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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Órfãos de 1932

Blog da Dilma
novembro 11th, 2010 |  Autor: Jussara Seixas

Por  Mair Pena Neto

Uma das piores sequelas da recente eleição presidencial foi a onda conservadora, preconceituosa e racista, que sentiu-se à vontade para se expressar diante da campanha agressiva e fundamentalista do candidato tucano. Tal postura, revelada, sobretudo, por uma estudante paulista de Direito, não nasceu com a campanha eleitoral, mas percebeu no processo uma oportunidade ímpar de destilar sua aversão ao nordestino, simbolizando o ignorante, que não contribui para o destino do país. O nordestino simboliza, na verdade, o preconceito contra o pobre, o preto, o desvalido, enfim, todos aqueles que não participam da vida rica de uma certa área de São Paulo, não tão além dos Jardins.

Sim, em primeiro lugar é preciso diferir os paulistas dessa minoria elitista míope, herdeira dos órfãos de 1932, que não entende São Paulo como parte indissociável do Brasil e dos brasileiros. A revolução de 30 rompeu o poder oligárquico paulista, que acreditava sustentar a nação e não desejava sua transformação em um país urbano, moderno e industrial. Os inconformados com essa guinada na vida do país, que dele usufruiam, se levantaram em armas, num movimento que tinha como lema “Tudo por São Paulo”. Até hoje, esse levante é comemorado em São Paulo, por maior que tenha sido o seu equívoco histórico.

A derrota em 32 não tirou de São Paulo seu papel de carro-chefe na industrialização que queria evitar e com o avanço do capitalismo, até o seu ápice financeiro, o estado tornou-se ainda mais poderoso, levando certos setores a perderem a noção do nacional. Os jovens universitários que integram o movimento “São Paulo para os paulistas” são como os órfãos de 32, só que ainda não perderam nada, pois nada construíram, já que estão na faixa de 18 a 23 anos. Ao contrário, vivem num país que reduz suas desigualdades, e com um Nordeste em crescimento, o que diminui consideravelmente os fluxos migratórios para o Sudeste.

Obtusos, não percebem que a pujança de São Paulo foi construída com o suor de muitos brasileiros, em grande número nordestinos, e acham que os maiores responsáveis pelo desenvolvimento do estado foram os empresários. Desconhecem a dialética e trabalham com princípios equivocados e perigosos. Essa turma, assim como alguns movimentos separatistas, é minoritária e tende a ser ignorada pela sociedade. Seus pontos de vista, embora precisem ser observados e punidos quando incitam publicamente o crime, como no caso da estudante paulista, são desprezíveis e não teriam o menor eco se não fossem sustentados por algo maior.

E é aí que mora o perigo. A campanha presidencial brasileira levantou uma onda neoconservadora no país, jamais vista desde a redemocratização. O candidato tucano José Serra, com seu discurso excessivamente religioso, apegado a valores morais ultrapassados e enfaticamente paulista – colocou o estado contra o resto do país quando afirmou que o PT não gostava de São Paulo -, possibilitou o afloramento desse tipo de idéia. Aqueles que acham que “São Paulo não deve nada ao Brasil”, como declarou um porta-voz do movimento São Paulo para os paulistas, encontraram uma liderança política capaz de proclamar parte de seus anseios.

O movimento conservador e de direita vem tendo um crescimento mundial. É capaz de eleger presidentes na Europa e nos Estados Unidos, baseando-se não apenas no liberalismo econômico, mas em questões religiosas e xenófobas. O nordestino daqui é o estrangeiro de lá. Essa elite “iluminada”, que angaria apoio lá fora com a questão do emprego, aqui aplica outros argumentos como uma superioridade intelectual. Reproduz a frase mais infeliz de Pelé, a de que o brasileiro não sabe votar, e encontra respaldo para seus preconceitos até em editoriais e colunas de veículos de expressão nacional.

O conservadorismo brasileiro de matiz fascista, que não se manifestava de forma tão aberta desde o movimento integralista e da Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, encontrou um caminho aberto e pôs as asinhas de fora. O PSDB é candidato a ficar com ele se prosseguir na diretriz estabelecida pela campanha de Serra. Será um passo para se estabelecer definitivamente como o partido da direita brasileira, já que o DEM, antigo PFL, é apenas um resquício de legenda, fadado à extinção.

Órfãos de 1932

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

DEM a caminho da falência política

Blog do Celso Jardim:
segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Em flerte com o PMDB, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), espera o resultado das eleições para definir seu destino político. Dependendo da bancada de aliados eleitos em outubro, poderá se filiar ao PMDB para tentar assumir o comando do partido no Estado.

Em conversas, Kassab tem defendido a fusão de seu partido com o PSDB. Mas não descarta sair do Democratas.

Ele fatalmente trocará de sigla caso o DEM não eleja bancada de no mínimo 51 deputados para garantir estrutura ao partido na Câmara. Se o DEM atingir esse piso, ele poderá ficar e disputar com Rodrigo Maia (RJ) o controle nacional do partido.

O número de aliados eleitos para o Congresso também pesará para o futuro do prefeito. Dono de bancada robusta, Kassab terá boa acolhida em diferentes partidos. O prefeito nega e afirma que este não é o momento para a discussão. "Isso é coisa de adversário tentando desestabilizar a campanha. É só falarem para eu aparecer ao lado de Alckmin", reage.

Presidente municipal do PMDB e autor do primeiro convite a Kassab, Bebeto Haddad diz que tem conversado com o prefeito sobre a proposta. "Eu, Michel [Temer] e Quércia concordamos com a filiação de Kassab."

Um dos empecilhos à migração de Kassab é o vice-presidente estadual do PMDB, Jorge Caruso. Em 2008, ele se pôs à disposição para disputar a Prefeitura de São Paulo. Acordo entre Quércia e Kassab, no entanto, o rifou da disputa.

No cenário atual, com o adoecimento de Quércia, Caruso desponta como possível próxima liderança peemedebista no Estado. "Acho que tudo isso ainda está muito no campo da especulação. Uma mudança dessas [Kassab se filiar ao PMDB] teria que ser discutida no partido", disse Caruso.

Ronaldo Caiado, César Maia, Agripino Maia, entre outros menos votados dão esperança aos demos de se elegerem e não ter que acabar com o partido. O único governador eleito em 2006 foi o José Roberto Arruda que todos já sabem do triste final.

Tá difícil segurar a bandeira do DEM, o caminho é mais uma mudança de sigla, desde op nascimento de seus idealizadores a UDN,  passando pela Arena, chegando ao PFL, e no final a demonização total, o DEM. A última esperança é José Serra, caso seja eleito, e o partido ter a vice-presidência com o Indio da Costa do DEM.

* Celso Jardim (com a FolhaOnLine)

Blog do Celso Jardim: DEM a caminho da falência política

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Serra e o DEM tentam acabar com as histórias dos jovens

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

* Celso Jardim

Seis anos depois de mover uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Programa Universidade Para Todos (Prouni), o Democratas revisa sua posição. Agora, a legenda de oposição ao governo federal considera a manutenção necessária para a educação.

Em 2004, quando o programa foi lançado, o DEM e a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) entraram com a ADI número 3330 contra o presidente da República. A ação tramita na mais alta corte do país, ainda sem julgamento, sob a alegação de que o governo federal não teria competência legal para gerir uma ação nos moldes do ProUni. 

Ao mesmo tempo em que oferece bolsas a estudantes, o programa garante isenção de impostos como contrapartida às instituições de ensino que aderem. A desoneração é o ponto questionado pela Confenen e pelo DEM, à época ainda chamado de PFL.

Histórias de jovens brasileiros que graças ao ProUni realizam seus sonhos

Celso Jardim

http://dilma13.blogspot.com/2010/08/serra-e-o-dem-tentam-acabar-com-as.html#axzz0x0s9MT7Z

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