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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pres. Zezinho vai acabar com a viadagem

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O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, é reconhecido como o mais inquebrantável lutador pela moralidade. Em sua cruzada pelos bons costumes, tem se batido para que o Brasil se converta em um país onde a moral fundamentalista cristã esteja acima de tudo. Não é à toa que corre no Vaticano o seu processo de beatificação in vita.

O Presidente de Nascença resolveu aproveitar a campanha eleitoral para fazer com que a viadagem seja extirpada de vez de nosso país.

Na busca deste sublime objetivo, o Bastião da Moralidade Nacional uniu-se à principal liderança anti-bicha do Brasil: o pastor $ilas Malacheia.

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Juntos, o pastor Malacheia e o Mais Carola dos Brasileiros percorrem o país ensinando que a pederastia é obra do Demônio (no caso, o Diabo, mesmo, não o usurpador do planalto), que a coloca na cabeça de pessoas fracas ou vocacionadas ao pecado.

Além de oferecer-lhe o cargo de Ministro das Minorias, o Pres. Zezinho prometeu ao pastor Malacheia que vetará o projeto de lei PL 122, que proíbe a discriminação contra viados e assemelhados, permitindo que, além de discriminá-los publicamente, seja possível continuar chamando a bicharada de doente, possuído, pecador, anormal e outras verdades.

Além do veto ao PL 122, o Presidente de Nascença comprometeu-se com o pastor $ilas Malacheia a proibir todas as demonstrações de viadagem em lugares públicos: medo de barata, levantar o dedo mindinho ao segurar xícara, gola de camisa erguida, óculos de sol redondo, cabelo espetado, segurar sanduíche com guardanapo de papel, caipirinha com adoçante, ler a revista Men’s Health, drinques coloridos, cantarolar “I Will Survive”, usar camiseta agarradinha, sucos de frutas misturadas, sanduíche de queijo branco, depilação do peito, shows do Celebrare, correr no parque de sunguinha, passar creminho nas mãos, levar a mamãe e a vovó para jantar e ouvir o Justin Bieber.

Comentário da tia Carmela

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Quando era criança, na classe do Zezinho tinha um menino que era meio assim… Era muito bonzinho, muito delicadinho, a mãe não deixava ele sair para brincar na rua, só andava com as meninas. Na hora do recreio, o Zezinho e os amiguinhos dele da turma do fundão faziam questão de ir provocar o moleque. Ficavam em volta dele fazendo corinho: “mariquinhas, mariquinhas!”. Um dia o menino ficou muito nervoso e foi pra cima do Zezinho, os dois começaram a brigar.  O menino era menor que o Zezinho, mas de cara deu um tapa no rosto dele. O Zezinho começou a chorar e foi embora correndo. Os moleques que estavam com o Zezinho foram atrás dele fazendo corinho e rindo da cara dele. No dia seguinte, todo mundo ainda ria da cara do Zezinho. Só o Reinaldinho Cabeção que não tirou sarro, e  falou pra ele: “puxa, Zezinho, você estava tão macho brigando com aquele viadinho…”

sábado, 16 de outubro de 2010

Padre da Canção Nova ajuda ficha suja no DF, mas TSE proíbe

O vídeo do Padre José Augusto da Comunidade Canção Nova estava sendo usado na campanha de Weslian Roriz, esposa que substitui a candidatura de Joaquim Roriz no Distrito Federal depois do marido ser impedido de concorrer pela lei da ficha limpa. O vídeo divulgado no Youtube e distribuído por mais uma central de e-mails sujos que atuam nesta campanha, mostra o Padre pregando aos fiéis para não votarem no PT e na Dilma porque eles teriam um projeto de legalizar o aborto e vão permitir o casamento entre gays. O Padre, tão preocupado com manter bem informado seu rebanho, diz que O próprio Jesus o mandou adotar aquela atitude. O religioso somente esqueceu de alguns preceitos cristãos de justiça, ao não informar ao seu rebanho também, que Serra já normatizou o aborto em 1998 e apoiou a união estável entre homossexuais na parada gay de 2009, que o PSDB apresentou projeto de legalização do aborto e que FHC tinha esse compromisso no PNDH2. Já que não podemos contar com este senhor que se coloca como representante da justiça não terrena, ao menos o TSE, pela Ministra Nancy Andrigui suspendeu a veiculação deste vídeo na propaganda eleitoral da família Roriz, conforme informações do IG.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Marilena Chauí: Serra representa ameaça à democracia e aos direitos sociais

Viomundo - O que você não vê na mídia
15 de outubro de 2010 às 14:06

por Luiz Carlos Azenha

Hoje vi o programa eleitoral de José Serra, à tarde. O candidato já se apresenta como presidente eleito, falando nas obras do Mundial de 2014 e das Olimpíadas de 2016. É o tal “fato consumado”, de que falei em outro post. A associação do programa eleitoral na TV com as pesquisas de opinião tem, neste momento, o objetivo de criar o fato consumado: Serra presidente!

Mas o que me chamou a atenção, mesmo, foi a promessa de Serra de governar “acima dos partidos”.

A respeito disso, um leitor me chamou a atenção para esta entrevista de Marilena Chauí:

Marilena Chauí: Serra representa ameaça à democracia e aos direitos sociais | Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A psicologia de massa do fascismo à brasileira | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, qua, 13/10/2010 - 23:15

Há tempos alerto para a campanha de ódio que o pacto mídia-FHC estava plantando no jogo político brasileiro.

O momento é dos mais delicados. O país passa por profundos processos de transformação, com a entrada de milhões de pessoas no mercado de consumo e político. Pela primeira vez na história, abre-se espaço para um mercado de consumo de massa capaz de lançar o país na primeira divisão da economia mundial

Esses movimentos foram essenciais na construção de outras nações, mas sempre vieram acompanhados de tensões, conflitos, entre os que emergem buscando espaço, e os já estabelecidos impondo resistências.

Em outros países, essas tensões descambaram para guerras, como a da Secessão norte-americana, ou para movimentos totalitários, como o fascismo nos anos 20 na Europa.

Nos últimos anos, parecia que Lula completaria a travessia para o novo modelo reduzindo substancialmente os atritos. O reconhecimento do exterior ajudou a aplainar o pesado preconceito da classe média acuada. A estratégia política de juntar todas as peças – de multinacionais a pequenas empresas, do agronegócio à agricultura familiar, do mercado aos movimentos sociais – permitiu uma síntese admirável do novo país. O terrorismo midiático, levantando fantasmas com o MST, Bolívia, Venezuela, Cuba e outras bobagens, não passava de jogo de cena, no qual nem a própria mídia acreditava.

À falta de um projeto de país, esgotado o modelo no qual se escudou, FHC – seguido por seu discípulo José Serra – passou a apostar tudo na radicalização. Ajudou a referendar a idéia da república sindicalista, a espalhar rumores sobre tendências totalitárias de Lula, mesmo sabendo que tais temores eram infundados.

Em ambientes mais sérios do que nas entrevistas políticas aos jornais, o sociólogo FHC não endossava as afirmações irresponsáveis do político FHC.

Mas as sementes do ódio frutificaram. E agora explodem em sua plenitude, misturando a exploração dos preconceitos da classe média com o da religiosidade das classes mais simples de um candidato que, por muitos anos, parecia ser a encarnação do Brasil moderno e hoje representa o oportunismo mais deslavado da moderna história política brasileira.

O fascismo à brasileira

Se alguém pretende desenvolver alguma tese nova sobre a psicologia de massa do fascismo, no Brasil, aproveite. Nessas eleições, o clima que envolve algumas camadas da sociedade é o laboratório mais completo – e com acompanhamento online - de como é possível inculcar ódio, superstição e intolerância em classes sociais das mais variadas no Brasil urbano – supostamente o lado moderno da sociedade.

Dia desses, um pai relatou um caso de bullying com a filha, quando se declarou a favor de Dilma.

Em São Paulo esse clima está generalizado. Nos contatos com familiares, nesses feriados, recebi relatos de um sentimento difuso de ódio no ar como há muito tempo não se via, provavelmente nem na campanha do impeachment de Collor, talvez apenas em 1964, período em que amigos dedavam amigos e os piores sentimentos vinham à tona, da pequena cidade do interior à grande metrópole.

Agora, esse ódio não está poupando nenhum setor. É figadal, ostensivo, irracional, não se curvando a argumentos ou ponderações.

Minhas filhas menores freqüentam uma escola liberal, que estimula a tolerância em todos os níveis. Os relatos que me trazem é que qualquer opinião que não seja contra Dilma provoca o isolamento da colega. Outro pai de aluna do Vera Cruz me diz que as coleguinhas afirmam no recreio que Dilma é assassina.

Na empresa em que trabalha outra filha, toda a média gerência é furiosamente anti-Dilma. No primeiro turno, ela anunciou seu voto em Marina e foi cercada por colegas indignados. O mesmo ocorre no ambiente de trabalho de outra filha.

No domingo fui visitar uma tia na Vila Maria. O mesmo sentimento dos antidilmistas, virulento, agressivo, intimidador. Um amigo banqueiro ficou surpreso ao entrar no seu banco, na segunda, é captar as reações dos funcionários ao debate da Band.

A construção do ódio

Na base do ódio um trabalho da mídia de massa de martelar diariamente a história das duas caras, a guerrilha, o terrorismo, a ameaça de que sem Lula ela entregaria o país ao demonizado José Dirceu. Depois, o episódio da Erenice abrindo as comportas do que foi plantado.

Os desdobramentos são imprevisíveis e transcendem o processo eleitoral. A irresponsabilidade da mídia de massa e de um candidato de uma ambição sem limites conseguiu introjetar na sociedade brasileira uma intolerância que, em outros tempos, se resolvia com golpes de Estado. Agora, não, mas será um veneno violento que afetará o jogo político posterior, seja quem for o vencedor.

Que país sairá dessas eleições?, até desanima imaginar.

Mas demonstra cabalmente as dificuldades embutidas em qualquer espasmo de modernização brasileira, explica as raízes do subdesenvolvimento, a resistência história a qualquer processo de modernização. Não é a herança portuguesa. É a escassez de homens públicos de fôlego com responsabilidade institucional sobre o país. É a comprovação de porque o país sempre ficou para trás, abortou seus melhores momentos de modernização, apequenou-se nos momentos cruciais, cedendo a um vale-tudo sem projeto, uma guerra sem honra.

Seria interessante que o maior especialista da era da Internet, o espanhol Manuel Castells, em uma próxima vinda ao Brasil, convidado por seu amigo Fernando Henrique Cardoso, possa escapar da programação do Instituto FHC para entender um pouco melhor a irresponsabilidade, o egocentrismo absurdo que levou um ex-presidente a abrir mão da biografia por um último espasmo de poder. Sem se importar com o preço que o país poderia pagar.

A psicologia de massa do fascismo à brasileira | Brasilianas.Org

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Gays protestam contra vice de Serra e homofobia

  outubro 12th, 2010 |  Autor: Daniel Bezerra editor geral

Rio – A afirmação de que José Serra (PSDB), se eleito presidente, vai vetar o projeto de lei que transforma em crime a discriminação a homossexuais, feita por seu vice, Indio da Costa (PSDB), causou revolta entre militantes do movimento gay de todo o País.
Indignados, os principais grupos de apoio a homossexuais do Rio se reúnem hoje para definir uma posição com relação ao candidato. Entidades nacionais serão consultadas para uma decisão conjunta e, na próxima terça-feira, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) também discute a possibilidade de fazer uma manifestação antes das eleições, de exigir a assinatura de um termo de compromisso ou divulgar carta de apoio à Dilma Rousseff (PT
Como a coluna Informe do Dia mostrou ontem, Indio da Costa disse que ele e Serra atendem a um pedido de evangélicos. Segundo ele, o projeto de lei 122/2006 atenta contra a liberdade de expressão ao punir com prisão manifestações consideradas homofóbicas. Ontem, o pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, admitiu que foi ele quem conversou com Indio, embora o candidato tenha divulgado ontem na internet que O DIA deturpou sua declaração. À noite, porém, Indio confirmou à Revista Veja sua posição.
“É uma lei esdrúxula, vergonhosa. Não é ser contra o direito dos homossexuais, é ser contra criminalizar quem é contra a prática homossexual”, disse o pastor Malafaia.
Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Presidência, Cláudio Nascimento classificou a decisão como conservadora e reacionária. “A lei é importante para a demarcação dos direitos dos homossexuais, nada diferente da proteção contra o racismo e a intolerância religiosa”.
Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, há um mal entendido na interpretação da lei. “Respeitamos as crenças religiosas. O que não pode é fazer apologia à violência. E quem assume a presidência deve cumprir a Constituição e garantir que ninguém seja discriminado”.
Ativista e deputado estadual eleito, o ex-BBB Jean Wyllys também criticou a decisão da chapa de Serra. “Acho lamentável que os dois façam concessão a grupos fundamentalistas cristãos, em vez de garantir os direitos das minorias”.
Indio reafirma ser contra o projeto em entrevista a site
Apesar de ter criticado a manchete de ontem de O DIA — ‘Vice diz que Serra vai ser contra direitos dos gays’ —, à noite, Indio da Costa voltou a falar com um jornalista sobre o projeto e reafirmou sua posição em entrevista ao site da revista Veja, que foi ao ar às 20h50.
“Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize, como propõe o PL 122, as pessoas que têm opinião contrária a essa prática”, afirmou Indio, que, na quarta-feira, ao lado da mulher de José Serra, Mônica Serra, participou de encontro com lideranças evangélicas. Na pauta, entre vários temas, discutiu-se a polêmica em torno do projeto e os evangélicos voltaram a pedir a ele que ajude a impedir a criminalização da homofobia no País.
Na mesma entrevista, Indio da Costa afirma que o texto da petista Iara Bernardi contém excessos e, caso seja aprovado, “haverá liberdade de expressão só para os gays”.
Candidato é polêmico e já foi alvo de CPI
Não é a primeira vez que o vice de Serra chama atenção por declarações e atitudes polêmicas ou ideias mirabolantes. Na campanha do 1º turno, por exemplo, Indio da Costa acusou o PT de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em julho, o candidato disse que mais de um milhão e meio de pessoas já haviam acessado documentos postados por ele em seu Twitter que comprovariam o envolvimento do partido do presidente Lula com os narcoguerrilheiros. “É papo furado essa conversinha de que não pode falar mal do PT”, afirmou. O partido recorreu à Justiça por conta das declarações. Em 2005, Indio, então secretário municipal de Administração, foi alvo da CPI da Merenda, instalada na Câmara de Vereadores após reportagens de O DIA. O relatório final concluiu que a licitação causou prejuízo aos cofres públicos, mas a investigação foi arquivada pelo Ministério Público. O candidato ainda responde na Justiça a processo movido por taxista que o acusa de causar acidente de carro na Barra, em 2003. O motorista ficou com sequelas. Em 1997, o então vereador Indio da Costa quis proibir com um projeto de lei a prática de dar esmolas a mendigos. Propunha até mesmo o recolhimento a albergue de quem fosse flagrado, mas o projeto foi rejeitado por seus pares.
SILAS MALAFAIA : “ELES SÃO O GRUPO MAIS INTOLERANTE”
O pastor evangélico Silas Malafaia se declara uma barreira para os homossexuais. Admitiu que ligou para o vice de Serra, Índio da Costa, pedindo apoio para “não aprovar esse absurdo”.
1. O que o senhor pensa sobre o PL 122?
— Não sou a favor da violência contra homossexuais, mas sou contra criminalizar quem é contra a prática homossexual. Eles se dizem discriminados, mas são o grupo mais intolerante da modernidade porque não suportam críticas. Se meu filho tiver babá homossexual, quero poder demiti-la porque não quero que ele tenha esta orientação. Se homossexuais se beijarem no pátio da minha igreja, quero pedir para que saiam. E não quero ser punido com 3 a 5 anos de prisão.
2. Por que a iniciativa de pedir apoio a Serra?
— Não quero que meu presidente seja contra nenhum grupo, mas tenho que me posicionar. Disse a Serra que teria segundo turno e que a comunidade evangélica estava atenta às questões do aborto e do PL 122.
3. Qual a real mensagem no outdoor que espalhou pela cidade?
— A carapuça serviu? Eles não são a favor da família? Não são a favor da preservação da espécie humana? Não são macho e fêmea? São o que, andrógenos? É uma mensagem e cada um interpreta como quiser.
Autora: “Serra devia se posicionar” Autora do projeto de lei 122, aprovado por unanimidade na Câmara e à espera de votação no Senado, a deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, cobrou um pronunciamento público de José Serra sobre o tema. “Ele é que deveria falar, se posicionar, e não colocar o seu vice para falar por ele, como se fosse um ventríloquo. Essa é mais uma bobagem que o Índio da Costa diz. Ele só fez isso nessa campanha”, criticou. Segundo Iara, muitas mentiras sobre o projeto foram espalhadas na internet para difamá-lo e prejudicar sua tramitação no Senado. Mas ela está confiante na aprovação. “Dizem que obriga igrejas a fazer casamento gay, mas não tem nada disso. Muitos senadores progressistas foram eleitos agora, tenho certeza que vão colocar o projeto de novo na pauta”, concluiu. Reportagem de Celso Oliveira e Paula Sarapu – O DIA.

Gays protestam contra vice de Serra e homofobia

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Serra defende união homossexual. Hipocrisia ? Calhordice ? | Conversa Afiada

Publicado em 08/10/2010

Ele é ou não é?

Saiu no Estadão :

Serra defende união homossexual durante a Parada Gay de SP
Governador afirma que projeto que vai propiciar união estável entre pessoas do mesmo sexo ‘está andando’
Em um encontro com líderes das comunidades homossexuais e com os organizadores da maior manifestação gay do mundo, Serra afirmou que é “propício” à união estável entre pessoas do mesmo sexo e adiantou: “Temos um projeto sobre isso, está realmente andando porque o apoiamos”.
Os ativistas pediram ao político do PSDB um respaldo para que o Senado aprove a lei que tipifica a homofobia como crime e que já foi aprovada em primeira instância pela Câmara dos Deputados.
Alguns senadores fazem objeções aos artigos que proíbem pastores, sacerdotes e líderes religiosos a condenar o homossexualismo em programas de rádio e televisão, além da normativa judicial contra a discriminação homossexual em manifestações públicas.
A organização do evento previa a participação de 3,5 milhões de pessoas, mas fontes da Polícia Militar (PM) indicaram extraoficialmente que o número chegou a cerca de três milhões de pessoas.
A caminhada começou na Avenida Paulista em frente ao Museu de Artes de São Paulo (Masp) e terminou na praça Roosevelt com um ato que terminou oito horas depois do grande desfile, o qual contou com 20 trios elétricos e milhares de pessoas, em sua maioria disfarçadas.
A parada necessitou de resguardo terrestre e aéreo de 1.200 policiais, 900 banheiros públicos, 140 postos de primeiros socorros e 16 ambulâncias.
A cidade recebeu no fim de semana cerca de 400 mil turistas, 5% deles estrangeiros, e que deixaram para os cofres do setor cerca de R$ 200 milhões, segundo dados da SPTuris.
O tema da edição deste ano foi “Sem Homofobia, Mais Cidadania Pela Isonomia dos Direitos!” e homenageou os 30 anos do movimento homossexual no Brasil, que já ganhou o reconhecimento patrimonial e direitos de previdência social para cônjuges do mesmo sexo, entre outras reivindicações.

Serra defende união homossexual. Hipocrisia ? Calhordice ? | Conversa Afiada

Leitor diz que blog da Veja apagou post sobre Índio e movimento gay | Viomundo - O que você não vê na mídia

8 de outubro de 2010 às 12:29

07/10/2010
às 20:50
Indio abre crise entre o movimento gay e a campanha de Serra

do blog das eleições da revista Veja [o leitor Luis Arthur recapturou o post que, segundo ele, o blog das eleições da Veja tirou do ar]

O candidato a vice da chapa tucana, Indio da Costa, do DEM, viu-se nesta quinta-feira no centro de uma polêmica sobre os direitos dos homossexuais. O jornal carioca O DIA atribuiu ao vice de José Serra a informação de que os tucanos votarão contra o projeto de lei 122, que transforma em crime a discriminação a homossexuais. O texto da manchete – “Vice diz que Serra vai ser contra direitos dos gays” despertou a ira das lideranças GLBT e uma enxurrada de protestos no Twitter. Em entrevista ao site de VEJA, Indio frisou que sempre defendeu os gays. “Mentira deslavada que eu quero tirar algum direito deles. Quando era secretário de administração (do Rio de Janeiro, em 2001), fui o primeiro a reconhecer a relação homossexual para fins de pensão. Sou favorável à união civil para fins de direito do casal, como em casos de morte e herança.”

Liberdade de expressão – “Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize, como propõe o PL 122, as pessoas que têm opinião contrária a essa pratica”, resumiu Indio. O PL 122 propõe a modificação da Lei 7.716, de 5 de janeiro de 1989, o Código Penal e a Consolidação das Leis do Trabalho, definindo os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Esse conjunto de leis já pune a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.

Indio diz que sua posição sobre o projeto baseia-se na defesa do direito de expressão, e que a lei contém excessos. De acordo com ele, se o texto for aprovado, “haverá liberdade de expressão só para os gays”. Para o candidato a vice, a figura do crime de injúria, previsto no Código Penal, é suficiente para punir as manifestações de preconceito contra os homossexuais. Indio não leva em conta, no entanto, que, no código, a discriminação é considerada agravante, e aumenta a pena por injúria para um prazo de um ano a três anos e multa.

Lideranças religiosas
– A preocupação de Indio com o tema está ligada à busca pelos votos de evangélicos e católicos, um dos principais objetivos das campanhas de Dilma Rousseff e José Serra no segundo turno. Nesta quarta-feira, Indio e a mulher de José Serra, Mônica Serra, se reuniram com 30 lideranças religiosas que reforçaram o pedido para que impedissem a criminalização do preconceito aos gays.

A posição do vice de Serra provocou desconforto entre os tucanos. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, disse que a campanha de Serra não tratou desse assunto. E o blog “Diversidade Tucana”, depois de criticar a manchete de O DIA como “mais um capítulo de um jogo lamentável de criação de factóides” esclareceu que “José Serra é  o homem público que mais fez pelos LGBTs no Brasil. Estão em sua história de serviços prestados à nossa população iniciativas pioneiras, como coordenadorias municipal e estadual de diversidade sexual, ambulatório de saúde para travestis e transexuais e centros de referência de atendimento a vítimas de homofobia.”

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

Leitor diz que blog da Veja apagou post sobre Índio e movimento gay | Viomundo - O que você não vê na mídia

Altamiro Borges: Aiatolá Serra vai apedrejar a Soninha?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aiatolá Serra vai apedrejar a Soninha?

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:
A Soninha (que já foi da MTV, e era filiada ao PT) hoje é uma das coordenadoras da campanha do Serra. A Soninha – como tantas mulheres – reconhece – na reportagem reproduzida aí no alto – que já fez aborto. Não o fez porque é um monstro irresponsável. Mas porque tantas vezes essa é a única opção para as mulheres. Quem conhece alguém que já abortou sabe do drama que as mulheres - mas também alguns homens – enfrentam nessa hora.
Serra e Soninha, vamos ser honestos, não são fascistas nem fanáticos religiosos – ou não eram. Serra, quando ministro da Saúde, assinou portaria regulamentando aborto no SUS. Só que Serra não tem limites para chegar ao poder. Na tentativa desesperada de ganhar de Dilma, ele se aliou ao que há de mais atrasado no Brasil. Até TFP (seita de extrema direita que é monarquista , contra o divórcio e contra os gays) está apoiando Serra.
Serra, pra ganhar, aposta no atraso, no pensamento mais consevador. Aposta no preconceito contra as mulheres. Serra quer ganhar votos espalhando que Dilma é “abortista, e quer matar criancinhas” (a própria mulher de Serra disse isso num corpo-a-corpo na rua).
Sei que há muita gente, homens e mulheres, que não gosta da Dilma. Gente que até já votou no PT , mas se decepcionou com o PT. Muita gente nessa situação escolheu no primeiro turno Marina, Plinio ou até Serra. Mas será que esse povo quer o atraso no Brasil? Duvido…
Serra, se vencer (e acho que não vence), trará com ele o preconceito, o atraso, a visão de que “gay é pecador” e “mulher está aí pra procriar, não pra decidir sobre sua saúde”.
Serra não era assim. Mas ficou assim. Serra hoje é o atraso. Não é à toa que, no twitter, Serra virou “#aiatoláSerra”.
Coitada da Soninha.

Índio da Costa, que integra frente GLTB, é contra projeto que defende direitos civis | Viomundo - O que você não vê na mídia

8 de outubro de 2010 às 10:30

O deputado Índio da Costa, candidato a vice na chapa de José Serra, integra no Congresso a Frente Parlamentar GLTB. Mas condena um projeto que visa combater a homofobia, aparentemente para satisfazer eleitores evangélicos. Do jornal carioca O Dia:

08.10.10 às 02h20

Gays protestam contra vice de Serra e homofobia

Intenção de vetar projeto de lei que pune com prisão o preconceito causa indignação

Rio – A afirmação de que José Serra (PSDB), se eleito presidente, vai vetar o projeto de lei que transforma em crime a discriminação a homossexuais, feita por seu vice, Indio da Costa (PSDB), causou revolta entre militantes do movimento gay de todo o País.

Indignados, os principais grupos de apoio a homossexuais do Rio se reúnem hoje para definir uma posição com relação ao candidato. Entidades nacionais serão consultadas para uma decisão conjunta e, na próxima terça-feira, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) também discute a possibilidade de fazer uma manifestação antes das eleições, de exigir a assinatura de um termo de compromisso ou divulgar carta de apoio à Dilma Rousseff (PT).

Como a coluna Informe do Dia mostrou ontem, Indio da Costa disse que ele e Serra atendem a um pedido de evangélicos. Segundo ele, o projeto de lei 122/2006 atenta contra a liberdade de expressão ao punir com prisão manifestações consideradas homofóbicas. Ontem, o pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, admitiu que foi ele quem conversou com Indio, embora o candidato tenha divulgado ontem na internet que O DIA deturpou sua declaração. À noite, porém, Indio confirmou à Revista Veja sua posição.

“É uma lei esdrúxula, vergonhosa. Não é ser contra o direito dos homossexuais, é ser contra criminalizar quem é contra a prática homossexual”, disse o pastor Malafaia.

Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Presidência, Cláudio Nascimento classificou a decisão como conservadora e reacionária. “A lei é importante para a demarcação dos direitos dos homossexuais, nada diferente da proteção contra o racismo e a intolerância religiosa”.

Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, há um mal entendido na interpretação da lei. “Respeitamos as crenças religiosas. O que não pode é fazer apologia à violência. E quem assume a presidência deve cumprir a Constituição e garantir que ninguém seja discriminado”.

Ativista e deputado estadual eleito, o ex-BBB Jean Wyllys também criticou a decisão da chapa de Serra. “Acho lamentável que os dois façam concessão a grupos fundamentalistas cristãos, em vez de garantir os direitos das minorias”.

Indio reafirma ser contra o projeto em entrevista a site

Apesar de ter criticado a manchete de ontem de O DIA — ‘Vice diz que Serra vai ser contra direitos dos gays’ —, à noite, Indio da Costa voltou a falar com um jornalista sobre o projeto e reafirmou sua posição em entrevista ao site da revista Veja, que foi ao ar às 20h50.

“Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize, como propõe o PL 122, as pessoas que têm opinião contrária a essa prática”, afirmou Indio, que, na quarta-feira, ao lado da mulher de José Serra, Mônica Serra, participou de encontro com lideranças evangélicas. Na pauta, entre vários temas, discutiu-se a polêmica em torno do projeto e os evangélicos voltaram a pedir a ele que ajude a impedir a criminalização da homofobia no País.

Na mesma entrevista, Indio da Costa afirma que o texto da petista Iara Bernardi contém excessos e, caso seja aprovado, “haverá liberdade de expressão só para os gays”.

Candidato é polêmico e já foi alvo de CPI

Não é a primeira vez que o vice de Serra chama atenção por declarações e atitudes polêmicas ou ideias mirabolantes. Na campanha do 1º turno, por exemplo, Indio da Costa acusou o PT de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em julho, o candidato disse que mais de um milhão e meio de pessoas já haviam acessado documentos postados por ele em seu Twitter que comprovariam o envolvimento do partido do presidente Lula com os narcoguerrilheiros. “É papo furado essa conversinha de que não pode falar mal do PT”, afirmou. O partido recorreu à Justiça por conta das declarações.

Em 2005, Indio, então secretário municipal de Administração, foi alvo da CPI da Merenda, instalada na Câmara de Vereadores após reportagens de O DIA. O relatório final concluiu que a licitação causou prejuízo aos cofres públicos, mas a investigação foi arquivada pelo Ministério Público.

O candidato ainda responde na Justiça a processo movido por taxista que o acusa de causar acidente de carro na Barra, em 2003. O motorista ficou com sequelas.

Em 1997, o então vereador Indio da Costa quis proibir com um projeto de lei a prática de dar esmolas a mendigos. Propunha até mesmo o recolhimento a albergue de quem fosse flagrado, mas o projeto foi rejeitado por seus pares.

SILAS MALAFAIA : “ELES SÃO O GRUPO MAIS INTOLERANTE”

O pastor evangélico Silas Malafaia se declara uma barreira para os homossexuais. Admitiu que ligou para o vice de Serra, Índio da Costa, pedindo apoio para “não aprovar esse absurdo”.

1. O que o senhor pensa sobre o PL 122?
— Não sou a favor da violência contra homossexuais, mas sou contra criminalizar quem é contra a prática homossexual. Eles se dizem discriminados, mas são o grupo mais intolerante da modernidade porque não suportam críticas. Se meu filho tiver babá homossexual, quero poder demiti-la porque não quero que ele tenha esta orientação. Se homossexuais se beijarem no pátio da minha igreja, quero pedir para que saiam. E não quero ser punido com 3 a 5 anos de prisão.

2. Por que a iniciativa de pedir apoio a Serra?
— Não quero que meu presidente seja contra nenhum grupo, mas tenho que me posicionar. Disse a Serra que teria segundo turno e que a comunidade evangélica estava atenta às questões do aborto e do PL 122.

3. Qual a real mensagem no outdoor que espalhou pela cidade?
— A carapuça serviu? Eles não são a favor da família? Não são a favor da preservação da espécie humana? Não são macho e fêmea? São o que, andrógenos? É uma mensagem e cada um interpreta como quiser.

Autora: “Serra devia se posicionar”

Autora do projeto de lei 122, aprovado por unanimidade na Câmara e à espera de votação no Senado, a deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, cobrou um pronunciamento público de José Serra sobre o tema.

“Ele é que deveria falar, se posicionar, e não colocar o seu vice para falar por ele, como se fosse um ventríloquo. Essa é mais uma bobagem que o Índio da Costa diz. Ele só fez isso nessa campanha”, criticou.
Segundo Iara, muitas mentiras sobre o projeto foram espalhadas na internet para difamá-lo e prejudicar sua tramitação no Senado. Mas ela está confiante na aprovação.

“Dizem que obriga igrejas a fazer casamento gay, mas não tem nada disso. Muitos senadores progressistas foram eleitos agora, tenho certeza que vão colocar o projeto de novo na pauta”, concluiu.

Reportagem de Celso Oliveira e Paula Sarapu

Índio da Costa, que integra frente GLTB, é contra projeto que defende direitos civis | Viomundo - O que você não vê na mídia

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