Mostrando postagens com marcador SP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SP. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O NORDESTINO E HOMER SIMPSON

Blog redecastorphoto
quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Laerte Braga

Nas décadas de 50 e 60 do século passado, mesmo em setores tidos como de esquerda, era comum ouvir que “éramos os Estados Unidos de cem anos atrás”. A idéia que estávamos numa época de faroeste caboclo, mas em breve chegaríamos ao estágio Broadway.
O rótulo subdesenvolvido conferia a países como o Brasil a condição de alguns degraus abaixo na escala de poder e presença, no que rotundos discursos de políticos pré-históricos chamavam de “concerto das nações do mundo”.
Era corriqueiro o exemplo de Rui Barbosa que, na Inglaterra, colocou à porta de sua residência em terras de sua majestade uma tabuleta com a inscrição ”ensina-se inglês”.
Os colunistas sociais quando alguma madame descia no aeroporto de Paris e era notada por sua beleza ou elegância (nos moldes pré FIESP/DASLU), costumavam escrever que “mais uma vez o Velho Mundo curvou-se ao Brasil”.
Uma espécie de compensação.
Tinha o outro lado. Quando Brigitte Bardot apareceu por aqui acompanhada de um marroquino chamado Bob Zaguri, mas brasileiro sei lá porque, o Brasil curvou-se à atriz francesa. O mérito de Brigitte foi o descobrir Búzios, então distrito da cidade de Cabo Frio, região dos lagos no estado do Rio de Janeiro e com o tempo permitir que a invasão de gafanhotos burgueses transformasse o lugar paradisíaco numa das mais altas concentrações de herdeiros e quetais; metro quadrado digno de qualquer grande metrópole do mundo.
Gafanhotos e burgueses são predadores.
As elites brasileiras (políticas e econômicas) compravam o modelo norte-americano, vendiam o Brasil às grandes preocupações democráticas dos EUA no período da guerra-fria, mas adoravam Paris apesar de Charles De Gaulle (que não era de esquerda).
Um passeio de Rolls Royce pela avenida Atlântica no Rio rendia manchete de jornal com tranqüilidade e paulista adorava exibir esses carros ingleses, alguns até com monogramas, uma espécie de heresia subdesenvolvida, mais ou menos como expor um Picasso no parque central de uma cidade enquanto fotógrafos se deliciavam com o apurado gosto artístico do barão de qualquer coisa, isso em plena república.
Picasso é só detalhe.
Conde italiano então tinha um prestígio desses de abrir salões do Catete. Ao contrário de nobres russos foragidos da revolução de 1917, via de regra estavam falidos e isso é sinônimo de problema.
Stefan Zweig, que vivia em Petrópolis, descreveu num dos seus livros que o Brasil era o País do futuro. Há uma biografia magnífica do escritor feita pelo jornalista Alberto Dines.
Àquela altura da nossa história, nordestino era “pau de arara” e nos versos de Vinicius de Moraes com música de Carlos Lyra, virou engolidor de giletes na crítica ferina à dor e à resignação de um povo sofrido que buscava nessas bandas, São Paulo principalmente, condições dignas de vida.
O canto, no duro, bem lá dentro da alma, era outro. “Estamos chegando daqui e dali/de todo lugar que se tem prá partir/trazendo na chegança a foice velha e mulher nova/e uma quadra de esperança..../todo mundo num tal de chegar...”
Chegaram.
O brasileiro não percebia como dito na Canção do Subdesenvolvido que era induzido a pensar como norte-americano, mas vivia como brasileiro, vale dizer, a imensa legião de excluídos vivendo de gilete.
A percepção que éramos diferentes e tínhamos pernas para caminhar começou no segundo período de Vargas com a PETROBRAS (hoje querem censurar Monteiro Lobato como nos velhos tempos do índex da Igreja Católica), aumentou no misto de desenvolvimento industrial e entreguismo de JK e começou a ganhar contornos de consciência no governo Goulart.
Aí, vieram os “patriotas” e em nome da liberdade varreram tudo, implantaram a tal ditadura, prenderam, exilaram, torturaram, estupraram, assassinaram e garantiram a “lei, a ordem” e o que um coronel desses que não tem a menor idéia de coisa alguma, chamou de “democracia à brasileira”.
Ouviu de Sobral Pinto que “democracia não é como peru, não existe à brasileira, à francesa, ou é democracia, ou não é”.
Deve continuar sem entender até hoje, sem ter noção do significado das palavras do notável jurista, já que entendiam muito de outro tipo de pau-de-arara. O das câmaras de tortura.
São baluartes e paladinos dos tempos do conde Drácula e teimam em espargir sangue que sugaram anos a fio na impunidade de uma anistia canhestra.
Na verdade, jogo de cena para o perdão da barbárie.
Quando o candidato José Serra aportou em terras cearenses e montou todo um cenário para ser visto pelo Brasil inteiro assistindo à missa de uma das festas religiosas mais importantes do estado, a de São Francisco, desafiando tradição e desrespeitando um povo, o “coronel” Tasso Jereissati, corrupto de quatro costados, encheu-se de indignação e partiu para cima do sacerdote, na velha crença que o Nordeste é deles, os paulistas, os do sul. Jereissati é nordestino por acidente, seus negócios são em São Paulo, por lá, só latifúndio e trabalho escravo.
O duro foi perceber que as pessoas não estavam mais dispostas a abaixar a cabeça, a aceitar o poder do chicote seguido de um pedaço de rapadura com farinha para que compreendessem as altas responsabilidades do senhor de terras, os barões da terra, versos fantásticos de Vinicius de Morais.
Imagine que de repente oferecem a você a perspectiva de matar todas as bactérias concentradas no vaso sanitário de sua casa com um único produto, sem aquela esfregação toda de água sanitária e a mulher passiva e espantada, extasiada é o termo exato, diante do miraculoso limpador de vasos sanitários. De quebra, para evitar maus cheiros, o cheiro capturado da natureza. E engarrafado, assim que nem a NESTLÉ faz nas estâncias hidrominerais de Minas Gerais, na privatização com destruição para o lucro tucano de cada dia. Enquanto Aécio viaja pela espaço sideral aguardando 2014.
E como é que nordestino vai entender um trem desses?
Nordestino entende de ser forte – “o sertanejo é antes de tudo um forte” –, da extraordinária beleza do Nordeste, da notável brasilidade de cidadãos que se cansaram de ser de segunda categoria e assomam impávidos como Muhammad Ali (registre-se que Caetano Veloso é nordestino de nascimento, mas paulista de coração e práticas e bobagens ditas ao longo da vida) assustando aquela elite que treina o dia inteiro para não esticar o mindinho à hora de tomar café.
Não é de bom-tom.
O grande problema é que o nordestino nessa eleição sinalizou que ao contrário de Ana Maria Braga (um padrão global do mundo civilizado) não vive de quatro.
E tampouco se deixou iludir por aquela pose de sério de William Bonner porque não é, na verdade, um Homer Simpson. Sabe que o JORNAL NACIONAL é balela, mentira de ponta a ponta.
Produzido e sustentado pelo complexo que mata bactérias em vasos sanitários, armazena o perfume da natureza e tira todas as manchas, desde aquelas de conivência silenciosa e covarde com a ditadura militar.
Só não limpa a História, essa fica.
Não faz menor idéia do que seja FOLHA DE SÃO PAULO ou VEJA, duas bactérias que teimam em sobreviver ao antibiótico verdade, mesmo que já estejam em estado putrefato.
Mas tem certeza e consciência do que é ser nordestino e sabe que no resto do Brasil milhões de brasileiros são também nordestinos, já que somos Brasil.
Não somos nem Paris, nem Roma, muito menos Wall Street.
Em Santa Catarina, maior concentração de clones nazistas do País, os Bornhausen, por exemplo, nordestinos/catarinenses lutam contra um crime ambiental sem tamanho, o estaleiro OSX do tal Eike, aquele que recebeu declaração de amor numa peça de biquíni e trombou com um bombeiro.
Marcelo Madureira pensa que é humorista. Não deve nem ter idéia do que tenha sido PRK-30 ou BALANÇA, MAS NÃO CAI.
E no final de tudo São Paulo precisa explicar mais de um milhão e trezentos mil votos num nordestino, Tiririca.
Um simples movimento inverso, o retorno de todos os nordestinos que moram em São Paulo à suas terras de origens seria o bastante para a locomotiva parar. Pros lados dos bairros suntuosos da capital paulista ia ser divertido ver socialite se descabelando por falta de mucamas.
É o conceito que fazem do resto do Brasil, não é só do Nordeste não.
Imaginam que todos sejam iguais a Homer Simpson. O conceito de William Bonner para quem vê o JORNAL NACIONAL – idiota –.
E vem aí o BBB-11. No próximo ano a casa vai ter dois andares e um monte de surpresas.
Sabe como essa gente que adora pizza de frango (isso existe? É pizza?) com requeijão imagina o Brasil?
É só ler o ESTADO DE SÃO PAULO (pode procurar sem susto, ainda existe) e tomar conhecimento que D. Pedro II está em vilegiatura pela Europa cuidando dos interesses nacionais e breve iremos atacar o Paraguai, anexar o Uruguai e descansar em Paris que ninguém é de ferro.
O resto, é só privatizar tudo que Washington e Wall Street, com aplausos dos sobreviventes de 1964, toma conta.
“Vende borracha, compra chicletes”.
O que pior pode acontecer é essa turma cismar de trazer Regina Duarte de volta lá da Transilvânia e assombrar as criancinhas no papel de “namoradinha do Brasil”, fundo musical de Caetano Veloso.
Nesse negócio de baiano, gente boa, da melhor cepa, prefiro Dorival Caymmi. 

redecastorphoto: O NORDESTINO E HOMER SIMPSON

Ação no Ministério Público: Crime de racismo

Blog da Dilma
novembro 12th, 2010 | Autor: CelsoJardim

O Vereador Francisco Chagas (PT) protocolou em (04/11) no Ministério Público Federal, Procuradoria Regional da República em São Paulo, uma Representação para apuração de possível prática de Crime de Racismo cometida por usuários de redes sociais da Internet, como Twitter, Facebook, Orkut e outras. O documento foi registrado sob o número PR/SP-SPJ-009671/2010.

Na Representação constam os nomes de 94 pessoas com a identificação de seus endereços eletrônicos e perfis na rede mundial de computadores contendo, ainda, as respectivas ofensas proferidas por elas.

Foram anexadas ao documento as listas impressas das páginas das redes sociais, contendo os contatos e as ofensas aos nordestinos, negros e índios e um vídeo gravado em CD também denunciando essas informações.

As ofensas de cunho racista que foram publicadas e distribuídas pelas redes sociais na internet, começaram logo após ter sido anunciada a vitória de Dilma Roussef, na noite do dia 31 de outubro. Usuários do Twitter, mencionados no documento entregue por Francisco Chagas, passaram a fazer postagens ofensivas, de cunho racista contra os habitantes e pessoas com origem nos Estados localizados no Nordeste e Norte do País, bem como contra membros das comunidades indígena e negra, atribuindo à população ou à pessoas destes Estados ou etnias “ a culpa “ pela derrota do candidato do PSDB, José Serra.

As informações ofensivas continuaram a ser postadas na rede da Internet e replicadas nos dias seguintes, chegando aos milhares de sites e blogs cadastrados na rede mundial, atingindo milhões de pessoas no Brasil e no exterior.

Na representação entregue ao Ministério Público, o Vereador Francisco Chagas destacou os direitos do cidadão garantidos pela Constituição Federal. “A Constituição do nosso país prevê a liberdade e uma sociedade justa e solidária, incentivando a redução das desigualdades sociais. É nosso dever tratar a todos com respeito, sem preconceitos de raça, sexo, cor”, refletiu. Chagas ainda lembrou que a prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito a prisão.

A Lei 7.716 de 05/01/1989, com alterações, que define os Crimes de Racismo aponta que é também crime não somente a prática, mas a indução ou incitação à discriminação ou preconceito. E mais: se esses crimes são cometidos por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, além da multa, o cidadão está sujeito a prisão de 2 a 5 anos.

“Estes fatos são gravíssimos, pois anunciam uma banalização de práticas de discriminação racial e incitação ao ódio de classe ou de etnia entre parcelas da sociedade”, destaca no documento. “É preciso combater a intolerância política e ideológica, que trouxeram desgraças infindáveis ao ser humano no decorrer da história do Brasil e do mundo”, relembra Chagas.

Francisco Chagas* tem origem nordestina. Nasceu na cidade de Riachuelo, interior do Estado do Rio Grande do Norte e está em São Paulo há mais de 30 anos. É sociólogo e como Vereador em seu terceiro mandato, é autor da Lei Municipal nº 14.952 de 13/07/2009, que criou e instituiu o dia 8 de Outubro como o Dia do Nordestino na cidade de São Paulo. A data foi comemorada pela segunda vez neste ano, e faz parte do Calendário Oficial de Eventos do município.

O objetivo da Lei foi prestar uma justa homenagem e reconhecimento aos mais de 4 milhões de cidadãos de origem nordestina ou seus descendentes que moram na capital e ajudaram a construir a grandeza da metrópole”, destacou o vereador. A Lei também destaca o incentivo à integração e inserção dessa grande comunidade, que deve ser feita de modo que não haja “cidadão de segunda categoria”, ou seja, sem preconceitos.

*O Vereador Francisco Chagas é autor da Lei Municipal que criou o Dia do Nordestino (8 de outubro) na cidade de São Paulo. A data faz parte do Calendário Oficial de Eventos do município, e tem como objetivo prestar uma justa homenagem e reconhecimento aos mais de 4 milhões de cidadãos de origem nordestina ou seus descendentes que moram na capital paulista.

*Celso Jardim

Ação no Ministério Público: Crime de racismo

Folha defende “singularidade” de São Paulo. Inês Nassif explica

Conversa Afiada
Publicado em 12/11/2010

A Intentona de 1932 também foi muito “singular”

Os ideólogos do Império americano defendem a “singularidade” dos Estados Unidos e seu “destino manifesto” – por exemplo, conquistar a Califórnia do México.
É o que, mal comparando, a Folha (*) tem feito na sua página de (uma só) Opinião.
Ontem e hoje, a Folha (*) publica artigos que defendem a singularidade de São Paulo e seus ilustres ideólogos, como a estudante Mayara Petruso.
Ontem, um jornalista defendeu o preconceito.
Hoje, também no alto da pág. 3, uma advogada e professora de Direito Penal da USP (êpa ! êpa ! USP ?) defende a estudante Mayara.
A Folha (*) já defendeu a “ditabranda”.
Agora, defende a “singularidade” paulista e o destino manifesto de sua elite separatista: ocupar o Brasil.
São argumentos com a profundidade de uma tigela de dar água ao gato.
Mas, ali naquela página costuma ser assim mesmo.
Muito diferente é o espaço que a Maria Inês Nassif ocupa no jornal Valor: sempre denso, profundo, original.
O Azenha reproduziu o artigo de ontem da Inês: clique aqui para ir ao Viomundo.
Inês explica o que acontece com São Paulo, ou melhor, com o repositório de ideias de sua elite: o PSDB.
O título já é para dar um susto na Mayara: “Voto do nordestino vale o mesmo do que o do paulista”.
O editor de Opinião do Otavinho vai ter um troço !
Diz a Inês: “A redução da desigualdade tem trazido à tona os piores preconceitos das classes médias tradicionais e das elites do país. Não apenas em relação às pessoas que ascendem da mais baixa escala da pirâmide social, mas preconceitos que transbordam para as regiões que, tradicionalmente miseráveis, hoje crescem a taxas chinesas. “
“A onde de preconceito contra nordestinos, por exemplo, é semelhante ao preconceito em estado puro jogado pelos setores tradicionais no presidente Lula e na própria Dilma Rousseff, durante a campanha – leia o “em tempo”:  … é o temor de que os ‘de baixo’ possam ameaçar … uma estabilidade que … é também de poder e status.”
(O Otavinho disse ao Lula que ele não podia ser presidente porque o Lula não sabe falar inglês.)
“A hegemonia paulista está em questão desde 2006, ” diz a Inês.
“O país é outro. Não se ganha mais eleição com preconceito – até porque o voto alvo do preconceito tem o mesmo valor do voto da velha elite.”
Viva a Inês !
Em tempo: durante a campanha, Serra trouxe o vaso sanitário para a sala de jantar. Clique aqui para ler “Serra funda a Direita Cristã e o Tea Party do Brasil: a extrema direita”.
Clique aqui para ler “Mino analisa o ódio do Serra e acha que a Oposição tem que sair de São Paulo” .
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Folha defende “singularidade” de São Paulo. Inês Nassif explica | Conversa Afiada

domingo, 7 de novembro de 2010

Progressão continuada ou promoção automática?

Em resposta a uma escola estadual, o Conselho de Educação do Estado de São Paulo já em 1998 aprovava o PARECER CEE Nº 425/98 da Profª Zilma de Moraes Ramos de Oliveira em que difere bem o significado de progressão continuada do que, na realidade se transformou ao longo dos anos, uma promoção automática. Como destaca a apreciação da Conselheira, faz-se necessário romper com a reprovação como mecanismo de exclusão daqueles alunos considerados inadequados pelos critérios de um sistema criado para atender o desejo de formação de apenas alguns setores da sociedade. Também ressalta a importância de um projeto pedagógico coletivo e um diagnóstico pedagógico que não culpabilize o aluno, mas que possa compreendê-lo na sua complexidade, inclusive nas dimensões psicológicas e sociais, para que possa implementar a melhor intervenção no sentido de atuar sobre as dificuldades presentes. Para aprofundar essa reflexão leia ‘Qualquer um pode aprender’, diz Bernardo Toro, filósofo, sociólogo e educador colombiano. Essa não compreensão do que propõem de fato, uma progressão continuada, passados 12 anos desde o Parecer, demonstra que o principal não se fez: uma reestruturação e reformulação do ensino. Não houve um repensar sobre a didática do professor, sobre a reorientação do currículo, sobre a transdisciplinaridade do projeto, sobre as condições de trabalho e número de alunos em sala de aula. Não se ouviu professores e nem se ofereceu à escola e aos docentes a formação continuada necessária para por em prática uma proposta avançada do século XXI implementada com práticas do século XIX. Lei o início da apreciação da Profª Zilma de Moraes Ramos de Oliveira:

Mais uma vez, vem este Conselho dirigir-se à comunidade escolar e à Sociedade em geral para demonstrar a seriedade de propósitos que tem regido sua luta por rever os paradigmas na área de promoção/retenção escolar. Concordamos que a LDB não expressa a idéia de "promoção automática" de alunos sem aproveitamento ou freqüência, nem o faz este Conselho, que tem defendido, em várias oportunidades a necessidade de se substituir uma concepção de avaliação escolar punitiva e excludente por uma concepção de avaliação comprometida com o progresso e o desenvolvimento da aprendizagem.

É evidente que tal diretriz não se alia, de forma alguma, com possível rebaixamento do ensino. Mais do que nunca, estão hoje professores e alunos colocados diante do desafio de buscar novas perspectivas para a escola, de modo a combater a "cultura da repetência", eliminando o alto custo não apenas material, mas também psicológico, que a não-promoção acarreta para a sociedade, o aluno e sua família. A não-promoção para a série subseqüente termina, no imaginário que ainda existe nas escolas, fazendo o aluno sentir-se como alguém reprovado, no sentido de rejeitado, excluído, condenado, censurado.

Convencida da importância da educação para o país, toda a Sociedade brasileira empenha-se hoje na luta por assegurar o direito de ter educados todos os seus cidadãos, zelando por medidas de não-exclusão de alunos pelo sistema escolar, pela garantia de vagas e de uma aprendizagem bem sucedida. Tal tendência pode ser observada na LDB, quando afirma a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, o aproveitamento de estudos feitos com sucesso, a aceleração escolar, o aproveitamento de experiências extra-escolares, a ampliação dos mecanismos de recuperação, a organização em ciclos. Tudo isto sinaliza para uma nova concepção de ensino fundamental e seu papel em uma sociedade que se quer democrática.

Se, como mostram dados de pesquisa, a não-promoção tem sido a maior aliada da evasão escolar, portanto da exclusão do direito à  Educação que toda sociedade busca garantir, a retenção do aluno na série constitui um dos obstáculos do direito à escola socialmente defendido. Cabe-nos refletir aqui se é isto o que os professores querem. Reter e fazer evadir as crianças da escola? Acreditamos que não.

Não podemos mais pensar como no começo ou meados do século, quando a escola pública atendia a uma elite, atuando somente para formar essa elite numa fôrma única, sob a égide do desejo de dominação. A (aí sim) reprovação, os castigos, eram o eixo dessa educação. Esse eixo não se sustenta mais no mundo de hoje, no qual, com a expulsão das crianças e jovens da escola pelas não-promoções sucessivas, inócuas e desestimulantes, estas mesmas crianças e jovens encontram outros meios de colocar-se no social, ou de colocar-se nesta contra essa estrutura. Sabemos bem disto. Mas precisamos nos lembrar disto constantemente.

Tratando de fazer avançar na compreensão do ato pedagógico e da possibilidade concreta de que "toda criança é capaz de aprender", tem-se que pensar sempre em formas as mais diversas de prover aprendizagens essenciais, que nem sempre têm a ver diretamente com a memorização de conteúdos, mas, através deles, com o domínio de habilidades e atitudes de busca de novas informações e conhecimentos, de cooperação etc., via um projeto de trabalho pedagógico em que a criança e o jovem não são fragmentados em pedaços de disciplinas, mas sim tratados no conjunto, como pessoas inteiras que têm heterogêneos domínios de aprendizagem. Só um projeto pedagógico consistente, elaborado e desenvolvido em equipe, pode responder a isto, dado que não há organicidade senão pelo conjunto. Também tem-se que pensar e contemplar na proposta pedagógica alternativas de recuperação de aprendizagens defasadas em relação à turma.

(…)

Leia abaixo o parecer na íntegra ou clique aqui para fazer download.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Serra perdeu porque SP não pensa o Brasil

Conversa Afiada
Publicado em 04/11/2010

Primeiro, São Paulo. Depois, o resto

O sábio Fernando Lyra não se cansa de dizer: “São Paulo não pensa o Brasil”.
É uma adaptação do que ouviu do Dr Tancredo: São Paulo só pensa em São Paulo.
Fernando Lyra é fã da Maria Inês Nassif, como este ordinário blogueiro.
Hoje, na pág. A6 do Valor , com o título “A oposição vai às urnas e esquece o programa”, Inês trata da mesma questão.
A solidão e o conservadorismo de São Paulo.
Uma das causas da derrota de Serra foi “a enorme dificuldade que teve de identificar quem eram seus eleitores”.
(Outra dificuldade é o Serra ser medíocre – me disse a Inês no programa da RecordNews -  “Se ficar em São Paulo, PSDB morre embaixo da batina de um padre” -  )
Segue a Inês, adiante:

As três derrotas do PSDB em 2002, 2006 e 2010 decorrem da “enorme dificuldade do partido paulista atender a um eleitorado majoritariamente conservador do Estado (de São Paulo) e, ao mesmo tempo, ganhar os votos necessários no resto do país …”
“A tentativa de unir essas duas necessidades – manter votos conservadores e atrair votos do povão beneficiado no Governo Lula – deu um nó na campanha serrista.”

Ela conclui:

“O conservadorismo está fazendo mais barulho do produzindo resultados. Como democracia é alternância de poder, isso um dia muda. Por enquanto, ficamos assim: duas eleições de um ex-metalúrgico e uma eleição de uma mulher que militou em grupos que defendiam a luta armada durante a ditadura. O preconceito, ao menos nessas vezes, não surtiu resultado.”

Impecável !
Clique aqui ara ler outro impecável artigo, o necrológio que o Mino fez do Fernando Henrique Cardoso, na Carta Capital.

Paulo Henrique Amorim

Serra perdeu porque SP não pensa o Brasil | Conversa Afiada

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada

Conversa Afiada
Por Paulo Henrique Amorim
Publicado em 26/10/2010

O Serra se enterrou no metrô

E o Serra ainda insiste com a Erenice.
Saiu na Folha:

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO
A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.

O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) –ele deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República. Em seu lugar ficou seu vice, o tucano Alberto Goldman.

O resultado da licitação foi conhecido previamente pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas. A suspensão do processo licitatório ocorreu três dias depois do registro dos vencedores em cartório.

O Metrô, estatal do governo paulista, afirma que vai investigar o caso. Os consórcios também negam irregularidades ou “acertos”.

O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões. A linha 5 do metrô irá do Largo 13 à Chácara Klabin, num total de 20 km de trilhos, e será conectada com as linhas 1 (Azul) e 2 (Verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.
VÍDEO E CARTÓRIO
A Folha obteve os resultados da licitação no dia 20 de abril, quando gravou um vídeo anunciando o nome dos vencedores.

Três dias depois, em 23 de abril, a reportagem também registrou no 2º Cartório de Notas, em SP, o nome dos consórcios que venceriam o restante da licitação e com qual lote cada um ficaria.

O documento em cartório informa o nome das vencedoras dos lotes 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Também acabou por acertar o nome do vencedor do lote 2, o consórcio Galvão/ Serveng, cuja proposta acabaria sendo rejeitada em 26 abril. A seguir, o Metrô decidiu que não só a Galvão/Serveng, mas todas as empresas (17 consórcios) que estavam na concorrência deveriam refazer suas propostas.

A justificativa do Metrô para a medida, publicada em seu site oficial, informava que a rejeição se devia à necessidade de “reformulação dos preços dentro das condições originais de licitação”.

Em maio e junho as empreiteiras prepararam novas propostas para a licitação. Elas foram novamente entregues em julho.

No dia 24 de agosto, a direção do Metrô publicou no “Diário Oficial” um novo edital anunciando o nome das empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, tendo discriminado quais poderiam concorrer a quais lotes.

Na quarta-feira passada, dia 20, Goldman assinou, em cerimônia oficial, a continuidade das obras da linha 5. O nome das vencedoras foi divulgado pelo Metrô na última quinta-feira. Eram exatamente os mesmos antecipados pela reportagem.
OBRA DE R$ 4 BI
Os sete lotes da linha 5-Lilás custarão ao Estado, no total, R$ 4,04 bilhões. As linhas 3 e 7 consumirão a maior parte desse valor.

Pelo edital, apenas as chamadas “quatro grandes” Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez e Metropolitano (Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão) estavam habilitadas a concorrer a esses dois lotes, porque somente elas possuem um equipamento específico e necessário (shield). Esses dois lotes somados consumirão um total de R$ 2,28 bilhões.
OUTRO LADO
Em nota, o Metrô de São Paulo informou que vai investigar as informações publicadas hoje na Folha.

A companhia disse ainda que vai investigar todo o processo de licitação.

“É reconhecida a postura idônea que o Metrô adota em processos licitatórios, além da grande expertise na elaboração e condução desses tipos de processo. A responsabilidade do Metrô, enquanto empresa pública, é garantir o menor preço e a qualidade técnica exigida pela complexidade da obra.”

Ainda de acordo com a estatal, para participação de suas licitações, as empresas precisam “atender aos rígidos requisitos técnicos e de qualidade” impostos por ela.

No caso da classificação das empresas nos lotes 3 e 7, era necessário o uso “Shield, recurso e qualificação que poucas empresas no país têm”. “Os vencedores dos lotes foram conhecidos somente quando as propostas foram abertas em sessão pública. Licitações desse porte tradicionalmente acirram a competitividade entre as empresas”, diz trecho da nota

O Metrô afirmou ainda que, “coerente com sua postura transparente e com a segurança de ter conduzido um processo licitatório de maneira correta, informou todos os vencedores dos lotes e os respectivos valores”.

Disse seguir “fielmente a lei 8.666″ e que “os vencedores dos lotes foram anunciados na sessão pública de abertura de propostas”. “Esse procedimento dispensa, conforme consta da lei, a publicação no ‘Diário Oficial’”.

Todos os consórcios foram procurados, mas só dois deles responderam ao jornal.

O Consórcio Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa, vencedor da disputa para construção do lote 3, diz que “tomou conhecimento do resultado da licitação em 24 de setembro de 2010, quando os ganhadores foram divulgados em sessão pública”.

O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão, vencedor do lote 7, disse que, dessa licitação, “só dois trechos poderiam ser executados com a máquina conhecida como ‘tatu’ e apenas dois consórcios estavam qualificados para usar o equipamento”.

“Uma vez que nenhum consórcio poderia conquistar mais que um lote, a probabilidade de cada consórcio ficar responsável por um dos lotes era grande”, diz.
O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão diz ter concentrado seu foco no lote 7 para aproveitar “o equipamento da Linha 4, reduzindo o investimento inicial”.

Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada | Conversa Afiada

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Alencar assume condenando o paulistismo | Viomundo - O que você não vê na mídia

5 de outubro de 2010 às 21:46

José Alencar assume comando da coordenação de Dilma em MG

5 de Outubro de 2010 – 18h56

do Vermelho

Vice-presidente diz que estratégia será reforçar a “mineiridade” de Dilma, seus laços com o Estado e questões ambientais

Ainda se recuperando da última cirurgia, o vice-presidente da República José Alencar assumiu nesta terça-feira (5) a coordenação da campanha em Minas Gerais da candidata à Presidência Dilma Rousseff, do PT.

O anúncio foi feito hoje em Belo Horizonte, em coletiva a imprensa. Segundo ele, a estratégia – como no primeiro turno – será reforçar a “mineiridade” de Dilma e seus laços com o Estado. Embora tenha nascido em Belo Horizonte, Dilma construiu carreira política no Rio Grande do Sul, onde morou a maior parte da vida.

Nesta etapa, porém, a coordenação quer reforçar também a ligação da ex-ministra com as questões ambientais. A motivação é clara: Minas Gerais foi um dos Estados onde Marina Silva, do PV, obteve melhor votação. Na capital, a votação da candidata do Partido Verde chegou a superar a de Dilma e também a do tucano José Serra.

Disposição para a batalha

Logo no primeiro dia da nova função, Alencar mostrou disposição juvenil para a campanha do segundo turno. O vice-presidente, com anuência do presidente Lula, reuniu-se com a maioria das lideranças de partidos da base aliada em Minas Gerais e cobrou empenho no segundo turno em favor da candidata petista. A reunião foi a portas fechadas no escritório político de Alencar, localizado no prédio da Coteminas, em Belo Horizonte, empresa do qual ele é dono.

Após a reunião, Alencar deu recados duros em relação ao que classificou de “hegemonia de São Paulo”, em relação ao domínio político, e até conclamou tucanos do Estado a confirmar, no segundo turno, o voto denominado “Dilmasia”, voto casado em Dilma e no governador eleito Antonio Anastasia (PSDB), que se confirmou no primeiro turno das eleições.

Alencar procurou justificar o desempenho de Dilma no primeiro turno relembrando que em 2002 e 2006, quando ele e Lula disputaram a eleição e a reeleição, os pleitos só se decidiram em segundo turno. “Só que naquela época, os números não eram tão exuberantes como os de hoje. O quadro é de vitória. Apenas não queremos, de forma alguma, calçar salto alto”.

Ele disse que a petista ganhou de Serra no primeiro turno. “Nós ganhamos a eleição no primeiro turno [em Minas Gerais], só que a regra do jogo exige que nós ganhemos novamente. Então nós estamos indo para a segunda vitória, para confirmar a primeira”, disse.

O vice-presidente delineou como será a estratégia no Estado. Segundo ele, a ênfase vai ser em relembrar os eleitores mineiros que Dilma nasceu no Estado, é mineira e que o Estado está há muitos anos sem assumir a Presidência da República.

“Minas é uma síntese do Brasil. Minas quando está presente significa participação de todo um país. Nós temos uma preocupação muito grande com a hegemonia de São Paulo. São Paulo é a matriz econômica do Brasil, então é muito importante que as forças políticas estejam presentes, mas contemplando o Brasil como um todo.”

Alencar disse que há muitos anos “estamos oferecendo apenas vice-presidentes”. Em seguida, ressaltou a participação de Dilma no desempenho do governo Lula como um fator preponderante. A todo o tempo ele frisou a importância de um presidente mineiro”.

“É preciso que nós estejamos atentos porque temos a responsabilidade de sermos mineiros, e o Brasil tem saudade de Minas.” De forma prática, Alencar revelou que o presidente estadual do PT em Minas Gerais, o deputado federal Reginaldo Lopes, vai coordenar os contatos com prefeitos, deputados e apoiadores no interior do Estado para que não falte material e eles saibam com quem falar.

Marina Silva e Aécio Neves

O vice-presidente José Alencar procurou elogiar tanto Marina Silva quanto o recém-eleito senador Aécio Neves. Ele afirmou que foi amigo de Marina Silva no Senado, tendo participado de projetos conjuntos. “Somos grandes admiradores dela e a respeitamos muito. Ela demonstrou muito valor nessa campanha. Ela deu uma demonstração de que é a grande mulher brasileira, da selva amazônica, que encanta o mundo. O mundo inteiro torce por Marina por causa das questões ambientais que ela defende”.

Alencar disse respeitar a decisão de Marina, de apoiar Serra ou Dilma, e procurou ressaltar que o presidente Lula deu, no entendimento dele, total autonomia a ela quando ocupou a pasta do Meio Ambiente.

Na sequência, Alencar disse que não tem nada contra o governador reeleito, Antonio Anastasia (PSDB) e desejou a ele que faça um “grande governo”, e disse que o ex-governador Aécio Neves “teve uma grande vitória e ele mereceu isso”.

“O governo de Minas foi vitorioso e constituído também com votos da Dilma por causa do ‘Dilmasia’. Isso é um fato”, disse Alencar convocando os eleitores tucanos a participar de “um momento histórico de responsabilidade cívica” e disse que não há razão para que todos os eleitores mineiros não estejam ao lado da candidata que devolve “a grande oportunidade a Minas de servir ao Brasil”.

“Me atrevo a dizer, é claro que isso é impossível, mas [esse movimento] deveria ter à frente o próprio governo vitorioso [de Minas Gerais]”, completou ele.

O encontrou, realizado um dia depois da visita de José Serra (PSDB) a Belo Horizonte, contou com mais de 70 lideranças entre deputados, representantes dos partidos da base aliada do governo em Minas Gerais, além do ex-ministro Hélio Costa (PMDB), Patrus Ananias (PT), candidatos a governador e vice-governador derrotados, e Fernando Pimentel (PT), que também não conseguiu se eleger senador no último domingo.

Fonte: Folha Online

Alencar assume condenando o paulistismo | Viomundo - O que você não vê na mídia

domingo, 3 de outubro de 2010

Ibope diz que pode haver segundo turno em São Paulo | Viomundo - O que você não vê na mídia

3 de outubro de 2010 às 17:32

por Luiz Carlos Azenha

Boca-de urna do Ibope em São Paulo:

Geraldo Alckmin 50%

Aloizio Mercadante 37%

Celso Russomano 5%

Paulo Skaf 4%

A surpresa é no Senado, com Aloisio Nunes liderando, seguido por Marta Suplicy e Netinho

Ibope diz que pode haver segundo turno em São Paulo | Viomundo - O que você não vê na mídia

Altamiro Borges: Cheiro de segundo turno em SP, diz Noblat

Blog do Miro:
domingo, 3 de outubro de 2010

Cheiro de segundo turno em SP, diz Noblat

O blogueiro Ricardo Noblat, da Globo, sempre bem entrosado no ninho tucano, acaba de noticiar que "não deve ser descartada a possibilidade da eleição para governador de São Paulo ser decidida no segundo turno entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). O cheiro de segundo turno por lá ainda está forte".
Andando pelas escolas centrais da capital paulista e conversando com muita gente, foi possível constatar uma torcida popular pelo segundo turno. A turma anda descontente com os 16 anos de reinado tucano no estado. Há uma visível "fadiga de material". Se a mídia demotucana não promovesse a forte blindagem aos governos do PSDB, escondendo todos os seus retrocessos e podridões, e a campanha da oposição tivesse sido mais incisia, o segundo turno seria inevitável.
Agora é aguardar a apuração.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Confronto na Globo pode definir segundo turno em São Paulo

Viomundo:
27 de setembro de 2010 às 22:23

por Luiz Carlos Azenha

Fui ao sambódromo paulista ver o comício final da campanha de Aloízio Mercadante. Não fui propriamente para ouvir os discursos, já que poderia tê-lo feito pela rede. Eu queria dar uma olhada no público, conversar com as pessoas, sentir o clima.

Havia muita gente, que não arredou pé apesar de ter chovido canivete. Em seu discurso, Lula parece ter vacinado Dilma antecipadamente contra ataques de última hora a respeito da participação da candidata na resistência ao regime militar. Se chover bala de prata nos momentos finais da campanha presidencial, depois do debate da Globo, quando não haverá mais horário eleitoral gratuito para responder…

O presidente da República anunciou que, além do comício de encerramento da campanha de Mercadante, na noite de quinta-feira (quando Dilma estiver nos estúdios da Globo, debatendo), em São Bernardo, no sábado haverá uma caminhada silenciosa pelas ruas do ABC.

Duvido que Lula faria isso se não houvesse nenhuma possibilidade de segundo turno em São Paulo. Por tudo o que aconteceu ao longo desta campanha eleitoral e no passado, eu não confio no Datafolha, nem no Ibope. Simplesmente perdi qualquer confiança nos dois institutos. Portanto, prefiro trazer aqui os números da pesquisa mais recente do Vox Populi:

De acordo com a pesquisa do Vox Populi, Alckmin caiu de 49% para 40%. Mercadante cresceu 11 pontos percentuais, passando de 17% em agosto para 28% neste levantamento. Celso Russomano (PP) obteve a preferência de 7% do eleitorado, Paulo Skaf (PSB) de 3% e Fábio Feldmann (PV) tem 2%. Votos em branco e nulo somaram 7%, enquanto 13% dos eleitores disseram-se indecisos. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa, encomendada pela Band e pelo iG, foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 31.704/10 e ouviu 1.500 pessoas entre 18 e 21 de setembro.

Segundo o Vox, há uma clara curva descendente de Alckmin e ascendente de Mercadante. Acredito que o teto do petista deve ficar entre 30% e 35% dos votos. As chances disso levar a eleição paulista para segundo turno, portanto, são reais.

Tudo vai depender, é lógico, de uma performance superior de Mercadante no debate desta noite, na TV Globo, que costuma ter uma audiência mais alta, embora já não seja mais aquela Brastemp do passado. Ontem, depois do comício, Celso Russomano declarou apoio a Dilma Rousseff. Ou seja, tudo indica que esta noite os dois farão dobradinha contra Alckmin.

E o que constatei no comício do sambódromo? É lógico que a militância do PT já não é mais a mesma de 1989, por exemplo. Mais de vinte anos já se passaram, o partido ganhou muitas eleições, comandou o Brasil, vários estados e centenas de prefeituras. O partido se profissionalizou.

Porém, para minha surpresa, além dos cabos eleitorais contratados — especialmente dos candidatos a deputado do partido –, notei a presença de centenas de militantes que foram ao comício pelo prazer da politica. Gente de toda parte de São Paulo. Muitas bandeiras do MST, do PCdoB e das centrais sindicais. O cartaz “A Folha Mente” estava lá. E havia centenas de pessoas com as tradicionais estrelinhas e camisetas do PT, como nos velhos tempos.

Acredito que a polarização proposta por Lula  na fase final da campanha parece ter dado resultado. Eu não desprezaria a militância digital, como muita gente faz. Mas ainda acredito que, na hora agá da eleição, a militância em carne e osso faz toda a diferença. Muita gente chega ao dia da eleição indeciso ou com o voto não consolidado e, em geral, os eleitores confiam muito mais na opinião de parentes e amigos do que nas manchetes dos jornais ou no que diz o comentarista no rádio.

Em 2008, na eleição para a Prefeitura de São Paulo, fui a um evento do PT e constatei a ausência da militância tradicional e a presença quase exclusiva de militantes profissionais, pagos para acenar as bandeiras e sair na propaganda da TV. Desta feita, no entanto, o que me surpreendeu foi ver e conversar com gente que atravessou a cidade para participar de um comício sob tremenda chuva. Apesar do aguaceiro, foi um bom augúrio para Mercadante.

http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/debate-na-globo-pode-definir-segundo-turno-em-sao-paulo.html

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

SP está com cheiro de segundo turno. Alckmin, leva o FHC para a tevê !

Conversa Afiada:
20/09/2010


O Lavareda já foi mais arguto

Saiu no Diário de São Paulo:

A 13 dias da eleição, os números das pesquisas eleitorais apontam que, neste momento, um segundo turno é muito provável no Estado. Isso está indicado solidamente pela pequena diferença entre o total da intenção de voto no candidato Geraldo Alckmin e a soma de todos os outros.
As equipes de campanha dos dois lados discutem a possibilidade, do lado petista, para animar a turma; do lado tucano, para não deixar que uma boa votação no primeiro turno vire frustração por não resultar em vitória imediata.
Segundo a pesquisa Ipespe/DIÁRIO, a intenção de voto em Alckmin é sete pontos percentuais maior do que a soma de seus adversários. Considerando a margem de erro de 3,2% para cima ou para baixo, Alckmin pode ter 42,8% ou 49,2%; os adversários somados podem ter 35,8% a 42,2% dos votos. No pior cenário para o candidato do PSDB, a diferença poderia ser de menos de um ponto percentual; no melhor cenário, ele estaria eleito no primeiro turno com uma diferença de 13,4%.

Navalha

NAVALHA

A coisa tá feia para o Geraldo Alckmin.
Amigo navegante, sabe de quem é o Ipespe ?
Do Antonio Lavareda, uma espécie de guru explícito ou implícito dos tucanos.
Ele vai entrar para a História com a entrevista que concedeu a Mauricio Dias – clique aqui para ver o que Mauricio Dias diz sobre o futuro do Aécio.
Lavareda mostrou que, antes de cair, em 1964, a popularidade do Jango, com a campanha das reformas de base, era comparável à do Lula.
De lá para cá, Lavareda fez muita pesquisa para tucano, a começar por Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati, no Ceará.

(Hoje, Jereissati vende Serra na baixa)

Na eleição de 2006, Lavareda disse a um amigo pernambucano comum que Geraldo Alckmin ia ganhar a eleição.
Paciência.
O Montenegro do Globope também disse que o Lula não transfere voto.
Agora, o Lavareda diz que a eleição em São Paulo pode ir para o segundo turno.
Ele está redondamente enganado.
Na ultima semana, Alckmin vai levar para o programa eleitoral, lado a lado, o FHC e o Serra.
E aí, ele ganha no primeiro turno, disparado.
O Lavareda já foi melhor.

Em tempo: o Lavareda costumava aparecer com frequência na colona (*) que o Otavinho, provisoriamente, conferiu à Monica Bergamo, na Folha (**). Engraçado. Dessa vez, o Lavareda se escondeu no Diário de São Paulo (que só é lido por amigo navegante que me telefonou).

Paulo Henrique Amorim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores

http://www.conversaafiada.com.br/sem-categoria/2010/09/20/sp-esta-com-cheiro-de-segundo-turno-alckmin-leva-o-fhc-para-a-teve/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+pha+(Conversa+Afiada)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

As coincidências entre Serra no poder e seus amigos

Empresa do ex-dirigente do SNI e coronel reformado do Exército, Ênio Gomes Fontenelle, que faturava 150 mil por mês para proteger Serra de grampos no Ministério da Saúde, já faturou mais de 2,6 milhões de Reais em contrato com o Governo do Estado desde 2008, na gestão Serra, por coincidência. Dados esmiuçados pelo blog NaMaria News.

NaMaria News:
sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Coincidências do Dossiê 2002 nos Negócios de SP

Longe de nós, mil léguas serra acima, inventar qualquer hipótese absurda além de registrar meras coincidências. Mas o fato é que os negócios e personagens de Brasília sempre caminham ao lado dos de São Paulo - este humílimo blog já mostrou alguns.
Observe, por exemplo, o que saiu no blog do Douglas Yamagata, em 6/setembro passado: Recordações do Dossiê de 2002, também incluído no Conversa Afiada de hoje, cuja fonte foi a Revista Veja - edição 1743 - de 20 de março de 2002.
Vamos falar por imagens retiradas do Yamagata e outras saídas da verdadeira imprensa de oposição oficial, que parece ser mais fácil - os grifos são desta casa.


Pois não é que essa Fence Consultoria Empresarial LTDA, de propriedade do ex-dirigente do SNI, o coronel reformado do Exército Sr. Ênio Gomes Fontenelle, também foi parar em São Paulo, precisamente na Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo, mais conhecida como PRODESP, que cuida de todo sistema comunicacional - e internet, claro - da administração pública estadual? Pois foi.
As relações e negócios começaram, aparentemente, em 2008.
A primeira ocorrência em Diário Oficial, de 26/abril/2008, mostra o seguinte contrato sem licitação:

Entretanto, poucos dias depois do anúncio acima, aparece este outro, em 5/julho/2008, com valor corrigido de míseros R$69.120,00 para anabolizados R$858.640,08. Não se sabe o motivo, o DO mais uma vez não aponta, mas mostra:

Em 19/agosto/2008 o DO confirma tudo e solta o extrato do contrato:

Em 18/agosto/2009 a coisa continua firme e forte: ocorre a prorrogação para o mesmo contrato de serviços técnicos especializados em Segurança de Comunicações - seja lá o que isto represente. Valor: R$ 858.640,00. Vide:

Finalmente, em 18/junho/2010, mais uma prorrogação. Tudo sem licitação no PRO.000.5436. Proc.: 84906. O valor continua o mesmo: R$ 858.640,00.

Tudo beleza não só para a sugestiva empresa cujo nome é "cerca" in English, mas também para o Tribunal de Contas de SP, que achou tudo absolutamente normal - conforme pode ser averiguado aqui nas páginas do Legislativo do DO.
Até o momento, a Fence recebeu dos cofres públicos paulistas quantia bem superior àquela de 2002, quando prestou honrosos serviços ao Ministério da Saúde. Agora são R$2.645.040,24.
Mas não há com o que se preocupar, são apenas coincidências.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A forma tucana de construir metrô | Conversa Afiada

Publicado em 30/08/2010

Foto do jeitinho tucano de governar

Extraído do G1:

Após 4 anos, casas danificadas por obra do Metrô não foram reformadas
Donos dos imóveis reclamam da demora e vivem em casas alugadas. Segundo eles, algumas casas apresentam sérios problemas.
Do G1 SP
Já são quase quatro anos de espera e os donos de imóveis danificados pelas obras da linha 4 do Metrô ainda não podem voltar pra casa. O túnel ficou pronto no ano passado, mas a reforma dos imóveis ainda não.
A casa do engenheiro civil Ari Negrisoli, na Rua Tiapira, está tão frágil que precisa ser escorada. Há rachaduras nos quartos, na cozinha, no banheiro. Na sala, o piso inteiro cedeu. Ficou completamente irregular. Em todas as paredes, há rachaduras.
Ari se mudou para outra casa há três anos e meio. O aluguel é pago pelo consórcio responsável pela construção da linha 4 do Metrô.
Mas como as detonações e escavações que causaram os estragos terminaram no fim do ano passado, ele e os moradores de outras 250 casas não entendem porque os imóveis ainda não foram recuperados.

(…)

Confira vídeo:

Artigos Relacionados

A forma tucana de construir metrô | Conversa Afiada

domingo, 29 de agosto de 2010

As eleições paulistas e o fator Lula | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, dom, 29/08/2010 - 08:25

Do Estadão

Alckmin tem mais vantagem no interior

Candidato do PSDB caiu na capital, mas manteve índices de intenção de voto em outras regiões; Mercadante cresceu em todo o Estado

Malu Delgado e Daniel Bramatti - O Estado de S.Paulo

Na corrida pelo governo de São Paulo, a vantagem do líder Geraldo Alckmin (PSDB) sobre Aloizio Mercadante (PT) é maior no interior que na capital, segundo a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo.

Entre o fim de julho e o fim de agosto, Alckmin caiu nove pontos na cidade de São Paulo, de 51% para 42%, mas apenas oscilou dentro da margem de erro na região metropolitana e no interior. Em todo o Estado, ele tem 47% dos votos.

Mercadante cresceu nas três áreas, com destaque para a capital (de 15% para 26%) e o interior (de 13% para 23%). Mas, com 23% das preferências em todo o Estado, ele ainda tem menos da metade dos potenciais eleitores do principal adversário.

Considerando-se apenas os votos válidos, excluídos os brancos, nulos e eleitores indecisos, o candidato do PSDB tem hoje 57%, sete pontos a mais do que o necessário para vencer no primeiro turno.

Apesar da desvantagem de seu candidato, dirigentes petistas se declaram animados com a campanha. Pesquisas qualitativas feitas a pedido do PT nas últimas duas semanas sinalizam grande potencial de transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Mercadante, assim como aconteceu com a presidenciável Dilma Rousseff.

Televisão. A aparição de Lula no programa eleitoral de Mercadante foi bem avaliada, segundo o PT, e eleitores indecisos começaram a cogitar a possibilidade de votar no petista devido à essa associação de imagens.

A conexão Mercadante-Lula já merece a atenção de Alckmin. No debate Estadão/TV Gazeta, na última terça-feira, ele lembrou o episódio dos "aloprados", quando petistas envolvidos na campanha de Mercadante, em 2006, negociaram a compra de um suposto dossiê contra tucanos. O episódio contaminou a campanha de reeleição de Lula e o levou para o segundo turno com o próprio Alckmin.

As pesquisas qualitativas recentes também enumeram casos de eleitores de Alckmin que se mostraram dispostos a mudar o voto por Mercadante. Eleitores decididos a votar em Dilma Rousseff para a Presidência por causa da influência de Lula passaram, segundo essas sondagens feitas pelo PT, a considerar a possibilidade de votar em Mercadante ao tomar conhecimento de que ele também é apoiado por Lula.

Atualmente, dos eleitores de Dilma em São Paulo, 46% dizem que votarão em Mercadante para governador, e 31% em Alckmin. Há um mês, apenas um terço dos "dilmistas" se declarava também eleitor de Mercadante.

Nas qualitativas, em que o eleitor é chamado a opinar sobre os programas independentemente de seu voto e de suas preferências, a apresentação que Lula fez sobre Mercadante e a ligação política entre os dois rendeu a sensação de "credibilidade e experiência política" do senador.

Segundo opiniões desses eleitores ouvidos, e conforme relato de integrantes da campanha de Mercadante, a possibilidade de o candidato do PT em São Paulo trabalhar em sintonia com Dilma começa a mobilizar votos. Na cabeça dos eleitores, "Mercadante vai ter o apoio da Dilma" e isso pode ser importante para o Estado.

Essas mesmas pesquisas mostram que Alckmin é bem avaliado e ainda aparece como o candidato mais competitivo. O tucano é associado a um perfil de seriedade e alguns programas implementados pelo PSDB no Estado, como as Fatecs e Etecs (faculdades e escolas técnicas) e o Dose Certa (distribuição gratuita de remédios) são elogiados e bem avaliados.

As eleições paulistas e o fator Lula | Brasilianas.Org

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Tirem as Crianças da sala! Vem aí o boneco do Serra

Não! Não é o Kassab, nem o Kassabinho.

É o boneco inflável do Serra! Assutador!
 image

O boneco inflável de Serra | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, sex, 27/08/2010 - 22:52

Por Gustavo Belic Cherubine

Nassif, eu nem sei o que escrever.

O pessoal do Serra fez um boneco serra e está andando pelas ruas de São Paulo.

Grotesco.

Boneco inflável de José Serra

O crack, a campanha e a realidade paulista | Viomundo - O que você não vê na mídia

27 de agosto de 2010 às 10:37

O crack, a campanha e a realidade paulista

por Luiz Carlos Azenha

Será que aquele jatinho do Jornal Nacional vai pousar em Congonhas e visitar o centro de São Paulo?

Se for, encontrará este cenário na chamada cracolândia:

No entanto, quem não mora em São Paulo — ou quem mora e nunca passou pela cracolândia — fica imaginando que aqui o problema foi resolvido e que os tucanos pretendem “exportar” uma solução paulista para outros lugares do Brasil.

A cracolândia no centro de São Paulo, diga-se, não é um fenômeno novo, que não pudesse ter sido enfrentado com uma solução criativa. É bom saber que pelo menos agora tem gente despertando para o problema.

Do Diário de Pernambuco:

26/08/2010 | 20h58

Monica Serra aposta na simpatia para conquistar eleitores para o marido

A simpatia de Monica Serra contrastou com o comportamento geralmente sizudo do marido, o presidenciável tucano José Serra. Em visita ao Recife, hoje, Monica encontrou lideranças comunitárias no Clube das Pás e desfilou com chapéu de palha com a bandeira de Pernambuco, que recebeu de presente da artesã Rose Presbítero.

Ao falar sobre o combate ao crack, uma das bandeiras da campanha do marido, Monica defendeu a criação de clínicas especializadas no serviço público de saúde. “O tratamento, hoje, só existe em clínicas particulares”, declarou.

A esposa de Serra aproveitou a visita para condenar a violação de sigilo de quatro pessoas do PSDB ligadas a Serra. “Isso é caso de polícia. Se nada for feito, estamos numa ditadura”, afirmou.

Monica também defendeu o Bolsa Família e afirmou que o programa foi derivado de um projeto semelhante desenvolvido na gestão de Fernando Henrique Cardoso como presidente da República. Ela reforçou o discurso do marido, que diz que vai dobrar o valor destinado ao programa.

Pela manhã, Monica visitou a ONG Casa de Passagem, a Fundação Altino Ventura e a Casa da Cultura.

Do Zero Hora:

Eleições | 23/08/2010

Serra quer criar clínicas para dependentes químicos

Em Sorocaba, candidato tucano afirmou que fará mudanças em pedágios federais

Candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta segunda-feira que, caso seja eleito, vai criar clínicas para tratamento de dependentes químicos, viciados em drogas e álcool.

Segundo Serra, o combate às drogas é um assunto fundamental para o país.

— O crack no Brasil de hoje é uma verdadeira desgraça. Tem que ser combatida a entrada de cocaína pelas fronteiras, coisa que o governo federal não fez adequadamente. Tem que ser combatido o tráfico e tem que ter um processo educacional para afastar a juventude das drogas — defendeu o candidato, após participar de uma caminhada de pouco mais de uma hora pelas ruas do centro da cidade de Sorocaba, a 90 quilômetros da capital.

Serra também afirmou que fará mudanças nos pedágios federais:

— Os pedágios federais hoje são inclusive uma fraude. Não tiveram investimento nenhum nas rodovias federais — afirmou.

PS: As fotos foram tiradas por colaboradores do blog que não querem se identificar.

O crack, a campanha e a realidade paulista | Viomundo - O que você não vê na mídia

Altamiro Borges: Estadão soa o alarme: Mercadante vem aí

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estadão soa o alarme: Mercadante vem aí

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:
Não gostei dos primeiros programas de Mercadante na TV. O contraste com os programas de Dilma era gritante. Pareciam – os de Mercadante – vídeos envelhecidos, feitos numa linguagem de 20 anos atrás. Será que São Paulo envelheceu? Pode ser… A criatividade hoje parece vir do Nordeste, dos baianos, pernambucanos…
Sem dizer que o Tiririca (que concorre a deputado por um partido aliado do PT em São Paulo) não é – digamos – um apoio dos mais consistentes para o senador.
Mas, mesmo sem uma campanha brilhante, e apesar do Tiririca, Mercadante começa a preocupar os tucanos. A mídia paulista – que elegeu São Paulo e Paraná como as cidadelas que o PSDB deve preservar – já deu o sinal. Ontem, foi uma notinha no “Painel” da “Folha”. Hoje, foi o “Estadão”, que resolveu avisar: “Tucanos se previnem contra Mercadante”.
É como um chamado (do “Estadão”) às tropas: é preciso defender São Paulo da onda petista.
Faz todo sentido. O “DataFolha” (que desistiu de dar aquela mãozinha ao Serra) já mostrou que Dilma passou a liderar até em São Paulo. Se Lula consegue empurrar a candidata para o alto, num Estado em que ela é pouco conhecida, por que não conseguiria empurrar também Mercadante?
O PSDB parece se desmanchar. Talvez Alckmin consiga resistir, até porque ele faz o tipo “circunspecto” e conservador (ao contrário de Serra, que tentou inventar o “Zé”, Alckmin é assim de verdade – conservador e circunspecto) que parece agradar aos paulistas – especialmente no interior e nos bairros da classe média da capital.
Mas o PT nunca teve uma chance tão boa de equilibrar o jogo no Estado.
Em 2002, a onda Lula levou Genoíno ao segundo turno – mas ele acabou perdendo para o mesmo Alckmin. Dessa vez, a onda lulista pode levar Mercadante ao segundo turno. E o senador petista tem um perfil que agrada mais aos paulistas: jeito de professor, sóbrio, estilo classe média. Para alguns, ele seria quase um tucano no PT (o que, ressalto eu, é maldade pura!).
Se Mercadante chegar a 25% ou 30% dos votos (hoje tem menos de 20%), precisaria contar também com a mãozinha de Russomano (o candidato do PP deve conseguir perto de 10% dos votos, graças à imagem de “repórter do povo”) , e de Skaf (o empresário “socialista” pode fazer algo em torno de 5% dos votos, tirando eleitores do PSDB). Os três juntos precisariam chegar a 45% dos votos. Nesse caso, se Alckmin ficar com pouco menos de 45%, teríamos segundo turno – num quadro favorável a uma virada de Mercadante.
A “Folha” e o “Estadão já perceberam que essa é a onda que pode avançar. As pesquisas internas dos partidos também mostram um crescimento (ainda tímido) de Mercadante.
São Paulo - cidadela tucana – pode cair. Com ajuda do Lula.
Mas com ajuda também do Tiririca e do Russomano.

Altamiro Borges: Estadão soa o alarme: Mercadante vem aí

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mudando o curso da história com a eleição de Mercadante

Os Amigos do Presidente Lula:
segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mudando o curso da história com a eleição de Mercadante

O significado histórico da eleição de Mercadante (PT) no estado de São Paulo, precisa ser melhor compreendido, e melhor dimensionado, para dar a verdadeira importância histórica.
Na superfície, vemos os 16 ou 24 anos de governo do grupo demo-tucano que está aí, deixando um legado de pedágios extorsivos, alagões, cracolândias, PCC's, crise na educação, engarrafamentos e escândalos de corrupção abafados, com polpudas contas bloqueadas na Suíça.
Mas o buraco é bem mais embaixo e tem impactos em todo o Brasil.
Os governos demo-tucanos paulistas tem a visão imperialista sobre os demais estados brasileiros por um lado, e a visão subalterna de colonizados diante dos países ricos, por outro lado.
São Paulo não deve ficar entrando em guerra fiscal com estados mais pobres do Brasil, impedindo seu desenvolvimento, como fizeram Serra e Alckmin.
Quando os outros estados se desenvolvem, São Paulo também ganha com o crescimento do mercado interno, vendendo aos outros produtos fabricados em solo paulista.
Por isso São Paulo precisa entrar em outro patamar, na fase que o presidente Lula inseriu o Brasil internacionalmente, e pensar grande. Precisa competir com os países ricos, pelos mercados da América Latina, da África, do Oriente Médio, e também conquistar mercados dentro dos próprios países ricos.
José Serra (PSDB), como relator do capítulo tributário na constituinte, usou a lei do mais mais forte, de maior poder político e econômico, para saquear o ICMS do petróleo, prejudicando o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Sergipe na constituinte. Saqueou também o ICMS da eletricidade de Itaipu, prejudicando o Paraná. Não precisava fazer isso, e só teria a ganhar se não tivesse saqueado. Estes estados, todos vizinhos de São Paulo, quando enriquecem, são também mercados consumidores de produtos paulistas.
Nos governos de Alckmin e Serra, eles achavam São Paulo pequeno para ter um banco como o Banespa. Venderam para os espanhóis. Achavam SP pequeno para ter companhias de energia. Venderam a Eletropaulo para a falida AES. Achavam São Paulo pequeno para ter um empresa de telefonia e banda-larga, com tarifas que dá e sobra para amortizar qualquer investimento. Deixaram vender a Telesp para os espanhóis.
Não por acaso, o PIB da Espanha havia passado o do Brasil na época de FHC. São Paulo foi submissa diante de Madri, de Nova York, se comportando como Colônia diante da Metrópole.
Nos anos FHC, o escritório da GM para a América Latina, chegou a fechar em São Paulo e atender em Miami, sem qualquer reação dos governadores demo-tucanos.
Empresas de informática saíam de São Paulo e iam para o Chile atender toda a América Latina. Alckmin, Serra e FHC, não tinham coragem de taxar os produtos e serviços vindos do Chile, destas empresas, mas Serra se fez de "macho" para sobretaxar os produtos da Zona Franca de Manaus, barrando sua entrada em São Paulo.
A Argentina já foi um dos países mais rico do mundo, e por acomodação e relações carnais com o neoliberalismo, empobreceu, enquanto outros países enriqueceram. Se São Paulo quiser viver do passado, se acomodando com a tradição de locomotiva do Brasil, também acabará ficando para trás, porque o Brasil tem muita riqueza para ser desenvolvida em todos os estados, e comporta várias locomotivas.
São Paulo com Mercadante, crescerá de dentro para fora, como o Brasil de Lula e Dilma, sem ser imperialista sobre os demais estados brasileiros, pelo contrário, aproveitando as oportunidades de crescimento do mercado interno.
São Paulo, com Alckmin, continuará pensando pequeno, com guerrinhas fiscais contra estados do Nordeste, com o Amazonas, com o Espírito Santo, com Santa Catarina, e com a visão submissa diante dos países ricos, ficará vendo passivamente o Brasil e América do Sul crescer em torno de si.
Até para a reforma tributária sair, é mais viável um pacto nacional com Mercadante. Ele não deixaria São Paulo sofrer perdas, mas não teria a visão tacanha de obstruir o desenvolvimento de longo prazo. Com Alckmin, será repeteco das discussões que já foram emperradas por ele e Serra, durante o governo Lula.
São Paulo, com Alckmin, será como aquele vizinho de família rica, que recebeu uma boa herança e, em vez de trabalhar e estudar para prosperar também, fica revoltado com os vizinhos que enriquecem, e quase tem um ataque quando vê seu vizinho operário, no fim da rua, comprar um carro parecido com o dele.

Por: Zé Augusto

Os Amigos do Presidente Lula: Mudando o curso da história com a eleição de Mercadante

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Altamiro Borges: São Paulo é um reduto do conservadorismo?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

São Paulo é um reduto do conservadorismo?

Por Altamiro Borges
Até agora, as sondagens eleitorais dos quatro maiores institutos de pesquisa confirmam a tese de que São Paulo, o principal centro industrial e financeiro do país e que concentra a maior fatia do eleitorado brasileiro (22,3%), tornou-se o reduto do conservadorismo nativo. Enquanto na maior parte do Brasil, Dilma Rousseff, que expressa a continuidade do ciclo progressista aberto pelo presidente Lula, dispara nas pesquisas, neste estado a situação ainda é desvantajosa.
Forte hegemonia demotucana
Apesar da queda na diferença, José Serra, o candidato das elites, mantém folgada vantagem nas sondagens para a sucessão presidencial. Ele aposta todas suas fichas no estado para garantir sua ida ao segundo turno. Já o direitista Geraldo Alckmin, cria do regime militar e seguidor do Opus Dei, pode vencer o pleito para o governo estadual já no primeiro turno. Caso esse prognóstico se confirme, os demotucanos obterão a quinta vitória consecutiva em São Paulo.
Em 2006, PSDB e DEM fizeram barba e cabelo. É certo que o “picolé de chuchu” perdeu votos entre o primeiro e o segundo turno, fato inédito na história; mas o bloco conservador-neoliberal consolidou a sua hegemonia no estado. Elegeu o governador em primeiro turno e uma expressiva bancada de deputados federais e estaduais. Nas eleições municipais de 2008, o DEM conquistou a prefeitura da capital e o PSBD foi vitorioso em importantes cidades do interior paulista.
O paraíso dos rentistas
Quais as razões desta forte hegemonia dos demotucanos no estado, que destoa do restante do país no qual se verifica uma tendência mais progressista nas eleições. No livro “Os ricos no Brasil”, o economista Marcio Pochmann revela que São Paulo se transformou no paraíso de rentistas e das camadas médias abastadas. O Estado, que já foi a locomotiva industrial do país e hoje mais se parece com um cemitério de fábricas, é o principal centro da oligarquia financeira. Das 20 mil famílias que especulam com os títulos da dívida pública, quase 80% reside em São Paulo.
Esta elite preconceituosa mora em condomínios de luxo, desloca-se em helicópteros (a segunda maior frota do mundo) e carros blindados (a maior frota do planeta), e consome em butiques de luxo, como a contrabandista Daslu. Ela não tem qualquer identidade ou compromisso com a nação, estando totalmente apartada da realidade de penúria dos brasileiros. Ela ainda influência uma ampla camada média, que come mortadela e arrota caviar. Estas são as principais bases de sustentação e apoio do bloco neoliberal e de movimentos golpistas e racistas, como o “Cansei”.
Direita enraizada no poder
No outro extremo, como apontam vários livros recentes sobre sindicalismo, o violento processo de desindustrialização do Estado, que resultou em desemprego, informalidade e precarização do trabalho, golpeou a combativa classe operária e fragilizou os seus sindicatos, enfraquecendo a influência política das forças mais vinculadas às lutas dos trabalhadores. Nas eleições de 2006, por exemplo, a bancada de deputados ligada ao sindicalismo perdeu terreno no estado. Estes dois fatores objetivos, entre outros, explicariam a forte hegemonia dos neoliberais em São Paulo.
Há também causas subjetivas. A direita paulista domina todos os poderes no estado. É maioria na Assembléia Legislativa, conseguindo abortar mais de 70 pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs); tem forte peso no Poder Judiciário, com a nomeação de vários representantes das elites; conta com o apoio da mídia, que concentra no estado as matrizes dos seus impérios e garante blindagem ao tucanato e ódio aos setores oposicionistas. E há ainda os erros das próprias forças progressistas, que são tímidas e ineficientes no combate ao neoliberalismo no estado.
Laboratório e palanque dos neoliberais
Estes e outros fatores transformaram São Paulo no laboratório e também o principal palanque dos neoliberais no país. Daqui operam as maiores referências da direita “moderna”, como FHC, Geraldo Alckmin e José Serra, e as mais poderosas entidades empresariais, como a federação das indústrias (Fiesp) e a dos banqueiros (Febraban). Daqui se irradiam as manipulações da mídia, com as redações da revista Veja, dos jornais Folha e Estadão e das maiores emissoras de TV. Toda a orquestração para barrar as mudanças no Brasil parte atualmente de São Paulo.
As eleições de 2010 indicarão se as mudanças promovidas pelo governo Lula poderão fazer ruir a hegemonia demotucana no estado. O aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores, alavancado pela valorização do salário mínimo, os programas sociais, como Bolsa Família, que já beneficia mais de um milhão de famílias paulistas, e a geração de emprego podem abalar o domínio dos conservadores em São Paulo. Mas isto depende do poder de convencimento da militância social.
.

Altamiro Borges: São Paulo é um reduto do conservadorismo?

Brasil - Política, Economia, Sociedade - Últimas postagens