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domingo, 7 de novembro de 2010

Superlotação parou Metrô de SP. Outra farsa do Serra

Conversa Afiada 
Paulo Henrique Amorim
Publicado em 05/11/2010

O transporte público do Serra é assim

Os tucanos constroem pouco mais de 1 km de metrô por ano.
O metrô de São Paulo é o mais cheio do mundo.
Na campanha presidencial, quando houve uma pane do metrô, o poste do Serra no governo de São Paulo deu a entender que houve sabotagem.
Depois, os tucanos inventaram que tinha sido a blusa vermelha de um passageiro.
Tudo farsa.
O metrô quebrou por causa da superlotação recorde.
Herança maldita do Serra para o grande amigo Geraldo Alckmin.
Saiu no blog Amigos do Presidente Lula:

Superlotação causou a pane que parou Metrô de SP, diz IC
Nem vandalismo e tampouco sabotagem, como diziam os tucanos na véspera das eleições. A pane do dia 21 de setembro foi provocada pela superlotação, resultado da falta de investimentos

A pane que paralisou a Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo na manhã do dia 21 de setembro – prejudicando cerca de 250 mil pessoas que utilizavam o sistema em mais um dia de trabalho – foi causada pela superlotação dos trens, segundo perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) citada esta semana em reportagem do pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Na ocasião, o ex-candidato tucano à Presidência José Serra, o governo paulista e a direção do Metrô insinuaram que a pane teria sido uma sabotagem provocada por vândalos que tinham como objetivo prejudicar a candidatura de Serra.

Após a pane, o ex-governador Serra afirmou que “o sistema do Metrô é seguro. Isso me pareceu algo provocado. Nessas vésperas de eleição, os acidentes estão se multiplicando. Não tenho provas, mas eu não tenho dúvidas que há interesses eleitorais por trás”. Não passou de uma tentativa de criar um factóide para colocar Serra e o governo tucano em São Paulo como vítimas, além de culpar o PT pelo caos.
Na época, a direção do Metrô de São Paulo emitiu nota oficial responsabilizando “uma peça de vestuário em uma das portas do último carro”. Segundo a empresa, “não houve falha técnica de qualquer natureza, seja dos trens, dos equipamentos de via ou mesmo de energia elétrica”. No dia da pane, o governador Alberto Goldman (PSDB) afirmou que uma sindicância iria apurar se a pane foi acidental ou proposital. “Não sabemos a motivação pela qual você encontra uma porta que não foi fechada pela ação de alguém. Se foi casual ou motivado, se foi um acidente ou foi proposital, nós queremos saber”.
De acordo com reportagem do jornal, o laudo revela que o “micro switch”, equipamento que emite um sinal de alerta e impede o condutor de movimentar o trem quando uma porta está aberta, disparou. O aparelho também dispara quando existe pressão sobre as folhas das portas. Segundo o IC, como os trens estavam superlotados, as portas foram pressionadas, o alarme foi acionado e a composição parou.

No momento da pane do dia 21 de setembro, muitos dos trens parados estavam sob o sol, nos trechos de superfície. A energia da linha foi desligada e, consequentemente, a circulação de ar dentro dos vagões – que têm as janelas seladas – foi interrompida. O calor, a superlotação e a falta de ar provocou pânico nos passageiros, que quebraram janelas e portas para sair dos trens. Centenas de pessoas foram obrigadas a caminhar sobre os trilhos do Metrô neste dia. Cinco pessoas ficaram feridas e 26 foram hospitalizadas. Nas 18 estações da Linha 3-Vermelha o atendimento ao público foi suspenso, normalizado somente por volta das 12 horas.

A superlotação no Metrô de São Paulo, que ocorre diariamente nos horários de pico, é fruto do descaso e falta de investimento no sistema pelos sucessivos governos tucanos em São Paulo. Desde dezembro de 2007, ocorreram 42 panes em todas as 5 linhas do Metrô de São Paulo. Até a recém-inaugurada Linha Amarela, que só funciona de segunda a sexta das 9 às 19 horas, já apresentou problema na alimentação de energia.

Levantamento realizado pela bancada do PT na Assembléia Legislativa mostra que, somente neste ano, foram cinco falhas no mês de outubro, sete no mês de setembro e cinco no mês de agosto, uma em julho e uma em janeiro. Problemas como falha elétrica, falha no sistema pneumático, falha na tração de uma estação e outra na tração de um trem, ocorreram nos últimos meses deste ano. Mas em 2009, até choque entre composições, focos de incêndio e fumaça gerada por vazamento de óleo aconteceram. No dia 7 de agosto de 2008, um curto circuito num trem em movimento deixou dois passageiros feridos. Relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), de 2009, já alertava que a Linha 3 – Vermelha, estava circulando com 60% de passageiros a mais do que sua capacidade permitia.

O laudo do IC citado pelo “O Estado de S. Paulo” não encontrou sinais de vandalismo nos trens, apenas de desespero. De acordo com a reportagem do jornal, a polícia concluiu que todos os danos causados nos trens se deveram à escapada das composições, e que não existe qualquer indício de atos intencionais de “sabotadores”. Para a polícia, se o objetivo fosse provocar a pane, equipamentos como bancos e monitores de televisão dos trens também seriam alvo dos supostos agressores – o que não aconteceu. Apenas vidros foram quebrados.

E, como o problema de superlotação está longe de ser resolvido devido à falta de investimentos do governo estadual, técnicos do Metrô alertaram que outras panes deverão ocorrer.Hora do Povo

Superlotação parou Metrô de SP. Outra farsa do Serra | Conversa Afiada

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada

Conversa Afiada
Por Paulo Henrique Amorim
Publicado em 26/10/2010

O Serra se enterrou no metrô

E o Serra ainda insiste com a Erenice.
Saiu na Folha:

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO
A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.

O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) –ele deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República. Em seu lugar ficou seu vice, o tucano Alberto Goldman.

O resultado da licitação foi conhecido previamente pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas. A suspensão do processo licitatório ocorreu três dias depois do registro dos vencedores em cartório.

O Metrô, estatal do governo paulista, afirma que vai investigar o caso. Os consórcios também negam irregularidades ou “acertos”.

O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões. A linha 5 do metrô irá do Largo 13 à Chácara Klabin, num total de 20 km de trilhos, e será conectada com as linhas 1 (Azul) e 2 (Verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.
VÍDEO E CARTÓRIO
A Folha obteve os resultados da licitação no dia 20 de abril, quando gravou um vídeo anunciando o nome dos vencedores.

Três dias depois, em 23 de abril, a reportagem também registrou no 2º Cartório de Notas, em SP, o nome dos consórcios que venceriam o restante da licitação e com qual lote cada um ficaria.

O documento em cartório informa o nome das vencedoras dos lotes 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Também acabou por acertar o nome do vencedor do lote 2, o consórcio Galvão/ Serveng, cuja proposta acabaria sendo rejeitada em 26 abril. A seguir, o Metrô decidiu que não só a Galvão/Serveng, mas todas as empresas (17 consórcios) que estavam na concorrência deveriam refazer suas propostas.

A justificativa do Metrô para a medida, publicada em seu site oficial, informava que a rejeição se devia à necessidade de “reformulação dos preços dentro das condições originais de licitação”.

Em maio e junho as empreiteiras prepararam novas propostas para a licitação. Elas foram novamente entregues em julho.

No dia 24 de agosto, a direção do Metrô publicou no “Diário Oficial” um novo edital anunciando o nome das empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, tendo discriminado quais poderiam concorrer a quais lotes.

Na quarta-feira passada, dia 20, Goldman assinou, em cerimônia oficial, a continuidade das obras da linha 5. O nome das vencedoras foi divulgado pelo Metrô na última quinta-feira. Eram exatamente os mesmos antecipados pela reportagem.
OBRA DE R$ 4 BI
Os sete lotes da linha 5-Lilás custarão ao Estado, no total, R$ 4,04 bilhões. As linhas 3 e 7 consumirão a maior parte desse valor.

Pelo edital, apenas as chamadas “quatro grandes” Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez e Metropolitano (Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão) estavam habilitadas a concorrer a esses dois lotes, porque somente elas possuem um equipamento específico e necessário (shield). Esses dois lotes somados consumirão um total de R$ 2,28 bilhões.
OUTRO LADO
Em nota, o Metrô de São Paulo informou que vai investigar as informações publicadas hoje na Folha.

A companhia disse ainda que vai investigar todo o processo de licitação.

“É reconhecida a postura idônea que o Metrô adota em processos licitatórios, além da grande expertise na elaboração e condução desses tipos de processo. A responsabilidade do Metrô, enquanto empresa pública, é garantir o menor preço e a qualidade técnica exigida pela complexidade da obra.”

Ainda de acordo com a estatal, para participação de suas licitações, as empresas precisam “atender aos rígidos requisitos técnicos e de qualidade” impostos por ela.

No caso da classificação das empresas nos lotes 3 e 7, era necessário o uso “Shield, recurso e qualificação que poucas empresas no país têm”. “Os vencedores dos lotes foram conhecidos somente quando as propostas foram abertas em sessão pública. Licitações desse porte tradicionalmente acirram a competitividade entre as empresas”, diz trecho da nota

O Metrô afirmou ainda que, “coerente com sua postura transparente e com a segurança de ter conduzido um processo licitatório de maneira correta, informou todos os vencedores dos lotes e os respectivos valores”.

Disse seguir “fielmente a lei 8.666″ e que “os vencedores dos lotes foram anunciados na sessão pública de abertura de propostas”. “Esse procedimento dispensa, conforme consta da lei, a publicação no ‘Diário Oficial’”.

Todos os consórcios foram procurados, mas só dois deles responderam ao jornal.

O Consórcio Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa, vencedor da disputa para construção do lote 3, diz que “tomou conhecimento do resultado da licitação em 24 de setembro de 2010, quando os ganhadores foram divulgados em sessão pública”.

O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão, vencedor do lote 7, disse que, dessa licitação, “só dois trechos poderiam ser executados com a máquina conhecida como ‘tatu’ e apenas dois consórcios estavam qualificados para usar o equipamento”.

“Uma vez que nenhum consórcio poderia conquistar mais que um lote, a probabilidade de cada consórcio ficar responsável por um dos lotes era grande”, diz.
O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão diz ter concentrado seu foco no lote 7 para aproveitar “o equipamento da Linha 4, reduzindo o investimento inicial”.

Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada | Conversa Afiada

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Serra, em vez de combater a corrupção no Metrô, abafou o caso das propinas na Suíça

Os Amigos do Presidente Lula:
segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Imagine se uma mulher chamada Erenice fosse presidente de uma estatal, e um irmão desta mulher tivesse uma conta milionária bloqueada na Suíça, por receber propinas de uma multinacional por contratos com esta estatal.
Agora pare de imaginar e veja a realidade, trocando os nomes fictícios pelos reais:
José Jorge Fagali é presidente do Metrô de São Paulo, um cargo de confiança nomeado pelo então governador José Serra (PSDB).
O Metrô é uma estatal do governo de São Paulo, que tem contratos com a multinacional Alstom.
O irmão do presidente do Metrô, Jorge Fagali Neto, teve uma conta na Suíça bloqueada pela Justiça de São Paulo, devido ao rastreamento do dinheiro de propinas da Alstom, por contratos com o Metrô.
Isso não é apenas denúncia da imprensa. É decisão judicial de agosto de 2009.

Clique na imagem para ampliar

O mínimo que se poderia esperar de um governador que combatesse a corrupção é que afastasse o presidente do Metrô, até que a roubalheira das propinas tucanas da Alstom fosse esclarecida na justiça.
Um governador que não passasse a mão na cabeça da corrupção, faria como faz o governo Lula: teria um órgão como a CGU para fazer uma auditoria. Colocaria outro presidente no Metrô para revisar os contratos, e até exigir devolução do dinheiro público superfaturado. E entregaria à justiça quem estivesse envolvido.
Mas José Serra preferiu NÃO combater a corrupção.
Ele não só manteve o presidente do Metrô no cargo, como o deixou acumulando o estratégico posto de diretor de finanças.

Imprensa paulista é conivente com a corrupção tucana ao não cobrar atitude
Faz 1 ano, 2 meses e 3 dias que a Folha noticiou aquilo que não tinha como esconder: um bloqueio milionário de contas na Suíça por decisão judicial.
Cadê os editoriais e colunistas pedindo apuração rigorosa e cobrando ética, cobrando o afastamento do presidente do Metrô?
Por que não repetem o que fazem quando se trata de alguém do governo Lula? (Lembrando que o governo federal, por muito menos, sempre tomou providências e afastou pessoas quando a denúncia tem fundamento, mesmo que não haja provas de crimes, mas haja dúvidas sobre a conduta, para a pessoa esclarecer perante a justiça).
Talvez as verbas publicitárias do governo de São Paulo, e a compra de assinaturas em massa, explique tamanho silêncio.
Mas o preço que a população paga é caro.
São Paulo e a Cidade do México começaram a construir há 40 anos seus metrôs. A cidade do México já tem 201 km de metrô. São Paulo só tem 69 km. Onde foram parar 132 km a menos? Estão enterrados nos cofres dos bancos Suíços?

Os Amigos do Presidente Lula: Serra, em vez de combater a corrupção no Metrô, abafou o caso das propinas na Suíçac

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A forma tucana de construir metrô | Conversa Afiada

Publicado em 30/08/2010

Foto do jeitinho tucano de governar

Extraído do G1:

Após 4 anos, casas danificadas por obra do Metrô não foram reformadas
Donos dos imóveis reclamam da demora e vivem em casas alugadas. Segundo eles, algumas casas apresentam sérios problemas.
Do G1 SP
Já são quase quatro anos de espera e os donos de imóveis danificados pelas obras da linha 4 do Metrô ainda não podem voltar pra casa. O túnel ficou pronto no ano passado, mas a reforma dos imóveis ainda não.
A casa do engenheiro civil Ari Negrisoli, na Rua Tiapira, está tão frágil que precisa ser escorada. Há rachaduras nos quartos, na cozinha, no banheiro. Na sala, o piso inteiro cedeu. Ficou completamente irregular. Em todas as paredes, há rachaduras.
Ari se mudou para outra casa há três anos e meio. O aluguel é pago pelo consórcio responsável pela construção da linha 4 do Metrô.
Mas como as detonações e escavações que causaram os estragos terminaram no fim do ano passado, ele e os moradores de outras 250 casas não entendem porque os imóveis ainda não foram recuperados.

(…)

Confira vídeo:

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A forma tucana de construir metrô | Conversa Afiada

domingo, 15 de agosto de 2010

Metrô é outra mentira do Serra. Ele faz um km por ano ! | Conversa Afiada

Publicado em 14/08/2010

Na foto, a maior obra do metrô do Serra: uma cratera, com oito mortes

O jenio prometeu construir 400 km de metrô, se fosse (“fosse”, porque não será) eleito.
O poste dele em São Paulo, o vice-governador disse que o jenio “exagerou”.
O PT fez um rápido levantamento e mostrou que os tucanos constroem um quilômetro de metrô por ano.
O Serra precisaria governar 400 anos para cumprir o que promete.
O que não quer dizer nbda.
Ele assinou um papel timbrado da Folha (*) – clique aqui para ler o documento – em que jurou cumprir o mandato de prefeito até o fim.
O PT fez esse estudo sobre a mentira metroviária do jenio:
Metrô de São Paulo avança 1,4 km por ano

Os tucanos, à frente do governo do Estado de São Paulo, construíram apenas 21,6 Km de linhas do metrô entre 1995 e 2010, o que representa uma média de 1,4 km por ano. É a menor rede metroviária entre as grandes capitais do mundo, com 65,9 km.

Comparando com Cidade do México, que começou a construir o metrô na mesma época de São Paulo e hoje conta com 201 km de linhas, percebe-se a grande morosidade na construção do metrô paulistano.

O governo Serra/Goldman, especificamente, construiu 5,6 km. Mesmo assim, a “expansão” das linhas do metrô de São Paulo é constante propaganda do PSDB. O candidato tucano chegou a prometer, inclusive, que, se eleito presidente, vai construir 400 km de linhas metroviárias em nove capitais do país. A declaração surpreendeu até mesmo o governador Alberto Goldman. “Ele exagerou”, afirmou o tucano.

A gestão Serra também deixou de investir R$ 1,3 bilhão na expansão da rede de metrô de São Paulo em 2009. Ao todo, estava previsto o gasto de R$ 3,3 bilhões, mas foram aplicados R$ 2 bilhões na ampliação, segundo balanço do Metrô, publicado no Diário Oficial do Estado em abril deste ano . O valor de investimento estava previsto no orçamento 2009, aprovado pela Assembleia Legislativa.

A redução dos investimentos ocorreu principalmente pelo atraso na Linha 5-Lilás. O trecho deixou de receber R$ 1 bilhão, o equivalente a 80% da verba prevista. Segundo a empresa, não houve falta de recursos financeiros nas obras.

Corrupção

O metrô de São Paulo custou R$ 400 milhões/km (aproximadamente US$ 220 milhões/km), segundo informações da própria Secretaria dos Transportes Metropolitanos. No metrô de Madri, foram gastos US$ 42 milhões/km, ou seja, cinco vezes menos que em São Paulo.

A Bancada do PT na Assembleia Legislativa tem denunciado superfaturamento e corrupção na construção do metrô paulistano. A multinacional Alstom, fabricante de vagões de trens e metrôs, é investigada no Brasil e na Europa sob a acusação de ter pagado propina para obter contratos com o governo do PSDB ao longo dos 15 anos do partido na condução do Estado de São Paulo.

Enquanto, o Ministério Público Federal apura os crimes de lavagem de dinheiro e contra a ordem tributária, o Ministério Público de São Paulo investiga  os atos de improbidade administrativa praticados por autoridades públicas e lesivos ao patrimônio Estado.

Apesar do escândalo internacional, a empresa seguiu firmando novas prorrogações de contratos.

Além de todas essas denúncias de corrupção,  o Metrô será obrigado a pagar uma indenização de R$ 200 milhões ao Consórcio Via Amarela, valor originário  pela mudança do método de escavação dos túneis, solicitada pela companhia em 2004, para agilizar a entrega da obra e que ocasionou o desabamento da Estação Pinheiros, responsável pela morte de sete pessoas.
Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Liderança do PT na Assembleia Legislativa de SP
11 3886 6442
imprensa@ptalesp.org.br
www.ptalesp.org.br
twitter/ptalesp


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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Metrô de Serra atrasa por redução de investimento

 JORNAL DA TARDE 26-04-2010

Governo de SP deixou de investir R$ 1,3 bi no Metrô
Obras Linha 4 - Amarela do Metrô
Governo de SP deixou de investir R$ 1,3 bi no Metrô
Orçamento previa gasto de R$ 3,3 bilhões em 2009 na expansão da rede de trilhos, mas foram aplicados R$ 2 bilhões; maior atraso é na Linha 5-Lilás, que deixou de receber R$ 1 bilhão do que havia sido planejado no ano passado
FELIPE GRANDIN, felipe.grandin@grupoestado.com.br
A gestão do ex-governador e pré-candidato à presidência José Serra (PSDB) deixou de investir R$ 1,3 bilhão na expansão da rede de Metrô de São Paulo no ano passado. Ao todo, estava previsto o gasto de R$ 3,3 bilhões, mas foram aplicados R$ 2 bilhões na ampliação, segundo balanço do Metrô, publicado no dia 15 de abril no Diário Oficial do Estado e no Jornal da Tarde. O valor de investimento estava previsto no orçamento 2009, aprovado pela Assembleia Legislativa. Segundo a empresa, não houve falta de recursos financeiros nas obras.
A redução dos investimentos ocorreu principalmente pelo atraso na Linha 5-Lilás, cujas obras deveriam ter começado no início do ano passado, mas só saíram do papel em agosto. O trecho deixou de receber R$ 1 bilhão, o equivalente a 80% da verba prevista.
Com isso, as estações Adolfo Pinheiro e Brooklin-Campo Belo, que seriam inauguradas este ano, só entrarão em operação em 2011. O prolongamento prevê ampliação do ramal até a Chácara Klabin, interligando com as Linhas 2-Verde e 1-Azul, na Estação Santa Cruz, até 2013.
Também houve atraso na Linha 4-Amarela, que recebeu investimento de R$ 699 milhões, 20% a menos do que estava estimado. As duas primeiras estações, Faria Lima e Paulista, deveriam ter entrado em operação no mês passado, mas ainda não foram abertas (ver ao lado). Já a Linha 6-Laranja não recebeu os R$ 70 milhões que constavam do orçamento.
A Linha 2-Verde foi a única a receber toda a verba prevista. Do R$ 1,1 bilhão orçado foi aplicado R$ 1,08 bilhão. Ainda assim, o cronograma atrasou. As Estações Tamanduateí e Vila Prudente deveriam ter sido inauguradas em março, mas a abertura foi adiada para junho. Já a extensão da linha até Cidade Tiradentes, por monotrilho, recebeu apenas R$ 50 milhões dos R$ 228 milhões reservados pela Prefeitura (veja abaixo).
O Metrô afirmou, em nota, que o cronograma pode variar em “cinco meses para mais e um para menos” sem que isso caracterize o descumprimento da entrega (leia mais ao lado).
A ampliação da Linha 5-Lilás tem enfrentado problemas desde o início. Começou com a demora para fazer as desapropriações nas áreas dos canteiros de obras, que levaram mais tempo que o previsto para ser concluídas. O último entrave ocorreu no mês passado, quando as obras de prolongamento romperam cabos de fibra ótica da Telefônica, em Santo Amaro, zona sul da cidade.
As obras na linha devem deslanchar este ano com a liberação de empréstimos no valor de US$ 1,13 bilhão. Foram US$ 650,4 milhões do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e US$ 481 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Segundo José Geraldo Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), problemas como esse não podem ser previstos. “Há entraves burocráticos e no processo de licitação, que alteram a previsão.”
Para o engenheiro e especialista em transportes Horácio Figueira, a redução no investimento é um indicativo de falta de verba ou de falha de planejamento. “Ou não havia dinheiro para fazer a obra ou o cronograma foi mal planejado.”
Prefeitura não repassou R$ 903 mi

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) deixou de repassar R$ 903 milhões ao Metrô nos últimos dois anos. A Prefeitura deveria ter investido R$ 1,228 bilhão até o ano passado, mas só depositou R$ 325 milhões na conta da empresa.
Em 2008, dois meses antes das eleições, Kassab prometeu investir R$ 1 bilhão no Metrô naquele ano e outro R$ 1 bilhão nos quatro anos seguintes, caso fosse eleito.
No ano em que fez a promessa, porém, o prefeito repassou apenas R$ 275 milhões. Outros R$ 198 milhões foram dados em Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos que dão direito a construir acima do permitido na área das operações urbanas. Esses papéis, no entanto, não foram leiloados.
O orçamento municipal previa o repasse de mais R$ 228 milhões em 2009 para a expansão da malha metroviária da capital, mas só R$ 50 milhões foram recebidos pelo Metrô. A Prefeitura afirma que o corte foi motivado pela crise econômica e que o montante será investido até o fim da gestão, em 2012, conforme prometido.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Serra, o metrô e a falência no transporte

Se Serra assumir sua candidatura em março, deverá iniciar sua campanha com a inauguração da Linha 4 do Metrô (totalmente privatizada), cujo escandaloso caso do buraco de Pinheiros matou 7, desabrigou dezenas e completou 3 anos sem punições e com as CPIs barradas pelo Governandor. Imunizado de ataques pela grande mídia (veja no Azenha como a mídia esconde a calamidade no transporte), Serra tentará projetar a imagem de um grande feito, ocultando que a maior cidade da América do Sul sofre com um dos mais caros, caóticos e ineficientes sistemas de transporte do continente. O Brasil de Fato apresenta um especial sobre o transporte paulistano com números que revelam atraso, desinteresse e incompetência da gestão tucana. E não dá para por a culpa em antecessor. Depois de 16 anos de governo nas mãos do PSDB, mesmo com a linha 4, serão construídos apenas 28 km além dos 63 existentes. Além de muito inferior, se comparado atualmente com Santiago (84 km) e Cidade do México (202 km), mesmo com a obra tucana totalmente entregue, São Paulo terá 120 mil habitantes por quilômetro de metrô construído, quase o dobro de Santigo do Chile (64 mil) e quase 3 vezes o da Cidade do México (43 mil).
Na velocidade tucana igualaremos o sistema mexicano em 2084. Mas hoje os R$ 2,65 que pagamos são superiores (em Reais convertidos) cerca de 70% sobre os chilenos, e, pasmem, 850% a mais que os mexicanos (9 vezes e meia os cerca de 28 centavos pagos lá). Abaixo veja alguns quadros comparativos do Brasil de Fato e leia mais na matéria original.




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