ?

Quem pagou pelo Amaury ?

Foi O Estado de Minas ?

Quem encomendou ao Estado de Minas ?

Foi o Aécio ?

Cordialmente, este ordinário blogueiro, Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Livro do Amaury: a PF vai dizer que é o Aécio ? | Conversa Afiada

A razão do vazamento do inquérito da PF - Portal Luis Nassif

 Luis Nassif

Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.
A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves - como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.
Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.
No entanto, a advogada de Eduardo Jorge - que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça - conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
Neste momento - segundo informações de repórteres de Brasília com acesso a investigadores - discute-se na PF a oportunidade ou não de uma coletiva para colocar as peças no devido lugar.
Aparentemente, a manobra de Eduardo Jorge com o jornal acabou sendo um tiro no pé. A partir de agora, não dará mais para a velha mídia ignorar o tema.
PS - Publico aqui no portal porque o blog não está dando conta do número de acessos.

A razão do vazamento do inquérito da PF - Portal Luis Nassif

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Alencar assume condenando o paulistismo | Viomundo - O que você não vê na mídia

5 de outubro de 2010 às 21:46

José Alencar assume comando da coordenação de Dilma em MG

5 de Outubro de 2010 – 18h56

do Vermelho

Vice-presidente diz que estratégia será reforçar a “mineiridade” de Dilma, seus laços com o Estado e questões ambientais

Ainda se recuperando da última cirurgia, o vice-presidente da República José Alencar assumiu nesta terça-feira (5) a coordenação da campanha em Minas Gerais da candidata à Presidência Dilma Rousseff, do PT.

O anúncio foi feito hoje em Belo Horizonte, em coletiva a imprensa. Segundo ele, a estratégia – como no primeiro turno – será reforçar a “mineiridade” de Dilma e seus laços com o Estado. Embora tenha nascido em Belo Horizonte, Dilma construiu carreira política no Rio Grande do Sul, onde morou a maior parte da vida.

Nesta etapa, porém, a coordenação quer reforçar também a ligação da ex-ministra com as questões ambientais. A motivação é clara: Minas Gerais foi um dos Estados onde Marina Silva, do PV, obteve melhor votação. Na capital, a votação da candidata do Partido Verde chegou a superar a de Dilma e também a do tucano José Serra.

Disposição para a batalha

Logo no primeiro dia da nova função, Alencar mostrou disposição juvenil para a campanha do segundo turno. O vice-presidente, com anuência do presidente Lula, reuniu-se com a maioria das lideranças de partidos da base aliada em Minas Gerais e cobrou empenho no segundo turno em favor da candidata petista. A reunião foi a portas fechadas no escritório político de Alencar, localizado no prédio da Coteminas, em Belo Horizonte, empresa do qual ele é dono.

Após a reunião, Alencar deu recados duros em relação ao que classificou de “hegemonia de São Paulo”, em relação ao domínio político, e até conclamou tucanos do Estado a confirmar, no segundo turno, o voto denominado “Dilmasia”, voto casado em Dilma e no governador eleito Antonio Anastasia (PSDB), que se confirmou no primeiro turno das eleições.

Alencar procurou justificar o desempenho de Dilma no primeiro turno relembrando que em 2002 e 2006, quando ele e Lula disputaram a eleição e a reeleição, os pleitos só se decidiram em segundo turno. “Só que naquela época, os números não eram tão exuberantes como os de hoje. O quadro é de vitória. Apenas não queremos, de forma alguma, calçar salto alto”.

Ele disse que a petista ganhou de Serra no primeiro turno. “Nós ganhamos a eleição no primeiro turno [em Minas Gerais], só que a regra do jogo exige que nós ganhemos novamente. Então nós estamos indo para a segunda vitória, para confirmar a primeira”, disse.

O vice-presidente delineou como será a estratégia no Estado. Segundo ele, a ênfase vai ser em relembrar os eleitores mineiros que Dilma nasceu no Estado, é mineira e que o Estado está há muitos anos sem assumir a Presidência da República.

“Minas é uma síntese do Brasil. Minas quando está presente significa participação de todo um país. Nós temos uma preocupação muito grande com a hegemonia de São Paulo. São Paulo é a matriz econômica do Brasil, então é muito importante que as forças políticas estejam presentes, mas contemplando o Brasil como um todo.”

Alencar disse que há muitos anos “estamos oferecendo apenas vice-presidentes”. Em seguida, ressaltou a participação de Dilma no desempenho do governo Lula como um fator preponderante. A todo o tempo ele frisou a importância de um presidente mineiro”.

“É preciso que nós estejamos atentos porque temos a responsabilidade de sermos mineiros, e o Brasil tem saudade de Minas.” De forma prática, Alencar revelou que o presidente estadual do PT em Minas Gerais, o deputado federal Reginaldo Lopes, vai coordenar os contatos com prefeitos, deputados e apoiadores no interior do Estado para que não falte material e eles saibam com quem falar.

Marina Silva e Aécio Neves

O vice-presidente José Alencar procurou elogiar tanto Marina Silva quanto o recém-eleito senador Aécio Neves. Ele afirmou que foi amigo de Marina Silva no Senado, tendo participado de projetos conjuntos. “Somos grandes admiradores dela e a respeitamos muito. Ela demonstrou muito valor nessa campanha. Ela deu uma demonstração de que é a grande mulher brasileira, da selva amazônica, que encanta o mundo. O mundo inteiro torce por Marina por causa das questões ambientais que ela defende”.

Alencar disse respeitar a decisão de Marina, de apoiar Serra ou Dilma, e procurou ressaltar que o presidente Lula deu, no entendimento dele, total autonomia a ela quando ocupou a pasta do Meio Ambiente.

Na sequência, Alencar disse que não tem nada contra o governador reeleito, Antonio Anastasia (PSDB) e desejou a ele que faça um “grande governo”, e disse que o ex-governador Aécio Neves “teve uma grande vitória e ele mereceu isso”.

“O governo de Minas foi vitorioso e constituído também com votos da Dilma por causa do ‘Dilmasia’. Isso é um fato”, disse Alencar convocando os eleitores tucanos a participar de “um momento histórico de responsabilidade cívica” e disse que não há razão para que todos os eleitores mineiros não estejam ao lado da candidata que devolve “a grande oportunidade a Minas de servir ao Brasil”.

“Me atrevo a dizer, é claro que isso é impossível, mas [esse movimento] deveria ter à frente o próprio governo vitorioso [de Minas Gerais]”, completou ele.

O encontrou, realizado um dia depois da visita de José Serra (PSDB) a Belo Horizonte, contou com mais de 70 lideranças entre deputados, representantes dos partidos da base aliada do governo em Minas Gerais, além do ex-ministro Hélio Costa (PMDB), Patrus Ananias (PT), candidatos a governador e vice-governador derrotados, e Fernando Pimentel (PT), que também não conseguiu se eleger senador no último domingo.

Fonte: Folha Online

Alencar assume condenando o paulistismo | Viomundo - O que você não vê na mídia

domingo, 19 de setembro de 2010

Aécio deixará o PSDB

Altamiro Borges:
domingo, 19 de setembro de 2010

CartaCapital: Aécio deixará o PSDB

Reproduzo reportagem de Mauricio Dias, publicada na revista CartaCapital, que está causando enorme alvoroço no ninho tucano:
Não é por estar envolvido de corpo e alma na campanha para eleger seu substituto, Antonio Anastasia, ao governo de Minas Gerais, e muito menos por distração política, que Aécio Neves deixou de se manifestar sobre as recentes denúncias, encampadas por José Serra, para tentar desestabilizar Dilma Rousseff. É um silêncio significativo. Expressivo como um risco de giz. A metáfora, possível de ser imaginada, que separa o território de atuação da oposição mineira e da oposição paulista. Ambas adversárias do governo Lula. Só que a primeira é democrática e a segunda é golpista.
As duas convivem, no PSDB, por um tempo longo demais, considerando as divergências políticas que emergiram mais claramente quando os paulistas cortaram as asas de Aécio pretendente à candidatura à Presidência pelo partido. Foi a gota d'água para um tucano disposto a voar. José Serra, ainda governador, bloqueou as prévias internas que Aécio propunha e forçou o mineiro a abrir espaço para mais uma candidatura paulista. Aos 68 anos, Serra não tem mais tempo para esperar, porque, conforme anunciou no palanque que a revista Veja lhe ofereceu, preparou-se a vida inteira para ser presidente. E, tudo indica, fracassou.
Há duas semanas, em jantar no Rio de Janeiro, o ex-governador Aécio Neves empolgou-se ao falar da necessidade de reformas políticas no Brasil e, para sustentar os argumentos que desenvolvia junto a um grupo restrito de amigos, ele anunciou: "Eu vou sair do PSDB", na casa de um empresário, em Copacabana, cercado de convidados importantes.
O cenário entre ele e os tucanos é de desgaste absoluto, embora no quadro da campanha presidencial cumpra, em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, o ritual da fidelidade ao candidato do PSDB. Ele arregaça as mangas por Serra, mas o esforço cessa no momento em que a solidariedade partidária pode pôr em risco o projeto que o ex-governador mineiro tem. Assim, a forte reação do eleitor mineiro excluiu a presença de Serra na propaganda de televisão de Antonio Anastasia, que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado.
As eleições mineiras sorriem para Aécio. Ele está praticamente eleito para o Senado e o aliado dele, Itamar Franco, pode ficar com a segunda vaga. Mas os mineiros não sorriem na direção de São Paulo. Pesquisa do instituto Vox Populi mostra que apenas 8% do eleitorado, em Minas, votaria em José Serra "por causa de Aécio". Reflexo: pesquisa do Ibope de 13 de setembro aponta Dilma com 31 pontos à frente de Serra.
Não será surpresa a desfiliação de Aécio do partido. O neto de Tancredo Neves caminha firme nessa direção. Só que em silêncio, como convém à tradição mineira da qual é herdeiro. A novidade é ter anunciado agora. Por descuido? Só acreditará nisso quem admitir que político mineiro se descuida com assunto tão melindroso.
Segundo a conversa desenrolada no jantar em Copacabana, Aécio já tem um novo projeto político na cabeça. Não vai buscar abrigo em nenhum outro partido ao abandonar os tucanos. Com a vitória da candidata do PT, quer estabelecer uma oposição democrática, já que o PSDB renegou esse papel ao preferir abraçar o udenismo golpista.
O oposicionista mineiro sempre se afastou disso. Em 2005, manteve distância do episódio do chamado "mensalão" do PT, quando estava no governo de Minas. Atacou o ocorrido. De forma tão incisiva quanto genérica. Reagiu em nome da ética política. Em momento algum, no entanto, apoiou os movimentos subterrâneos que foram iniciados, sem sucesso, para abrir processo de impeachment contra Lula. E mesmo posteriormente, quando Fernando Henrique Cardoso capitaneou o movimento para que o presidente Lula desistisse de disputar a reeleição, Aécio, no governo de Minas, não misturou leite no café amargo que FHC, oposicionista paulista, oferecia.
É bem verdade que a decisão, em 2005, pode ter sido companheira da cautela. Se as lambanças do publicitário mineiro Marcos Valério acertaram em cheio o PT, o mesmo aconteceria, depois, com o senador tucano Eduardo Azeredo, um político com trânsito livre no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. Aécio foi atingido apenas por respingos. Ao fim e ao cabo, esse "Valerioduto", que irrigou de dinheiro muitas campanhas eleitorais petistas e tucanas, tem a nascente no território mineiro.
Em 2010, o já então ex-governador de Minas não avaliza o factoide contra a candidatura Dilma, criado a partir da quebra criminosa de sigilos fiscais na Receita Federal. Esquivou-se, também, de fazer coro às acusações contra a ex-ministra Erenice Guerra, da Casa Civil, que novamente tinha como alvo a candidata do PT. Não é de hoje, portanto, que ele evita essa linha de ação. Nesse caminho amadureceu uma decisão que botará em prática em momento mais oportuno após as eleições.
Em 2002, ainda no governo do estado, o tucano Aécio e o petista Fernando Pimentel, prefeito de Belo Horizonte, surpreenderam os respectivos partidos quando anunciaram um acordo em torno da candidatura de Márcio Lacerda, do PSB, para disputar a prefeitura da capital. A aliança, vitoriosa, provocou reações claras no PT e preocupação no PSDB.
O comportamento diferenciado de Aécio, no ninho tucano, o empurrou para o desacordo com os paulistas. É bom lembrar que o mineiro já chegou a pensar vagamente, em 2008, na migração para o PMDB por sugestão do presidente Lula. Não se deixou seduzir pela possibilidade de ser vice de Dilma, como, no futuro, não se encantaria com o convite formal para ser vice de Serra.
Uma possível vitória de Geraldo Alckmin para o governo de São Paulo seria mais uma sinalização a indicar para Aécio a porta de saída. Não haverá outra queda de braço com os paulistas dentro do mesmo partido.
Como sugerem as pesquisas, Aécio sairá turbinado na própria base política dele a partir do pleito de outubro. Ele pode ter uma vitória capaz de adubar o projeto que cultiva. Tancredo, avô de Aécio, tomou decisão semelhante, em 1980, após uma declaração de forte impacto naquela época: "O meu MDB não é o MDB de Arraes". Foi um repúdio à chamada ala "autêntica" do MDB que fazia oposição mais radical à ditadura militar. Reunidos os moderados, Tancredo fundou e presidiu o Partido Popular (PP). A versão atualizada da frase do avô poderia ser adotada assim pelo neto: "O meu PSDB não é o PSDB de Serra". Embora o PSDB dele não seja golpista. Após isso era só bater a porta e sair.
Definida a eleição de 2010, e confirmada a vitória do PT, o ex-governador mineiro já com o título de senador se tornará naturalmente o líder político dos moderados. E igualmente natural será o fato de se tornar o primeiro candidato de oposição à eleição de 2014. A partir da criação de nova legenda a tarefa será a de fisgar correligionários e costurar alianças. Há um amplo horizonte de especulações possíveis. Na mira dele está uma parte do PSB representada por Ciro Gomes, pelo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda e, quem sabe, Cid Gomes, praticamente reeleito ao governo do Ceará.
Aécio pode buscar aliança com o PP (sigla coincidente com a do partido fundado pelo avô), cuja liderança maior, o senador Francisco Dornelles, além de mineiro é parente dele e serviu como auxiliar de Tancredo, quando esse se tornou primeiro-ministro no regime parlamentar de 1964. Essa contabilidade política do novo partido leva em consideração dissidentes do PMDB e, é claro, do próprio PSDB. Nesse caso é possível pensar no senador cearense Tasso Jereissati em conflito com os tucanos paulistas. A bancada do partido que sair da batalha eleitoral, em Minas, deverá acompanhá-lo.
A consequência do movimento de re-acomodação partidária, que se prevê para ocorrer no próximo ano, independentemente da dissidência do ex-governador mineiro, com a inevitável desidratação política do PSDB, aponta para um cenário absolutamente novo que sugere uma constatação, não necessariamente marxista, mas obviamente inspirada ligeiramente em uma das passagens mais conhecidas do Manifesto Comunista de Marx e Engels. Nela se prevê que o capitalismo moderno, com a multiplicação do operariado, criaria o seu próprio coveiro.
O cenário político que se forma agora começou no ventre do capitalismo brasileiro moderno. Mais precisamente em meados dos anos 1970 com o movimento sindical, não revolucionário, fermentado nas linhas de produção da indústria automobilística do ABC paulista. Ali o velho Partido Comunista Brasileiro perdeu o controle dos movimentos sindicais. Os integrantes desse novo universo de operários não era também marionete de empresários que cultivavam sindicalistas dóceis chamados de "pelegos".
O que não se previa é que daquele movimento surgiria o "coveiro" do setor reacionário do capitalismo, avesso a uma melhor distribuição das riquezas geradas no País. Ou seja, em favor de uma minoria que recebia a maior parte do bolo. Fica de fora uma parte substancial que, expressada em números, significa hoje 30 milhões de pessoas num total de 190 milhões.
O "coveiro" desse modelo capitalista moribundo é um nordestino, torneiro mecânico, surgido naquelas jornadas operárias do ABC. Apelidado de Lula, sem estar preocupado com a interpretação sobre o que ele faz, promove a maior revolução no capitalismo verde-amarelo do pós-Guerra. E, no plano campo, há campo para a oposição atuar, disputar e ganhar eleições com votos e não com expedientes golpistas.
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sábado, 18 de setembro de 2010

Digitais de Aécio aparecem nas baixarias da Veja e do ex-detento

Blog Os Amigos do Presidente Lula:
sábado, 18 de setembro de 2010

Digitais de Aécio aparecem nas baixarias da Veja e do ex-detento

A revista Veja desta semana voltou a panfletar para o Zé Baixaria.

Tirando as meras suposições e adjetivos da "reporcagem" da revista, o que sobra é o suposto relato de uma "fonte oculta" que ninguém sabe se existe mesmo, e do ex-diretor dos Correios Marco Antônio Marques Oliveira (foto), sobre uma inacreditável propina de R$ 200 mil, que "caiu do céu" dentro de um envelope na gaveta de seu sobrinho Vinicius de Oliveira Castro, um ex-assessor da Casa Civil novato, que não saberia de nada, por causa da compra do medicamento Tamiflu, segundo o tio.
Publicar uma estorinha destas, com esta versão, sem fazer os questinamentos óbvios, não é jornalismo. É impossível acreditar nesta história porque incriminaria o próprio "denunciante" Marco Antônio e seu sobrinho, por não denunciarem ao Ministério Público, caso fosse verdade. Com certeza, na hora em que prestar depoimento oficial na Polícia Federal, mudará a versão, desmentindo a revista.
O ministério da Saúde já desmentiu, dizendo que foi o único órgão responsável pela compra do Tamiflu, não tendo nada a ver com a Casa Civil.
O relato da revista, sem pé nem cabeça, serve como estopim para matérias da Folha de São Paulo e do Jornal Nacional repercutirem, e buscar entrevistas "abalizadas" de ex-detentos, estelionatários, falsários, receptores de carros e mercadorias roubadas, e "gente fina" desta estirpe, para falar mal do governo Lula.
Voltando ao que interessa, o fato novo é o ex-diretor dos Correios, Marco Antônio Marques Oliveira, entrar no circuito atirando, servindo como fonte da Veja.
Marco Antonio foi quem levou o ex-detento Rubnei Quícoli até seu sobrinho Vinicius de Oliveira Castro, para conseguir uma audiência na Casa Civil, como se fosse um impoluto empresário ecológico de energia solar limpa, e como se houvesse possibilidade de um mirabolante empréstimo bilionário do BNDES para uma pequena empresa (segundo o noticiário).
As suspeitas são de que Marco Antonio e/ou Vinicius teriam montado um esquema paralelo, à revelia dos chefes, enganando empresários e lobistas inescrupulosos, como se tivesse poder de traficar influência dentro da Casa Civil através de um mero assessor recém-formado, que fingiria falar em nome de altos funcionários. Não tinham esse poder, mas os empresários corruptores, quando vissem seus projetos não serem aprovados, não teriam mais como denunciar uma tentativa de corrupção ativa sem se incriminarem.
Nota-se que o ex-detento Rubnei Quícoli apareceu nesta semana, em entrevista na TV, acusando além da campanha de Dilma, também Hélio Costa, atual adversário de Aécio. E aí que as digitais na cena do crime apontam para Aécio Neves (PSDB).
Marco Antônio é do PMDB mineiro, mas tem um histórico que mostra que construiu bom trânsito com diversos caciques políticos. Funcionário de carreira da Infraero, já foi superintendente do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (o 2º de maior receita) no governo FHC, superintendente do Centro-Oeste até 2007. Quando Itamar Franco (PPS) foi governador de Minas Gerais (1999-2003), o nomeou secretário estadual de Obras. Llideranças do PMDB já tentaram, sem sucesso, nomeá-lo presidente do Infraero e até tentaram emplacá-lo como ministro dos transportes, no governo Lula.
Estava em uma diretoria dos Correios até recentemente, subordinado ao Ministério das Comunicações, comandado até o início do ano por Hélio Costa do PMDB. Foi demitido porque a qualidade dos serviços postais caíram em sua gestão.
Mas Marco Antônio Oliveira é também ligado a Aécio Neves (como são vários peemedebistas mineiros). A última linha desta reportagem da Folha de São Paulo de 08/08/2007, registra a ligação com Aécio.
Parece que, depois de demitido dos Correios e em apuros com a Polícia Federal, teria escolhido pular para o lado de Aécio e Serra, em detrimento de Hélio Costa, e estaria aproveitando para transformar seu caso de polícia em baixaria político-eleitoral.
Guardem bem estes dois nomes: Marco Antônio Marques Oliveira e Vinicius de Oliveira Castro. A imprensa demo-tucana tenta jogá-los para segundo plano, mas tudo indica que é dali que a Polícia Federal esclarecerá toda essa história com a quebra dos sigilos bancários e telefônicos de todos os envolvidos, inclusive das empresas.

O fim um ciclo em que a velha mídia foi soberana

Brasilianas.Org:
Enviado por luisnassif, sab, 18/09/2010 - 07:20

Dia após dia, episódio após episódio, vem se confirmando o cenário que traçamos aqui desde meados do ano passado: o suicídio do PSDB apostando as fichas em José Serra; a reestruturação partidária pós-eleições; o novo papel de Aécio Neves no cenário político; o pacto espúrio de Serra com a velha mídia, destruindo a oposição e a reputação dos jornais; os riscos para a liberdade de opinião, caso ele fosse eleito; a perda gradativa de influência da velha mídia.

O provável anúncio da saída de Aécio Neves  marca oficialmente o fim do PSDB e da aliança com a velha mídia carioca-paulista que lhe forneceu a hegemonia política de 1994 a 2002 e a hegemonia sobre a oposição no período posterior.

Daqui para frente, o outrora glorioso PSDB, que em outros tempos encarnou a esperança de racionalidade administrativa, de não-sectarismo, será reduzido a uma reedição do velho PRP (Partido Republicano Paulista), encastelado em São Paulo e comandado por um político – Geraldo Alckmin – sem expressão nacional.

Fim de um período odioso

Restarão os ecos da mais odiosa campanha política da moderna história brasileira – um processo que se iniciou cinco anos atrás, com o uso intensivo da injúria, o exercício recorrente do assassinato de reputações, conseguindo suplantar em baixaria e falta de escrúpulos até a campanha de Fernando Collor em 1989.

As quarenta capas de Veja – culminando com a que aparece chutando o presidente – entrarão para a história do anti-jornalismo nacional. Os ataques de parajornalistas a jornalistas, patrocinados por Serra e admitidos por Roberto Civita, marcarão a categoria por décadas, como símbolo do período mais abjeto de uma história que começa gloriosa, com a campanha das diretas, e se encerra melancólica, exibindo um  esgoto a céu aberto.

Levará anos para que o rancor seja extirpado da comunidade dos jornalistas, diluindo o envenenamento geral que tomou conta da classe.

A verdadeira história desse desastre ainda levará algum tempo para ser contada, o pacto com diretores da velha mídia, a noite de São Bartolomeu, para afastar os dissidentes, os assassinatos de reputação de jornalistas e políticos, adversários e até aliados, bancados diretamente por Serra, a tentativa de criar dossiês contra Aécio, da mesma maneira que utilizou contra Roseana, Tasso e Paulo Renato.

O general que traiu seu exército

Do cenário político desaparecerá também o DEM, com seus militantes distribuindo-se pelo PMDB e pelo PV.

Encerra-se a carreira de Freire, Jungman, Itagiba, Guerra, Álvaro Dias, Virgilio, Heráclito, Bornhausen, do meu amigo Vellozo Lucas, de Márcio Fortes e tantos outros que apostaram suas fichas em uma liderança destrambelhada e egocêntrica, atuando à sombra das conspirações subterrâneas.

Em todo esse período, Serra pensou apenas nele. Sua campanha foi montada para blindá-lo e à família das informações que virão à tona com o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr e da exposição de suas ligações com Daniel Dantas.

Todos os dias, obsessivamente, preocupou-se em vitimizar a filha e a ele, para que qualquer investigação futura sobre seus negócios possa ser rebatida com o argumento de perseguição política.

A interrupção da entrevista à CNT expôs de maneira didática essa estratégia que vinha sendo cantada há tempos aqui, para explicar uma campanha eleitoral sem pé nem cabeça. Seu argumento para Márcia Peltier foi: ocorreu um desrespeito aos direitos individuais da minha filha; o resto é desculpa para esconder o crime principal.

Para salvar a pele, não vacilou em destruir a oposição, em tentar destruir a estabilidade política, em liquidar com a carreira de seus seguidores mais fiéis.

Mesmo depois que todas as pesquisas qualitativas falavam na perda de votos com o denuncismo exacerbado, mesmo com o clima político tornando-se irrespirável, prosseguiu nessa aventura insana, afundando os aliados a cada nova pesquisa e a cada nova denúncia.

Com isso, expôs de tal maneira a filha, que não será mais possível varrer suas estripulias para debaixo do tapete.

A marcha da história

Os episódios dos últimos dias me lembram a lavagem das escadarias do Senhor do Bonfim. Dejetos, lixo, figuras soturnas, almas penadas, todos sendo varridos pela água abundante e revitalizadora da marcha da história.

Dia após dia, mês após mês, quem tem sensibilidade analítica percebia movimentos tectônicos irresistíveis da história.

Primeiro, o desabrochar de uma nova sociedade de consumo de massas, a ascensão dos novos brasileiros ao mercado de consumo e ao mercado político, o Bolsa Família com seu cartão eletrônico, libertando os eleitores dos currais controlados por coronéis regionais.

Depois, a construção gradativa de uma nova sociedade civil, organizando-se em torno de conselhos municipais, estaduais, ONGs, pontos de cultura, associações, sindicatos, conselhos de secretários, pela periferia e pela Internet, sepultando o velho modelo autárquico de governar sem conversar.

Mesmo debaixo do tiroteio cerrado, a nova opinião pública florescia através da blogosfera.

Foi de extremo simbolismo o episódio com o deputado do interior do Rio Grande do Sul, integrante do baixo clero, que resolveu enfrentar a poderosa Rede Globo.

Durante dias, jornalistas vociferantes investiram contra UM deputado inexpressivo, para puni-lo pelo atrevimento de enfrentar os deuses do Olimpo. Matérias no Jornal Nacional, reportagens em O Globo, ataques pela CBN, parecia o exército dos Estados Unidos se valendo das mais poderosas armas de destruição contra um pequeno povoado perdido.

E o gauchão, dando de ombros: meus eleitores não ligam para essa imprensa. Nem me lembro do seu nome. Mas seu desprezo pela força da velha mídia, sem nenhuma presunção de heroísmo, de fazer história, ainda será reconhecido como o momento mais simbólico dessa nova era.

Os novos tempos

A Rede Record ganhou musculatura, a Bandeirantes nunca teve alinhamento automático com a Globo, a ex-Manchete parece querer erguer-se da irrelevância.

De jornal nacional, com tiragem e influência distribuídas por todos os estados, a Folha foi se tornando mais e mais um jornal paulista, assim como o Estadão. A influência da velha mídia se viu reduzida à rede Globo e à CBN. A Abril se debate, faz das tripas coração para esconder a queda de tiragem da Veja.

A blogosfera foi se organizando de maneira espontânea, para enfrentar a barreira de desinformação, fazendo o contraponto à velha mídia não apenas entre leitores bem informados como também junto à imprensa fora do eixo Rio-São Paulo. O fim do controle das verbas publicitárias pela grande mídia, gradativamente passou a revitalizar a mídia do interior. Em temas nacionais, deixou de existir seu alinhamento automático com a velha mídia.

Em breve, mudanças na Lei Geral das Comunicações abrirão espaço para novos grupos entrarem, impondo finalmente a modernização e o arejamento ao derradeiro setor anacrônico de um país que clama pela modernização.

As ameaças à liberdade de opinião

Dia desses, me perguntaram no Twitter qual a probabilidade da imprensa ser calada pelo próximo governo. Disse que era de 25% - o percentual de votos de Serra. Espero, agora, que caia abaixo dos 20% e que seja ultrapassado pela umidade relativa do ar, para que um vento refrescante e revitalizador venha aliviar a política brasileira e o clima de São Paulo.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Aécio vai sair do PSDB

Conversa Afiada:

Maurício Dias reafirma: Aécio vai sair do PSDB

Publicado em 17/09/2010

         Problema deles

Conversei com Maurício Dias que, serenamente, reafirmou, como está na capa da Carta Capital: Aécio vai sair do PSDB.
Maurício Dias tem 35 anos de jornalismo.
Começou na Veja, quando se podia dizer isso em público.
Foi responsável pelo Informe JB e dirigiu o Jornal do Brasil, quando isso era motivo de orgulho.
Dirigiu a sucursal da revista IstoÉ, no Rio, no tempo do Mino Carta, bem entendido.
Escreveu três livros.
O mais recente é a edição das entrevistas que Raymundo Faoro concedeu a Mino Carta e ele, Maurício.
Numa dessas entrevistas, Faoro diz que não se pode fazer um país para 20 milhões de pessoas.
Ao longo do dia de hoje, uma das irmãs do Aécio ligou para o Maurício Dias e disse:
- Você criou um problema político para ele.
Problema do Aécio, diz o Conversa Afiada.
Problema maior ainda para o Serra, diz o Conversa Afiada.
O Conversa Afiada acredita irrestritamente na capa da Carta Capital.
E ignora o esforço de frequentadores da blogosfera de tentar macular o currículo de Maurício Dias.
Há poucos minutos, um responsável por um instituto de pesquisa de opinião pública, com sede em Minas Gerais, telefonou para Maurício Dias e disse:
- Você é a verdadeira bala de prata desta eleição.
Paulo Henrique Amorim

domingo, 12 de setembro de 2010

O Globo joga a bóia para Aécio no escândalo da quebra de sigilo

Os Amigos do Presidente Lula:
domingo, 12 de setembro de 2010

O Globo joga a bóia para Aécio no escândalo da quebra de sigilo

A "reporcagem" da revista Veja, feita a toque de caixa, recheada de erros e com falta de apuração, não foi por acaso.
Se o factóide do sigilo fiscal estivesse rendendo votos para Serra, o "petista" Atella seria o assunto da capa da Veja.
O problema é que o escândalo do sigilo fiscal virou-se perigosamente contra a filha de Serra, com a revista Carta Capital que chegou às bancas na sexta-feira (a tempo da Veja ler, antes de soltar sua edição). A Carta Capital resgatou a sociedade na firma Decidir.com, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas, presa na operação Satiagraha. A empresa vazou dados do cadastro de cheques sem fundo do Banco Central, e encontrou facilidades para ter acesso a informações de órgãos governamentais, na época em que o papai José Serra era o todo poderoso homem forte do governo FHC e escolhido para sucessor.
Por isso a revista Veja empenhou-se em mudar a pauta de factóides e escândalos no PIG, (Partido da Imprensa Golpista demo-tucana).
Além disso, o tucanato mineiro tornou-se alvo da "bala de prata" do vazamento dos sigilos fiscais, podendo abater Anastasia (PSDB/MG) e ferir Aécio Neves (PSDB/MG).
Por isso o Jornal Nacional não mudou a pauta de assuntos, mas tratou o vazamento de sigilo como questão policial esvaziando o viés político, mostrando pessoas comuns que também tiveram seus sigilos vazados. Para tirar Aécio da linha de fogo.
É sintomático a capa do Jornal O Globo deste domingo, "milagrosamente" defendendo a Receita Federal, mostrando que o órgão já demitiu diversos funcionários por delito semelhante, e que há centenas de processos administrativos semelhantes. Ou seja, o jornal também tirou o viés político do assunto, retirou as críticas à atuação da Receita Federal, que até pedia a cabeça do chefe do órgão.
Ficou óbvio que é para tirar Aécio da linha de fogo, porque se fosse só para mudar a pauta, simplesmente não tocaria no assunto.

sábado, 11 de setembro de 2010

Hemorragia mineira

Os Amigos do Presidente Lula:
sábado, 11 de setembro de 2010

Hemorragia mineira

Das sete capitais pesquisadas pelo Datafolha, foi em Belo Horizonte que José Serra (PSDB) registrou sua maior queda: sete pontos. Recuou cinco em Curitiba, reduto tucano, e dois em São Paulo, da qual foi prefeito entre 2005 e 2006. No que diz respeito aos Estados, a sangria em Minas, de cinco pontos, ficou atrás apenas da registrada no Distrito Federal.

Desde a semana passada, as campanhas de Aécio Neves ao Senado e de Antonio Anastasia ao governo mineiro têm em mãos uma fita com depoimento de Serra, que reivindica aparecer no horário de propaganda dos correligionários. Segundo Aécio, o material será usado "no decorrer da próxima semana".DataSerra

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A batata de Aécio está assando com fogo-amigo de Serra

Os Amigos do Presidente Lula:
sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Em plena campanha eleitoral em Minas, o candidato ao senado Aécio Neves (PSDB/MG), foi à São Paulo, ontem (quinta-feira), fazer uma reunião de emergência com a cúpula tucana.
Na pauta, tratada com discrição, a preocupação com as investigações da Polícia Federal sobre a quebra de sigilo na Receita de tucanos ligados a José Serra (PSDB/SP) envolvidos em escândalos de corrupção no governo FHC, além do sigilo fiscal da filha de Serra.
A tentativa de golpe da campanha de Serra de forjar um falso escândalo sobre um suposto dossiê que seria usado contra ele, e de querer atribuir à Dilma a ação de máfias paulistas que traficam informações sigilosas, foi mal sucedido e foi parar na Polícia Federal, incluindo o livro que Amauri Ribeiro Júnior está concluindo, e material de reportagens que seriam feitas para o jornal aecista "Estado de Minas", onde Amauri trabalhava.
A reunião da cúpula tucana em São Paulo foi para blindar Aécio do que pode estar por vir das investigações da Polícia Federal.
A bala de prata que Serra tentou alvejar Dilma, tomou a direção de Aécio, e pode abater sua candidatura e de seu pupilo Anastasia. Foi esse o motivo da reunião de emergência.
O resultado dessa reunião de ontem parece que já deu o ar da graça nas páginas do jornal "Folha de São Paulo" de hoje, conforme a nota abaixo, com o jornal desmentindo todo o sensacionalismo que vinha fazendo antes a respeito do suposto dossiê. (Com informações do Estadão).

Os Amigos do Presidente Lula: A batata de Aécio está assando com fogo-amigo de Serra

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

1.200 páginas para a PF investigar | Viomundo - O que você não vê na mídia

8 de setembro de 2010 às 22:45

por Luiz Carlos Azenha

Se de fato investigar a fundo a quebra de sigilo dos tucanos, a Polícia Federal terá muito trabalho: só de um repórter deverá receber 1.200 páginas de documentos.

Se de fato decidir investigar toda a história, a mídia será obrigada a torrar algum dinheiro com viagens internacionais, especialmente às ilhas Virgens Britânicas.

O governador Aécio Neves pode negar que tenha partido dele qualquer tipo de investigação contra o adversário José Serra.

Mas eu ainda acredito — aliás, acredito cada vez mais — que todos os caminhos levam a Minas Gerais. Isso ainda vai dar BO.

1.200 páginas para a PF investigar | Viomundo - O que você não vê na mídia

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O silêncio obsequioso de “O Estado de Minas” | Viomundo - O que você não vê na mídia

7 de setembro de 2010 às 17:20

por Luiz Carlos Azenha

O Estado de Minas é visto como jornal porta-voz do ex-governador mineiro Aécio Neves.

O repórter Amaury Ribeiro Jr., autor do livro Os Porões da Privataria, trabalhou naquele jornal.

Em artigo de Leandro Fortes, publicado na CartaCapital, o papel de Amaury no jornal mineiro foi descrito assim:

Em uma entrevista que será usada como peça de divulgação do livro e à qual CartaCapital teve acesso, Ribeiro Jr. afirma que a investigação que desaguou no livro começou há dois anos. À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. “O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.”

O texto completo do Leandro está aqui.

O lançamento do livro, anunciado inicialmente para depois da Copa do Mundo da África do Sul, acabou adiado para 2011.

Mas a introdução do livro foi publicada por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada, e reproduzida aqui.

Portanto, é apenas natural que a Polícia Federal, ao investigar o episódio da quebra de sigilo fiscal, ouça não só o repórter, como investigue também se foi durante a passagem dele por O Estado de Minas que, em nome de Aécio Neves ou de outro político, alguma ilegalidade foi cometida, por petistas, tucanos ou quem quer que seja.

O curioso é que O Estado de Minas não deu destaque, até agora, às notícias sobre a quebra de sigilo fiscal de tucanos ou da filha do ex-governador José Serra.

Hoje o blogueiro Daniel Florencio, que é de Minas, sustentou que neste caso todos os caminhos levam a Minas Gerais. Ele reproduziu um texto que escreveu para o blog do Noblat mas que, curiosamente, o Noblat resolveu não publicar. Está aqui.

Não devemos subestimar o mau humor existente entre José Serra e Aécio Neves, nos bastidores do PSDB, em 2009, quando aconteceram as violações de sigilo . Foi uma guerra pública, travada por terceiros em nome dos governadores tucanos.

A coisa chegou a tal ponto que, no início de 2009, uma pessoa ligada a Serra escreveu, em O Estado de S. Paulo, o famoso artigo Pó Pará Governador?, que o Viomundo reproduziu na época.

O Viomundo também reproduziu o editorial de O Estado de Minas, de 03.02.2010, intitulado Minas a reboque, não!

Como o jornal mineiro é visto, repito, como porta-voz de Aécio Neves, o editorial teria sido a resposta final de Aécio a José Serra: Não, ele não seria o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por José Serra.

No dia seguinte à publicação do editorial, o site Uai, ligado aos Diários Associados (O Estado mineiro é um deles), repercutiu o assunto, aqui.

Portanto, é apenas natural que a Polícia Federal ouça o repórter Amaury Ribeiro Jr. e, num segundo momento, se achar necessário diante do que ele disser, ouça também o diretor do jornal Josemar Gimenez e quem sabe até mesmo o presidente dos Diários Associados, Álvaro Teixeira da Costa.

O importante, neste caso, como já escrevi anteriormente, é que a PF não deixe pedra sobre pedra.

O silêncio obsequioso de “O Estado de Minas” | Viomundo - O que você não vê na mídia

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