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domingo, 5 de setembro de 2010

Quebra de sigilo chega a Minas: como Serra e o PIG vão esconder Aécio?

Já vimos que com toda a gritaria de Serra e o PIG para acusar a campanha de Dilma, eles esconderam até agora as suspeitas sobre a banda mineira de tucanos, ligados a Aécio ter montado dossiês sobre Serra, sua filha e as relações com Daniel Dantas durante as privatizações do governo FHC. Os próprios jornais ligados a Aécio evitaram tocar no assunto sobre dossiê, o que fez recair sobre Aécio ainda mais as suspeitas Agora com a quebra do sigilo chegando a Minas Gerais, cresce a tendência da mídia alternativa apontar o dedo para os fatos que até o momento foram abafados pela velha mídia em campanha por Serra. Agora, nos vemos cada vez mais pautado por novos dados. Qual será a estratégia de Serra e sua trope de choque midiática para impedir que a relação entre a quebra de sigilo e o duelo de dossiês tucanos em 2009 vazem a blindagem dada por Globo, Folha, Veja e Estadão? Cenas que só veremos nos próximos capítulos.

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Portal Terra / Eleições 2010:

Tucano teve sigilo violado dez vezes em Minas, diz jornal

04 de setembro de 2010 21h10 atualizado às 21h46

Os dados fiscais do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge, foram violados dez vezes na cidade de Formiga (MG), a 210 quilômetros de Belo Horizonte, segundo informações veiculadas na edição online deste sábado do jornal O Estado de S.Paulo. As violações, conforme a denúncia, ocorreram seis meses antes da série de quebra de sigilo de tucanos em São Paulo.

O jornal informou que os acessos teriam sido feitos no dia 3 de abril de 2009, por um analista tributário que trabalha na agência da Receita Federal de Formiga, de acordo com um levantamento feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Todas as dez consultas foram feitas por um único computador.

As novas violações foram descobertas após um pedido de apuração da Corregedoria da Receita Federal ao Serpro. Foram relacionadas todas as consultas envolvendo o CPF do tucano Eduardo Jorge, entre os meses de janeiro e junho de 2009.

Após essas violações em Minas, foram registradas outras: a de Verônica Serra, filha do presidenciável tucano José Serra, no dia 30 de setembro de 2009, na unidade da Receita em Santo André, no ABC paulista, e, no dia 8 de outuvro do mesmo ano, as violações dos dados do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, do empresário Gregorio Marin Preciado, próximo de Serra; e ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio, além do próprio Eduardo Jorge.

Tucano teve sigilo violado dez vezes em Minas, diz jornal

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O hedge contra o livro de Amaury Jr | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, qua, 01/09/2010 - 08:42

A insistência de de Serra, em relacionar o supostos vazamento de declaração de sua filha Verônica - mais o vazamento das declarações de Eduardo Jorge, Preciado e outros - com informações que teriam sido publicadas por blogs, mostra claramente seu pânico em relação ao tal livro de Amaury Ribeiro Jr.

Ele repetiu a acusação no Jornal da Globo, referindo-se agora à sua filha cujos dados teriam sido vazados por "blogs sujos".

Que eu me lembre, blogs publicaram trechos do livro de Amaury. Ontem o Conversa Afiada publicou outro trecho, acho que o prefácio do livro. Amaury já declarou que todos os dados do livro foram obtidos legalmente, através de pesquisas junto ao Ministério Público de Nova York, CPI do Banestado e pesquisas em Ilhas Virgens.

De qualquer modo, passado esse período eleitoral, a discussão entrará por outro campo: a consistência ou não das informações levantadas por Amaury. Se, além de consistentes, elas se basearam apenas em fontes legais, Serra terá uma bela encrenca para administrar assim que deixar a política.

Pelas informações até agora divulgadas, é possível que o livro se torne um clássico sobre um dos temas contemporâneos mais: a relação entre políticos, gestores de recursos através do circuito de lavagem de dinheiro.

Por Rubem

O homem do guru de turbante, e do leitor de sorrisos:

Da Folha

Serra diz que Dilma é controlada por marqueteiros

DE SÃO PAULO

O candidato tucano José Serra voltou a criticar a sua concorrente na disputa presidencial Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, a petista é controlada pela equipe de marketing.

"Ela fala que o chefe de impressa dela instrui o que ela tem que falar. Ela raramente fala mais espontaneamente. É tudo preparadinho", disse o tucano, em entrevista ao "SBT Brasil", dada nesta terça-feira.

Serra respondia a uma pergunta do jornalista Carlos Nascimento sobre a declaração da petista de que estenderia a mão a ele se vencer. "Você ficou bravo?", perguntou o jornalista.

Para o tucano, o noticiário político é alimentado por fofoca e a declaração fez parte dessa estratégia.

Serra também voltou a criticar sites pró-Dilma aos quais chamou de "blogs sujos". De acordo com ele, os vazamentos do caso Eduardo Jorge já estavam publicados há meses nesses sites.

"O candidato --muito próximo da Dilma-- ao Senado de Minas, Fernando Pimentel. Ele estava organizando tudo isso", disse o tucano.

"Nesse esquema petista governamental ninguém está garantido", afirmou, citando também o caso dos aloprados e da quebra do sigilo do caseiro quebra do sigilo caseiro Francenildo, ambos em 2006.

No caso dos aloprados, Serra responsabilizou o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante.

"Depois, foram presos. Até pegaram um R$ 1,7 milhão da mão do chefe da campanha do PT em São Paulo. Mas aí a investigação ficou frouxa", afirmou.

Nesta quarta-feira, Dilma será entrevistada pela emissora. No dia 2 de setembro será a vez de Marina Silva (PV).

O hedge contra o livro de Amaury Jr | Brasilianas.Org

O sigilo fiscal e a lógica: convém não torturá-la | Viomundo - O que você não vê na mídia

1 de setembro de 2010 às 23:52

por Luiz Carlos Azenha

Como já escrevi anteriormente, repito: há um submundo nas campanhas eleitorais, na intersecção frequentada por arapongas, ex-arapongas, policiais, ex-policiais, “operadores” diversos, leões de chácara etc. No caso da violação de sigilo na delegacia da Receita Federal de Mauá, há uma enorme gama de possibilidades:

1. que de fato tenha sido obra de uma das campanhas políticas;

2. que tenha sido manufaturado para aparecer justamente neste momento eleitoral, como “fato novo” suficiente para gerar escândalo (em tese, eu mesmo poderia ter encomendado aquela procuração falsa);

3. que tenha sido sobra de alguma outra operação, turbinada agora para servir a objetivos eleitorais.

O que não dá para fazer é torturar a lógica sem provas, criar uma cortina de fumaça, bombar um factóide sem base na realidade.

É o que está acontecendo? Parece que sim. Numa das emissoras de rádio da Bandeirantes, Dora Kramer, a comentarista do Estadão, disse que a situação está esquisita porque os governistas conseguiram barrar o depoimento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Congresso. Ou seja, ela tentou sugerir que pelo fato de o ministro não depor a Dilma é culpada!

Mas o pior, mesmo, foi este argumento de Serra (25% no tracking do Vox Populi) contra Dilma (51%): o motivo para Dilma violar o sigilo fiscal da filha do tucano, Veronica, foi o medo de perder a eleição!

Ora, considerando que a violação aconteceu em setembro de 2009, quando Serra ainda disputava com Aécio Neves a indicação do PSDB, faria muito mais sentido acusar… Aécio de ter patrocinado a violação.

Resta lembrar que Collor, em 1989, quando atacou Lula, corria o risco de perder a eleição!

Repito: nenhum desdobramento deste caso me surpreenderia. Mas, enquanto a gente não sabe o que de fato aconteceu, convém não torturar a lógica.

O sigilo fiscal e a lógica: convém não torturá-la | Viomundo - O que você não vê na mídia

A filha do Serra pediu ou não pediu para rever a declaração ? | Conversa Afiada

Publicado em 01/09/2010
 
Na foto, a skyline da Brickell Av, em Miami. Imponente, não, amigo navegante ?

A Folha (*) publica na página A4 a entrevista com funcionária da Receita que diz ter o documento que comprova o pedido de revisão da declaração feita pela filha do Serra.
A filha do Serra, como não se cansa de demonstrar esse Conversa Afiada, foi sócia da irmã de Daniel Dantas em Miami (em Miami!) – clique aqui para ver os documentos do Governo da Florida.
O jenio disse ao portal Terra que a sócia da irmã de Dantas não pediu para rever a sua declaração.
Rever a declaração é um direito de todo contribuinte.
O que há de errado nisso tudo é a construção de uma máfia para comercializar declarações de Imposto de Renda.
Aparentemente, foram violadas 300 declarações, entre elas uma linha de ataque de personagens indissoluvelmente ligados à carreira política de José Serra: Preciado, Ricardo Sérgio e Eduardo Jorge.
Eduardo Jorge trabalhou na sala ao lado do presidente Fernando Henrique Cardoso, da qual deu algumas dezenas de telefonemas ao Juiz Lalau.
Também não há nada de errado um pai tentar proteger a filha depois de uma informação – essa entrevista da Folha (*) – que atenua a gravidade do crime cometido.
Pai é pai.
O que há de errado nesta questão é a tentativa desesperada de José Serra de criminalizar a sua adversária política, Dilma Rousseff, e atribuir a ela, como fez ontem no jornal da globo, um crime seguido de fraude eleitoral.
Ao longo desta campanha, José Serra já foi vítima de várias processos judiciais, um deles iniciado pelo Cloaca News, que quer saber quem são aqueles que o jenio chama de “blogs sujos” e que recebem grana do Lula.
O que há de patético nesta história é o jenio agarrar-se ao Eduardo Jorge e agora à filha, com a colaboração do Gilmar Dantas (**) e um guru indiano, para concorrer à eleição de forma minimamente competitiva.
O PiG (***) de hoje fornece novas informações que caracterizam o vazamento do sigilo fiscal como uma operação típica de uma máfia sem objetivos políticos.
O jenio, Gilmar e o FHC tomam da UDN a bandeira da corrupção sem o brilho, o talento e o poder destrutivo do Carlos Lacerda.
Porque, como disse o Brizola Neto, quem nasce para José Serra não chega a Carlos Lacerda.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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