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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Serra, o camaleão

Serra não tem proposta para o país. Escondeu FHC na campanha do 1º turno e chegou a mostrar imagem de Lula a seu lado na propoganda eleitoral. Depois atacou o PT e em seguida, escondeu-se quando perdeu votos. Serra não tem cores próprias para defender. Vendeu as cores e as bandeiras de seu partido que toma um último fogo neste segundo turno graças à onda marrom de boataria, mas talvez não sobreviva a uma derrota. Aécio diz para Serra defender as privatizações de FHC (aqui). Itamar diz a Serra para que seja mais Serra e menos o que o marqueteiro diz (aqui). Serra agora quer ser verde como Marina e usar seu slogam (veja abaixo). Supõem que os 20 milhões que nela votaram não vão notar a diferença. Serra pensa que basta mudar de opinião sobre o aborto que os mais conservadores virão com ele. Talvez Serra seja um dos poucos que Serra ainda engana.

Eleições – iG:

Serra usa cores de Marina, ressalta família e resgata Plano Real

Tucano reúne aliados eleitos e não eleitos em Brasília para mostrar como vai conduzir sua campanha no 2º turno

Adriano Ceolin, iG Brasília | 06/10/2010 19:47

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, demonstrou nesta quarta-feia que sua estratégia no segundo turno tentará colar a imagem de campanha dele na de Marina Silva (PV), terceira colocada. Ele também ressaltará a liberdade de imprensa, os valores cristãos e da família e resgatará o discurso de que as conquistas do atual governo se devem a um processo iniciado há 25 anos a partir da redemocratização do País.

Serra encontrou-se, em Brasília, com aliados do PSDB, DEM e PPS que foram vencedores ou derrotados no primeiro turno. O tucano apresentou uma nova logomarca de campanha, que realça o símbolo “+ Brasil” nas cores verde e amarela, duas referências à campanha do PV que usava o “Sou + Marina” e o verde. O presidenciável também pediu que sua mulher, Monica Serra, discursasse. Ela disse defender “a família” e “os valores cristãos”.


Foto: Adriano Ceolin, iG Brasília

matéria completa no iG

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cloaca News: A HORA DA VIRADA: SERRA CONQUISTA APOIO DE PIRULITO

sábado, 2 de outubro de 2010

A HORA DA VIRADA: SERRA CONQUISTA APOIO DE PIRULITO

Na reta final de sua campanha à presidência da república, o candidato do PSDB, Zé Chirico, realizou nesta sexta-feira (1/10) uma apoteótica caminhada pelo calçadão comercial de Osasco, município da Grande São Paulo. O ponto alto do evento foi o anúncio solene de que Ricardo Rosler, o famoso palhaço Pirulito, estava declarando seu voto no Mais Preparado dos Brasileiros. “Sempre fui tucano”, disse o célebre truão a Serra, exibindo seu peculiar nariz.

Para continuar rindo às pregas soltas, clique aqui e vá até o site da Veja.

Cloaca News: A HORA DA VIRADA: SERRA CONQUISTA APOIO DE PIRULITO

sábado, 25 de setembro de 2010

SERRA/ALCKMIN VAIADOS EM MISSA

Blog da Dilma:
setembro 25th, 2010 |  Autor: Jussara Seixas

“Onde se viu o padre falar que estava diante do presidente do Brasil e do governador de São Paulo, é uma falta de respeito”..Diz católico presente na missa

Parece que a campanha de baixaria do candidato José Serra (PSDB), começou a se voltar contra o próprio. Ontem, o tucano terminou sua agenda, com um um corte na cabeça, e se não bastasse, logo depois, bateu a cabeça numa câmera de televisão.

O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, fez ontem uma carreata de 15 minutos e um minicomício só para militantes em Araraquara (SP) com um ferimento no topo da cabeça, provocado por batida no suporte do vídeo da van que o transportou de São Carlos ao município. Para encerrar, participou rapidamente da celebração de uma missa, na Igreja Nossa Senhora de Aparecida. Devotos saíram da igreja quando José Serra subiu ao altar para receber a bênção do padre.Os católicos não gostaram da mistura de religião com política. Houve estrondosa vaias para Serra .

Católicos criticam presença de Serra em missa

Os católicos presentes na missa, manifestaram indignação pelo ato do padre com os políticos (Geraldo Alckmin, candidato tucano ao governo de São Paulo também estava presente),e partiram para grande vaia, Serra procurou se esquivar da vergonha e do mico. “Não sei quem criticou, fui convidado e vim”, limitou-se a responder o candidato tucano, na saída.

A igreja estava lotada (pelo menos 1 mil pessoas estavam no local). Alckmin não viu problema em ser vaiado com o Serra, afirmando que convite para a ida à missa foi do deputado federal araraquarense Dimas Ramalho (PPS).

Católicos indignados

“Viemos para ver a missa, não para ver político”, disse Maria Fernandes,muito chateada. em entrevista para o Jornal do Comércio. “Onde se viu o padre falar que estava diante do presidente do Brasil e do governador de São Paulo, é uma falta de respeito”, disse o representante Paulo Sérgio Neves, proferindo alguns palavrões ao lado da sacristia.

“É ridículo misturar política com religião”, comentou Luciana, que preferiu só citar o prenome ao jornalista. O marido dela, Marcos, também não gostou. Outros devotos saíram rapidamente da igreja quando os políticos subiram ao altar para receber a bênção do padre. “Isso é uma palhaçada”, vociferou um dos que abandonaram a paróquia.Informações do Jornal do Comércio de Araraquara

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

http://blogdadilma.blog.br/2010/09/serraalckmin-vaiados-em-missa.html

PMDB paulista desembarca de Serra

Vi o mundo:
24 de setembro de 2010 às 15:34

Bancada do PMDB na Assembleia de SP declara apoio a Dilma

Manifesto foi assinado por três dos quatro deputados estaduais do partido e por um federal; “PMDB vem inteiro”, diz Temer

iG São Paulo | 24/09/2010 13:53

Três dos quatro deputados estaduais do PMDB na Assembleia Legislativa de São Paulo assinaram manifesto de apoio a Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Baleia Rossi, Jorge Caruso e Uebe Rezeck aderiram à candidatura petista. O manifesto também foi assinado pelo deputado federal Francisco Rossi –único deputado federal do partido por São Paulo além de Michel Temer, candidato a vice-presidente na chapa de Dilma.

O PMDB está coligado em São Paulo com o PSDB e o anúncio ocorre após a saída de Orestes Quércia, principal fiador da aliança com os tucanos, da disputa ao Senado para tratar de um câncer.

Com a ausência de Quércia, Temer intensificou sua agenda no interior de São Paulo e tentou articular com lideranças da legenda no Estado. “O partido já estava mais ou menos inclinado a nos apoiar e agora o PMDB vem inteiro”, disse Temer ao iG.

Abaixo, a íntegra da nota:

Tendo em vista os últimos acontecimentos, ocorridos com o nosso companheiro Orestes Quércia, que não mais se apresenta como nosso candidato a senador, pelo PMDB, que teve importante participação histórica no longo processo de redemocratização do país, as bancadas Federal e Paulista do nosso partido, representadas pelos seus deputados subscritos, decidem manifestar seus apoios políticos à chapa Dilma/Michel Temer, lembrando que Michel Temer, além de ser o grande condutor do PMDB nacional, é por três vezes, presidente da Câmara dos Deputados Federais, credenciado, pois, a ocupar a Vice Presidência da República, para ajudar a candidata Dilma Rousseff a continuar mudando o Brasil.

http://www.viomundo.com.br/politica/pmdb-paulista-desembarca-de-serra.html

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

“A queda” de Serra, versão do jornal espanhol El Pais | Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de setembro de 2010 às 12:56

A surpreendente queda de Serra

O candidato social-democrata à presidência do Brasil e grande rival da aspirante do partido de Lula, Dilma Rousseff, passou de favorito a um futuro grande perdedor

SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ (ENVIADA ESPECIAL) – São Paulo – 20/09/2010

No El País

Competir contra Dilma Rousseff, herdeira de Lula, é tarefa difícil, mas  os erros em que incorreu José Serra durante sua campanha como candidato do PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil) são tantos que a dúvida já não é se perderá as eleições de 3 de outubro, mas se sofrerá uma derrota tão humilhante que será desnecessário o segundo turno.

Se assim for, Lula, Dilma e o Partido dos Trabalhadores (PT) acumulariam uma enorme porção de poder, o que preocupa a muitos dirigentes da oposição brasileira. “Sem uma oposição forte”, tem denunciado reiteradamente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “o Brasil corre risco de converter-se em uma democracia popular e Lula, de adquirir o perfil de um caudilho”.

Serra, de 68 anos, o bem sucedido governador de São Paulo que passou toda sua vida se preparando para esse dia e esse cargo, pode enfrentar agora não só um fracasso eleitoral, mas o fim de toda a sua carreira política. Sofre críticas não só sua escassa capacidade de transmitir otimismo, em sintonia com o formidável estado de ânimo do Brasil –  como demonstram Rousseff e, sobretudo, Lula –, mas também haver colocado em marcha uma campanha “suave”, totalmente errada.

As críticas chegam de vários setores de seu próprio partido, que não entendem porque ele se negou a utilizar a figura política do ex-presidente Henrique Cardoso, do mesmo partido, e promoveu, ao contrário, a ideia de se apresentar como o verdadeiro herdeiro de Lula. O grande equívoco de Serra foi pensar que lançar-se contra o presidente mais popular da História provocaria uma reação contrária. Mas uma coisa é propor um lema neutro, como “O Brasil pode mais” (que acaba de ser substituído por “É hora de mudança”) e outra utilizar a figura de Lula em seus próprios espaços publicitários na televisão. Os brasileiros viram com assombro e em muitos casos com regozijo que a imagem de Lula aparecia também junto a Serra e interpretaram corretamente o grande sinal de debilidade que isso demonstrava.

No Brasil quase não existem outdoors eleitorais. Nas ruas da gigantesca São Paulo, por exemplo, não se vê a publicidade política que inunda outras cidades latinoamericanas e europeias e isso apesar de que no dia 3 será eleito não apenas o presidente, mas também 27 governadores, 513 deputados, dois terços dos 81 membros do Senado e mais de mil cargos locais (os futebolistas Romario e Bebeto, por exemplo, são candidatos).

Uns poucos cavaletes portáteis, alguns cartazes pequenos e pouco mais, testemunham que está em marcha uma importante campanha eleitoral. A verdadeira batalha se desenrola em comícios, nos espaços gratuitos das cadeias de televisão e nos debates presidenciais. Nesta ocasião, os candidatos, conhecedores de que 31 milhões de brasileiros são membros de redes sociais, aceitaram inclusive um debate exclusivo na internet. É nas ruas onde José Serra perdeu as eleições frente a um presidente, Lula, que não é candidato mas que atua como se fosse, e na televisão onde Dilma demonstrou que é algo mais que a candidata de Lula.

As coisas chegaram a um ponto que alguns dirigentes do PSDB admitem que estão mais interessados no que ocorre em Minas Gerais e São Paulo (os estados mais populosos do Brasil) que na eleição presidencial. Em São Paulo, procuram ver se Geraldo Alckmin, do setor mais direitista do PSDB, consegue uma vitória que permita a ele reclamar mais protagonismo no partido. Alckmin, de 58 anos,  médico, perdeu em 2006 contra Lula e poucos confiam nele para relançar o partido. Mais probabilidades teria o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de 50 anos, neto de Tancredo Neves, o primeiro e muito querido presidente democrático do Brasil depois da ditadura militar, que não pode tomar posse porque morreu dias depois de ganhar a disputa.

Neves é considerado como um dos grandes valores do PSDB, ainda que tenha perdido a disputa interna frente a Serra e tenha optado por ser senador. Para incrementar seus poder pensando na disputa presidencial de 2014 precisa que a pessoa que escolheu para sucedê-lo em Minas Gerais consiga uma vitória clara. Não será fácil porque Lula, com um olfato imbatível para detectar desafios, está envolvido numa dura batalha, dando apoio a um ex-ministro.

O futuro de Serra está pendurado por um fio. Nos 15 dias que restam, sua equipe está tentando uma virada completa. Trata de tirar rendimento de um escândalo de corrupção que provocou a demissão de Erenice Guerra, ministra chefe da Casa Civil (chefe de gabinete) e braço direito de Rousseff durante muitos anos. As pesquisas seguem sendo, de qualquer forma, demolidoras. Segundo a última, realizada pelo Ibope para a Globo, 51% para Dilma, 25% para Serra e 11% para a ex-ministra de meio ambiente Marina Silva (Partido Verde), que parece estar colhendo melhor que o próprio Serra as repercussões do escândalo.

“A queda” de Serra, versão do jornal espanhol El Pais | Viomundo - O que você não vê na mídia

sábado, 18 de setembro de 2010

Sergipe: Serra, desta vez, não conseguiu ficar com a fita

Viomundo:
18 de setembro de 2010 às 15:35

Serra, em Sergipe, ao lado de João Alves (de camisa amarela) e Emanuel Cacho (candidato a senador pelo PPS); mais tarde, Serra recorreria a Alves para calar Cacho, orador “inconveniente”, em um palanque em Itabaiana. Foto publicada no Amigos do Presidente Lula.

Cacho acusou Albano Franco, supostamente aliado de Serra no estado, de votar em Dilma Rousseff.

Mas, desta vez, não deu para Serra ficar com a fita, como ele fez na CNT, depois de discutir com a entrevistadora Márcia Peltier.

PS do Viomundo: Nota modificada com informações do IG, de onde tirei a identidade do orador.

http://www.viomundo.com.br/humor/serra-desta-vez-nao-conseguiu-ficar-com-a-fita.html

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Inacreditável: Serra sequestrou fita do pití. A coisa tá feia ! | Conversa Afiada

Publicado em 16/09/2010

Não é coisa do Mussolini, FHC ?

Amigo navegante, você não vai acreditar no que ler no Blog Amigos do Presidente Lula (o blog que o Serra e a dra Cureau queriam calar):

quinta-feira, 16 de setembro de 2010
José Serra ditador censura imprensa: Serra exigiu e levou a fita original sem cortes do programa da CNT.
O diretor de jornalismo da CNT, Domingos Trevisan, foi obrigado entregar ao candidato José Serra (PSDB) depois de editado, o material bruto, com imagens e áudio da discussão entre ele e a jornalista Márcia Peltier

Todo material foi entregue a José Serra, o objetivo, segundo a assessoria da emissora, era evitar vazamento do material. A assessoria de Serra afirma que levou a fita para fazer a transcrição da entrevista e que imaginou que a emissora tinha ficado com uma cópia. M E N T I U . Serra não queria que ficasse cópias. Ele tinha medo que fosse divulgado o caso

Serra tem mostrado irritação durante a campanha com perguntas de jornalistas, na maioria dos casos quando abordam pesquisas de opinião.

A discussão foi travada entre o primeiro e o segundo blocos do programa, ou seja, está gravada em alguma fita da emissora mas tudo indica que a CNT não vai colocar no ar (em geral esses momentos de intervalo são considerados off the records, mas se fosse a Dilma as imagens certamente seriam recuperadas e passariam no Jornal Nacional):

Serra: Todo mundo que entra na jogada do PT e do governo ou quer apresentar méritos nesse sentido. Porque…O fato é o seguinte. Eu estou reiterando um crime…
Márcia: Que não era durante o período eleitoral, antes da candidatura.
Serra: E daí, que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui, precioso, em vez de falar de programa de governo, para vocês repetirem os argumentos do PT, que vocês sabem que são fajutos, estamos perdendo tempo aqui, eu só acho isso…
Márcia: A gente tem de fazer…
Serra: Eu vim aqui numa correria tremenda. Pega a candidata do PT… ela vem aqui?
Márcia:Virá aqui.
Serra: Então, então pergunta pra ela.
Márcia: Vamos perguntar pra ela também, candidato.
Serra: Eram eles que estavam faturando.
Márcia: Vamos perguntar pra ela também. Nós vamos agora voltar e agora vamos falar sobre programa.
Serra: Não, não vou dar essa entrevista, você desculpa.
Márcia: Por que candidato?
Serra: Porque não?
Márcia:Vamos fazer, só que agora falando do programa.
Serra: Não, faz-de-conta que eu não vim.
Márcia: Por que?
Serra: Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério.
Márcia: Como não é um troço sério? Vamos conversar.
Serra: Então apaga.
Márcia: O que é que o sr. quer que apague?
Serra: A televisão.
Márcia: Ah, o sr. quer que apague a televisão?
Serra: Nós vamos conversar nessa base, porque isso aqui tá um programa montado.
Márcia: Montado pra quem? Não tem montação, não tem montagem. Apaga aí por favor, gente. Olha só, deixa eu te falar uma coisa. A gente aqui… a gente aqui não tá fazendo um programa…
Serra: Não é o que me disseram. O que me disseram é que eu ia falar de política e de economia.
Márcia: O primeiro bloco era só isso… Candidato, mas esse era o primeiro bloco. Vai ter… vai ter… vão ter mais três blocos, candidato, três blocos.
Serra: Tudo pergunta óbvia, você sabe o que é pergunta óbvia? Que você sabe o que é que o candidato vai responder. Você vai falar de pesquisa, isso aquilo, etc., você acha que dá para ganhar? O que é que o candidato vai dizer?
Márcia: Mas pensa bem, candidato, pensa bem…

Leia a seguir o post que o Conversa Afiada já publicou sobre esse pití histórico: como Serra trata o não PiG.
Extraído do site Carta Maior:

NADA COMO UM SERRA APÓS O OUTRO

Serra, dia 20 de agosto de 2010 (Estadão)

“…O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, acusou ontem o governo federal e o PT de tentarem, nos últimos anos, intimidar, manipular e censurar a imprensa… ele denunciou um suposto patrulhamento contra profissionais…’

Serra, dia 15 de setembro (Terra)

“…Apaga aqui”. “O que o senhor quer que apague?”, perguntou Márcia Peltier, do programa ‘Jogo do Poder’, na rede CNT. “Apague a TV pra gente conversar”. “porque isso aqui está parecendo montado”. “Montado para quem? Aqui não tem isso”, defendeu a jornalista. Serra levantou-se e ameaçou sair do estúdio…. “eu não vou dar essa entrevista, você me desculpa”. Márcia insistiu dizendo que eles falariam de programa de governo, mas ele se manteve firme. “Faz de conta que eu não vim”. “Mas porquê, candidato?”, disse, ainda sentada. “Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério. (…)Após a apresentadora Márcia Peltier citar que a quebra de sigilo teria acontecido em 2009, antes do anúncio das candidaturas à presidência, Serra subiu o tom: – Que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui precioso, estamos repetindo os argumentos do PT, que você sabe que são fajutos…”

Serra, dia 16 de setembro (Valor):

“Não foi a primeira vez que Serra demonstrou publicamente irritação com jornalistas. Ao participar do programa “Roda Viva”, da TV Cultura, foi ríspido com o então apresentador, Heródoto Barbeiro, que o questionou sobre o preço elevado dos pedágios no Estado. Em pelo menos duas coletivas de imprensa, Serra perguntou a jornalistas para qual veículo eles trabalhavam. Em outra, irritou-se com pergunta feita por uma repórter da TV Brasil, emissora pública…”

(Carta Maior, com a palavra demétrios, mervais, catanhedes, buccis;16-09)

Inacreditável: Serra sequestrou fita do pití. A coisa tá feia ! | Conversa Afiada

Serra para Márcia Peltier: “Apaga a televisão”

Viomundo:
15 de setembro de 2010 às 19:43

Áudio divulgado pelo Terra, gravado pela repórter Priscila Tieppo, do momento em que o candidato José Serra discutiu com a entrevistadora Márcia Peltier, no intervalo de uma gravação do Programa Jogo do Poder, da CNT:

Clique para ouvir

A discussão foi travada entre o primeiro e o segundo blocos do programa, ou seja, está gravada em alguma fita da emissora mas tudo indica que a CNT não vai colocar no ar (em geral esses momentos de intervalo são considerados off the records, mas se fosse a Dilma as imagens certamente seriam recuperadas e passariam no Jornal Nacional):

Serra: Todo mundo que entra na jogada do PT e do governo ou quer apresentar méritos nesse sentido. Porque…O fato é o seguinte. Eu estou reiterando um crime…
Márcia: Que não era durante o período eleitoral, antes da candidatura.
Serra: E daí, que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui, precioso, em vez de falar de programa de governo, para vocês repetirem os argumentos do PT, que vocês sabem que são fajutos, estamos perdendo tempo aqui, eu só acho isso…
Márcia: A gente tem de fazer…
Serra: Eu vim aqui numa correria tremenda. Pega a candidata do PT… ela vem aqui?
Márcia:Virá aqui.
Serra: Então, então pergunta pra ela.
Márcia: Vamos perguntar pra ela também, candidato.
Serra: Eram eles que estavam faturando.
Márcia: Vamos perguntar pra ela também. Nós vamos agora voltar e agora vamos falar sobre programa.
Serra: Não, não vou dar essa entrevista, você desculpa.
Márcia: Por que candidato?
Serra:
Porque não?
Márcia:Vamos fazer, só que agora falando do programa.
Serra: Não, faz-de-conta que eu não vim.
Márcia: Por que?
Serra: Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério.
Márcia: Como não é um troço sério? Vamos conversar.
Serra: Então apaga.
Márcia: O que é que o sr. quer que apague?
Serra: A televisão.
Márcia: Ah, o sr. quer que apague a televisão?
Serra: Nós vamos conversar nessa base, porque isso aqui tá um programa montado.
Márcia: Montado pra quem? Não tem montação, não tem montagem. Apaga aí por favor, gente. Olha só, deixa eu te falar uma coisa. A gente aqui… a gente aqui não tá fazendo um programa…
Serra: Não é o que me disseram. O que me disseram é que eu ia falar de política e de economia.
Márcia: O primeiro bloco era só isso… Candidato, mas esse era o primeiro bloco. Vai ter… vai  ter… vão ter mais três blocos, candidato, três blocos.
Serra: Tudo pergunta óbvia, você sabe o que é pergunta óbvia? Que você sabe o que é que o candidato vai responder. Você vai falar de pesquisa, isso aquilo, etc., você acha que dá para ganhar? O que é que o candidato vai dizer?
Márcia: Mas pensa bem, candidato, pensa bem…

O programa vai ao ar nesta quarta-feira, às 22h45.

Altamiro Borges: Serra dá chilique na CNT

Blog do Miro:
quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Serra dá chilique na CNT

Será que a TV Globo vai mostrar a postura "autoritária" de José Serra, que atenta contra a "liberdade de expressão"?ss

domingo, 12 de setembro de 2010

O Globo joga a bóia para Aécio no escândalo da quebra de sigilo

Os Amigos do Presidente Lula:
domingo, 12 de setembro de 2010

O Globo joga a bóia para Aécio no escândalo da quebra de sigilo

A "reporcagem" da revista Veja, feita a toque de caixa, recheada de erros e com falta de apuração, não foi por acaso.
Se o factóide do sigilo fiscal estivesse rendendo votos para Serra, o "petista" Atella seria o assunto da capa da Veja.
O problema é que o escândalo do sigilo fiscal virou-se perigosamente contra a filha de Serra, com a revista Carta Capital que chegou às bancas na sexta-feira (a tempo da Veja ler, antes de soltar sua edição). A Carta Capital resgatou a sociedade na firma Decidir.com, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas, presa na operação Satiagraha. A empresa vazou dados do cadastro de cheques sem fundo do Banco Central, e encontrou facilidades para ter acesso a informações de órgãos governamentais, na época em que o papai José Serra era o todo poderoso homem forte do governo FHC e escolhido para sucessor.
Por isso a revista Veja empenhou-se em mudar a pauta de factóides e escândalos no PIG, (Partido da Imprensa Golpista demo-tucana).
Além disso, o tucanato mineiro tornou-se alvo da "bala de prata" do vazamento dos sigilos fiscais, podendo abater Anastasia (PSDB/MG) e ferir Aécio Neves (PSDB/MG).
Por isso o Jornal Nacional não mudou a pauta de assuntos, mas tratou o vazamento de sigilo como questão policial esvaziando o viés político, mostrando pessoas comuns que também tiveram seus sigilos vazados. Para tirar Aécio da linha de fogo.
É sintomático a capa do Jornal O Globo deste domingo, "milagrosamente" defendendo a Receita Federal, mostrando que o órgão já demitiu diversos funcionários por delito semelhante, e que há centenas de processos administrativos semelhantes. Ou seja, o jornal também tirou o viés político do assunto, retirou as críticas à atuação da Receita Federal, que até pedia a cabeça do chefe do órgão.
Ficou óbvio que é para tirar Aécio da linha de fogo, porque se fosse só para mudar a pauta, simplesmente não tocaria no assunto.

sábado, 11 de setembro de 2010

Hemorragia mineira

Os Amigos do Presidente Lula:
sábado, 11 de setembro de 2010

Hemorragia mineira

Das sete capitais pesquisadas pelo Datafolha, foi em Belo Horizonte que José Serra (PSDB) registrou sua maior queda: sete pontos. Recuou cinco em Curitiba, reduto tucano, e dois em São Paulo, da qual foi prefeito entre 2005 e 2006. No que diz respeito aos Estados, a sangria em Minas, de cinco pontos, ficou atrás apenas da registrada no Distrito Federal.

Desde a semana passada, as campanhas de Aécio Neves ao Senado e de Antonio Anastasia ao governo mineiro têm em mãos uma fita com depoimento de Serra, que reivindica aparecer no horário de propaganda dos correligionários. Segundo Aécio, o material será usado "no decorrer da próxima semana".DataSerra

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Altamiro Borges: A exploração política é exagerada

Blog do Miro:
quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A exploração política é exagerada

Reproduzo artigo de Renato Janine Ribeiro, publicado na Folha de S.Paulo:
"Cortem-lhe a cabeça!", disse a rainha. "Mas sem processo?", perguntou Alice. "Primeiro a condenação e depois o processo", explicou a rainha. "No meu país é o contrário", retrucou Alice. "Aqui, não", concluiu a rainha." Lembro dessa cena de Alice no País das Maravilhas quando leio o inflacionado debate sobre algo que é erradíssimo – a violação do sigilo fiscal de cinco nomes do PSDB, de centenas de outras pessoas na agência Mauá da Receita e de centenas de milhares de declarações de renda vendidas na rua 25 de Março (em SP).
Mas a exploração política do caso é exagerada. Aquele que retirou a declaração de Veronica Serra não é respeitado nem pelos jornalistas. Nada nele demonstra estilo petista, embora tenha aderido ao PT logo após a vitória de Lula – adesão que, pelo visto, não levou a nada.
Mas os jornalistas creem numa única afirmação dele: o episódio visaria a prejudicar José Serra (PSDB). Por que essa seleção do que merece crédito? Ainda mais levando em conta que, se alguém pode ser prejudicado, é Dilma Rousseff (PT).
Na verdade, afora o fato de que declarações de renda são vendidas na rua há anos, o que me preocupa de imediato são duas coisas.
A primeira é que a imprensa abriu mão de cobrir, a sério, as eleições. O Paraná, por exemplo, vive um pleito complexo, mas os jornais apenas repetem descrições, sem explicar como uma sociedade rica tem uma política pobre.
País a construir
Esse é um exemplo entre muitos. A cobertura eleitoral é função dos institutos de pesquisa, dos escândalos e, bem pouco, do trabalho dos repórteres. Isso augura mal para o futuro de uma profissão que um dia quis exercer.
O outro ponto: sem provas da ligação do detestável delito com a candidatura Dilma, o candidato que está atrás nas pesquisas quer anular na Justiça os votos dela.
Se for jogo de cena para levar ao segundo turno, não é bonito, mas vá lá. Se for uma tentativa de anular 60% dos votos válidos e empossar um presidente votado por 25% dos eleitores, será um golpe fatal na nossa democracia.
Melhor seria a oposição e a imprensa que a apoia aceitarem que nas eleições se perde e se ganha, que elas não são uma guerra em que se mata o inimigo, mas uma competição em que o povo escolhe o preferido para cada cargo.
E o povo não merece que se destrua a democracia, que a discussão política se reduza a uma crônica policial ou que os vários lados fiquem de birra um com o outro.
Teremos, todos nós, que construir este país, pelo resto de nossas vidas. Melhor evitar paixões e atos que tornem, depois, difícil a colaboração, pelo menos entre quem gosta do Brasil.

Responder ou Amarelar? Eis o dilema de Serra.

Os Amigos do Presidente Lula:
quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A madrugada de quarta para quinta-feira foi longa para José Serra (PSDB).
Após à meia-noite, em conversas na saída da TV Gazeta, os demo-tucanos ainda estudavam se Serra deveria ou não gravar imagens para seu programa eleitoral para responder às declarações de Lula na noite desta terça-feira (7) condenando as baixarias de Serra:

"Infelizmente, nosso adversário, candidato da turma do contra, que torce o nariz contra tudo que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos...
...Resolveu partir para os ataques pessoais e para a baixaria. Lamento, lamento muito... Tentar atingir, com mentiras e calúnias, uma mulher da qualidade de Dilma Rousseff é praticar um crime contra o Brasil. E, em especial, contra a mulher brasileira...
...Peço equilíbrio e prudência a esses que caluniam a Dilma, movidos pelo desespero, pelo preconceito contra a mulher e também contra mim".
- disse Lula.
Os demo-tucanos ficaram diante do dilema:
Responder às declarações do Presidente na TV e arriscar a ficar só com os 4% do eleitorado fanático anti-Lula?
O número de 4% parece absurdo, mas foi o que Quércia teve nas eleições presidenciais de 1994, também na condição de ex-governador de São Paulo na época, diante do plano Real.
Ou seria melhor "amarelar", perder esses 4% do eleitorado, e tentar segurar o restante, entre 15 e 20%?
O candidato a vice de José Serra (PSDB), Indio da Costa (DEMos/RJ), disse ser contra: "Não deve responder, porque Lula não é o candidato. No dia 1º ele vai para casa".
O senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, e o marqueteiro da campanha nacional do partido, o jornalista Luiz Gonzalez, disseram que são a favor de Serra responder em seu horário eleitoral os ataques do presidente Lula. (Com informações do Portal Terra)

Os Amigos do Presidente Lula: Responder ou Amarelar? Eis o dilema de Serra.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Zé Baixaria vai à Dra Cureau contra o IBGE. Bye-bye Serra forever | Conversa Afiada

Publicado em 08/09/2010

Falta de voto é um horror ! Só o Golpe !

Saíram os primeiros números do IBGE com a PNAD 2009.

O Zé Baixaria, através do PiG (*), vai denunciar à dra Cureau o vazamento das informações da PNAD três semanas antes da eleição.

Depois de atirar o pau no gato, essa é mais uma manobra da Dilma contra ele.

Clique aqui para ver o vídeo em que o Lula diz ao Serra que “Baixaria é falta de voto”.

E vamos à PNAD, pesquisa por domicilio.

PNAD 2009: rendimento e número de trabalhadores com carteira assinada sobem e desocupação aumenta
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009 mostra avanços em diversos indicadores, como o aumento do percentual de empregados com carteira assinada, de 58,8% em 2008 para 59,6% em 2009. O rendimento mensal real de trabalho também permaneceu em elevação, com aumento de 2,2% entre 2008 e 2009, e a concentração desses rendimentos, medida pelo Índice de Gini, continuou se reduzindo, de 0,521 para 0,518 (quanto mais perto de zero, menos desigual é a distribuição). Além disso, o trabalho infantil prosseguiu em queda (em 2009, 4,3 milhões de pessoas de 5 a 17 anos trabalhavam, contra 4,5 milhões em 2008 e 5,3 milhões em 2004), e a escolaridade dos trabalhadores continuou em alta. Em 2009, 43,1% da população ocupada tinham pelo menos o ensino médio completo, contra 41,2% em 2008 e 33,6% em 2004, e os trabalhadores com nível superior completo representavam 11,1% do total, frente a 10,3% em 2008 e 8,1% em 2004.
A PNAD 2009 também trouxe novidades em relação às edições anteriores. A tecnologia da informação se tornou um tema permanente, e a pesquisa registrou que o número de usuários de Internet mais que dobrou, aumentando de 31,9 milhões em 2005 para 67,9 milhões em 2009.

(Clique aqui para ler o magistral artigo de Comparato sobre a necessidade de se comunicar)
O número de domicílios próprios cresceu 13,4% de 2004 a 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Apesar da alta numérica, a participação dos domicílios próprios no total de residências permaneceu estável no período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com 2008, houve uma alta de quase 300 mil domicílios.Navalha

NAVALHA

Que horror !
Como disse o Sarney: engraçado, o pessoal do PSDB achou que a eleição ia ser diferente.
Bye-bye Serra forever !
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Zé Baixaria vai à Dra Cureau contra o IBGE. Bye-bye Serra forever | Conversa Afiada

Segredos à venda:Roubo de informações sigilosas de 17 milhões de contribuintes expõe vulnerabilidade dos sistemas de segurança da Receita Federal

Os Amigos do Presidente Lula:
quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Calma meus queridos leitores. Estamos voltando ao tempo. Vamos relembrar uma matéria publicado na revista Época (da Globo) do ano de 2000

Roubo de informações sigilosas de 17 milhões de contribuintes expõe vulnerabilidade dos sistemas de segurança da Receita Federal

As informações gravadas no CD-ROM apreendido pela Polícia Civil de São Paulo em 19 de janeiro com Jefferson Festa Perez saíram da Receita Federal. As primeiras análises feitas pelo Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo do conteúdo do disco digital amarelo, da marca Dysam, confirmam a quebra do sigilo fiscal de pelo menos 17 milhões de brasileiros. Estima-se que lá estejam todos os contribuintes. Trata-se de uma violação de direito constitucional de proporções gigantescas. Um laudo parcial do IC será divulgado na sexta-feira 3.

A notícia configura um estrondoso escândalo de vazamento de informações confidenciais. O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, ainda não discute publicamente o caso, mas está preparado para a hipótese de estar diante de nitroglicerina pura. "Se foi gente da Receita, vamos descobrir", garante. Maciel abriu uma sindicância interna.

Quer saber se houve roubo de dados sigilosos para a produção de um cadastro em que aparecem nomes completos, telefones, endereços residenciais e comerciais, CPFs, data de nascimento, profissão e rendimentos mensais brutos. As informações estavam armazenadas no CD-ROM identificado com a etiqueta "Receita", que Perez comercializava por R$ 4 mil como se fosse uma listagem de mala direta. Ao anunciar a oferta em classificados de jornais, foi fisgado pela polícia.

Quando consultaram o disquete, os policiais encontraram informações sobre os rendimentos do presidente Fernando Henrique Cardoso, dos empresários Antonio Ermírio de Moraes e Silvio Santos, dono do SBT, e de seu funcionário e apresentador de televisão Gugu Liberato. "Esse CD-ROM pode ser instrumento para chantagens e seqüestros", diz o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro.

As investigações da Polícia Civil sobre o caso começaram em novembro a partir de uma denúncia da Telefônica. Diretores da empresa foram surpreendidos pelo anúncio de um cadastro completo de seus clientes. O pacote incluía assinantes da Telemar-Rio. Perez era o vendedor. Os agentes do 5o Distrito Policial candidataram-se à compra. Pediram uma versão mais atualizada.

O fornecedor se comprometeu a consegui-la e negociou um prazo. Em depoimento à polícia, Jefferson Perez diz ter pedido ajuda a três colegas do ramo de venda dessas listagens: José Christiano Pereira Luís Júnior, José Adriano Pires e Carlos Alberto Rodrigues Silva.

Só conseguiu atualizar os dados da Telefônica até novembro. Para não perder os clientes, apresentou uma proposta alternativa. Além da encomenda inicial, ofereceu aos policiais o cadastro da Receita.

Na quinta-feira 24, o grupo de atravessadores de mala direta voltou a se encontrar numa acareação promovida pelo 5o DP. O único ausente foi José Christiano. Nervoso, Perez disse ter comprado de Carlos Alberto os arquivos com as informações secretas.

O acusado nega, mas a polícia está convencida de que todos estão envolvidos na fraude. "Os suspeitos tentam proteger quem vazou as informações", diz o delegado Manoel Adamuz Neto, responsável pelo inquérito 1.257/99.

Revista Época: Edição 93 (28/02/2000)Aqui você lê as páginas dois e três

Os Amigos do Presidente Lula: Segredos à venda:Roubo de informações sigilosas de 17 milhões de contribuintes expõe vulnerabilidade dos sistemas de segurança da Receita Federal

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bala de prata? Que nada, tiro de canhão!

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto:

Enquanto uns bobalhões ficam desenvolvendo teorias do tipo “qual será a provocação que vamos fazer agora”, à procura da tal “bala de prata”, a campanha de Dilma puxou logo uma peça de canhão para exibir nos comerciais de televisão, com a inserção que passou a ir ao ar hoje – assisti há pouco, na TV.
Um Lula absolutamente tranquilo aparece e diz que Dilma disparou nas pesquisas e que, por isso, está sofrendo ataques e acusações semprovas. Vai ao ponto e diz que ela é a “legítima” continuadora do trabalho dele. Que ela é o futuro. E deixa claro que Serra é a volta ao passado que o Brasil não quer mais.
Demolidor. Assista.

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Dilma atinge 56%; tracking desmente “teoria da estagnação” | Viomundo - O que você não vê na mídia

7 de setembro de 2010 às 15:38

Os números do tracking do Vox Populi para este 7 de setembro mostram que os votos estão migrando de José Serra para Dilma Rousseff, já que o número de indecisos permanece estável.

Se considerarmos que o tracking do Vox Populi merece confiança, não é verdadeira a análise segundo a qual a candidata do PT bateu no teto e José Serra, no piso. É a “nova” teoria disseminada pela mídia brasileira, a “teoria da estagnação”, que precede a virada espetacular de José Serra.

Essa foi a premissa da seguinte reportagem do jornal português Público:

04.09.2010 – Público.Portugal

Por Maria João Guimarães

Brasil: Dilma Rousseff mantém 24 pontos de vantagem sobre José Serra

A candidata do PT (Partido dos Trabalhadores), Dilma Rousseff, continua com 51 por cento das intenções de voto – venceria na primeira volta se as eleições fossem hoje – e mantém a enorme vantagem de 24 pontos percentuais sobre José Serra, o seu mais directo concorrente, segundo a última sondagem do Instituto Ibope divulgada na sexta-feira.

A sondagem parece confirmar o comentário do jornalista José Roberto Toledo, autor do blogue sobre sondagens Vox Publica no site do jornal “Estado de São Paulo”, que indicava que os números de Dilma estão já “a bater no tecto”.

“Ela já se aproximou muito do máximo conseguido por Lula. Por outro lado, está a ir buscar votos a Serra, e Serra também já bateu no seu fundo”, explicou José Roberto Toledo por telefone ao PÚBLICO, ainda antes da divulgação da última sondagem, notando que a candidata do Presidente já não teria muito mais margem para crescer.

Quanto às pessoas que ainda não sabem que ela é a candidata do Presidente Lula e onde teria ainda margem para crescer, o jornalista nota que “há 10 a 15 por cento de pessoas que ainda não sabem que ela é a candidata do Lula”, mas há que descontar as que já indicam que votam nela mesmo sem saber que é ela a preferida do Presidente.

Ainda há dois factores que podem fazer reverter a vantagem de Dilma Rousseff, considera o analista: “Há o factor da campanha negativa que o Serra começou, e que não se consegue ainda ver se teve algum efeito, e pode sempre haver um facto político ou económico”, um escândalo que mude o curso da campanha. A primeira volta é no dia 3 de Outubro.

Tem havido menções a uma quebra de sigilo fiscal da filha de Serra, mas este não é um caso suficientemente forte para mudar o quadro de vantagem.

O jornalista sublinha ainda que a divisão entre os votos no PT de Dilma Rousseff e no PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) de José Serra tem uma base geográfica (e não socioeconómica, como se poderia pensar). Mas começa a haver uma alteração na geografia do voto: “O PT conseguiu descer muito” no mapa do Brasil, chegando cada vez mais a Sul, território do PSDB.

Dilma Rousseff está à frente de José Serra na maioria dos estados e há mesmo uma hipótese de conseguir uma vitória em todos os estados, o que é para José Roberto Toledo um dos dados mais surpreendentes destas sondagens.

*****

Do IG:

Violação de sigilo não mudou escolha

De acordo com cientistas políticos ouvidos pelo iG, o movimento apresentado pelo tracking evidencia que a violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB e de Verônica Allende Serra, filha do presidenciável tucano, não interferiu na escolha do eleitor. “A Dilma ficou uma semana sob fogo cruzado, mas a crise (da quebra do sigilo) não colou na campanha”, afirma Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político e pesquisador da PUC-SP e da Fundação Getúlio Vargas.

Para Murilo de Aragão, cientista político e presidente da Arko Advice Consultoria, “a maioria esmagadora dos eleitores já optou pela candidata do Lula e o episódio do sigilo, em que pese a gravidade do assunto, não teve repercussão para o eleitorado”. Segundo Aragão, os eleitores tendem a enxergar o mundo político como uma realidade à parte. E, por isso, o escândalo da violação do sigilo está distante do eleitorado.

“A tendência das eleições está dada”, afirmou o presidente da Arko Advice. Ele diz que desde o ano passado já esperava uma vitória da candidata petista no primeiro turno, mas a grande surpresa no processo eleitoral “é a tamanha vantagem da Dilma”. Com relação ao candidato tucano, Aragão vaticina: “Serra está perdido. Hoje ele é um passageiro da campanha”.

Ainda em relação ao escândalo do sigilo, Teixeira diz que “Serra deu um tiro no pé” ao atribuir a Dilma a quebra do sigilo e, logo no início, pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a impugnação da candidatura petista. “Ao negar o pedido, o TSE sinalizou que o problema pode ser do PT, mas não é da campanha da Dilma”, diz o cientista político. Segundo ele, os tucanos também caíram em uma saia justa com as denúncias, no Rio Grande do Sul, de que um sargento que atuava na Casa Militar responsável pela segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB) teria acessado dados confidenciais do candidato Tarso Genro (PT).

Murilo de Aragão também busca no passado uma explicação. “A derrota de Serra começou a ser escrita oito anos atrás”. De acordo com ele, o PSDB não traçou uma estratégia para voltar ao poder. “O PSDB se organizou apenas em torno do prestígio dos seus cardeais e não soube explorar as falhas do governo Lula”, afirma. Segundo ele, as únicas ocasiões em que os tucanos tiveram alguma chance de ganhar eleições aconteceram em “episódios fortuitos”, como o mensalão.

O presidente da Arko Advice faz uma analogia para ilustrar em que situação está a disputa eleitoral. “Imagine uma luta de boxe. A Dilma está vencendo por seis a três e falta apenas um último assalto para terminar o embate. O que ela tem que fazer é evitar o choque. E o Serra só pode vencer por nocaute”.

Dilma atinge 56%; tracking desmente “teoria da estagnação” | Viomundo - O que você não vê na mídia

O "tico-tico no fubá" da mídia golpista

Balas de prata e os tempos das filhas

Carta Maior - Gilson Caroni Filho:
Colunistas| 07/09/2010

DEBATE ABERTO

Balas de prata e os tempos das filhas

O que poucos se dão conta é que o uso da “bala de prata” é improvável por uma logística inédita: dessa vez o “lobisomem” e o atirador estão umbilicalmente ligados. Qualquer disparo fulmina os dois. Simbiose perfeita.

Gilson Caroni Filho

É cristalino o significado político das últimas declarações de José Serra. Ao comparar, em um telejornal das Organizações Globo, a presidenciável petista, Dilma Rousseff, ao ex-presidente Fernando Collor, o tucano deixou claro que já não lhe sobra margem para argumentos sutis. Quando responsabiliza a ex-ministra pela quebra do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, o candidato do PSDB, comprova, mais uma vez, que, neste momento, está refugiado à sombra de togas obscuras e barões midiáticos, aos quais deve prestar vassalagem até o dia 3 de outubro.
Carente de apoio popular, perdendo força a cada dia na classe média, e constatando a decomposição de seu apoio político-parlamentar, Serra só espera sobreviver a partir do apoio que vem obtendo de redações que se transformaram em extensões de seus comitês eleitorais. Sua candidatura está em estranha suspensão, em compasso de espera entre o imprevisto e um novo ato do drama de retrocesso calculado. Esperando por uma improvável “bala de prata", parece estar pronto para enveredar por uma aventura de alto preço para o país: um golpe branco em nome da preservação do Estado Democrático de Direito. Melancólico, mas é o que parece lhe restar.
Fingindo não saber que acabou o teatro esquizofrênico do falso moderno que pensava ser rei, o tucano não teme o ridículo: “O Collor utilizou o filho do Lula em 1989. Agora, pegaram a minha filha (...) para meter nesse jogo político sujo por preocupação com a minha vitória. Dilma está repetindo Collor". Traçar paralelismos requer cuidados que, quando não são tomados, revela a verdadeiras intenções do discurso e do gesto. A mistificação - e Serra deveria saber disso - costuma cobrar preço alto.
Vamos por partes, para melhor detalhar o processo. Collor foi eleito através de uma campanha em que misturou um discurso modernizante com apelos a valores e crenças tradicionais. A reforma do Estado e a moralização da sociedade eram os eixos centrais do discurso. Quem, a essa altura da campanha, está adotando a receita do bolo collorido? A total ausência de compromisso com a verdade e com a ética é marca de qual candidatura? Não convém brincar com o passado recente. O país, hoje, já não padece de aguda crise de cidadania. A sociedade civil já não se submete às surradas cantilenas reacionárias.
Collor atiçou o medo das camadas médias denunciando futuras medidas socializantes de candidatos mais à esquerda, principalmente Lula. Quando, seguindo a mesma trilha do “caçador de marajás”, um prócer tucano afirma que ”devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários “, cabe a pergunta: quem está repetindo quem? Que democracia é preservada quando se pretende reduzir o aparato estatal a uma espécie de polícia da produção a serviço dos ditames do mercado? Como obter a submissão do mundo do trabalho sem a supressão de direitos democráticos?
Por fim, o ex-presidente da UNE, deveria se lembrar que Collor atacou seu adversário no segundo turno, manipulando uma antiga namorada de Lula. Em tudo isso, o ex-presidente contou com uma máquina de apoio e propaganda como nunca tinha sido visto, custeada por grandes grupos econômicos. O apoio da Globo foi, como é, notório e especialmente importante. Como se vê, não cabe misturar filhas e tempos distintos.
Lurian Cordeiro da Silva surgiu no cenário eleitoral como golpe baixo de uma campanha ameaçada pela curva de crescimento da candidatura oponente. Verônica Allende Serra, sem que se saiba ainda quem encomendou a quebra de seu sigilo fiscal, vem a público por emanações do mercado financeiro. Não é plausível confundir coisas e nomes. Sociedades financeiras e namoros apaixonados são coisas bem diferentes. Disso sabem todos, de Miriam Cordeiro a Daniel Dantas.
O que poucos se dão conta é que o uso da “bala de prata” é improvável por uma logística inédita: dessa vez o “lobisomem” e o atirador estão umbilicalmente ligados. Qualquer disparo fulmina os dois. Simbiose perfeita.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

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