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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dilma tem que conquistar o “voto religioso” | Conversa Afiada

Publicado em 04/10/2010

Dilma tem que tratar da sua religiosidade

Os colonistas (*) da Globo se excitaram demais com a vitória que significou levar a eleição para o segundo turno.
Devagar com o andor.
O PiG (**) e seus colonistas (*) não levaram a eleição para o segundo turno.
Não foi a Lunus 2010 e a ação conjunta de denúncias, que começaram com a quebra de sigilo do Eduardo Jorge e terminaram com a Erenice.
A Dilma parou de subir e a Marina começou a subir com a questão religiosa.
O aborto.
O ateismo.
A luta política clandestina.
A Bláblárina Silva capitalizou tudo isso, e enrolou numa bandeira “verde”, capitalista.
A Traíra in natura – embora tenha perdido a eleição no Acre.
Ela não ganhou voto porque seja verde, cripto-capitalista ou porque seja da Natura.
E, sim, porque encarnou a “religiosidade”, a evangélica pura, imaculada.
Aquela que não acredita em Darwin.
Esse é o desafio da Dilma.
O Serra não herda isso automaticamente.
O Serra é tão religioso quanto democrata.
Não é Fernando Henrique quem diz que o Serra tem um “demoniozinho” dentro do peito ?
O Ricardo Guedes, da Sensus, me disse neste domingo à tarde que só um fator tirava a vitória da Dilma no primeiro turno.
A “questão religiosa”.
Esse é um voto silencioso, subterrâneo, confessional, que pesquisa de opinião pública não capta.
Fica todo mundo preocupado com a economia, com a reação política à economia e se esquece da “questão religiosa”, quando ela se associa à discussão de valores morais.
Quem melhor pode explicar como isso funciona, hoje, no Brasil, é a deputada federal eleita pelo Rio, Jandira Feghali.
Ela estava praticamente eleita Senadora e, na véspera da eleição, as igrejas do Rio foram invadidas de panfletos que a acusavam de defender o aborto.
Guedes lembrou o que aconteceu na primeira eleição do Bush.
Esqueça a Florida, diz o Guedes, onde houve fraude.
Em muitos outros pontos do país, sem que os institutos de opinião captassem, o eleitor foi para o Bush com medo do casamento gay.
Ao lado de tudo isso, deve haver, também, uma inclinação mais acentuada do voto feminino, da mulher religiosa, que zela e inspira a família.
A Dilma vai ter que levar os líderes religiosos para o palanque.
Explicar de novo o que pensa do aborto.
O Lula tem que relembrar que sempre foi católico devotado.
Falar da D Lindu.
Levar o José de Alencar para o programa eleitoral.
A Bláblárina e seus 19% aplicaram à política brasileira dose cavalar de um fenômeno insólito: a religião.
O bolso não foi a parte mais sensível do corpo do eleitor, no primeiro turno.
Como previu o Conversa Afiada, pode ser pela sacristia que o eleitor de Classe C, que o Lula fortaleceu, comece a votar no Berlusconi.
De novo, por não existir uma Ley de Medios, e, por isso, como não há debate sobre políticas públicas, foi possível enfiar a questão do aborto por debaixo da porta da campanha.
Não vai ser o Serra que vai conquistar esse voto.
Ele vai levar o voto neoliberal da Marina.
Do neoliberal que, no primeiro turno, votou na Marina, porque teve vergonha de votar no Serra.
O “voto religioso” deve ser da Dilma.
De novo, o Lula vai explicar isso a quem votou – por equívoco – na Marina.
Ele faz isso melhor do que ninguém.
Paulo Henrique Amorim

Em tempo: a leitura matinal do PiG (**) me obriga a enfatizar que o PiG (**) não levou a eleição para o segundo turno. Os 19% da Bláblárina não leem o PiG (**), não assistem à GloboNews nem distinguem a urubóloga de uma assombração. Deve ser um eleitor (especialmente eleitora) despolitizado, que, sinceramente, acreditava que a senhora do jatinho de US$ 50 milhões chegaria à Presidência. O PiG (**) pode espinafrar a Dilma, celebrar Onan e pensar que ressuscitou: mas, a eleição é outra. – PHA

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Dilma tem que conquistar o “voto religioso” | Conversa Afiada

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Emir Sader: “No mínimo, está havendo manipulação na margem de erro”

Viomundo:
28 de setembro de 2010 às 23:43

por Conceição Lemes

O Datafolha divulgou pesquisa nesta terça-feira pesquisa dizendo que Dilma Rousseff (PT) caiu três pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado em 21/22 de setembro. Neste, ela tinha 49%. No de hoje, 46%. O candidato José Serra (PSDB) manteve os 28% da semana passada. Já Marina Silva (PV) teria subido de 13% para 14%. Portanto, um ponto percentual.

Desde cedo, essa pesquisa, claro, está sob bombardeio intenso na internet. Conversamos sobre o assunto com o sociólogo-político Emir Sader, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Viomundo – Como o senhor avalia as pesquisas divulgadas ao longo desta campanha?

Emir Sader – A evolução foi muito convergente. Começou com um recall forte da parte do Serra. Mas com preferências de votar na candidata do Lula. Então, era previsível que no decorrer da campanha houvesse transferência de intenção de voto do Serra para a Dilma. Foi o que aconteceu.

A Dilma está hoje na casa dos 50% e o Serra na, dos 25%  para baixo. Aparentemente a  grande intenção de votos que o Serra tinha no começo desta campanha era recall mesmo. Até porque , todos nós vimos, que ele desmoronou. Tudo o que propalava sobre o governo Serra foi por água abaixo. Ele está perdendo na capital e no estado no Estado de São Paulo.

Viomundo – O que achou da pesquisa do Datafolha de hoje?

Emir Sader – Anômala. Ela botou 3% a menos para a Dilma e 1% a mais para a Marina. Enquanto as pesquisas em geral dão 10% de vantagem para Dilma em relação à soma dos outros candidatos, o Datafolha deu 4%. Enquanto o Datafolha cogita o segundo turno, Sensus, Vox Populi, e Ibope continuam jurando que vai dar Dilma no primeiro turno.

Viomundo – O Datafolha vai manter isso até o final?

Emir Sader – Não dá para saber. Afinal, não nos esqueçamos que a dona Judith Brito, executiva da Folha e vice-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), disse que eles são um partido político. Mas é possível que tenham feito esta operação, veiculada hoje, depois façam o ajuste final, para não perder o pouco de credibilidade que ainda têm. Se eles chegarem à eleição com a diferença de 2% e resultado for 8%, 10% , vai pesar muito para o lado do Datafolha.

Viomundo – Qual o objetivo da operação de hoje?

Emir Sader — Tentar oxigenar o Serra. Só que o Serra não tem que bote vida nele. Esse mesmo jogo aconteceu na véspera das prévias do PSDB.  O Datafolha aumentou 9 pontos percentuais numa pesquisa a favor de José Serra.

Viomundo – O Datafolha sai arranhado dessa campanha eleitoral?

Emir Sader – Acho que já saiu. Aconteceram duas coisas. Primeira, a Dilma subiu e eles resistiram ao máximo. Segunda, na véspera da convenção do PSDB, o Datafolha cravou uma subida de 9 pontos em favor de José Serra, sem que nada tivesse acontecido. Considerando os vínculos políticos, ideológicos e orgânicos que a Folha tem com o Serra, dá para desconfiar.

O mínimo que se pode dizer é que, na margem de erro, está havendo manipulação. Afora os critérios de pesquisa, como se é na rua, se é por telefone. O fato é que tem uns ajustes aí muito estranhos.

Aliás, o Datafolha questionava a veracidade das outras pesquisas e foram eles que tiveram de se ajustar aos outros. Tem muito mais coerência a evolução do Vox Populi e do Sensus. E o Ibope teve a grandeza de fazer autocrítica. De modo que eu acho que o Datafolha está muito mal na parada.

Viomundo — Até domingo, o que  recomendaria aos leitores do Viomundo?

Emir Sader – Lexotan (risos). Falando sério. Recomendaria calma. Quem está empenhado num candidato, intensificar o trabalho. Mas, sobretudo, tentar desmentir os boatos, as falsidades que andam espalhando por aí.

Nota do Viomundo: Amanhã publicaremos a segunda parte desta entrevista. O professor Emir Sader falará sobre Marina Silva (PV)

http://www.viomundo.com.br/entrevistas/emir-sader-no-minimo-esta-havendo-manipulacao-na-margem-de-erro.html

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Golpe, Capítulo 995: como o jn vai usar o Datafalha

Conversa Afiada:
Publicado em 28/09/2010

Na foto, a Marina dos pobres

Registre-se, em primeiro lugar, que a Bláblárina Silva é colonista (*) da Folha (**).
(O Gabeira, também, mas deixou de ser chic citar o Gabeira, coitado.)
Clique aqui para ler “Por que a Globo trocou o Serra pela Marina – ou a escolha de Lucia”.
Este Conversa Afiada já apresentou um “Manual do Golpe, ou a testemunha bomba do Ali Kamel”.
A primeira fase desta etapa final do Golpe, em sua 995ª. versão, é a manipulação do Globope e do Datafalha.
Saiu hoje, na primeira página, o Datafalha que jornal nacional utilizará para tentar levar a eleição para o segundo turno.
O Datafalha, já se sabe, está fora da curva das pesquisas.
O Datafalha tem problemas de amostra.
O Datafalha entrevista mais eleitores do Serra do que da Dilma.
Entrevista por telefone.
E há duvidas sobre se entrevista os eleitores ou se os submete a uma sessão de tortura.
O Datafalha anabolizou o Serra até onde pode, ajudou a destruir a candidatura presidencial do Aécio, e, só depois, sob a pressão da Vox e da Sensus, entrou “na linha”.
O Datafalha volta hoje a sair da “da linha”.
Ele não tem nada a ver com o que diz, todo dia, o tracking da Vox.
(Ou seja, Dilma tem 49 contra 37, soma da jenio com Bláblárina…)
Mas, isso não tem importância.
O Datafalha não é para medir a intenção do eleitor.
O Datafalha é para municiar o jornal nacional do Ali Kamel.
E para dar o Golpe.
Como dizia o Caetano, antes de trabalhar para a Globo: assisto ao jornal nacional não para saber o que aconteceu, mas para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu.
Agora, é tudo ou nada !
Levar a eleição para o segundo turno e, lá, como Lázaro, o jenio ressuscitar.
O interessante na “pesquisa” do Datafalha é que o jenio, “a elite da elite”, transformou-se num ser inanimado.
Clique aqui para ler “E diziam que ele ia virar nos debates”.
O Datafalha registra a fantástica experiência de uma “onda verde”, sob a liderança de uma candidata que não consegue articular três idéias além do óbvio, a Bláblárina Silva.
Um Tiririca de rico.
Será, como diz o amigo navegante, a “candidata laranja”: se levar a eleição para o segundo turno, quem disputa é outro.
O Datafalha registra hoje um fenômeno inaudito, se comparado com o que acabou de dizer o Marcos Coimbra, da Vox, para quem a “Dilma vence de Norte a Sul, de Leste a Oeste”:

Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.

Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais.

As pesquisas dão a Dilma vantagem em todos os segmentos socioeconômicos relevantes. É a preferida de mulheres e homens (sepultando bobagens como as que ouvimos sobre as dificuldades que teria para conquistar o voto feminino), de jovens e velhos, de negros e brancos. Está na frente entre católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de religiões afro-brasileiras.

Vence entre pobres, na classe média e entre os ricos (embora fique atrás de Serra entre os muito ricos). Lidera entre beneficiários do Bolsa Família e entre quem não recebe qualquer benefício do governo. Analfabetos e pessoas que estudaram, do primário à universidade, votam majoritariamente nela.

Ou seja, o Datafalha desta terça feira, no Capitulo 995º. do Golpe do PiG (***) é a última versão da ficha falsa da Dilma.
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: amiga navegante (muito inteligente) Marilia envia trecho de artigo de João Quartim de Moraes, professor universitário, pesquisador do marxismo e analista político:  

De caso pensado (porque bobos não são), os donos dos jornais e os plumitivos a seu serviço confundem o poder de imprimir com a liberdade de expressão. Nos jornais em que eles mandam, só se escreve o que eles deixam, só se expressa o que eles permitem. As “notícias” que divulgam são tão manipuladas quanto a escolha de seus articulistas e colunistas. A maioria destes defende compactamente, alguns agressivamente, o ponto de vista e os interesses da direita liberal/pró-imperialista. Como porém a importância de um jornal está diretamente relacionada com o número de seus leitores, os magnatas da mediática “abrem espaço” para opiniões diferentes, persuadindo os ingênuos de que são “pluralistas”. Entre os colaboradores mais ou menos (em geral mais para menos do que para mais) “alternativos” figuram dois políticos defensores do verde: F. Gabeira e Marina Silva, articulistas da Folha dita branda.

Mas o apoio unânime que Marina tem recebido por parte do cartel mediático não há de ser principalmente motivado pelo desejo de proteger os micos-leões dourados, lobos-guará e outras espécies em extinção. Mesmo porque ela é, como dizem os gringos, “only the second best” da direita bicéfala (PSDEMB). O problema é que o candidato desta, “the first best”, continua sem fôlego para subir a serra de um eventual 2º turno; a última esperança da direita é que a candidata da “onda verde” arranque uns pontinhos suficientes para deixar Dilma aquém de 50,01% dos votos válidos, impedindo-a de ser eleita logo no primeiro turno.

Em tempo 2: a propósito da “queda da Dilma, para o Datafalha:

Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial – Dia das Crianças 2010

Menor desemprego, maior renda e crédito levam o varejo a apostar no melhor Dia das Crianças dos últimos 6 anos, mostra Serasa Experian

Pesquisa com 1.007 executivos do varejo, realizada de 8 a 15 de setembro, aponta o otimismo do setor com Dia das Crianças 2010; pequenas empresas estão menos otimistas

São Paulo, 28 de setembro de 2010 – A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial para o Dia das Crianças 2010 mostra que os varejistas brasileiros estão entusiasmados com a data. São 57% dos entrevistados que acreditam no aumento do faturamento de seu negócio nesta data de 2010, na comparação com 2009. É a maior parcela desde o início da pesquisa em 2005. No Dia das Crianças 2009, havia 49% de empresários otimistas.

Neste ano, as grandes empresas do varejo estão capitaneando as opiniões positivas, de acordo com 76% de seus empresários. Nas médias empresas, são 66% e nas pequenas 54%.

Na análise regional, o Nordeste tem um otimismo destacado. 72% de seus varejistas acham que vão ampliar seu faturamento no Dia das Crianças 2010 em relação à mesma data de 2009.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/28/o-golpe-capitulo-995-como-o-jn-vai-usar-o-datafalha/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+pha+(Conversa+Afiada)

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