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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os números esmagam a xenofobia. Dilma venceria sem o NE

Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim
Publicado em 07/11/2010

Na foto, Serra combate o aborto e bombardeia o Iraque. É o nosso neo-con

Na mesma Carta Capital em que Mino abre as vísceras da odienta campanha do Serra e do PiG (*), excelente reportagem de Cynara Menezes expõe a irracionalidade da xenofobia: essa que diz “a fome do Nordeste foi o que elegeu a Dilma”.
Não é verdade.
Diz Cynara:

“depois de uma campanha violenta e baseada na mistificação, o resultado não podia ser outro: xenofobia. Mas, quem ganha com a divisão do Brasil ?

Cynara intitula a reportagem com “Os neo-cons à brasileira”.
São a sinistra paródia dos neo-cons americanos, que viajaram de Platão a Leo Strauss e Allan Bloom para justificar a isenção de impostos para os ricos e a invasão do Iraque em busca de armas de destruição em massa.
Aqui, Serra saiu em busca do Santo Graal na Basílica de Aparecida e, com mais três dias de campanha, como os neo-cons americanos ia liderar Marchas para Fechar Clinicas de Aborto (no Chile, tudo bem).
Nesse clima de “nós contra eles”, diz Cynara, foi preciso botar as idéias e os números no lugar.
Mesmo sem os votos do Nordeste, Dilma seria eleita.
Se fossem somados apenas os votos do Sul e do Sudeste, a Dilma ganharia.
Na capital paulista, de onde saíram algumas das mais odientas mensagens da internet contra os nordestinos, Serra ganhou apertado.
Serra perdeu feio em dois estados do Sudeste: Minas e Rio.
Em Minas, terra de Aécio, Dilma teve uma vantagem de 17 pontos percentuais.
No Rio, Dilma teve 5 milhões de votos contra 3 do Serra.
No Rio Grande do Sul, a vitória de Serra foi mínima.
No Paraná, ele teve 700 mil votos de frente.
Em Santa Catarina. 473  mil.
Serra só ganhou disparado mesmo nos estados do agronegócio (aqueles amiguinhos da Marina – PHA).
Bom, vamos falar do Nordeste ?
Lembra a Cynara: Dilma ganhou de 18,4 milhões a 7,6 milhões.
Foi pelo miolo do pão ? (Clique aqui para ler a entrevista da profa. Tânia Bacelar)
Não, responde, na reportagem da Cynara, o professor Durval Albuquerque Jr, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (onde já se viu ter universidade federal no Nordeste ? Dá nisso !):

“Não se votou em Dilma no Nordeste porque se sente fome e, sim, porque o governo fez o povo comer.”

Continua o prof. Albuquerque:

“enquanto o país crescia a 4% ao ano, o Nordeste crescia a 8%, 9%. Houve uma inclusão social imensa … o  Bolsa Família não é alienante, como se diz, é o inverso: conscientizou as pessoas, fez elas se sentirem gente e passarem a exigir mais.”
“Eles (a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – PHA) eles queixam-se de que já não contratam empregados com tanta facilidade, pagando qualquer coisa”.

Conclui o professor Albuquerque.
Poderia ter dito, também: quando se abole a Escravidão, a reação é odienta.
Lembra o professor Fábio Comparato, em imperdível entrevista à Caros Amigos: o Partido Republicano Paulista aderiu à República, mas, não à Abolição …
Será que já aderiu, amigo navegante ?
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Bolsa Família dos norte-americanos

Para quem prega ou disfarça o preconceito contra nordestinos: 42 milhões de americanos recebem ajuda do governo para enfrentar a crise. Será que os que ainda tem emprego por lá querem afogá-los?

Viomundo - O que você não vê na mídia
4 de novembro de 2010 às 17:42

WSJ: 42.389.619 de americanos dependem do Bolsa Família para comer

November 4, 2010, 2:47 PM ET
In U.S., 14% Rely on Food Stamps

By Sara Murray, naquele jornal comunista, o Wall Street Journal

Um grande número de domicílios americanos ainda depende da assistência do governo para comprar comida, no momento em que a recessão continua a castigar famílias.

O número dos que recebem o cupom de comida [food stamps, a versão americana do Bolsa Família] cresceu em agosto, as crianças tiveram acesso a milhões de almoços gratuitos e quase cinco milhões de mães de baixa renda pediram ajuda ao programa de nutrição governamental para mulheres e crianças.

Foram 42.389.619 os americanos que receberam food stamps em agosto, um aumento de 17% em relação a um ano atrás, de acordo com o Departamento de Agricultura, que acompanha as estatísticas. O número cresceu 58,5% desde agosto de 2007, antes do início da recessão.

Em números proporcionais, Washington DC [a capital dos Estados Unidos] tem o maior número de residentes recebendo food stamps: mais de um quinto, 21,1%, coletaram assistência em agosto. Washington foi seguida pelo Mississipi, onde 20,1% dos moradores receberam food stamps, e pelo Tennessee, onde 20% dos residentes buscaram ajuda do programa de nutrição.

Idaho teve o maior aumento no número de recipientes no ano passado. O número de pessoas que receberam food stamps no estado subiu 38,8%, mas o número absoluto ainda é pequeno. Apenas 211.883 residentes de Idaho coletaram os cupons em agosto.

O benefício nacional médio por pessoa foi de 133 dólares e 90 centavos em agosto. Por domicílio, foi de 287 dólares e 82 centavos.

Os cupons se tornaram um refúgio para os trabalhadores que perderam emprego, particularmente entre os estadunidenses que já exauriram os benefícios do seguro-desemprego. Filas nos supermercados à meia-noite do primeiro dia do mês demonstram que, em muitos casos, o benefício não está cobrindo a necessidade das famílias e elas correm antes da chegada do próximo cheque.

Mesmo durante as férias de verão as crianças retornaram às escolas para tirar proveito da merenda, onde ela estava disponível. Cerca de 195 milhões de almoços foram servidos em agosto e 58,9% deles foram de graça. Outros 8,4% foram a preço reduzido. Este número vai aumentar quando os dados do outono forem divulgados já que as crianças estarão de volta às escolas. Em setembro passado, por exemplo, mais de 590 milhões de almoços foram servidos, quase 64% de graça ou com preço reduzido.

Crianças cujas famílias tem renda igual ou até 130% acima da linha da pobreza — 28 mil e 665 dólares por ano para uma família de quatro pessoas — podem ter acesso a almoços gratuitos. As famílias que tem renda entre 130% a 185% acima da linha da pobreza — 40 mil e 793 dólares para uma família de quatro — podem receber refeições a preço reduzido, não mais que 40 centavos de dólar de desconto.

Ps do Viomundo: Texto dedicado àqueles que acham chique os programas sociais na França, na Alemanha e nos Estados Unidos, mas tem “horror!” dos programas sociais brasileiros.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bolsa Família será reajustado, diz a presidente eleita Dilma Rousseff

Blog da Dilma:
novembro 2nd, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Luciana Limpa, Agência Brasil

“A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem (1), em entrevista à TV Brasil, que pretende reajustar o valor do Bolsa Família – programa de distribuição de renda lançado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que ainda não decidiu se o reajuste do benefício fará com que o governo revise o Orçamento da União aprovado para o próximo ano.
“Eu pretendo ver isso com mais detalhe. Agora, eu pretendo reajustar os benefícios do Bolsa Família”, afirmou. “O Orçamento é uma peça que está sempre num quadro com o qual você opera. É possível conseguir que haja mais recursos para aquilo, dependendo de suas prioridades. Agora, eu tenho o objetivo de reajustar e garantir os recursos do Bolsa Família para que eles não tenham perdas inflacionárias e que tenham ganho real”, disse Dilma, durante o programa Brasilianas.org.
De acordo com Dilma, a erradicação da pobreza será a meta central de seu governo. “É uma questão de concepção. Na concepção do projeto que eu represento, e do qual, obviamente, o presidente Lula é um dos grandes líderes, o crescimento econômico não pode ser desvinculado da melhoria das condições de vida da população. A questão social não é um adereço de mão, não é um anexo ao nosso programa, nem ao nosso governo. Eu vou tornar essa meta de erradicação da pobreza como uma meta central.”
A presidente eleita disse ainda que tem interesse em aumentar a participação das mulheres em seu governo, mas que isso não significa “criar cotas”. “Tenho todo interesse em ocupar os quadros ministeriais com muito mais mulheres, mas também não vou fazer regime de cotas. Se as mulheres forem maioria é porque foram competentes.”
Dilma disse ainda que poderá manter alguns dos ministros do governo de Lula, mas evitou adiantar em quais áreas. “É possível manter nomes e não vejo nenhum problema nesse sentido.”
A presidente eleita afirmou ainda que dará prioridade às reformas política e tributária, mas que o ritmo de trabalho será ditado pelo Congresso. “Darei uma prioridade grande à reforma tributária e à reforma política, mas os prazos serão aqueles mais adequados ao trânsito no Congresso.”

Bolsa Família será reajustado, diz a presidente eleita Dilma Rousseff

sábado, 16 de outubro de 2010

Um Brasil que combate a fome e a pobreza

No Dia Mundial da Alimentação, criado pela ONU, o programa da Dilma lembra o que era antes e o que é hoje o Brasil, reconhecido internacionalmente pelo combate à fome e à pobreza. Números importantes são destacados como os quase 6 milhões de brasileiros que ficaram mais pobres no período FHC, os 28 milhões que saíram da miséria com mais 36 milhões que foram para a classe média no governo Lula. 12 milhões de famílias foram atendidas pelo Bolsa Família e para os críticos que dizem que o governo só dá o peixe, Dilma mostra os depoimentos sobre Programa Próximo Passo que ensina profissões aos beneficiários do Bolsa Família.

Um vídeo vale a pena assistir:

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