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domingo, 31 de outubro de 2010

Aécio pode ter perdoado Serra. Minas, não

Conversa Afiada:
Publicado em 31/10/2010

Dilma é mineira

Serra e os colonistas (*) do PiG (**) cansaram de dizer que a eleição ia ser decidida em Minas.
Porque na verdade eles queriam dizer que Aécio ia eleger Serra.
Os colonistas (*) do PiG (**) viveram até o fim a quimera do apoio decisivo e fulminante de Aécio.
Aécio era a tábua de salvação.
Mais poderosa que a santa que Mônica Serra entregou aos mineiros do Chile.
Dilma ganhou em Minas de 58% a 41%.
O que não significa que deva a eleição só a Minas.
Diante deste enigma, ligo para o amigo mineiro, serenamente escondido atrás dos mares de morros e pergunto:
Como explicar a surra mineira da Dilma ?
Responde o sábio:
“Primeiro, Serra tratou Minas e o próprio Aécio muito mal.
Serra e FHC trataram Aécio como se ele fosse um adolescente irresponsável.
Aécio fez o que podia para atender o PSDB.
Um líder não obriga ninguém a fazer nada.
Ao contrário: líder é o que segue o povo.
Aécio pode ter perdoado Serra. Será ? Mas, Minas não perdoou Serra.
Em segundo lugar, diz o sábio mineiro, o povo está satisfeito com Lula.
Não há o que discutir.
Terceiro, e para Minas, muito importante: Dilma é mineira.
Viveu no Rio Grande do Sul depois de enfrentar a ditatura, mas seu sotaque é indiscutível.
Dilma é mineira ! “
Paulo Henrique Amorim

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Aécio pode ter perdoado Serra. Minas, não | Conversa Afiada

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Alencar assume condenando o paulistismo | Viomundo - O que você não vê na mídia

5 de outubro de 2010 às 21:46

José Alencar assume comando da coordenação de Dilma em MG

5 de Outubro de 2010 – 18h56

do Vermelho

Vice-presidente diz que estratégia será reforçar a “mineiridade” de Dilma, seus laços com o Estado e questões ambientais

Ainda se recuperando da última cirurgia, o vice-presidente da República José Alencar assumiu nesta terça-feira (5) a coordenação da campanha em Minas Gerais da candidata à Presidência Dilma Rousseff, do PT.

O anúncio foi feito hoje em Belo Horizonte, em coletiva a imprensa. Segundo ele, a estratégia – como no primeiro turno – será reforçar a “mineiridade” de Dilma e seus laços com o Estado. Embora tenha nascido em Belo Horizonte, Dilma construiu carreira política no Rio Grande do Sul, onde morou a maior parte da vida.

Nesta etapa, porém, a coordenação quer reforçar também a ligação da ex-ministra com as questões ambientais. A motivação é clara: Minas Gerais foi um dos Estados onde Marina Silva, do PV, obteve melhor votação. Na capital, a votação da candidata do Partido Verde chegou a superar a de Dilma e também a do tucano José Serra.

Disposição para a batalha

Logo no primeiro dia da nova função, Alencar mostrou disposição juvenil para a campanha do segundo turno. O vice-presidente, com anuência do presidente Lula, reuniu-se com a maioria das lideranças de partidos da base aliada em Minas Gerais e cobrou empenho no segundo turno em favor da candidata petista. A reunião foi a portas fechadas no escritório político de Alencar, localizado no prédio da Coteminas, em Belo Horizonte, empresa do qual ele é dono.

Após a reunião, Alencar deu recados duros em relação ao que classificou de “hegemonia de São Paulo”, em relação ao domínio político, e até conclamou tucanos do Estado a confirmar, no segundo turno, o voto denominado “Dilmasia”, voto casado em Dilma e no governador eleito Antonio Anastasia (PSDB), que se confirmou no primeiro turno das eleições.

Alencar procurou justificar o desempenho de Dilma no primeiro turno relembrando que em 2002 e 2006, quando ele e Lula disputaram a eleição e a reeleição, os pleitos só se decidiram em segundo turno. “Só que naquela época, os números não eram tão exuberantes como os de hoje. O quadro é de vitória. Apenas não queremos, de forma alguma, calçar salto alto”.

Ele disse que a petista ganhou de Serra no primeiro turno. “Nós ganhamos a eleição no primeiro turno [em Minas Gerais], só que a regra do jogo exige que nós ganhemos novamente. Então nós estamos indo para a segunda vitória, para confirmar a primeira”, disse.

O vice-presidente delineou como será a estratégia no Estado. Segundo ele, a ênfase vai ser em relembrar os eleitores mineiros que Dilma nasceu no Estado, é mineira e que o Estado está há muitos anos sem assumir a Presidência da República.

“Minas é uma síntese do Brasil. Minas quando está presente significa participação de todo um país. Nós temos uma preocupação muito grande com a hegemonia de São Paulo. São Paulo é a matriz econômica do Brasil, então é muito importante que as forças políticas estejam presentes, mas contemplando o Brasil como um todo.”

Alencar disse que há muitos anos “estamos oferecendo apenas vice-presidentes”. Em seguida, ressaltou a participação de Dilma no desempenho do governo Lula como um fator preponderante. A todo o tempo ele frisou a importância de um presidente mineiro”.

“É preciso que nós estejamos atentos porque temos a responsabilidade de sermos mineiros, e o Brasil tem saudade de Minas.” De forma prática, Alencar revelou que o presidente estadual do PT em Minas Gerais, o deputado federal Reginaldo Lopes, vai coordenar os contatos com prefeitos, deputados e apoiadores no interior do Estado para que não falte material e eles saibam com quem falar.

Marina Silva e Aécio Neves

O vice-presidente José Alencar procurou elogiar tanto Marina Silva quanto o recém-eleito senador Aécio Neves. Ele afirmou que foi amigo de Marina Silva no Senado, tendo participado de projetos conjuntos. “Somos grandes admiradores dela e a respeitamos muito. Ela demonstrou muito valor nessa campanha. Ela deu uma demonstração de que é a grande mulher brasileira, da selva amazônica, que encanta o mundo. O mundo inteiro torce por Marina por causa das questões ambientais que ela defende”.

Alencar disse respeitar a decisão de Marina, de apoiar Serra ou Dilma, e procurou ressaltar que o presidente Lula deu, no entendimento dele, total autonomia a ela quando ocupou a pasta do Meio Ambiente.

Na sequência, Alencar disse que não tem nada contra o governador reeleito, Antonio Anastasia (PSDB) e desejou a ele que faça um “grande governo”, e disse que o ex-governador Aécio Neves “teve uma grande vitória e ele mereceu isso”.

“O governo de Minas foi vitorioso e constituído também com votos da Dilma por causa do ‘Dilmasia’. Isso é um fato”, disse Alencar convocando os eleitores tucanos a participar de “um momento histórico de responsabilidade cívica” e disse que não há razão para que todos os eleitores mineiros não estejam ao lado da candidata que devolve “a grande oportunidade a Minas de servir ao Brasil”.

“Me atrevo a dizer, é claro que isso é impossível, mas [esse movimento] deveria ter à frente o próprio governo vitorioso [de Minas Gerais]”, completou ele.

O encontrou, realizado um dia depois da visita de José Serra (PSDB) a Belo Horizonte, contou com mais de 70 lideranças entre deputados, representantes dos partidos da base aliada do governo em Minas Gerais, além do ex-ministro Hélio Costa (PMDB), Patrus Ananias (PT), candidatos a governador e vice-governador derrotados, e Fernando Pimentel (PT), que também não conseguiu se eleger senador no último domingo.

Fonte: Folha Online

Alencar assume condenando o paulistismo | Viomundo - O que você não vê na mídia

sábado, 11 de setembro de 2010

Hemorragia mineira

Os Amigos do Presidente Lula:
sábado, 11 de setembro de 2010

Hemorragia mineira

Das sete capitais pesquisadas pelo Datafolha, foi em Belo Horizonte que José Serra (PSDB) registrou sua maior queda: sete pontos. Recuou cinco em Curitiba, reduto tucano, e dois em São Paulo, da qual foi prefeito entre 2005 e 2006. No que diz respeito aos Estados, a sangria em Minas, de cinco pontos, ficou atrás apenas da registrada no Distrito Federal.

Desde a semana passada, as campanhas de Aécio Neves ao Senado e de Antonio Anastasia ao governo mineiro têm em mãos uma fita com depoimento de Serra, que reivindica aparecer no horário de propaganda dos correligionários. Segundo Aécio, o material será usado "no decorrer da próxima semana".DataSerra

domingo, 5 de setembro de 2010

Altamiro Borges: Quem quebrou o sigilo de Verônica Serra?

Blog do Miro:
domingo, 5 de setembro de 2010

Quem quebrou o sigilo de Verônica Serra?

Reproduzo artigo de Luis Nassif, intitulado "Hipóteses para o caso do vazamento", publicado em seu blog:
Há várias hipóteses para o episódio do vazamento das declarações de renda. Uma delas, que os autores tenham sido "aloprados". Outra, que tenha sido fruto de brigas intestinas no próprio PSDB. Uma terceira, que seria uma manobra da própria inteligência de José Serra, visando contrabalançar os efeitos das investigações do jornalista Amaury Ribeiro Junior.
Em relação às duas últimas hipóteses, o relato abaixo me pareceu o mais embasado. Ontem à noite estive com um velho amigo, jornalista mineiro amigo de Andrea Neves. Ele me contou de conversas que teve com ela algum tempo atrás e de sua indignação com manobras de São Paulo visando comprometer a candidatura de Aécio.
O relato confirma a segunda hipótese. A terceira hipótese entra no texto como fruto de deduções. Mas é bastante verossímil - o que não significa necessariamente que seja verdadeira.
A cronologia da bala de Prata
Por Alberto Bilac de Freitas
Para se entender a lógica desse episódio da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, a gênese de tudo e as entranhas da que seja, talvez, a mais bem-urdida trama de espionagem político-eleitoral jamais tentada, há que se raciocinar como um deles; há que pensar como um, digamos, operador das profundezas do subterrâneo malcheiroso em que se transformaram o entorno e o núcleo da entourage próxima a José Serra.
A cronologia do bestialógico:
2005 – Passado o ápice do mensalão, Serra avaliava que Lula seria reeleito em 2006. A partir daí, seguiu-se o roteiro de empurrar Alckmin para a derrota anunciada. Decidira-se desde aí, que a chance de Serra seria em 2010, quando Lula já não poderia ser candidato. Mas o núcleo da inteligência serrista, coordenado por Marcelo Itagiba, sugeriu um laboratório do que seria aplicado em 2010: o escândalo dos aloprados, em 2006, por pouco não derrota Lula. Mas o objetivo era esse mesmo: um teste, para ver se o método aplicado com sucesso em 2002 com o caso Lunus, implodindo a candidatura Roseana, poderia ser reeditado. A armação com o delegado Edmilson Bruno, levando a eleição presidencial para o segundo turno, mostrara a viabilidade do método.
2008 – Com a articulação de Aécio Neves para o ser o candidato do partido em 2010, o staff de Itagiba começa a fazer um trabalhinho miúdo sobre o mineiro; coisa de pequena monta, que não inviabilizasse o apoio deste a Serra, no futuro, mas o suficiente para afastá-lo da disputa. Quando os esbirros de Serra na mídia lançaram a senha: Pó pará, governador! Aécio entendera que a turma era da pesada e não estava para brincadeiras. Nasceu aí o contra-ataque aecista: Amauri Ribeiro Júnior, então em um periódico mineiro, encabeçaria o projeto do contra-ataque e municiaria a artilharia mineira. Essa batalha subterrânea duraria até o final de 2009, quando Aécio recuaria.
2009 – Durante a batalha entre os dois grupos tucanos, Serra fica sabendo da farta e explosiva munição recolhida por Ribeiro Jr. O núcleo de sua equipe de inteligência, coordenado por Itagiba e que o acompanha desde os tempos do Ministério da Saúde, o adverte então: o material era nitroglicerina pura. Urgia providenciar um fogo de barragem, que pudesse ao menos minimizar o estrago quando o material viesse a público. Nasceu então, aí, nesse espaço-tempo, o hoje famoso dossiê "quebra de sigilo de Verônica Serra"! Notem que os personagens envolvidos na 'quebra de sigilo' são os mesmos do livro do Amauri: José Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marin Preciado, Mendonça de Barros e Verônica Serra (aí leia-se também Verônica Dantas e seu irmão, o querubim Daniel). Eduardo Jorge foi inserido aí como seguro. Próximo a FHC, mas não de Serra, EJ era o seguro contra qualquer atitude intempestiva de FHC, sabidamente não confiável, para que se mantivesse quieto quando a artilharia pesada viesse à tona.
2009 – Tomada a decisão, parte-se para o fogo de barragem. A parte mais fácil foi a montagem da 'quebra' de sigilo fiscal das vítimas. A incógnita, até agora, é que tipo de envolvimento tem o laranja Antônio Carlos Atella com a operação. Se é apenas mais um cavalo, o clássico operador barato, facilmente descartável, com acesso a algumas informações úteis e suficientes e lançador da isca fundamental: "Não me lembro quem foi... com certeza é alguém que quer prejudicar o Serra". Ou se é alguém orgânico, um insider dos intestinos itajibistas!
2010 – Com a desistência de Aécio, o grupo fica com a arma na mão, à espera da publicação do livro. É aí que se opera a clivagem para o quadro definitivo que vemos hoje: não é suficiente esperar o ataque do Aécio, que pode não vir, já que o mineiro recolheu suas baterias para o front de Minas Gerais. É preciso partir para o ataque. Além de neutralizar o grupo de Aécio, jogar pensando na frente, em fubecar a campanha de Dilma Roussef. Reeditar o mesmo estratagema de 2006. Ganhar a eleição na mão grande. O delegado Onésimo (outro que acompanha o grupo desde os tempos do bureau de inteligência do Ministério da Saúde) seria despachado para contactar o inimigo. Pausa. Agora recortem os informes dos integrantes do ex-comitê de inteligência de Dilma: tanto Lanzetta quanto Amauri reportam que Onésimo sugeriu insistentemente ao comitê, a realização de ações de contra-inteligência contra Serra. O azar deles é que Amauri, jornalista macaco velho e com conhecimento da comunidade de informações, sentiu logo o cheiro de queimado e cortou, de pronto, as ofertas de Onésimo. Não houvesse a negativa de Amauri, o passo seguinte de Onésimo seria a oferta do dossiê (já pronto) com a quebra de sigilo fiscal dos 05 tucanos. Estaria pronta e armada a reedição do escândalo dos aloprados em sua segunda versão. A campanha de Dilma não resistiria. A versão dos aloprados de 2006, perto desta, seria pinto. Era o modo mais seguro de Serra se eleger presidente. Esse é o modus operandi de Serra.
Com a recusa do ex-comitê de Dilma em morder a isca, tiveram que refazer o plano. O PT aprendera com os aloprados de 2006. Dilma, nesse ponto, muito mais impositiva que Lula, decepa no nascedouro o comitê de inteligência. O projeto original se complicara. Com o dossiê pronto desde 2009, a solução era vazá-lo, aos poucos, para a mídia parceira. Primeiro, vaza-se o EJ. Cria-se uma comoção (se bem que EJ, como vítima, não ajuda muito). Depois, a conta gotas, vem o restante: Ricardo Sérgio, Marin Preciado e Mendonça de Barros. E por fim, a cereja do bolo: Verônica Serra. Observem que o momentum foi escolhido a dedo por Serra: a entrevista em um grande telejornal! De novo, a semelhança: em 2006, os pacotes de dinheiro do delegado Bruno saíram no Jornal Nacional, da Globo; agora, o momento 'pai ultrajado' de Serra, foi encenado no Jornal da Globo! A intelligentsia serrista já foi mais original.
Diante desse quadro, o leitor inquieto deve estar se perguntando: o que deve fazer o PT e a campanha de Dilma? Assistir, inertes, a mais uma escalada golpista, como foi a de 2006? Tentar fazer o contraponto em uma mídia claramente parcial, golpista e oposicionista, conforme confessou dona Judith Brito, diretora da ANJ? O que fazer? O governo sabe onde está o antídoto ao veneno golpista da oposição! Não sei até que ponto o jornalista Amauri Ribeiro Júnior está integrado à campanha de Dilma Roussef. Também não sei até que ponto vai o empenho dele em livrar o país do ajuntamento político mais nefasto que o infesta, desde a redemocratização. O fato é que o seu livro, Os Porões da Privataria, é esse antídoto! Esse livro, verdadeira bateria anti-aérea que pode abater o núcleo duro do tucanato ligado à Serra, e o próprio Serra, de uma só vez, pode ajudar o Brasil a virar uma das páginas mais negras de seu curto período democrático!

Altamiro Borges: Um cheiro de pão de queijo no ar

Blog do Miro:

domingo, 5 de setembro de 2010

Um cheiro de pão de queijo no ar

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:
Atualização - Desde que a campanha eleitoral começou, nunca houve uma tarde com tantos boatos: pelo twitter, pelo telefome, pelo e-mail… Sobram boatos.
1) “Veja” e “Época” trariam matérias (de capa?) sobre Amaury, o jornalista que investigou as estranhas relações empresariais da família Serra (seria uma forma de manter o “escândalo” vivo, apesar de tudo apontar para Minas, e não mais para Brasilia?);
2) o “JN” da Globo estaria preparando materia especial, para retroalimentar o escândalo; uma fonte do Jardim Botânico confirmou ao blog “Doladodelá” que a reportagem em preparação incluiria até ataques a blogueiros (será mesmo?);
3) Quem andou hoje pelos corredores da Polícia Federal de São Paulo (onde o contador Atella foi interrogado) ouviu a informação de que as investigações levam a um “secretário de governo” (do governo mineiro? de alguma Prefeitura?). Boatos e fatos. Que, por hora, não mexem nas pesquisas. Serra só cai. A pesquisa diária Vox/Band/IG apontou hoje Dilma 52% e Serra 24%.
===
Estranhei hoje quando ouvi o comentário de Merval Pereira, na CBN. O tema era o vazamento na Receita Federal – claro. Pensei: lá vem bomba na Dilma! Que nada. Pegou leve. Preferiu uma crítica institucional à falta de controles mais rígidos na Receita Federal.
Uai, diria o mineiro (e vocês logo entenderão porque o sotaque mineiro grudou hoje em mim), mas a turma dos colunistas da Globo/Veja/Folha não acha que a culpa foi da Dilma e que caminhamos para um Estado policial no Brasil, ou para o “stalinismo” como disse hoje a tal Eliane na “Folha? De repente, mudaram o foco?
Êta trem doido.
Mais tarde, li o Cláudio Humberto. Ele não é propriamente um jornalista simpático ao PT. Vejam o que escreveu o Cláudio Humberto (ex-porta-voz de Collor) em seu blog: “A investigação sobre a violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato José Serra, atribuída a “aloprados” do PT, pode revelar a surpresa de ter sido obra dos próprios tucanos. Na época, setembro de 2009, havia uma guerra interna pela indicação do PSDB para a disputa presidencial. Aliados de Aécio Neves atribuíam à turma de Serra a produção de dossiês contra o então governador de Minas. E vice-versa.”
Na verdade, nos últimos dois dias, não se fala de outra coisa nos bastidores do jornalismo: o fogo amigo tucano teria deixado um cheiro de pão de queijo no ar. Como agora a imprensa amiga de Serra vai sustentar a tese do “Estado policial” a serviço de Dilma?
Seria esse o motivo de o principal assessor de comunicação de Serra andar doido atrás de Amaury Ribeiro Junior, jornalista que investigou as privatizações e as estranhas relações de Serra e Verônica com certo empresário, e vai transformar isso tudo em livro? Por que o Marcio Aith, assessor de Serra, andou telefonando à procura de Amaury? O jornalista acaba de ser contratado pela TV Record de São Paulo, e tem preferido manter distância dessa barafunda eleitoral. O Amaury, com sua típica fala entrecortada, já disse a vários colegas: “vou publicar meu livro assim que passar a eleição, e aí, com documentos e tudo, ficará muito clara a relação de Serra com aquele empresário”.
Sobre o cheiro de pão de queijo no ar, recomendo também o texto imperdível de Idelber Avelar, no “Biscoito Fino e a Massa”. É uma fábula apenas. Trata-se de uma conversa entre dois homens de imprensa de Minas. Eles falam sobre personagens poderosos, uns tais de Ecim, Careca e Rick. Diálogo pontuado pelo inconfundível sotaque mineiro. A história acaba por comprovar a velha frase que Nelson Rodrigues atribuía a Otto Lara Resende: o mineiro só é solidário no câncer. Confiram…

AS AVENTURAS DO CARECA: FÁBULA DE UM PAÍS IMAGINÁRIO

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Nova pesquisa Sensus em Minas | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, qua, 11/08/2010 - 14:19

Por unai

Do Estado de Minas

Sensus aponta Hélio Costa com 46,4% e Anastasia com 26,3%

Elaine Resende - Estado de Minas

Publicação: 11/08/2010 11:15 Atualização: 11/08/2010 12:27

Pesquisa Sensus divulgada nesta quarta-feira confirma a liderança do candidato Hélio Costa (PMDB), da coligação "Todos Juntos por Minas", na disputa ao Palácio da Liberdade. Segundo o levantamento, o ex-ministro das Comunicações aparece com 46,4% das intenções de voto, 20 pontos percentuais a mais que seu principal adversário, o candidato à reeleição Antonio Augusto Anastasia (PSDB), da coligação "Somos Minas Gerais", que tem 26,3% na pesquisa estimulada – quando os nomes dos postulantes ao cargo são citados. Se as eleições fossem hoje, Hélio Costa venceria a disputa já no primeiro turno.

Comparada à última pesquisa feita pelo instituto em 18 de julho, encomendada pelo PR, o peemedebista e o tucano apresentaram aumento no número de votos. Naquela ocasião, Hélio Costa apresentava 43,3% contra 21,5% de Anastasia.

ntre os demais candidatos ao governo de Minas, Vanessa Portugal (PSTU) tem 1,4% das intenções de voto, seguida por Edilson Nascimento (PT do B) com 1,3%. Fabinho (PCB) e Zé Fernando Aparecido (PV) estão empatados com 0,9%. Já o Professor Luiz Carlos (PSOL) teve 0,7%. Neste levantamento ainda aparece o nome do candidato Pepê (PCO), com 0,1%, mas a candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) na semana passada. Votos indecisos, brancos e nulos somam 22%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, na qual o eleitor pesquisado não vê a lista com o nome dos candidatos, Hélio Costa também aparece à frente com 23,5%, seguido por Anastasia, citado por 16,1% dos entrevistados. Nesse levantamento, o nome do ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, chegou a ser mencionado por 2,9% dos eleitores.

A pesquisa foi feita em 53 cidades mineiras com 1,5 mil eleitores entre os dias 6 e 9 de agosto. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TRE-MG sob o número 59.507/2010.

Nova pesquisa Sensus em Minas | Brasilianas.Org

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