Mostrando postagens com marcador censura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador censura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Serra ataca o Valor. Ele quer a cabeça da Inês Nassif | Conversa Afiada

Publicado em 14/10/2010


É preciso proteger a Inês do Generalíssimo Franco

O jornal Valor, no pé da página A10, reproduz o diálogo do Francisco Serra Franco com o repórter do Valor em Porto Alegre.
O jornalista quis saber se ele não ia comentar mais sobre o Paulo Preto.
Clique aqui para saber da relação do Paulo Preto com as “finanças” da campanha do Serra.
É bom lembrar que, primeiro, no debate da Band, Serra disse que não conhecia o Paulo Preto, até que o Paulo Preto disse que conhecia muito bem.
Como faz sempre – clique aqui para ler o Manual do Repórter que vai entrevistar o Serra -, Serra tenta intimidar o repórter.
Quando não consegue, como foi o caso do repórter do Valor, o Francisco Serra Franco acusa o repórter de ser monitorado pela “pauta petista”.
Porém, Francisco Franco vai mais longe.
Ele disse que o Valor faz “manchete para o PT botar no horário eleitoral”.
Vamos, em primeiro lugar, estabelecer que o Valor é legitimo representante do PiG (*): é de propriedade Folha (**)  e do Globo.
O colonista (***) Elio Gaspari também trabalha para a Folha (**) e o Globo, e é uma comprovação (duas vezes por semana) de como se administram múltiplos chapéus.
A prova de que o Valor é da Folha e do Globo é que o jornal escondeu a matéria, na sótão de uma página par.
O jornal é agredido e não se defende …
Como o Serra fez com a mulher.
Isso tudo do Francisco Serra Franco com o Valor, porém, é firula.
O que ele quer, mesmo, é a cabeça de jornalistas independentes.
Especialmente, no Valor, a cabeça da Maria Inês Nassif, provavelmente, a melhor analista política do Brasil, hoje.
O Serra Franco, Generalíssimo de España, gostaria que o repórter de Porto Alegre – também vítima de uma intimidação – avise à chefia em São Paulo e a chefia em São Paulo chame a Maria Inês Nassif para uma conversinha ao pé do ouvido: “manera, Inês. Pede férias. ”
E o que diz a Judith Brito, a funcionária da Folha (**), que preside, provisoriamente, a Associação Nacional dos Jornais ?
Ela não está preocupada com os ataques do Generalíssimo Serra à liberdade de imprensa ?
No Valor de hoje, Inês Nassif, na pág A8, demonstra como o DEMO, partido da coligação-do-aborto do Serra vai sumir.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

Serra ataca o Valor. Ele quer a cabeça da Inês Nassif | Conversa Afiada

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mino: Dilma em lugar da fúria tucana | Conversa Afiada

Publicado em 08/10/2010

A fúria sem som

Leia no site da Carta Capital o editorial de Mino Carta para a edição desta semana “Aborto e oportunismo eleitoral”.
Para Mino, Dilma deve ganhar para que o projeto de Lula não seja interrompido pela fúria e o oportunismo de José Serra.

Dilma, mostre que é de briga

Mino Carta

As reações de milhares de navegantes da internet envolvidos na celebração dos resultados do primeiro turno como se significassem a derrota de Dilma Rousseff exibem toda a ferocidade – dos súditos de José Serra. Sem contar que a pressa de suas conclusões rima sinistramente com ilusões.

Escrevi ferocidade, e não me arrependo. Trata-se de um festival imponente de preconceitos e recalques, de raiva e ódio, de calúnias e mentiras, indigno de um país civilizado e democrático. É o destampatório de vetustos lugares-comuns cultivados por quem se atribui uma primazia de marca sulista em relação a regiões- entendidas como fundões do Brasil. É o coro da arrogância, da prepotência, da ignorância, da vulgaridade.

É razoável supor que essa manifestação de intolerância goze da orquestração tucana, excitada pelo apoio maciço da mídia e pelos motes da campanha serrista. Entre eles, não custa acentuar, a fatídica intervenção da mulher do candidato do PSDB, Mônica, pronta a enxergar na opositora uma assassina de criancinhas. A onda violeta (cor do luto dos ritos católicos) contra a descriminalização do aborto contou com essa notável contribuição.

Ocorre recordar as pregações dos púlpitos italianos e espanhóis: verifica-se que a Igreja Católica não hesita em interferir na vida política de Estados laicos. Não são assassinos de criancinhas, no entanto, os parlamentares portugueses que aprovaram a descriminalização do aborto, em um país de larguíssima maioria católica. É uma lição para todos nós. Dilma Rousseff deixou claro ser contra o aborto “pessoalmente”. Não bastou. Os ricos têm todas as chances de praticar o crime sem correr risco algum. E os pobres? Que se moam.

Clique aqui para ler o texto completo na Carta Capital.

Mino: Dilma em lugar da fúria tucana | Conversa Afiada

Altamiro Borges: Aiatolá Serra vai apedrejar a Soninha?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aiatolá Serra vai apedrejar a Soninha?

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:
A Soninha (que já foi da MTV, e era filiada ao PT) hoje é uma das coordenadoras da campanha do Serra. A Soninha – como tantas mulheres – reconhece – na reportagem reproduzida aí no alto – que já fez aborto. Não o fez porque é um monstro irresponsável. Mas porque tantas vezes essa é a única opção para as mulheres. Quem conhece alguém que já abortou sabe do drama que as mulheres - mas também alguns homens – enfrentam nessa hora.
Serra e Soninha, vamos ser honestos, não são fascistas nem fanáticos religiosos – ou não eram. Serra, quando ministro da Saúde, assinou portaria regulamentando aborto no SUS. Só que Serra não tem limites para chegar ao poder. Na tentativa desesperada de ganhar de Dilma, ele se aliou ao que há de mais atrasado no Brasil. Até TFP (seita de extrema direita que é monarquista , contra o divórcio e contra os gays) está apoiando Serra.
Serra, pra ganhar, aposta no atraso, no pensamento mais consevador. Aposta no preconceito contra as mulheres. Serra quer ganhar votos espalhando que Dilma é “abortista, e quer matar criancinhas” (a própria mulher de Serra disse isso num corpo-a-corpo na rua).
Sei que há muita gente, homens e mulheres, que não gosta da Dilma. Gente que até já votou no PT , mas se decepcionou com o PT. Muita gente nessa situação escolheu no primeiro turno Marina, Plinio ou até Serra. Mas será que esse povo quer o atraso no Brasil? Duvido…
Serra, se vencer (e acho que não vence), trará com ele o preconceito, o atraso, a visão de que “gay é pecador” e “mulher está aí pra procriar, não pra decidir sobre sua saúde”.
Serra não era assim. Mas ficou assim. Serra hoje é o atraso. Não é à toa que, no twitter, Serra virou “#aiatoláSerra”.
Coitada da Soninha.

Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadão | Viomundo - O que você não vê na mídia

8 de outubro de 2010 às 9:16

por Conceição Lemes

Maria Rita Kehl é psicanalista, ensaísta e cronista. Tem seis livros publicados. O mais recente, O Tempo e o Cão, foi lançado em 2009, pela Boitempo. Nele, aborda o significado da depressão como sintoma psíquico da sociedade contemporânea.

Formada em psicologia pela USP, durante muitos anos se dedicou exclusivamente ao jornalismo cultural. Foi editora do Movimento jornal que, ao lado do Opinião e d’O Pasquim, foi um dos mais importantes órgãos da imprensa alternativa durante o regime militar. Participou também da fundação do jornal Em Tempo e escreveu como freelancer para veículos, como Veja, Isto É e Folha de S. Paulo.

Em 1979, Maria Rita decidiu fazer mestrado em psicologia social. Sua tese: O Papel da Rede Globo e das Novelas da Globo em Domesticar o Brasil Durante a Ditadura Militar.

Em 1981, começou a atender pacientes — e nunca mais parou. Em 1997, doutorou-se em psicanálise pela PUC-SP com uma pesquisa que resultou no livro Deslocamentos do Feminino – A Mulher Freudiana na Passagem para a Modernidade (Imago, 1998).

Nos últimos oito meses,  manteve uma coluna quinzenal no Caderno 2, em O  Estado de S. Paulo. Nessa quarta-feira, ela foi demitida depois de ter escrito o artigo Dois Pesos, publicado no último sábado (2), onde abordou a “desqualificação” dos votos dos pobres.

Em entrevista na manhã de quinta-feira (7) a Bob Fernandes, da Terra Magazine, ela denunciou.

– Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião (…) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Em entrevista ao Viomundo, Maria Rita detalha os bastidores.

Viomundo – Na terça-feira, começou a circular na internet boatos de sua demissão. Antes, em algum momento, você foi alertada sobre “problemas” com os seus textos?

Maria Rita Kehl – Nunca. Foi o que eu argumentei com a editora do Caderno 2, que me convidou para escrever a coluna.  Na verdade, ela me chamou para escrever sobre psicanálise. Argumentei que só sobre psicanálise conflitava com o meu consultório. De vez em quando, disse-lhe, poderia escrever sobre o tema, mas eu gostaria mesmo era de escrever sobre tudo, inclusive política, assunto que me interessa muito. Ela aceitou.

Viomundo – Essa conversa foi…?

Maria Rita Kehl – No final do ano passado, mas eu só comecei a escrever em fevereiro deste ano. Aí, fui escrevendo. Cada vez mais sobre política, pois ficando cada vez mais apaixonante. Eu já fui jornalista, tenho uma cabeça muito política também…

Após cada artigo, eu sempre perguntava: “E, aí, tudo bem?” Ela: “Tudo bem”.

Desta vez foi engraçado porque eu perguntei: “Tudo bem? Será que eles não vão pedir a minha cabeça?”. A resposta que veio: “Não vão, pode ficar tranqüila.” Eu fiquei. Imagino que a editora não iria me enganar…

Viomundo – Quando soube dos “problemas” com os seus artigos?

Maria Rita Kehl – Na terça [5 de outubro]. Recebi um telefonema muito constrangido  de que a coisa tinha ficado muito feia….cartas de leitores estavam reclamando muito da minha presença no jornal…. tinha gente do Conselho Editorial muito enfurecida… a situação estava muito difícil. Ela lembrou de que a ideia inicial era que eu escrevesse sobre psicanálise…

“Bem, posso tentar escrever mais sobre psicanálise… Mas nunca mais escrever sobre política, isso não, isso eu não aceito”.  Até porque o período em que o tema é mais polêmico é agora, depois relaxa…

Ela disse que iria conversar novamente com o Gandour [Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estadão], que eu não conheço pessoalmente.

Aí, aconteceu uma coisa que eu não sei explicar, é um mistério. Mas acho que partiu de dentro do jornal, de alguém que ouviu essa conversa. Uma hora depois já tinha gente me ligando, para saber se eu tinha sido demitida.

Viomundo – O que a leva a suspeitar de que alguém do Estadão tenha passado a informação adiante?

Maria Rita Kehl — Foi um detalhe da nossa conversa [entre a editora e Maria Rita]. Só alguém de dentro do jornal, que tinha ouvido a editora conversar comigo, tinha a informação… Tanto que o boato foi de que eu “estava proibida de escrever sobre política, só poderia escrever sobre psicanálise”.

Viomundo – Você pensou em divulgar?

Maria Rita Kehl – Eu não tinha nenhum interesse em começar a divulgar, enquanto não tivesse a resposta. Eu não poderia criar um escândalo sem antes conhecê-la.

Acredito que ficou para eles [direção do jornal] a impressão de que fui eu que fiz toda a movimentação na internet. Até quis tornar público. Não fiz. E não porque sou boazinha. É porque não tinha nenhum interesse em divulgar antes de ter a resposta final do jornal.

Nessa quarta [6], depois da reunião que a editora teve com o Gandour, veio a resposta.  Gandour disse que por conta da repercussão, a minha posição havia ficado insustentável, intolerável.

Viomundo – A repercussão na rede da sua demissão foi apenas pretexto…

Maria Rita Kehl – É, a coisa já não estava boa. E por ter tido muita repercussão, ficou, segundo o jornal, insustentável. É como se eu tivesse organizado uma passeata petista na frente da redação com bandeiras vermelhas, com ameaça de exigências.

A minha demissão virou top10 do twitter. Eu não esperava. Fiquei atônita. Virou um acontecimento. A minha coluna era quinzenal… Eu não sou Jânio de Freitas nem nada…O fato é que virou um acontecimento na internet com muitas acusações contra o Estadão.

Viomundo – O seu trabalho foi censurado, concorda?

Maria Rita Kehl – A palavra censura não é boa. No meu conceito, censura seria você não pode escrever sobre isso ou aquilo, corta uma linha aqui, outra ali…  O que o meu caso demonstrou é que o jornal não permite uma visão diferente da do jornal nas suas páginas. É isso. Essa é dita imprensa liberal.

As grandes empresas que controlam a informação no país estão nas mãos de poucas famílias… Teoricamente seriam imparciais, dando voz ao outro lado, só que elas têm um posicionamento muito claro de que não são imparciais. Veja o meu caso. O meu artigo é assinado, não estou falando pelo jornal. Mas nem isso cabe.

Viomundo – Na verdade, os grandes veículos se dizem imparciais, alardeiam isso para a sociedade, só que a prática é oposta…

Maria Rita Kehl — Eu acho honesto que o jornal assuma uma posição. É pior dizer que é imparcial e dar a notícia só com um lado. Isso confunde muito mais o leitor.

É pena que não tenha gente com dinheiro suficiente para apoiar outros candidatos. …Um grande jornal que apóie a Dilma, um grande jornal que apóie a Marina, um grande jornal que apóie o Plínio…

Na verdade, todos os jornais estão apoiando o mesmo candidato. Esse é o problema da política brasileira, da burguesia brasileira, da concentração do dinheiro na sociedade brasileira… Os donos dos jornais são parciais, mesmo… Ninguém é imparcial. Mas, para que os leitores sejam adequadamente informados e se posicionem, é fundamental ter o outro lado. Infelizmente, o que os donos dos jornais revelam é que não cabe voz a outra posição, nem mesmo em artigos assinados.  Que liberdade de expressão é esta?

Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadão | Viomundo - O que você não vê na mídia

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Maria Rita Kehl denuncia que foi demitida do Estadão por um ‘delito’ de opinião | Viomundo - O que você não vê na mídia

7 de outubro de 2010 às 11:46

 

Quinta, 7 de outubro de 2010, 11h25  Atualizada às 11h41

Maria Rita Kehl: “Fui demitida por um ‘delito’ de opinião”

Bob Fernandes, no Terra Magazine, dica do leitor Fernando

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a “desqualificação” dos votos dos pobres. O texto, intitulado “Dois pesos…”, gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo e o motivo de sua demissão:

- Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião (…) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Leia abaixo a entrevista.

Terra Magazine – Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você…
Maria Rita Kehl – E provocou, sim…

- Quais?
- Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião.

- Quando?
- Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

- E por qual motivo?
- O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

- Você chegou a argumentar algo?
- Eu disse que a repercussão mostrava, revelava que, se tinha quem não gostasse do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável…

- Que sentimento fica para você?
- É tudo tão absurdo…a imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo…

- Você concorda com essa tese?
- Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado…

- …Por outro lado…?
- Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um “delito” de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (Senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expos uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

- Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições?
- Acho que sim. Isso se agravou com a eleição pois, pelo que eles me alegam agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas.

Maria Rita Kehl denuncia que foi demitida do Estadão por um ‘delito’ de opinião | Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Altamiro Borges: Bullying eleitoral e fascismo tucano

Blog do Mir^o:
quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Bullying eleitoral e fascismo tucano

Reproduzo revoltante relato de Eduardo Guimarães, publicado no Blog da Cidadania:
Estou impressionado com um caso relatado pelo amigo Arnóbio Rocha, tuiteiro com quem dividi os corredores do hospital em que minha filha Victória e Letícia, uma das filhas dele, estiveram internadas ao mesmo tempo há alguns meses.
Esse caso dá uma idéia das barbaridades que estão sendo praticados nesta campanha eleitoral, que pode passar à história como uma das mais sujas que este país já viu depois da redemocratização.
Vale relatar que tudo se deve ao candidato da mídia, bem como a própria, não estarem aceitando limites sobre o que usar para vencer a eleição presidencial.
Arnóbio relata, via Twitter, bullying que uma de suas filhas sofreu na escola em que estuda devido aos seus pais serem eleitores declarados de Dilma Rousseff.
O caso me parece extremamente grave. Inaceitável numa democracia. Este é o primeiro relato de dois que pretendo fazer hoje sobre o clima que o candidato José Serra, o jornal Folha de São Paulo, a Rede Globo, o Estadão e a revista Veja, entre outros, estão impondo ao país.
Arnóbio começa seu relato explicando o que é bullying: “Termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully – «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender”.
Segundo Arnóbio, sua filha de 9 anos estuda em uma escola cristã de classe média de São Paulo e foi vítima de “bulliyng pesado” por “defender Dilma”. Teria sido importunada por coleguinhas cujos pais votaram em Serra, que debochavam dela alegando que o tucano teria “vencido” o primeiro turno e Dilma, “perdido”.
A garota, segundo o relato, teria revidado dizendo que havia “mais eleição” pela frente – bela resposta para uma criança de nove anos. Todavia, naquele momento os coleguinhas começaram a gritar “Dilma Assassina”, e que ela “foi presa”, que “roubava” e que “mata crianças”.
Agora a parte mais revoltante e assustadora: a filha de Arnóbio diz ter sido caçada, encurralada e recebido socos e pontapés, além de os agressores terem pisado na mochila dela enquanto gritavam insultos e deboches.
Quando a mãe da menina foi buscá-la na escola, encontrou a filha aos prantos tentando relatar a agressão que sofrera.
Ainda segundo meu companheiro de hospital – alguém que tem a filha primogênita, de doze anos, sofrendo de leucemia -, este é o perfil dos pais dos alunos da tal escola: curso superior e salários, em média, de R$12 a 15 mil.
Arnóbio ainda assevera que “Nem em 1989 Collor ousou pregar o ódio de forma tão aberta” e que “Transformaram as eleições num inferno, em São Paulo”. E conclui dizendo que “não dá mais para ficar calado”.
Na classe da vítima dessa nova forma de bullying inventada pela campanha de Serra, o “bullying eleitoral”, dos 21 alunos 4 dizem que os pais votam em Dilma e todos estão sendo vítimas dos demais.
Arnóbio não quer revelar o nome da escola, no que julgo que está certo. Mas só até o ponto em que essa instituição tomar providências. Se tal não ocorrer, penso que ele deve tomar uma atitude. Não denunciar essa barbaridade equivale a aceitar ter a sua liberdade de expressão e de opinião desrespeitada.
Aguardemos…

Altamiro Borges: Estadão censura Maria Rita Kehl

Blog do Mirao:
quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Estadão censura Maria Rita Kehl

Por Altamiro Borges
No final da noite desta terça-feira (5) circulou a notícia de que o jornal O Estado de S.Paulo teria demitido a renomada psicanalista Maria Rita Kehl, articulista do diário. Agora, o jornalista Xico Sá informa que “o Estadão não demitiu Maria Rita Kehl, mas exige que ela não escreva mais sobre política. Só psicanálise. Quem explica, Dr. Freud?”. A confirmar qual é versão verdadeira!
Mas, como diz o ditado, “onde há fumaça, há fogo”. Tenha ela sido demitida ou censurada, isto só prova o cinismo dos barões da mídia, que vivem esbravejando sobre a liberdade de expressão e criticando a censura – principalmente para fustigar o governo Lula e para colocar na defensiva os mais vacilantes. Como já ensinou Cláudio Abramo, “a liberdade de imprensa só existe para os donos dos jornais”. O resto é pura bravata sobre neutralidade, imparcialidade e democracia.
Espaço só para colunista da direita
A perseguição à psicanalista teria como motivo artigo publicado por ela na véspera da eleição. O Estadão parece que só aceita colunistas da direita, ligados à seita fascista Opus Dei, ao Instituto Millenium ou aos saudosos da ditadura militar. O artigo de Maria Rita Kehl, intitulado “Dois pesos”, era até cauteloso e, inclusive, fazia elogios ao próprio Estadão. Vale ser lido e relido:
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.
Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

Eugênio Bucci tem algo a dizer?
Ao estimular a reflexão crítica, principalmente da “classe média” emburrecida pela manipulação midiática, Maria Rita Kehl virou alvo da sanha autoritária da famíglia Mesquita. A máscara do Estadão, já borrada por inúmeros outros episódios, caiu de vez. Seu discurso sobre liberdade de expressão é falso, hipócrita. Os barões da mídia confundem “liberdade de imprensa” com liberdade de empresa, dos monopólios, para enganar os ingênuos. Confirmada a perseguição à altiva psicanalista, é urgente o repúdio do Sindicato dos Jornalistas e das entidades democráticas.
Em tempo: Em 2004, a Boitempo Editorial publicou o excelente livro “Videologias”, de autoria de Maria Rita Kehl e Eugênio Bucci. A psicanalista manteve-se na trincheira, refletindo sobre os riscos da manipulação midiática. Já o jornalista hoje é badalado pelos barões da mídia, fazendo críticas ao governo Lula, do qual inclusive fez parte no primeiro mandato. Para ele, Lula é hostil à liberdade de expressão. Perguntar não ofende: ele também será duro na crítica ao Estadão e prestará solidariedade a Maria Rita Kehl?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sobre o Falha de S. Paulo | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, ter, 05/10/2010 - 15:17

Por Marco St.

Nesse dia 5 a Folha voltou aos ataques contra o governo Lula e a candidatura Dilma. Para contrabalançar isso, uma boa notícia:

Do Comunique-se

Internauta cria site alternativo para "manter" Falha de S.Paulo no ar

Izabela Vasconcelos

O site Falha de S.Paulo, que faz uma paródia do jornal Folha de S.Paulo, saiu do ar, mas isso não impede que seu conteúdo continue disponível na web. Um internauta, que não se identifica na página, criou no dia 01/10 o endereço http://falhadespaulo.tumblr.com, com os prints da tela do original www.falhadespaulo.com.br, que desde o dia 03/10 está totalmente fora do ar. O site foi retirado por decisão da 29ª Vara Cível de SP que no dia 30/9 atendeu pedido da Folha. A página estava no ar há apenas 20 dias.

"Criamos este endereço com printscreens do site para impedir que a Folha, com sua liminar absurda, tirasse do ar toda referência a ele; e pra mostrar pra quem não conhecia que a reação daFolha é completamente despropositada. E se deletarem esse, criaremos outro e outro e outro. Não à censura!!", diz o post do site alternativo.

Lino Bocchini, um dos autores do site original, nega que ele ou o irmão, Mario, tenham envolvimento na criação da página alternativa.
Além da página hospedada no tumblr, plataforma de blog, o Boteco Sujo também traz prints do site original, e provoca com o título "Censura eu, Folha!". O autor do blog ainda diz que a advogada do jornal "vai ter muito trabalho para conseguir censurar a todos".

Para retirar o site do ar, a Folha alegou que os autores faziam "uso indevido da marca" do jornal. De acordo com Taís Gasparian, advogada do veículo, a Folha não questiona a sátira, nem o nome do site, mas o "uso da marca".

Sobre a multa diária de R$ 1.000, caso Lino e Mario Bocchini descumpram a determinação, Taís acredita que o valor é baixo para este caso. "A Folha, como qualquer outra empresa, deve preservar a sua marca (...) Geralmente, nesses casos, o juiz aplica uma multa de R$ 100 mil", afirmou ao Consultor Jurídico.

Sobre o Falha de S. Paulo | Brasilianas.Org

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Altamiro Borges: Quem incentivou o golpe no Equador?

Blog do Miro:
sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Quem incentivou o golpe no Equador?

Reproduzo artigo de Eva Golinger, advogada venezuelano-estadunidense, publicado no sítio da Adital:
Uma nova tentativa de golpe contra um país da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) atenta contra a integração latinoamericana e o avanço dos processos de revolução democrática. A direita está no ataque. Seu êxito em 2009 em Honduras contra o governo de Manuel Zelaya encheu-a de energia, força e confiança para poder arremeter contra os povos e governos de revolução na América Latina.
As eleições do domingo, 26 de setembro, na Venezuela, apesar de que resultaram vitoriosas, principalmente para o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), cederam espaço às mais reacionárias e perigosas forças de desestabilização que estão a serviço dos interesses imperiais. Os Estados unidos conseguiram colocar suas peças chaves na Assembleia Nacional da Venezuela, dando-lhes uma plataforma para avançar com seus planos conspirativos para socavar a democracia venezuelana.
No dia seguinte às eleições na Venezuela, a líder pela paz na Colômbia, Piedad Córdoba, foi desabilitada como Senadora da República da Colômbia pela Procuradoria Nacional, baseando-se em acusações e evidências falsas. Porém, o ataque contra a Senadora Piedad simboliza um ataque contra as forças do progresso na Colômbia que buscam soluções verdadeiras e pacíficas ao conflito de guerra em que vivem por mais de 60 anos.
E agora, na quinta-feira, 30 de setembro, o Equador amanheceu sob golpe. Policiais insubordinados tomaram várias instalações na capital, Quito, criando caos e pânico no país. Supostamente, protestavam contra uma nova lei aprovada pela Assembleia Nacional na quarta-feira passada, que, segundo eles, recortava seus benefícios trabalhistas.
O Presidente Rafael Correa, em uma tentativa de resolver a situação, dirigiu-se à polícia insubordinada; porém, foi atacado com objetos contundentes e bombas de gás lacrimogêneo, causando-lhe um ferimento na perna e asfixia devido ao gás. Foi trasladado ao hospital militar na cidade de Quito, onde, em seguida foi sequestrado e mantido à força, sem poder sair.
Enquanto isso, movimentos populares tomavam as ruas de Quito, reclamando a libertação de seu presidente, reeleito democraticamente no ano passado com uma imensa maioria. Milhares de equatorianos levantaram sua voz em apoio ao presidente Correa, tentando resgatar sua democracia das mãos de forças golpistas que buscavam provocar a saída forçada do governo nacional.
Apesar dos acontecimentos, há fatores externos envolvidos nessa tentativa de golpe, que movem de novo suas peças.
Polícia infiltrada
Segundo o jornalista Jean-Guy Allard, um informe oficial do Ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, difundido em outubro de 2008, revelou que "diplomatas estadunidenses se dedicavam a corromper a polícia e as forças armadas". O informe afirmou que unidades da polícia "mantêm uma dependência econômica informal com os Estados Unidos, para o pagamento de informantes, capacitação, equipamento e operações".
Em resposta à informação, a embaixadora dos Estados Unidos no Equador, Heather Hodges, declarou: "Nós trabalhamos com o governo do Equador, com os militares e com a polícia para fins muito importantes para a segurança", justificando a colaboração. Segundo Hodges, o trabalho com as forças de segurança do Equador está relacionado com a "luta contra o narcotráfico".
A embaixatriz
A embaixatriz Heather Hodges foi enviada ao Equador, em 2008, pelo então presidente George W. Bush. Anteriormente, teve uma gestão exitosa como embaixatriz na Moldávia, país socialista que antes fazia parte da União Soviética. Na Moldávia, deixou semeada a pista para uma "revolução de cores", que aconteceu, sem êxito, em abril de 2009, contra a maioria eleita do Partido Comunista, no Parlamento.
Hodges esteve à frente do Escritório de Assuntos Cubanos, como Subdiretora em 1991, divisão do Departamento de Estado, que se dedica a promover a desestabilização em Cuba. Dois anos depois, foi enviada a Nicarágua para consolidar a gestão de Violeta Chamorro, presidente selecionada pelos Estados Unidos, após a guerra suja contra o governo sandinista, que saiu do poder em 1989.
Quando Bush a enviou ao Equador era com a intenção de semear a desestabilização contra Correa, no caso de que o presidente equatoriano se negasse a subordinar-se à agenda de Washington. Hodges conseguiu incrementar o orçamento da Usaid e NED para organizações sociais e grupos políticos que promovem os interesses dos Estados Unidos, inclusive no setor indígena.
Ante a reeleição do presidente Correa, em 2009, baseada na nova Constituição aprovada em 2008 por uma maioria contundente de equatorianos/as, a embaixada começou a fomentar a desestabilização.
Usaid
Alguns grupos sociais progressistas expressaram seu descontento com as políticas do governo de Correa. Não há dúvida de que existem legítimas queixas a seu governo. Nem todos os grupos ou organizações que estão contra as políticas de Correa são agentes imperiais. Porém, é certo que existe um setor dentro deles que recebe financiamento e linhas para provocar situações de desestabilização no país, além das expressões naturais de crítica ou oposição a um governo.
Em 2010, o Departamento de Estado aumentou o orçamento da Usaid no Equador para mais de 38 milhões de dólares. Nos últimos anos, um total de US$ 5.640.000 em fundos foi investido no trabalho de "descentralização" no país. Um dos principais executores dos programas da Usaid no Equador é a mesma empresa que opera com a direita na Bolívia: Chemonics, Inc.
Ao mesmo tempo, a Ned outorgou um convênio de US$ 125.806 ao Centro para a Empresa Privada (CIPE), para promover os Tratados de Livre Comércio, a globalização e a autonomia regional através da rádio, TV e imprensa equatorianas, juntamente com o Instituto Equatoriano de Economia Política.
Organizações no Equador, como Participação Cidadã e Pró-Justiça dispõem de financiamento da Usaid e NED tanto como membros e setores de Codempe, Pachakutik, CONAIE, a Corporação Empresarial Indígena do Equador e a Fundação Qellkaj.
Durante os acontecimentos da quinta-feira, 30 de setembro no Equador, um dos grupos com setores financiados pela Usaid e NED - Pachakutik - emitiu um comunicado respaldando a polícia golpista, exigindo a renúncia do presidente Rafael Correa e responsabilizando-o pelos fatos. Inclusive, o acusou de manter uma "atitude ditatorial":
"Pachakutik pede a renúncia do presidene Correa e chama a conformar uma só frente nacional" - Boletim de Imprensa 141:
O Chefe do Bloco do Movimento Pachakutik, Cléver Jiménez, diante da grave comoção política e crise interna gerada pela atitude ditatorial do Presidente Rafael Correa, ao violentar os direitos dos servidores públicos e da sociedade em seu conjunto, convocou ao movimento indígena, movimentos sociais, organizações políticas democráticas a constituir uma só frente nacional para exigir a saída do presidente Correa, ao amparo do que estabelece o Art. 130, inciso 2 da Constituição, que diz ‘A Assembleia Nacional poderá destituir o presidente da República nos seguintes casos:
2) Por grave crise política e comoção interna’.
Jiménez respaldou a luta dos servidores públicos do país, incluindo aos policiais de tropa que se encontram mobilizados contra as políticas autoritárias do regime que pretende prejudicar direitos trabalhistas adquiridos. A situação dos policiais e membros das Forças Armadas deve ser entendida como uma justa ação de servidores públicos, cujos direitos foram vulnerados.
Pachakutik está convocando para esta tarde a todas as organizações do movimento indígena, aos trabalhadores, homens e mulheres democráticos a construir a unidade e preparar novas ações em rechaço ao autoritarismo de Correa, em defesa dos direitos e garantias de todos os equatorianos.
Responsável de Imprensa - Bloco Pachakutik".

A guia utilizada na Venezuela e em Honduras se repete. Tentam responsabilizar ao Presidente e ao governo pelo "golpe", forçando sua saída do poder. O golpe contra o Equador é a próxima fase da agressão permanente contra a Alba e os movimentos revolucionários na região. O povo equatoriano se mantém mobilizado em rechaço à tentativa golpista, enquanto as forças progressistas da região se agrupam para expressar sua solidariedade e respaldo ao presidente Correa e ao seu governo.

Folha censura paródia na Internet | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, sex, 01/10/2010 - 21:29

Por NeyLima

Folha entra na justiça para impedir o site fahadesaopaulo de permanecer no ar.

http://www.falhadespaulo.com.br/

Folha censura paródia na Internet

Folha censura paródia na Internet | Brasilianas.Org

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Justiça impede tucano de censurar blog progressista

Do site Viomundo - O que você não vê na mídia, por Luiz Carlos Azenha:

2 de setembro de 2010 às 16:36

Blog do Esmael volta ao ar às 18 horas

Beto Richa, do PSDB, alegou “abalo emocional” para tentar tirar do ar o blog do Esmael.

Vencedor na Justiça, o blogueiro volta ao ar às 18 horas de hoje.

Para saber mais, clique aqui.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Crônica de tempos bicudos | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, ter, 31/08/2010 - 21:30

Por Leilaqdiz

Em 1973, o monstruoso Fleury invadiu nossa casa, só havia minha mãe e meus irmãos.Tudo foi destruído,ninguém podia entrar nem sair.Íamos ao banheiro e a porta tinha que ficar aberta com um soldado de frente.Meu pai preso, ficou 90 dias sem sabermos se estava vivo ou morto.Mamãe tomou de impulso,me puxou pelo braço e resolveu ir ao QG onde possivelmente papi se encontrava.Ficamos mais de um dia sentada na sala de espera com um soldado na nossa frente.
Qdo o coronel resolveu nos atender mame falou: se o senhor não me disser onde está meu marido, eu mato meus filhos e me mato, mas antes deixo uma carta, para quem vou entregar não interessa.Várias discussões se sucederam, mas não me lembro os detalhes pq fiquei horrorizada com que mame tinha resolvido a fazer e fiquei imaginando como ela iria nos matar. Pensei: ela resolveu isso sem nos consultar, mas logo em seguida pensei: mame pode está tentando enganar esse mostro.Lembro que íamos quase todos os dias e ficávamos sentadas por todo um dia.
A foto de nossa casa foi estampada nos jornais e qdo íamos à escola ouvíamos gritos: vc é comunista! sai comunista!Eu tinha 9 anos, minhas irmãs 7 e 6.Mame ficou estranha, pq soube do que fizeram com as esposas dos companheiros de papi.Lembro todas as mulheres da família em prantos.
Minhas avós, minha bisa, minhas tias.Pensava: pq choram tanto? Pai ainda não foi considerado morto.
Mas algum tempo depois fiquei sabendo o pq.
O coronel resolveu nos dar 5 minutos e depois de percorremos alguns corredores sempre com vários soldados a nossa volta armados, vi papi.
Eu pensei de imediato, não é meu querido pai, ele não é assim.....O coronel fez um sinal para que eu ficasse quieta.
Mame chorava aos prantos, beijava-o desesperadamente.
Então com calma perguntava a todos.
O que aconteceu, pq ela estava assim?
Foi então que aos 9 anos fiquei sabendo o que era tortura e o que faz ao seu humano.
Deixei de ser criança naquele momento e tomei uma decisão, se ele foi preso por produzir panfletos, quem vai distribuir sou eu.

Crônica de tempos bicudos | Brasilianas.Org

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Partidos se solidarizam a favor de blog censurado por Tucano

Os Amigos do Presidente Lula:
segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nota dos partidos políticos em solidariedade ao “Blog do Esmael”, contra a censura e a favor da liberdade de expressão

Os partidos políticos de Curitiba, infra-assinados pelos respectivos presidentes municipais, vêm a público manifestar solidariedade ao blogueiro Esmael Morais que está censurado pelo candidato ao governo do estado, senhor Carlos Alberto Richa, do PSDB, desde a manhã do último sábado, dia 28.

Ao pedir na Justiça pela censura ao “Blog do Esmael” (www.esmaelmorais.com.br), o candidato do PSDB justificou que está sofrendo “abalos emocionais” devido às críticas constantes postadas pelo blogueiro.

Os partidos entendem que alguém que se sente acuado pelas críticas políticas não tem estrutura emocional suficiente para conduzir o Paraná para o pleno desenvolvimento e para enfrentar os desafios e percalços que certamente surgirão pelo caminho.

Os signatários desta nota também entendem que os métodos utilizados pelo tucano para calar vozes contrárias lembram os mesmos utilizados pelos regimes fascistas e autoritários, que lutamos e pensávamos ter derrotado definitivamente.

O Brasil e o Paraná precisam dar as garantias constitucionais aos seus cidadãos para que esses possam se expressar livremente, sem os constrangimentos do legalismo, onde a Justiça prevaleça diante do Direito.

A censura, além de deplorável, atenta contra a dignidade do homem e da mulher. Afronta a democracia e o direito à livre expressão, também assegurada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os partidos políticos da capital paranaense conclamam a sociedade e os verdadeiros democratas a se manifestar contra esse atentado contra a liberdade de expressão e contra autoritarismo; em defesa do pluralismo de ideias e de pensamento; pela liberdade na internet e nos blogs; pela liberdade de imprensa.

Curitiba, 30 de agosto de 2010.

PMDB, PT, PR, PPL, PSC, PCdoB, PDT

Os Amigos do Presidente Lula: Nota dos partidos políticos em solidariedade ao “Blog do Esmael”, contra a censura e a favor da liberdade de expressão

domingo, 22 de agosto de 2010

Serra denuncia a censura à imprensa feita por Lula e pelo PT

Do Blog Quanto Tempo Dura?:

Serra denuncia a censura à imprensa feita por Lula e pelo PT

Por quantotempodura

Clique em cima para aumentar e enxergar alguma coisa

Serra denuncia a censura à imprensa feita por Lula e pelo PT « Quanto Tempo Dura?

Brasil - Política, Economia, Sociedade - Últimas postagens