quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Inês Nassif: neo-udenismo encurralou Serra | Conversa Afiada

Publicado em 19/08/2010


O udenista Eduardo Gomes perdeu duas vezes e não passou de 30%

Maria Inês Nassif publica outra de suas incomparáveis análises no Valor de hoje, pág. A10.
“O efeito colateral do discurso neo-udenista”, é o titulo.
“O discurso udenista (ou seja, golpista, pré-fascista – PHA) estreitou o espectro político da oposição…
“ … Serra não pode acenar com mudanças nem à direita nem à esquerda – à direita, afugenta a base tradicional tucana: à esquerda, provoca efeito de aproximação maior da base tradicional da esquerda com o PT.”

Navalha

NAVALHA

Neste artigo, Nassif faz uma excelente análise da reaproximação forçada dos movimento sociais (o MST, por exemplo) com o Governo Lula.
E sobre os problemas do Serra, a própria Nassif tinha escrito outro agudo artigo sobre o “antipaulistismo” do eleitorado brasileiro.
Fenômeno que este ordinário blogueiro tentou resumir, sem a elegância da Inês, com a assertiva “o Vesgo do Pânico tem mais chance de ser Presidente do que o Serra”.
Além do mais, o Serra é um blefe.
A “elite da elite”, segundo a Veja, não conseguiu produzir uma única idéia original ao longo de 50 anos de vida pública.
Tem carisma igual a zero.
Se o candidato da oposição fosse outro, com todas as dificuldades de enfrentar o Lula, se fosse outro daria um calor muito maior na Dilma.
Diria o Dr Tancredo sobre o Serra (como disse de outro paulista, o Maluf): o Serra é bom porque ele perde.
Já que ousei entrar nesse campo perigoso das analogias, vale lembrar que o pai fundador da UDN, Eduardo Gomes, perdeu duas vezes – para Dutra e Vargas – e teve sempre que enfrentar um Lula …
Este ordinário blog não se cansa de repetir, Inês: não fosse o PiG (*), que, como diz você, “retroalimenta” a oposição, esses tucanos de São Paulo não passavam de Resende.

Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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