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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ação no Ministério Público: Crime de racismo

Blog da Dilma
novembro 12th, 2010 | Autor: CelsoJardim

O Vereador Francisco Chagas (PT) protocolou em (04/11) no Ministério Público Federal, Procuradoria Regional da República em São Paulo, uma Representação para apuração de possível prática de Crime de Racismo cometida por usuários de redes sociais da Internet, como Twitter, Facebook, Orkut e outras. O documento foi registrado sob o número PR/SP-SPJ-009671/2010.

Na Representação constam os nomes de 94 pessoas com a identificação de seus endereços eletrônicos e perfis na rede mundial de computadores contendo, ainda, as respectivas ofensas proferidas por elas.

Foram anexadas ao documento as listas impressas das páginas das redes sociais, contendo os contatos e as ofensas aos nordestinos, negros e índios e um vídeo gravado em CD também denunciando essas informações.

As ofensas de cunho racista que foram publicadas e distribuídas pelas redes sociais na internet, começaram logo após ter sido anunciada a vitória de Dilma Roussef, na noite do dia 31 de outubro. Usuários do Twitter, mencionados no documento entregue por Francisco Chagas, passaram a fazer postagens ofensivas, de cunho racista contra os habitantes e pessoas com origem nos Estados localizados no Nordeste e Norte do País, bem como contra membros das comunidades indígena e negra, atribuindo à população ou à pessoas destes Estados ou etnias “ a culpa “ pela derrota do candidato do PSDB, José Serra.

As informações ofensivas continuaram a ser postadas na rede da Internet e replicadas nos dias seguintes, chegando aos milhares de sites e blogs cadastrados na rede mundial, atingindo milhões de pessoas no Brasil e no exterior.

Na representação entregue ao Ministério Público, o Vereador Francisco Chagas destacou os direitos do cidadão garantidos pela Constituição Federal. “A Constituição do nosso país prevê a liberdade e uma sociedade justa e solidária, incentivando a redução das desigualdades sociais. É nosso dever tratar a todos com respeito, sem preconceitos de raça, sexo, cor”, refletiu. Chagas ainda lembrou que a prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito a prisão.

A Lei 7.716 de 05/01/1989, com alterações, que define os Crimes de Racismo aponta que é também crime não somente a prática, mas a indução ou incitação à discriminação ou preconceito. E mais: se esses crimes são cometidos por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, além da multa, o cidadão está sujeito a prisão de 2 a 5 anos.

“Estes fatos são gravíssimos, pois anunciam uma banalização de práticas de discriminação racial e incitação ao ódio de classe ou de etnia entre parcelas da sociedade”, destaca no documento. “É preciso combater a intolerância política e ideológica, que trouxeram desgraças infindáveis ao ser humano no decorrer da história do Brasil e do mundo”, relembra Chagas.

Francisco Chagas* tem origem nordestina. Nasceu na cidade de Riachuelo, interior do Estado do Rio Grande do Norte e está em São Paulo há mais de 30 anos. É sociólogo e como Vereador em seu terceiro mandato, é autor da Lei Municipal nº 14.952 de 13/07/2009, que criou e instituiu o dia 8 de Outubro como o Dia do Nordestino na cidade de São Paulo. A data foi comemorada pela segunda vez neste ano, e faz parte do Calendário Oficial de Eventos do município.

O objetivo da Lei foi prestar uma justa homenagem e reconhecimento aos mais de 4 milhões de cidadãos de origem nordestina ou seus descendentes que moram na capital e ajudaram a construir a grandeza da metrópole”, destacou o vereador. A Lei também destaca o incentivo à integração e inserção dessa grande comunidade, que deve ser feita de modo que não haja “cidadão de segunda categoria”, ou seja, sem preconceitos.

*O Vereador Francisco Chagas é autor da Lei Municipal que criou o Dia do Nordestino (8 de outubro) na cidade de São Paulo. A data faz parte do Calendário Oficial de Eventos do município, e tem como objetivo prestar uma justa homenagem e reconhecimento aos mais de 4 milhões de cidadãos de origem nordestina ou seus descendentes que moram na capital paulista.

*Celso Jardim

Ação no Ministério Público: Crime de racismo

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Órfãos de 1932

Blog da Dilma
novembro 11th, 2010 |  Autor: Jussara Seixas

Por  Mair Pena Neto

Uma das piores sequelas da recente eleição presidencial foi a onda conservadora, preconceituosa e racista, que sentiu-se à vontade para se expressar diante da campanha agressiva e fundamentalista do candidato tucano. Tal postura, revelada, sobretudo, por uma estudante paulista de Direito, não nasceu com a campanha eleitoral, mas percebeu no processo uma oportunidade ímpar de destilar sua aversão ao nordestino, simbolizando o ignorante, que não contribui para o destino do país. O nordestino simboliza, na verdade, o preconceito contra o pobre, o preto, o desvalido, enfim, todos aqueles que não participam da vida rica de uma certa área de São Paulo, não tão além dos Jardins.

Sim, em primeiro lugar é preciso diferir os paulistas dessa minoria elitista míope, herdeira dos órfãos de 1932, que não entende São Paulo como parte indissociável do Brasil e dos brasileiros. A revolução de 30 rompeu o poder oligárquico paulista, que acreditava sustentar a nação e não desejava sua transformação em um país urbano, moderno e industrial. Os inconformados com essa guinada na vida do país, que dele usufruiam, se levantaram em armas, num movimento que tinha como lema “Tudo por São Paulo”. Até hoje, esse levante é comemorado em São Paulo, por maior que tenha sido o seu equívoco histórico.

A derrota em 32 não tirou de São Paulo seu papel de carro-chefe na industrialização que queria evitar e com o avanço do capitalismo, até o seu ápice financeiro, o estado tornou-se ainda mais poderoso, levando certos setores a perderem a noção do nacional. Os jovens universitários que integram o movimento “São Paulo para os paulistas” são como os órfãos de 32, só que ainda não perderam nada, pois nada construíram, já que estão na faixa de 18 a 23 anos. Ao contrário, vivem num país que reduz suas desigualdades, e com um Nordeste em crescimento, o que diminui consideravelmente os fluxos migratórios para o Sudeste.

Obtusos, não percebem que a pujança de São Paulo foi construída com o suor de muitos brasileiros, em grande número nordestinos, e acham que os maiores responsáveis pelo desenvolvimento do estado foram os empresários. Desconhecem a dialética e trabalham com princípios equivocados e perigosos. Essa turma, assim como alguns movimentos separatistas, é minoritária e tende a ser ignorada pela sociedade. Seus pontos de vista, embora precisem ser observados e punidos quando incitam publicamente o crime, como no caso da estudante paulista, são desprezíveis e não teriam o menor eco se não fossem sustentados por algo maior.

E é aí que mora o perigo. A campanha presidencial brasileira levantou uma onda neoconservadora no país, jamais vista desde a redemocratização. O candidato tucano José Serra, com seu discurso excessivamente religioso, apegado a valores morais ultrapassados e enfaticamente paulista – colocou o estado contra o resto do país quando afirmou que o PT não gostava de São Paulo -, possibilitou o afloramento desse tipo de idéia. Aqueles que acham que “São Paulo não deve nada ao Brasil”, como declarou um porta-voz do movimento São Paulo para os paulistas, encontraram uma liderança política capaz de proclamar parte de seus anseios.

O movimento conservador e de direita vem tendo um crescimento mundial. É capaz de eleger presidentes na Europa e nos Estados Unidos, baseando-se não apenas no liberalismo econômico, mas em questões religiosas e xenófobas. O nordestino daqui é o estrangeiro de lá. Essa elite “iluminada”, que angaria apoio lá fora com a questão do emprego, aqui aplica outros argumentos como uma superioridade intelectual. Reproduz a frase mais infeliz de Pelé, a de que o brasileiro não sabe votar, e encontra respaldo para seus preconceitos até em editoriais e colunas de veículos de expressão nacional.

O conservadorismo brasileiro de matiz fascista, que não se manifestava de forma tão aberta desde o movimento integralista e da Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, encontrou um caminho aberto e pôs as asinhas de fora. O PSDB é candidato a ficar com ele se prosseguir na diretriz estabelecida pela campanha de Serra. Será um passo para se estabelecer definitivamente como o partido da direita brasileira, já que o DEM, antigo PFL, é apenas um resquício de legenda, fadado à extinção.

Órfãos de 1932

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vermelho: PT pede apuração das maracutaias do Paulo Preto | Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de outubro de 2010 às 21:37

Paulo Preto: novas denúncias revelam mar de lama no governo Serra

do Vermelho

A bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13) para revelar novas suspeitas de casos de corrupção envolvendo o chamado “homem-bomba” do PSDB, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto. Integrande do grupo do agora senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, Preto era homem de confiança dos tucanos paulistas até que foi acusado de sumir com quatro milhões de reais do “caixa 2″ da campanha de Serra.

As maracutais envolvendo o ex-presidente da Dersa, Paulo Preto, já eram bastante conhecidas nos bastidores do mundo político. Matérias da revista Veja (clique aqui para ler) e da revista IstoÉ (leia aqui) já tinham trazido à tona graves suspeitas sobre o engenheiro que ocupou cargos de grande importância no governo paulista na gestão do então governador José Serra (PSDB). Mas o nome de Paulo Preto foi jogado sob holofotes mais intensos depois que a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, durante o debate da Rede Bandeirantes, no último domingo (10), citou o desvio de R$ 4 milhões do caixa de campanha de José Serra. O dinheiro teria sido arrecadado por Paulo Preto junto a empreiteiras e depois sumido.

Durante o debate e no dia seguinte, o candidato José Serra disse que não conhecia Paulo Vieira de Souza, mas depois voltou atrás. Nesta terça-feira (12), durante evento em Aparecida do Norte, Serra saiu em defesa do ex-presidente da Dersa e disse que ele é inocente e também que já foi eleito o Engenheiro do Ano.

Denúncias sufocadas pelos tucanos

Com o nome de Paulo Preto ganhando espaço na mídia, a bancada do PT resolveu reapresentar algumas denúncias envolvendo não só Paulo Vieira de Souza mas também o ex-governador José Serra e o atual presidente da Dersa, José Max Reis Alves.

As denúncias de tráfico de influência, desvio de dinheiro público e improbidade administrativa endossam a representação que os deputados petistas devem encaminhar nesta quinta-feira à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo. São denúncias que já circularam pela Assembléia Legislativa de São Paulo mas foram sufocadas pela maioria governista aliada aos tucanos.

Agora, com o assunto ocupando a pauta eleitoral, os deputados petistas têm esperança que as denúncias sejam finalmente investigadas.

Paulo Preto tem estreitas ligações políticas e pessoais com Aloysio Nunes Ferreira Filho, ex-secretário da Casa Civil de São Paulo e senador eleito pelo PSDB em São Paulo. Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu “interlocutor” junto ao empresariado. A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento.

Trajetória repleta de episódios nebulosos

“Trata-se de uma trajetória repleta de episódios nebulosos”, disse o líder da Bancada do PT, Antonio Mentor, em referência a Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Segundo Mentor, antes de sair da Dersa, no final de 2009, Preto foi ainda acusado de favorecimento na indicação da própria filha, a advogada Priscila Arana de Souza Zahran, para o Escritório Edgard Leite Advogados Associados, que defende a Dersa e as mesmas construtoras que deveriam ser fiscalizadas pela estatal, no Tribunal de Contas da União e Tribunal de Contas do Estado.

Deputado eleito e presidente do PT Estadual, Edinho Silva, destacou o acesso a informações privilegiadas que a advogada tinha, ao atuar em um escritório que atendia empreiteiras fiscalizadas por se próprio pai. “É evidente o conflito de interesses”, explicou Edinho.

As empreiteiras atendidas pelo escritório onde trabalha a filha do ex-presidente da Dersa atuaram nas principais obras viárias do Estado, como o Rodoanel, a Nova Marginal e a extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Paulo Vieira de Souza era o responsável, por exemplo, por autorizar o pagamento a estas empreiteiras.

“O contrato mais emblemático refere-se à extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Nós, da Bancada do PT, fomos até a Dersa, por causa das desapropriações que a obra iria provocar. Paulo Preto foi acintoso, violento e ameaçador”, relatou o deputado Adriano Diogo.

Festa de R$ 1 milhão e ameaça a padre

O estilo do ‘tocador de obras’ do ex-governador José Serra também aparece nas festas que ele promove. “A festa de aniversário que ele realizou em março de 2009, na Casa das Caldeiras, custou R$ 1 milhão, e teve direito até a camelos e odaliscas”, denunciou o líder da Bancada do PT.

O deputado Adriano Diogo relatou ainda um episódio que mostra o estilo truculento do tucano Paulo Preto. Segundo Diogo, durante uma reunião para tratar dos interesses de centenas de famílias que estavam ameaçadas de despejo por causa das obras da avenida Jacú Pêssego, Paulo Preto lançou ameaças e grosserias contra o padre Franco Torresi, que estava na reunião como representante das comunidades ameaçadas de perder suas casas. “O Paulo Preto nos recebeu a contra-gosto e foi super grosseiro. Contou que durante o governo FHC ocupou cargos na área penitenciária e dirigindo-se ao padre Torresi fez um comentário em tom de ameaça. Disse que se tivesse conhecido o padre na época da ditadura, teria o colocado no pau (de arara, instrumento de tortura) e o padre não estaria ali enchendo o saco”, relatou Diogo.

A fama de arrogante e truculento de Paulo Preto é confirmada por um ilustre tucano. O atual governador de São Paulo, Alberto Goldman, chegou a escrever um e-mail a José Serra reclamando do estilo de Paulo Preto. Na mensagem, Goldman diz que o ex-diretor da Dersa é incontrolável, “vaidoso” e “arrogante”.

Vínculo com o esquema PC Farias

A representação dos deputados petistas também pede à Procuradoria investigação sobre o atual presidente da estatal, José Max Reis Alves, que já integrava a diretoria da DERSA na gestão de Paulo Vieira de Souza e foi acusado de participar do Esquema PC Farias, a máfia que atuou durante o Governo Collor, no início da década de 90.

Esta é a segunda representação que a Bancada do PT envia à Justiça sobre o ‘caso Paulo Preto’. O primeiro pedido de investigação, formulado em maio de 2009, está vinculado à Operação Castelo de Areia da Polícia Federal. “Estive reunido na semana passada com o Procurador (Fernando Grella Vieira) e o caso tramita em segredo de Justiça”, explicou o deputado Antonio Mentor.

De redação,
Cláudio Gonzalez

Vermelho: PT pede apuração das maracutaias do Paulo Preto | Viomundo - O que você não vê na mídia

Altamiro Borges: PT pede investigação de Paulo Preto

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PT pede investigação de Paulo Preto

Reproduzo matéria de Suzana Vier, publicada na Rede Brasil Atual:
A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo ingressou com representação junto ao Ministério Público Estadual (MPE) pedindo investigação da conduta de José Serra (PSDB) como governador do estado. O atual candidato à Presidência da República é envolvido em função de acusações contra Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor de Engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).
É a segunda representação encaminhada ao órgão em cinco meses. Em maio deste ano, a legenda pediu investigação de Paulo Preto por sua ação de arrecadação de fundos de campanha para o PSDB. Ele teria recolhido R$ 4 milhões antes do início do período determinado pela Justiça Eleitoral, mas o destino dos recursos é desconhecido. Na edição de 13 de agosto deste ano, Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido reconhece que houve a arrecadação, embora negue que os recursos tenham ido para a campanha.
Dilma relembra o "caso Paulo Preto"
O caso foi citado por Dilma Rousseff (PT) durante o debate entre pressidenciáveis no domingo (10), na TV Bandeirantes. Serra inicialmente negou conhecer Souza, mas depois defendeu o ex-diretor da Dersa. Os petistas negam qualquer relação entre a nova representação e a acusação da candidata governista.
Os deputados sustentam que o novo pedido de investigação foi decorrente de reunião com o procurador-geral de Justiça de São Paulo na semana passada. A apuração da representação apresentada em maio corre em sigilo de Justiça.
Representação
No atual pedido de investigação, o centro das atenções é a análise de possível ilegalidade, inconstitucionalidade e improbidade na conduta de Serra. Além dele e de Paulo Preto, são citados Delson José Amador, ex-diretor-presidente da empresa, e José Max Reis Alves, atual presidente da Dersa.
Sobre Paulo Preto, recai agora a suspeita de tráfico de influência. A hipótese que os petistas pedem para ser investigada é se ele teria usado sua função de autorizar pagamentos a empreiteiras e de coordenar obras para fazer caixa de campanha. A representação aponta a exoneração do ex-diretor, em abril deste ano, após Alberto Goldman (PSDB) ter assumido o cargo.
O PT pede que se avalie a execução de contratos e o cumprimento de obras efetivamente pagas. Isso porque há suspeitas de desvios de recursos em obras estratégicas no estado, como a expansão da Jacu Pêssego, Rodoanel e a Nova Marginal. "Ninguém nesse governo deu condições das empresas apoiarem mais recursos politicamente do que eu", disse Souza à Folha de S.Paulo. Ele negou ter feito a arrecadação.
Advogados
Outra frente de investigação de eventual tráfico de influência diz respeito à contratação do escritório Edgar Leite Advogados Associados, no qual trabalha Priscila Arana de Souza Zahram, filha de Souza. Além disso, o escritório trabalha para empreiteiras, contratadas pela Dersa para executar obras. O duplo vínculo indicaria conflito de interesses, na visão da bancada.
A representação sustenta que o Tribunal de Constas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas da União (TCU) apontaram problemas na contratação. "Não houve licitação para o contrato com esse escritório", atesta Antonio Mentor, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa.
Há pedidos de esclarecimento sobre um empréstimo concedido pela advogada e pela ex-mulher de Souza a Aloísio Nunes Ferreira (PSDB), senador eleito por São Paulo. Juntas, elas cederam R$ 300 mil para o ex-secretário da Casa Civil de Serra no estado. Embora não represente ilegalidade, os deputados querem saber se houve algum tipo de relação com as outras acusações.

sábado, 9 de outubro de 2010

O PT, o marketing político e a guerra assimétrica | Viomundo - O que você não vê na mídia

9 de outubro de 2010 às 23:57

por Luiz Carlos Azenha

O grande mito da eleição de 2010 no Brasil, até agora, é de que a internet não influiu no resultado. A decisão dos eleitores seria tomada a partir do horário gratuito na TV e dos debates. Discordo. Acho que a eleição foi para o segundo turno por causa da internet.

Vi duas coisas na paradigmática disputa entre Barack Obama e John McCain nos Estados Unidos:

1. O potencial da internet para disseminar mentiras e calúnias por e-mail e nas redes sociais;

2. O potencial do YouTube para criar ondas positivas (Obama girl) e negativas (vídeos “exclusivos”, “bombásticos”, “escondidos pela mídia” etc.)

Não é possível dissociar a rede do contexto em que ela existe: nos Estados Unidos, naquela eleição, os grandes grupos de mídia ainda estavam engatinhando na rede e seu conteúdo ainda era produzido majoritariamente para as plataformas tradicionais (jornal impresso, emissoras de TV, etc).

Brilhou a internet para as táticas de guerrilha virtual.

Com duas diferenças em relação ao que vemos no Brasil, agora.

Nos Estados Unidos, a infraestrutura da banda larga tornava o acesso praticamente universal. Os vídeos rodavam nas casas de todos os eleitores.

No Brasil isso não é fato. O alcance da rede é menor.

Ah, mas existe uma grande diferença no Brasil: as lanhouses. Na periferia das grandes cidades, as lanhouses são mais que lugares para frequentar a internet. São clubes. Onde os jovens se reúnem, jogam uns contra os outros, checam o e-mail e assistem ao vídeos no You Tube. Uns chamam a atenção dos outros para as notícias que recebem. Quanto mais tosco o vídeo ou mais “bombástica” a informação — verdadeira ou mentirosa –, melhor. É assim que os boatos se espalham como fogo, através dos jovens.

A desconexão que eles sentem em relação aos governos, o ímpeto próprio da juventude, a volatilidade de opiniões, o desejo de subverter a ordem — tudo isso conta.

Para muitos destes eleitores, não pesa a “credibilidade” da Folha, que eles não assinam. Pesa a credibilidade dos amigos e parentes nos quais as mensagens se originam. É credibilidade por associação a alguém confiável.

O movimento que levou Marina Silva para o segundo turno teve um componente disso. E foi a internet que deu consistência à expressão dele em diferentes regiões do país e especialmente nas regiões metropolitanas.

Quantos comícios Marina fez presencialmente nos lugares em que foi mais votada?

Para além disso, temos outra grande diferença em relação aos Estados Unidos, que é a diferença de renda.

A elite é identificada não apenas por um padrão de consumo, mas estético.

A estética da elite está presente nas campanhas de Dilma Rousseff e José Serra. São formulações distantes, de centros de poder imaginário (Brasília, São Paulo) na cabeça dos jovens, emitidas por meios eletrônicos (TV, internet).

Daí a importância residual, no Brasil, dos panfletos.

A concretude física lhes confere credibilidade.

A palavra escrita, os desenhos e as charges tem um impacto simbólico que não deve ser desprezado. São a linguagem “do povo”, em anteposição à imagem limpa das superproduções, associada à elite.

O PT, o PMDB e os movimentos sociais dispõem de uma esmagadora vantagem sobre o PSDB/DEM neste campo.

Militância e capilaridade. Juntos, chegam a todos os pontos do Brasil.

Uma vantagem que pode ser decisiva numa eleição apertada.

Mas a vantagem só poderá ser explorada se passos forem dados para superar o abismo que existe entre os de cima (marqueteiros e pesquiseiros) e os de baixo (militantes e eleitores).

A proximidade física entre os militantes e os eleitores (de parentesco, de vizinhança, de bar, de fábrica ou comércio) conta muito nessa hora.

Para os que são de muita informação, informação.

Para os que são de pouca informação, mensagens simbólicas que contenham toda a informação.

O PT, o marketing político e a guerra assimétrica | Viomundo - O que você não vê na mídia

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Coligação de Dilma pede direito de resposta na TV Canção Nova | Viomundo - O que você não vê na mídia

7 de outubro de 2010 às 20:25

07 de outubro de 2010 – 14h50

Dilma e sua coligação pedem direito de resposta contra TV Canção Nova

do site do TSE

Por meio de representação direcionada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a coligação “Para o Brasil seguir mudando” e sua candidata à Presidência da República, Dilma Roussef, solicitaram direito de resposta contra a TV Canção Nova, no tempo de 15 minutos, em horário matutino. Isso porque na manhã da terça-feira, dia 5, a emissora teria exibido, ao vivo, a realização de uma homilia na qual um padre pediu aos fiéis que não votem na candidata Dilma no segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo a representação, em toda a homilia transmitida pela TV Canção Nova, o religioso emitiu opiniões ofensivas à candidata e ao Partido dos Trabalhadores, com afirmações falsas de caráter difamatório e injurioso. “Dentre outras afirmações falsas e ofensivas, de cunho difamatório e calunioso, o referido padre afirma que o PT é a favor da interrupção de gestações indesejadas”, esclarece.

Sustenta que a emissora não se limitou a emitir opinião contrária à coligação e á candidata, mas fez graves ofensas à honra e à reputação, “a ensejar a concessão de direito de resposta”. Entre as supostas acusações estão a de que: o país piorará se o PT e sua candidata ganharem as eleições; o partido defende a prática de aborto; a candidata e o PT pretendem aprovar leis que cerceiem as liberdades de imprensa e religiosa; ambos pretendem aprovar a celebração de casamento entre homossexuais; eles têm a intenção de transformar a nação brasileira em nação comunista com terrorista. Em todas elas, conforme a representação, o religioso afirma que poderia ser morto ou preso em virtude de suas afirmações, “em clara sugestão caluniosa de que o PT poderia praticar algum crime contra a sua integridade física”.

Fundamentação

A coligação e sua candidata destacam que o artigo 45, da Lei 9504/97, em seus incisos III e IV, estabelece que, a partir de 1º de julho do ano da eleição, é expressamente vedado às emissoras de televisão veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes, bem como dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação.

“É cediço que as emissoras de rádio e televisão devem conferir tratamento equânime às candidaturas, com vistas a respeitar o equilíbrio do pleito eleitoral e o princípio da paridade de armas”, dizem, ressaltando que a veiculação da referida homilia privilegiou a candidatura adversária.  “Por esta razão, a Lei das Eleições, em seu artigo 45, incisos III e IV, proíbe que as emissoras de televisão, por concessão pública, confiram tratamento desfavorável a determinado candidato, partido ou coligação”, completaram.

Ao sustentarem que a TV Canção Nova difundiu afirmações difamatórias e caluniosas em relação aos representantes “conferindo-lhe tratamento desfavorável em relação a outra candidatura, em evidente desequilíbrio do pleito eleitoral”, solicitam a concessão do direito de resposta, assegurado aos ofendidos pela da Lei das Eleições (artigo 58, caput, parágrafo 1º, inciso II).

A ministra Nancy Andrighi (foto) é a relatora do processo.

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PT pede investigação de panfleto contra Dilma | Viomundo - O que você não vê na mídia

7 de outubro de 2010 às 20:12

PT pede investigação da autoria de panfleto contra Dilma distribuído no encontro do PSDB

07.outubro.2010 16:29:31

Andrea Jubé Vianna, da Sucursal de Brasília, no Estadão

O presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Dilma Rousseff, José Eduardo Dutra, anunciou há pouco que pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para investigar a autoria do panfleto apócrifo que foi distribuído ontem no encontro nacional do PSDB e aliados que apoiam a candidatura de José Serra à Presidência. O texto orienta como difundir uma campanha contra Dilma na internet.

“Queremos a responsabilização criminal de quem confeccionou o panfleto, isso é crime eleitoral”, observou Dutra. O texto remete ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no fim do ano passado.

Num dos trechos, o panfleto diz o seguinte: “O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa (…) É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.

Em outro trecho, o panfleto recomenda a visita ao site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade (TFP), uma das mais conservadoras do País. Ao final, o documento aconselha que essas informações sejam divulgadas nas redes sociais da internet, como blogs, Orkut, Twitter. As assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra afirmaram que não têm relação com a confecção desse panfleto.

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sábado, 2 de outubro de 2010

Dutra: “Com a militância na rua, vamos eleger Dilma no primeiro turno”

Viomundo - O que você não vê na mídia:
3 de outubro de 2010 às 0:06

por Conceição Lemes

Conversei sábado à noite com José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT, que disse: ” As nossas pesquisas internas  indicam que Dilma Rousseff teria 54% dos votos válidos. Considerando a margem de 2 pontos percentuais para baixo e para cima, ela teria, no mínimo, 52%. Esperamos eleger a Dilma em primeiro turno”.

O tracking do Vox Populi  dá 53% dos válidos e que Dilma venceria no primeiro turno. Já o Ibope e o Datafolha, respectivamente, 51% e 50%. Levando em conta a margem de erro,  a candidata petista  poderia chegar a 53% e 52%.

Lançando mão de sua última bala,  o Datafolha tenta injetar ânimo no desalentado eleitorado tucano-demista, estimulando-o a votar em peso, e, assim, tentar levar a eleição para o segundo turno. Curiosamente, comparando Datafolha e Ibope, o Datafolha, como fez ao longo de toda esta campanha, favorece os tucanos.

Para governador, o Datafolha diz que a fatura será liquidada no primeiro turno. Dá 55% dos votos válidos para Geraldo Alckmin (PSDB). Já o Ibope, 51%, e não descarta a possibilidade de segundo turno.

Para senador, o Datafolha diz que Netinho de Paula (PCdoB), Marta Suplicy (PT) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) estariam tecnicamente empatados . Netinho e Marta teriam 24% dos votos válidos e Aloysio, 20%. Já para o Ibope, Netinho e Marta estariam eleitos com 27% dos votos válidos. Aloysio teria 19%.

“A nossa esperança, a nossa força,  são os militantes”, afirma José Eduardo Dutra. “Por isso, convoco todos a irem para a rua com as suas bandeiras. Vocês, sim, vão fazer a diferença. Vão fazer com que elejamos Dilma no primeiro turno e o Brasil, de Norte a Sul, continue mudando.”

Dutra: “Com a militância na rua, vamos eleger Dilma no primeiro turno” | Viomundo - O que você não vê na mídia

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sargento da Casa Militar da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) preso no RS acessou até fotos de crianças filhas de deputados do PT

Os Amigos do Presidente Lula:
segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pelo menos 30 pessoas tiveram seus dados acessados indevidamente pelo sargento Cesar Rodrigues de Carvalho, lotado até dias atrás na Casa Militar da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) e preso preventivamente desde sexta-feira. Ele teve acesso até a informações e fotografias de crianças. A relação foi divulgada hoje pelo promotor Amilcar Fagundes Freitas Macedo, coordenador da Operação Agregação, que investigou supostas extorsões que o militar estaria praticando contra exploradores de caça-níqueis em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

Na apuração do caso, a força-tarefa, integrada também pelo Núcleo de Inteligência do Ministério Público e pela área de inteligência do Comando de Policiamento Metropolitana, descobriu que o sargento usava sua senha restrita para acessar dados do Sistema de Consultas Integradas do Estado com fins diferentes da função de proteger a segurança da governadora e de sua família.

Entre as pessoas que tiveram seus dados bisbilhotados estão o ex-ministro da Justiça e atual candidato ao governo do Estado Tarso Genro (PT) e outros dois políticos do PT, o senador Sérgio Zambiasi e quatro filiados ao PTB. Também estão na relação quatro delegados de polícia e quatro oficiais da Brigada Militar (BM, a Polícia Militar gaúcha), cinco advogados, quatro jornalistas, empresários e assessores do governo do Rio Grande do Sul.

Crianças

O que mais chamou a atenção da força-tarefa foram acessos a informações e fotografias de crianças, filhas de deputados e de uma desembargadora, que tiveram seus nomes preservados. Agência Estado

Os Amigos do Presidente Lula: Sargento da Casa Militar da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) preso no RS acessou até fotos de crianças filhas de deputados do PT

PT quer ouvir o Amaury. E o Serra começa a amaciar | Conversa Afiada

Publicado em 06/09/2010

Ricardo Sérgio e Daniel aparecem no livro para enaltecer a biografia do Serra

Stanley Burburinho (quem será ele ?), o reparador de iniquidades, enviou os seguintes comentários sobre a decisão do PT de pedir à PF para ouvir o Amaury:

1 – A PF terá acesso ao conteúdo do livro e começará a investigar antes de o livro ser lançado em 2011 e sem comprometer a Record que contratou o Amaury há duas semanas.
2 – O Serra, sabendo disso, começou a amaciar: já disse hoje ao Estadão que “a motivação não foi eleitoral foi politica!”
3 – O Serra deu tiro no próprio pé.
4 – Aposto que o Serra e a imprensa aliada vão pisar no freio sobre esse assunto de quebra de sigilo.

Leia o que disse o Globo sobre o assunto:

Presidente do PT vai pedir à PF que investigue apuração de jornalista contra PSDB
André de Souza
BRASÍLIA – O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta segunda-feira que encaminhará à Polícia Federal três matérias jornalísticas que tratam da apuração conduzida pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior sobre irregularidades nas privatizações feitas durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo Dutra, há um paralelo entre a apuração feita pelo jornalista e a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB e ao candidato tucano José Serra, justificando o pedido para a PF investigar a existência de relações entre os dois episódios. Ele deu a entender que o jornalista pode estar por trás do caso, mas negou que estivesse fazendo ilações.
- Nós não estamos fazendo ilação de coisa nenhuma. Nós estamos apresentando matérias que apareceram na imprensa.
Ainda segundo Dutra, Amaury não teve participação nenhuma na campanha de Dilma, embora ele tenha trabalhado junto com Luiz Lanzetta, dono da empresa Lanza e acusado de estar preparando um dossiê para ser usado contra o candidato Serra.
- O jornalista Amaury não teve participação nenhuma na campanha. Pessoalmente eu não o conheço. O PT tinha um contrato com a empresa do senhor Lanzeta. Foi a relação de um partido com a empresa – afirmou Dutra.

Clique aqui para ler: “Serra desistiu da campanha; o problema dele é o Amaury”.
Clique aqui para ler “Foi o livro do Amaury o que aloprou o Serra”.
E aqui para ver que o Mino Carta já sabe quem violou os dados da declaração da filha do Serra.

Paulo Henrique Amorim

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domingo, 5 de setembro de 2010

Jornalista em "off" exala mau cheiro vindo do Jornal Nacional

Os Amigos do Presidente Lula:
sábado, 4 de setembro de 2010

Fonte em "off" é comum em jornalismo... Mas a emissora esconder a própria equipe de produção que obteve uma informação oficial, exala forte mau cheiro de coisa errada.

O Jornal Nacional da TV Globo de ontem, trocou email com a assessoria de comunicação do TRE-SP.

O TRE-SP prestou uma informação no mínimo temerosa, ao afirmar a situação de "filiado" ao PT de contabilista Antônio Carlos Atella Ferreira:
Afirmou que a situação de filiação partidária é excluído, significa que a anotação de filiação foi excluída do cadastro de eleitores, não significa desfiliação, apenas havia algum dado divergente que o partido não corrigiu.
O senhor Antônio filiou-se em 20 de outubro de 2003 ao Partido dos Trabalhadores, no município de Mauá, São Paulo, na zona eleitoral de número 217. A data de exclusão é 21 de novembro de 2009.

A nota mais confunde do que esclarece. Por que não informar qual dado divergente, como fez o PT-SP, hoje? E por que não informar a real situação como elucida a nota do PT-SP?
Do texto tortuoso do email divulgado no JN, o que entendi é que registro de filiação no nunca foi aceito na Justiça Eleitoral. Tinha pendências a serem regularizadas, e como não foram, foi excluído. Portanto, Atella Ferreira não poderia exercer qualquer atividade partidária formal como membro do partido perante a justiça eleitoral, enquanto não regularizasse seu registro.
A informação tortuosa prestada pelo TRE-SP, apesar de ter pouca relevância sem estar acompanhada de outros fatos, foi combustível para o noticiário incendiar o assunto através de ilações e manchetes maliciosas, que... tcham... tcham... tcham... foram usadas no programa eleitoral da TV de José Serra (PSDB), na tarde deste sábado, como a simples filiação fosse prova de cumplicidade.

Resumindo: a nota do TRE-SP, a forma que o JN divulgou, e as manchetes que foram produzidas, formaram um conjunto para alimentar o factóide que interessava à campanha de José Serra (PSDB), usando a malandragem do "quem conta um conto, aumenta um ponto".
É óbvio que o TRE-SP não é responsável pelo uso que fazem das informações de seus e-mails. O PIG (imprensa golpista) deturpa qualquer coisa que recebe em mãos ao seu bel prazer. Mas, como diz o ditado, "a mulher de Cesar não basta ser honesta, tem que parecer honesta".
E o que ficou muito esquisito nesta história, é o JN apagar o email de quem consulta ao TRE-SP (ver a seta vermelha na primeira figura acima).
A consulta, mesmo feita por email, é de natureza pública. Não há nada de sigiloso. Não existe nenhum motivo para um órgão de imprensa ocultar um e-mail corporativo, de trabalho, nestas circunstâncias.
A ocultação desse e-mail, aliado ao uso que foi feito da informação, depõe contra a emissora e coloca a Assessoria de Comunicação do TSE em uma saia justa, como se houvesse algum tipo de relação clandestina, com fontes "em off", ou de ação previamente combinada.
Já que a TV Globo não divulgou com transparência a origem do email, cabe ao TRE-SP divulgá-lo, além da íntegra do texto, sem o filtro do Jornal Nacional, para não pairar dúvidas de haver coisas combinadas por trás daquela troca de mensagens.

Os Amigos do Presidente Lula: Jornalista em "off" exala mau cheiro vindo do Jornal Nacional

Segurança de Yeda Crusius, que cobrava propina com carro oficial, violou dados do PT | Viomundo - O que você não vê na mídia

5 de setembro de 2010 às 12:35

Sep 4th, 2010

por Marco Aurélio Weissheimer, no RS Urgente

Imaginem a seguinte situação: um segurança do presidente Lula é preso por cobrar propinas de empresários de máquinas caça-níqueis, usando carros oficiais do governo para fazer essas cobranças. Além disso, com uma senha especial, ele acessou dados sigilosos de adversários políticos do governo por meio de um sistema de consultas integradas do governo. O país estaria virado num inferno, não é mesmo?

Pois tudo isso está acontecendo no Rio Grande do Sul, com uma diferença. Um silêncio estrondoso e vergonhoso por parte da mídia. O promotor Amílcar Macedo confirmou neste sábado que o sargento César Rodrigues de Carvalho, que trabalhava na segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB), no Palácio Piratini, acessou inúmeras vezes o Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança para levantar dados sobre diretórios do Partido dos Trabalhadores (endereços, registros de veículos, nome de pessoas). O sargento, segundo o promotor, também acessou dados sigilosos de um ex-ministro de Estado (seria o ex-ministro da Justiça e atual candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro) e de um senador da República. Segundo o promotor, o senador e o ministro não são do mesmo partido, o que indica que se trata ou do senador Pedro Simon (PMDB) ou do senador Sérgio Zambiasi (PTB).

O militar em questão, preso na sexta-feira, ao invés de uma punição, recebeu uma recompensa por parte do governo Yeda: ganhou uma FG 10, uma alta função gratificada, que pertencia a um coronel, transferido da Secretaria da Segurança para a Assembléia. O escândalo é ainda maior e pode envolver altos oficiais da Brigada Militar e alto(a)s funcionário(a)s do governo do Estado.

E o que dizem sobre isso as homepages dos dois principais jornais do Estado?

Rigorosamente nada.

O site do jornal Zero Hora exibe como manchete: “Coligação de Serra vai á Justiça por quebra de sigilo fiscal”.

E não traz nenhuma chamada para o caso do segurança de Yeda.

O site do Correio do Povo também não fala do assunto.

Os dois jornais seguem sem informar à população quanto receberam em publicidade do governo Yeda Crusius, em especial do Banrisul.

E se os dois principais jornais do Estado estão se comportando assim, o que esperar da imprensa do resto do país?

Com esse comportamento, a chamada grande imprensa reafirma que abandonou o jornalismo definitivamente. Há profissionais sérios e muito competentes nestes veículos. Se quiserem continuar a sê-lo, poderão ser obrigados a buscar novos caminhos. Aliás, não estarão perdendo nada. Muito pelo contrário.

Segurança de Yeda Crusius, que cobrava propina com carro oficial, violou dados do PT | Viomundo - O que você não vê na mídia

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A maré alta do PT, segundo o Valor | Viomundo - O que você não vê na mídia

3 de setembro de 2010 às 9:

Tendência é de votação superior à de Lula em 2002 e 2006

do Valor Econômico, via blog do Favre

Cristian Klein, de São Paulo

A disparada de Dilma Rousseff nas pesquisas divulgadas no fim de semana, além de desenhar uma vitória governista no primeiro turno, revela um fenômeno pouco previsível até o início da campanha. A candidata desconhecida da maioria da população, que nunca concorreu a um cargo eletivo, mas foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo, já teria hoje uma votação maior do que a de seu padrinho político. Mais: a candidatura Dilma retomou todos os Estados perdidos para a oposição na eleição de 2006, numa repetição da chamada “onda vermelha” de 2002, só que ainda mais forte. De acordo com levantamento feito pelo Valor, na maioria dos Estados nordestinos, por exemplo, o PT está aumentando largamente a vantagem sobre o PSDB obtida nas eleições de 2002 e 2006, num desempenho mais semelhante a uma bola de neve do que ao de uma onda.

Com os 59% de preferência dos votos válidos, verificados na última pesquisa Ibope, Dilma Rousseff – projetados os índices estáveis de comparecimento e votos válidos das últimas eleições – já teria pelo menos 60 milhões de votos. No segundo turno de 2006, Lula amealhou 58.295.042 de votos, marca histórica em disputas presidenciais no país.

Se a eleição fosse hoje – considerando um total de 101.853.325 de votos válidos (equivalente à taxa verificada nos últimos pleitos, de 75% do total de aptos a votar, que serão 135.804.433) – Dilma ultrapassaria o recorde, com 60.093.462 de votos. Seria um feito, mesmo considerando que houve crescimento do eleitorado, pois a petista obteria a marca já no primeiro turno, quando há mais concorrentes na disputa.

A façanha pode ser ainda maior em termos percentuais. Neste caso, o apoio a Lula no segundo turno, em 2006, foi de 60,8% e, em 2002, ainda maior, de 61,3%. Dilma Rousseff está com 59%, mas, segundo o Ibope, 12% do eleitorado ainda não sabe que a candidata é apoiada pelo presidente. Ou seja, há uma margem de crescimento que poria Dilma à frente de seu fiador.

Isso mostra que a ex-ministra-chefe da Casa Civil, apesar da inexperiência política e da falta de recall eleitoral, não atrapalhou a transferência de apoio de Lula para a sua candidatura. Pelo contrário. A tão debatida capacidade de o presidente transferir votos para sua apadrinhada ocorre numa escala que supera qualquer prognóstico feito no ano passado.

É o que se verifica quando são analisados os dados referentes às intenções de voto para a candidata do governo e para seu adversário da oposição, José Serra (PSDB), em relação aos resultados das disputas entre petistas e tucanos, em cada unidade da federação, nas últimas eleições.

Lula, Dilma, PT e a aliança reforçada agora pelo PMDB estão retomando regiões inteiras perdidas no pleito pós-mensalão de 2006. É o caso dos Estados do Sul e do Centro-Oeste, e de São Paulo. Nestas regiões, grandes desvantagens de votos de Lula para o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin – algumas de até 23 pontos percentuais, como em Santa Catarina – podem se converter, de acordo com as últimas pesquisas do Ibope nos estados, em dianteira de 13 pontos percentuais, em Goiás, e de até 25, como no Distrito Federal.

Em São Paulo, a desvantagem de 17 pontos percentuais entre Lula e Alckmin, em 2006 – que representou uma diferença de quase 4 milhões de votos – agora gira em torno de 8 pontos a favor de Dilma em relação a Serra.

Nestes Estados, há uma virada do jogo em territórios tradicionalmente mais férteis ao PSDB. Já no Nordeste, a candidatura Dilma está ampliando fortemente o apoio já obtido nas eleições de 2002 e 2006. Alagoas é um caso exemplar. Única unidade da federação vencida pelos tucanos em 2002, por uma pequena margem de diferença, de menos de um ponto percentual, o Estado, quatro anos depois, deu uma vantagem de 8,8% para Lula. Agora, a candidatura Dilma já abre uma diferença de 42 pontos em relação a Serra. Em outros Estados, como Bahia, Pernambuco e Piauí, a petista tem a perspectiva de ampliar em mais de 10 pontos o apoio recebido por Lula em 2006.

No Rio de Janeiro, a vantagem para os tucanos aumentou de 20 para 50 pontos. Em Minas Gerais, a diferença subiu de 10 para 31.

*****

Continuísmo atinge eleição para governador

A maré favorável ao PT e aos aliados se reproduz nas eleições para governador. Candidatos apoiados pelo governo federal lideram em 13 estados. Concorrentes oposicionistas estão à frente em sete disputas e em outros sete estados a situação é de empate.

Na maior parte dos Estados, há uma correspondência entre a eleição presidencial e as regionais. Onde Dilma tem preferência maior do eleitorado, candidatos apoiados pelo governo federal estão liderando. As exceções mais notáveis são o Pará, onde Simão Jatene (PSDB) está à frente e desafia a reeleição de Ana Julia Carepa (PT), e o Rio Grande do Norte, onde Rosalba Ciarlini (DEM) está batendo nas pesquisas Iberê (PSB), também candidato à reeleição.

Estas, no entanto, também são exceções quando se observa como estão as chances dos atuais mandatários. A maioria dos governadores que tentam a reeleição deve confirmar o favoritismo. Além de Iberê, apenas Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, tem chances remotas. Dos 20 governadores que tentam novo mandato, 10 lideram com folga e outros oito estão numa disputa mais acirrada pela manutenção da cadeira.

Dos 10 com larga vantagem para a reeleição, cinco são do PMDB – Roseana Sarney (MA), André Puccinelli (MS), José Maranhão (PB), Sérgio Cabral (RJ) e Carlos Gaguim (TO) -; outros dois são do PT – Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE) – e dois são do PSB – Cid Gomes (CE) e Eduardo Campos (PE).

Mas é o PSDB o partido que aparece mais bem posicionado nas disputas estaduais. Além de também ter cinco candidatos liderando com folga, o partido tem mais seis com boas chances, em disputas apertadas. É o caso de Minas Gerais, onde o governador Antonio Anastasia ultrapassou Hélio Costa (PMDB), na maior arrancada até agora nas brigas estaduais. Justamente no Estado em que a poderosa aliança entre PT e PMDB foi uma questão de honra.

É mais um exemplo do clima de continuidade que paira nestas eleições e um contraponto à maré vermelha. Mas, juntos, os dois fenômenos parecem acelerar a construção da maioria: 17 disputas devem terminar já no primeiro turno. (CK)

A maré alta do PT, segundo o Valor | Viomundo - O que você não vê na mídia

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estranho, muito estranho. Assaltaram o PT de Mauá | Conversa Afiada

Publicado em 02/09/2010

O Burburinho tem um olfato muito apurado

O Conversa Afiada republica e-mail do reparador de iniquidades Stanley Burburinho.
Logo em Mauá, onde fica a tal agencia da Receita Federal ?

Assaltantes armados roubam comitê do PT em Mauá (SP)

Seis homens invadiram o local, mas ninguém ainda foi preso
Felipe Andrade, da Agência Record
Seis homens armados assaltaram no final da manhã desta quarta-feira (1) o comitê do PT em Mauá, na grande São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, pelo menos cinco homens usavam coletes da Polícia Federal, mas ninguém ainda foi identificado.
De acordo com a polícia, como não havia dinheiro no local, os homens roubaram os dois seguranças do partido e fugiram levando duas armas e aparelhos de celular. Eles fugiram em dois carros, mas ninguém foi preso ainda.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, ninguém ficou ferido na ação e não houve confronto. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mauá.
A partir de dica do @laudirseger

Em tempo: Atella, o de 5 CPFS,  nem sabia que o jenio tem filha:
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/suspeito-de-violar-sigilo-da-filha-de-serra-diz-que-nao-sabia-de-parentesco.html

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domingo, 29 de agosto de 2010

PT, CUT e AGU deveriam processar Gilmar | Conversa Afiada

Publicado em 29/08/2010

Este é o novo santinho da campanha eleitoral

Na 1ª página da Folha (*), clique aqui para ler, o ex Supremo Presidente do Supremo Gilmar Dantas (**) disse que o vazamento de dados sigilosos da Receita é fruto de “banditismo político” e está ligado a “paradigmas selvagens da política sindical”.

Navalha

NAVALHA

O PT deveria processar o ex Supremo Presidente do Supremo porque ele fez a mesma acusação que o José Serra fez.

Ele usa a cátedra de Ministro da Suprema Corte do país para mergulhar na batalha eleitoral.

A Advocacia Geral da União deveria processar o ex Supremo Presidente do Supremo porque ele acusa a Receita Federal de ser um instrumento de bandidos.

A CUT e as Centrais Sindicais deveriam processar o ex Supremo Presidente do Supremo porque ele as acusa de bandidos que se aproveitam da Receita Federal para entregar dados a campanha de Dilma.

Gilmar Dantas (**), Marco Aurélio Mello e o PiG (****) reduziram o Supremo Tribunal Federal a um diretório acadêmico engajado na sucessão da UNE.

Os dois Ministros transformaram a Suprema Corte no palco de uma subalterna batalha partidária, disputa partidária e como tal deve ser tratada.

Assim sendo, os precedentes para o impeachment de Gilmar Dantas (**) deve esperar a nova composição do Senado quando, entre outros, deixará de contar com a douta eloquência do inigualável Heráclito Fortes.

Paulo Henrique Amorim

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista (***) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (***) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (****) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


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O processo contra Serra | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, sab, 28/08/2010 - 23:40

Por Fernando Augusto Botelho ...

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o secretário-geral do partido, José Eduardo Cardozo, deram entrevista coletiva explicando o processo na justiça que moveram contra José Serra, por acusações levianas, eleitoreiras e sem fundamento, porque difama o partido como um todo, acusando de violar sigilo fiscal de tucanos envolvidos em escândalos de corrupção no governo FHC, como Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marim Preciado, Luiz Carlos Mendonça de Barros, além de Eduardo Jorge Caldas Pereira, sem sequer apontar um único autor do PT envolvido).

O processo contra Serra | Brasilianas.Org

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O pós-Lula e o fator Jim Jones | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, sex, 27/08/2010 - 18:58

A estupefação com o desempenho de José Serra não é restrita a serristas, mas ao próprio PT paulista.

Ontem conversei com uma liderança destacada da tropa serrista. Está órfão, sem saber direito para onde ir. Brinquei que ele deve estar se sentindo como os seguidores do pastor Jim Jones – o tresloucado que levou dezenas de fiéis ao suicídio. Ele sorri amarelo e concorda. Jamais imaginou que Serra pudesse ser tão ineficiente na atuação política.

Hoje conversei com uma liderança petista paulista. Mesma surpresa com a atuação de Serra. No ano passado me disse ter conversado com um jornalista político que lhe havia antecipado que Serra era raso, incapaz de trabalhar situações complexas, travando quando sob pressão. Ele não acreditou. Era tão ampla a barreira de desinformação da velha mídia, sobre as qualidades excelsas de Serra, que o próprio PT embarcou nessa fantasia.

Lembrei-me de um almoço que tive em 2009 com velhas raposas mineiras. Não conseguiam entender o fato de Serra ter rifado Geraldo Alckmin e ficado com Gilberto Kassab nas eleições municipais paulistanas. Mas supunham haver um grande lance estratégico, não percebido por eles, porque era inconcebível que um grande estrategista como Serra pudesse ser tão primário quanto eles supunham, à luz das informações divulgadas. Devia haver outros desdobramentos que eles ignoravam.

Não havia.

Agora, o jogo fica assim.

Em São Paulo, segundo análise desse petista, o serrismo irá debandar. Seus principais líderes sabem que não terão espaço seja qual for o resultado das eleições estaduais. O principal órfão é o próprio Kassab, que já colocou parte de seus liderados para ajudar Aloizio Mercadante. Já aceita a derrota de Serra e prepara uma caminhada rumo a um partido de centro.

No PPS, em breve eclodirá uma guerra interna, destinada a tirar o comando da ala ultra-serrista do partido. Se  os dissidentes não conseguirem tomar o controle do partido, a tendência será o rompimento.

Há outras lideranças paulistas, como o ex-presidente do PSDB, José Anibal, que não seria refratário a participar de uma oposição não deletéria à Dilma Rousseff.

Em todas essas análises, a constatação de que esgotou o modelo de oposição, fundado na aliança PSDB-DEM, sob a liderança de Fernando Henrique Cardoso.

Passadas as eleições, haverá um novo partido, de ultra-direita, constituído por lideranças como Jorge Bornhausen. Provavelmente Serra não embarcará nesse partido, apesar de sua candidatura ser a expressão acabada da nova agremiação. Seu vice, o Índio da Costa, não tem estofo para liderar nada. Ainda não está claro o que irá fazer César Maia, ACM Neto ainda não mostrou a que veio e José Carlos Aleluia está em vias de perder a eleição.

Mesmo ainda não desenhado, haverá esse bloco mais consistente de ultra direita, dependendo do resultado das eleições para se conhecer as novas lideranças.

Do lado da situação, ainda não é clara a posição do PMDB. A bancada do Senado provavelmente contará com Roberto Requião, do Paraná, Luiz Henrique, de Santa Catarina, Germano Rigotto, do Rio Grande do Sul e Jader Barbalho, do Pará, refratários à liderança de Michel Temer. Lá encontrarão, estabelecidos, José Sarney e Renan Calheiros, que não são aliados de Temer. Ou seja, na prática não existe a tão propalada unidade do PMDB.

A incógnita maior é com o PSDB em nível nacional. Aécio Neves poder ganhar em Minas e não necessariamente compor com Alckmin em São Paulo, pois tem o sonho de ser o pós-Lula – o que o levará a exercer uma oposição menos radical. Poderá abandonar o PSDB ou tomar o seu controle e fazer oposição responsável. Embora mais "paulista", Alckmin não é visto como alguém tão radical quanto Serra.

FHC continuará como uma referência para o que restar do PSDB. Para Serra restará apenas disputar a prefeitura nas próximas eleições. Se ganhar volta à cena política, embora em papel secundário. Sem cargo, não tem envergadura nem ideias para exercer uma liderança tal qual a de FHC.

O pós-Lula e o fator Jim Jones | Brasilianas.Org

PT exige indenização e processa criminalmente Serra por acusações levianas

Os Amigos do Presidente Lula:
sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PT exige indenização e processa criminalmente Serra por acusações levianas

Nesta sexta-feira, o PT entra com ação na Justiça do Distrito Federal pedindo uma indenização de pelo menos R$ 100 mil a José Serra (PSDB/SP), que acusou, levianamente, o partido pela violação do sigilo fiscal de tucanos envolvidos em escândalos de corrupção.
Os tucanos são Eduardo Jorge (ex-ministro de FHC), do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-minsitro de FHC), do ex-diretor do Banco do Brasil (no governo FHC), Ricardo Sérgio de Oliveira, e de Gregorio Marin Preciado (ex-sócio de Serra, e ex-conselheiro do BANESPA), casado com uma prima de Serra.
Os advogados do PT questionam a declaração de Serra de que "pessoal do PT faz espionagem" e que sua adversária Dilma Rousseff deveria explicações ao país pelo violação do imposto de renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge e outros três tucanos próximos a ele, envolvidos em escândalos de corrupção.
Para a equipe jurídica petista, a indenização se justifica porque Serra atacou a imagem institucional e à honra do partido.
"Serra, de forma intencional e reiterada, dedicou-se ininterruptamente a assacar afirmações falsas à honra objetiva e à imagem do PT com a finalidade de lhe denegrir a reputação frente a sociedade brasileira, razão pela qual deve lhe ser imposta condenação à indenização por danos morais", afirma o texto.
O PT também deve entrar com outra ação contra Serra por injúria e difamação. (Com informações da Folha demo-tucana).

Os Amigos do Presidente Lula: PT exige indenização e processa criminalmente Serra por acusações levianas

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