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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ciro rejeita a “cordialidade conservadora” | Viomundo - O que você não vê na mídia

12 de outubro de 2010 às 16:29

Ciro rejeita “cordialidade conservadora” e ataca “jogo” de Serra

Recém-integrado à coordenação da campanha presidencial de Dilma Rousseff, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) precisou de poucos dias para mostrar a que veio. Com a língua à solta, saiu atirando até para aliados de Dilma – mas não há como duvidar de seu propósito maior: impedir a vitória do tucano José Serra, cujo projeto representa “o mal que foi provocado pelos oitos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso”.

Por André Cintra, no Vermelho

Nesta entrevista ao Vermelho, Ciro diz que, por conhecer “essa gente” do PSDB “de longa data”, já esperava uma disputa eleitoral repleta de baixarias. Ainda mais porque é Serra quem está no centro da corrida à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O jogo do Serra é este. Em todas as eleições em que ele está – em todas, sem exceção de nenhuma! –, aparecem sempre os dossiês, os escândalos de véspera de eleição. Há sempre uma revista disponível para suprir a credibilidade das baixarias mais grotescas”, afirma.

No primeiro turno, Ciro limitou-se a chefiar a bem-sucedida campanha à reeleição de seu irmão, Cid Gomes, ao governo do Ceará. De quebra, ajudou a derrotar seu ex-correligionário Tasso Jereissati (PSDB) – um dos senadores que mais fizeram mal ao Brasil durante o governo Lula. Com o dever de casa cumprido, Ciro Gomes está de volta à grande arena eleitoral e defende Dilma com vigor.

Em sua opinião, é preciso abandonar a “cordialidade conservadora” e esclarecer os projetos “muito distintos” que estão em confronto no segundo turno. “O governo Lula ainda está aí, e a Dilma está no centro de toda a estratégia do governo Lula. E o projeto que o Serra representa é muito recente. Vai ser fácil comparar, e eu acho que o caminho é esse.”

Confira abaixo trechos da entrevista.

Vermelho: Ao que tudo indica, a campanha da Dilma subestimou o impacto da baixaria tucana na disputa presidencial…
Ciro: Quem alimenta essa cordialidade conservadora que eles (o PSDB) tentam impor é o Lula, que, muitas vezes, precisou ser aceito nos salões. Daí vem a versão “Lulinha paz e amor”.

Vermelho: E você? Já tinha convicção plena de que essa baixaria toda tomaria conta – como tomou – da eleição?
Ciro: Eu conheço essa gente – conheço de longa data. Fui um dos fundadores do PSDB, que nasceu para ajudar a modernizar o Brasil. Agora, na campanha eleitoral, ele se escora no que há de mais profundamente grotesco, violentando uma tradição que o mundo inteiro admira – que é o respeito à diversidade religiosa.

Mas, com o Serra, sempre foi assim. O jogo do Serra é este. Em todas as eleições em que ele está – em todas, sem exceção de nenhuma! –, aparecem sempre os dossiês, os escândalos de véspera de eleição. Há sempre uma revista disponível para suprir a credibilidade das baixarias mais grotescas.

Vermelho: Foi o Serra que empurrou o PSDB para a apelação?
Ciro: O Serra vem se fragilizando desde sempre. Ele tem uma história original e uma formação bastante respeitáveis, mas o oportunismo político dele está revelado. Veja o que ele faz com uma questão complexa, que é o aborto. Como a Dilma diz uma frase diferente da outra – e com cinco anos de diferença entre a primeira e a segunda frase –, a estrutura do Serra quer provar uma certa desonestidade.

Enquanto isso, ele vai a um cartório em São Paulo e assina um papel – diz que dá a palavra formal de que não iria renunciar à Prefeitura. Mas, ato contínuo, ele vai embora e entrega a Prefeitura de São Paulo ao DEM. Aí ninguém faz registro de nada, como se isso não fosse uma falta absoluta de escrúpulo. É isso o que caracteriza o caminho dele.

Vermelho: Como reagir a esse jogo sujo?
Ciro: Não tem segredo. Para nossa grande sorte, os projetos são muito distintos. O governo Lula ainda está aí, e a Dilma está no centro de toda a estratégia do governo Lula. E o projeto que o Serra representa é muito recente. Vai ser fácil comparar, e eu acho que o caminho é esse.

Vermelho: O que, exatamente, representa a candidatura de Serra?
Ciro: É o mesmo mal que foi provocado pelos oitos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso. A explosão do desemprego, a quebra financeira, a instabilidade econômica, o aviltamento de salário, o desmantelo da infraestrutura, a dependência internacional sem precedente, o apagão no setor elétrico – tudo isso foi ontem. E ele, Serra, foi o ministro desse projeto durante oito anos – nem pode dizer que saiu porque se zangou com alguma coisa.

Agora, o que eles estão tentando? Em vez de usarem os critérios que importam – emprego, salário, progresso, desenvolvimento, justiça social, respeito internacional –, eles querem trazer para “miudices”. As questões que eles apresentam, mesmo graves, complexas ou sérias, são “miudices” sectárias, uma mistificação religiosa. Isso é o que eles querem e, se aceitarmos, nós entramos pelo cano. Temos de trazer o verdadeiro debate de volta. Por isso é que não aceito a cordialidade conservadora, que só interessa para eles.

Vermelho: De onde vem essa cordialidade?
Ciro: Talvez nós ainda tenhamos complexo de inferioridade por não sermos aceitos na mesa dos brancos, dos grandões, dos mandões do país. Em cima da mesa, fica todo mundo elegante. E nós – que queremos ser elegantes – por debaixo da mesa aguentamos a canelada mais imunda e mal cheirosa. Vamos trazer o assunto para cima da mesa, para o povo saber quem está jogando sujo e quem está jogando limpo.

Ciro rejeita a “cordialidade conservadora” | Viomundo - O que você não vê na mídia

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ciro denuncia máquina clandestina de difamação do PSDB de São Paulo | Conversa Afiada

Publicado em 11/10/2010

Na foto, Serra em atividade

O Conversa Afiada reproduz vídeo com entrevista do Ciro Gomes sobre como o Serra dá o Golpe:

Ciro denuncia máquina clandestina de difamação do PSDB de São Paulo | Conversa Afiada

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ciro (que entende de Serra): aborto é calhordice | Conversa Afiada

Publicado em 07/10/2010

Na foto, um comício do Serra no Pavão-Pavãozinho

Saiu o Estadão, pág. A8:
Sobre o aborto, disse Ciro Gomes:

“Pior é trazer para a luta política brasileira um homem como o Serra … e o PSDB trazer em socorro de sua débâcle eleitoral a calhordice da mistificação religiosa.”
“ … a imundície está tomando conta, essa coisa do ódio religioso, da intolerância trazida para a política.”

Clique aqui para ler “Serra traz a TFP para a campanha, só falta o CCC”.

“A Dilma falou com muita clareza que não é a favor do aborto. QA questão é posta em termos calhordas, desonestos.”
“Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade … resolve agora advogar o Estado teocrático ?”
“O Serra tem que dizer que, na Republica que ele advoga, primeiro falam os aiatolás e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.”

Em tempo: numa sabatina na Folha (*) Ciro disse que Serra não tem escrúpulos. Se preciso for, passa com um trator por cima da mãe. Ciro também já disse que o Serra numa campanha é garantia de baixaria.
Clique aqui para assistir a um vídeo que trata do falso testemunho.
A seguir, leia uma nota da CNBB de ONTEM, depois dessa escalada de baixaria que, por coincidência, só beneficia o Serra:
Nota da Comissão de Justiça e Paz da CNBB sobre a campanha de baixarias contra a Dilma:

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão” (Salmo 85)
A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010
Comissão Brasileira Justiça e Paz, Organismo da CNBB

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Ciro (que entende de Serra): aborto é calhordice | Conversa Afiada

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vídeo sensacional: Ciro mostra como Serra vendeu São Paulo | Conversa Afiada

Publicado em 06/10/2010

O Conversa Afiada publica vídeo sensacional de Ciro Gomes, onde explica a participação de José Serra nos oito anos de Governo FHC e como o jenio vendeu São Paulo:

Vídeo sensacional: Ciro mostra como Serra vendeu São Paulo | Conversa Afiada

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dilma anuncia Ciro Gomes como coordenador de campanha

outubro 5th, 2010 |  Autor: Jussara Seixas

Camila Campanerut

Do UOL Eleições
Em Brasília

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou de uma reunião, nesta terça-feira (5), com três governadores reeleitos -Marcelo Déda (PT-SE), Eduardo Campos (PSB-PE) e Cid Gomes (PSB-CE)- e com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). O deputado, que até o meio do ano cogitava participar das eleições presidenciais, mas por orientação de sua legenda apoiou a candidata petista, foi anunciado como um dos coordenadores de sua campanha do segundo turno.

“Ciro vai participar da nossa coordenação de campanha, e tenho certeza de que ele tem grandes contribuições para nos dar”, disse a presidenciável sobre o parlamentar, a quem ela disse que admira e respeita “muito”.

Mais cedo, após o café da manhã com o presidente, Ciro reforçou o tom de respeito à decisão do partido e a disposição de ajudar a petista a conquistar o segundo turno das eleições presidenciais.

“Sou cabo eleitoral. Estou à disposição 100%. Minha tarefa é garantir a vitória [de Dilma] lá no Ceará, onde ela tirou 66% [dos votos], no primeiro turno”. Para Ciro, a estratégia da campanha deve ser mantida.

A ex-ministra afirmou que aproveitará este momento da campanha para aprofundar as propostas de desenvolvimento e inclusão social, em especial no Nordeste, já em resposta aos correligionários que, mais cedo, visitaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, e apontaram, como uma das falhas na campanha, o fato de ter dado pouca atenção às regiões Norte e Nordeste do país.

Amanhã (6), Dilma parte para o Rio de Janeiro, onde participará de uma carreata. A petista também já confirmou presença no debate da TV Bandeirantes, no próximo domingo (10).

Religião

“Eu não tenho o menor problema de tocar nas questões religiosas”, disse a petista ao comentar a polêmica criada em torno de suas declarações sobre o aborto.

De acordo com Dilma, suas propostas de governo “têm tudo a ver com todas as religiões do Brasil”. “Eu sou de uma família católica. Eu sempre fui a favor da vida”.

Para a nova campanha, ela disse que vai se empenhar para mostrar as diferenças entre o seu programa e o do tucano. Nas palavras da petista, “o programa tucano é uma volta ao passado”, enquanto o dela, “representa a nova era da prosperidade”.

Dilma anuncia Ciro Gomes como coordenador de campanha

Ciro Gomes: Serra controla o PV

Viomundo - O que você não vê na mídia:
5 de outubro de 2010 às 6:35

Ciro: “Serra controla o PV. A tendência não é de apoio a Dilma”
04 de outubro de 2010 • 21h51 • atualizado às 22h06

Claudio Leal
Direto de Brasília

no Terra

Um dos protagonistas da pré-campanha presidencial, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) participou, na tarde desta segunda-feira (4), do encontro de Dilma Rousseff (PT) com governadores e senadores eleitos em 3 de outubro. Sem palavras dúbias, ele afirma que “Serra tem controle sobre o PV” e a tendência é Marina não apoiar, formalmente, a campanha de Dilma. “Pela sua origem, ele não deve. Digo isso porque já negociei com o PV. Serra controla a burocracia. Eles quiseram me impor (Alfredo) Sirkis para vice. E eu disse: você não tem competência pra ser vice-presidente”.

Para Ciro, Dilma precisa “entender esses 20% (de Marina) e falar para eles”. “Entender as pessoas, as exigências éticas, a postura ideológica”, explica. “Dilma foi a 47% dos votos. Isso é voto pra caramba! E com todo desequilíbrio da imprensa”. Ciro esclarece que fala “como cabo eleitoral de Dilma no Ceará”.

Adversário do ex-governador de São Paulo, ele critica o discurso “ético” de José Serra. “Na mesa de bar onde eu estiver, Serra jamais será guardião da ética”, ataca. Ciro considera a imprensa equivocada ao acusar o PT de “autoritarismo”. “Foi um erro. Eu mesmo tenho grandes problemas com a imprensa”.

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